ZEMRUDE Edição Regular

ZEMRUDE Edição Regular

Já se encontra disponível para venda a brochura de ZEMRUDE, uma cidade imaginária. O livro de edição limitada esgotou e já não há qualquer exemplar para venda.
A brochura tem uma edição de 10 (dez) exemplares, com 17 fotografias e tem o custo de 7 euros . Além das fotografias a publicação contém um mapa da cidade!!!
Os interessados podem adquirir a brochura na loja do site. zemrude_regular
Obrigado.

Ficha Técnica:
título | zemrude
autor | arlindo pinto
dimensões | 18×13 (horizontal)
número de páginas | 24
capa e miolo | papel couche
editor | do autor
edição | 10 exemplares
pvp | 7 euros

 

O projeto Take My Body

O projeto TAKE MY BODY

Em 2013 estive envolvido num workshop de fotografia subordinado ao tema : “O que farei com esta imagem?”. O projeto inicial passava por desenvolver uma ideia que não teve condições para tanto.
Depois, aquele que foi apresentado e disso aqui demos conta, como o projeto “TheNakedHairyPhotographer” transformou-se n’ o projeto Take My Body, uma visão descomplexada do corpo humano e da relação que temos com o mesmo.
20 das fotografias que compõem o projeto estão já online aqui: https://arlindopinto.com/fine-art/take-my-body/
Se clicarem nesta fotografia também vão lá ter.o projeto TAKE MY BODY

Desde “arrojado” e “belo” a “dialeto incompreensível”, o projeto Take My Body já recebeu alguns epítetos “interessantes”. Uns fundamentados outros nem tanto (e por isso sem validade).
As imagens foram divulgadas em primeira mão pela rede StudioVox de Los Angeles, EUA e posteriormente através do The Portfolio Project, no mês da fotografia em Sofia, Bulgária.
São agora divulgadas aqui.
Tenham um bom 2014.
Um abraço!

How did I get into photography

TvShots

How did I get into photography

One of these days an art critic asked me how I did I became interested in photography! It is one of those pocket questions for which we think we have the answer on the tip of the tongue, but it is sometimes more difficult than it seems. Of course we all know the answer. Usually, “is a passion that awakened early”, because a family member liked or like to photograph, because we want to immortalize moments, give voice to certain causes, make known beauties and horrors, etc..
How was it with me? How did I get into photography?
As a child I have been just bitten by the bug! Just after been bitten by it, I became interested in photography as the child that all photographers should be: the curious look in the ceaseless discovery of what we look at, but we don’t truly see. The willingness to see reality in a different way, the one that is only visible as a product of the photographic camera. For example, the time shown in the picture (recorded movement in the form of a “blur”) is provided only in photography. My live music photos or the Threads of Life series are for me the best examples. This is something that captivates me, it always surprises me and only photography can give me!
The bug stung me when I was about 7 years, more or less. In fact, don’t know why and it just doesn’t matter, someone offered me a bireflex camera. I don’t even knew what it was and never got any picture with it. But I liked to see through it! It was a toy. It disappeared in time. Psychologically this “toy” that stood between me and reality may ultimately constitute a defensive line of mine “I” before the world.
I think this is my biggest interest in photography: to be my defense of others and, simultaneously, the form of revealing mine I to the world! Contradictory? Perhaps. “ Living is to be in contradiction ”, said Sarte, therefore I do not worry about it.
While adolescent without means to buy a camera, I photographed with borrowed compact cameras. For a long time I was a “seasonal” photographer with a Yashica Electro 35 G.
I photographed on holidays, especially family and one or another photographic adventure! Only much later age and recently in time (1999) I was able to buy my first SLR in 2003 and make first professional photography course and a photographic aesthetics course at Oficina da Imagem. Then I saw the cosmos and I began a journey in which I could put into practice some ideas, attending workshops and other courses and devote more time to photography. I don’t identify myself in traditional photography. I look for alternatives.
Basically, I do not take pictures, I like to do them!

Fios de Vida

Fios de Vida

“Fios de Vida” reflete sobre a fluidez da vida e da fragilidade do homo citadinus débil demais para viver sozinho, perdido na cidade, criação sua, própria do ser social, um lugar de agitação, barulho e marcado pela superficialidade da vida. A cidade é um local paradoxal. No espaço urbano, espera-se que os indivíduos ajam coletivamente, impulsionados pela proximidade com os seus semelhantes, mas é exatamente o inverso que ocorre: o homem está só no meio da multidão. “Fios de Vida” reflete sobre o relacionamento humano num ambiente competitivo e marcado pela solidão e pela postura individualista que as pessoas assumem no espaço das grandes cidades. A cidade abriga um (citando R. WILLIAMS, O campo e a cidade, 1990) “imenso aglomerado de pequenos sistemas, cada um dos quais, por sua vez, é uma pequena anarquia”. Também Hardy escreve, em 1887, que “cada indivíduo tem consciência de si próprio, mas ninguém é consciente da coletividade como um todo.” As imagens isolam indivíduos, grupos, pertenças de um meio atomizado, sem relacionamento aparente ou real. Os indivíduos e os grupos, mais ou menos pequenos, são profundamente descontextualizados como reforço a sua inconsciência coletiva, fios de uma malha que, sendo de vida, é insuficiente para tecer uma consciência coletiva.

© 2006