O projeto Take My Body

O projeto TAKE MY BODY

o projeto take my bodyEm 2013 estive envolvido num workshop de fotografia subordinado ao tema : “O que farei com esta imagem?”. O projeto inicial passava por desenvolver uma ideia que não teve condições para tanto.
Depois, aquele que foi apresentado e disso aqui demos conta, como o projeto “TheNakedHairyPhotographer” transformou-se n’ o projeto Take My Body, uma visão descomplexada do corpo humano e da relação que temos com o mesmo.
As fotografias que compõem o projeto estão já online aqui: https://arlindopinto.com/fine-art/take-my-body/

Desde “arrojado” e “belo” a “dialeto incompreensível”, o projeto  já recebeu alguns epítetos “interessantes”. Uns fundamentados outros nem tanto (e por isso sem validade).
As imagens foram divulgadas em primeira mão pela rede StudioVox de Los Angeles, EUA e posteriormente através do The Portfolio Project, no mês da fotografia em Sofia, Bulgária.
São agora divulgadas aqui.
Tenham um bom 2014.
Um abraço!

Fios de Vida

Fios de Vida

“Fios de Vida” reflete sobre a fluidez da vida e da fragilidade do homo citadinus débil demais para viver sozinho, perdido na cidade, criação sua, própria do ser social, um lugar de agitação, barulho e marcado pela superficialidade da vida. A cidade é um local paradoxal. No espaço urbano, espera-se que os indivíduos ajam coletivamente, impulsionados pela proximidade com os seus semelhantes, mas é exatamente o inverso que ocorre: o homem está só no meio da multidão. “Fios de Vida” reflete sobre o relacionamento humano num ambiente competitivo e marcado pela solidão e pela postura individualista que as pessoas assumem no espaço das grandes cidades. A cidade abriga um (citando R. WILLIAMS, O campo e a cidade, 1990) “imenso aglomerado de pequenos sistemas, cada um dos quais, por sua vez, é uma pequena anarquia”. Também Hardy escreve, em 1887, que “cada indivíduo tem consciência de si próprio, mas ninguém é consciente da coletividade como um todo.” As imagens isolam indivíduos, grupos, pertenças de um meio atomizado, sem relacionamento aparente ou real. Os indivíduos e os grupos, mais ou menos pequenos, são profundamente descontextualizados como reforço a sua inconsciência coletiva, fios de uma malha que, sendo de vida, é insuficiente para tecer uma consciência coletiva.

© 2006