Take My Body

Capa da fotozine de Arlindo Pinto

Take My Body

Arlindo Pinto

Take My Body parte da desconstrução do modelo clássico do nu masculino. O corpo surge como matéria de autoexploração — escuro, vulnerável, animalesco e primário — afastado da ideia de beleza idealizada, poder ou glamour.
As imagens foram produzidas através da digitalização do corpo do autor num scanner de mesa, num processo que introduz uma dimensão performativa e transforma o contacto físico com o dispositivo em parte da construção da imagem.
O trabalho interroga a relação com o corpo e com a intimidade, expondo simultaneamente a vulnerabilidade de quem se mostra e de quem observa. A fotografia torna-se um espaço de confronto entre exterior e interior, aparência e desejo, procurando libertar o corpo masculino dos estereótipos que condicionam a sua representação.

Natureza — Fotozine
Editora — Autoedição
Ano — 2014
Formato — 23 × 31 cm
Páginas — 26
Capa — Mole
Papel — Papel reciclado Renova Print
Impressão —Laser
Tiragem — 50
Exemplares — Numerados e assinados
Edições — Regular e de colecionador
Edição de colecionador — Inclui fotografia Fine Art assinada, impressa em Hahnemühle Photo Rag
Formato da fotografia — Din A4
Tiragem — 10 [1 a 10]

Disponível [edição de colecionador] – 20 €

Ausências

ausencias-arlindo-pinto

Ausências

Arlindo Pinto

AUSÊNCIAS parte da ideia de não-lugar para refletir sobre o Homem enquanto ser social e sobre a fragilidade dos vínculos que estabelece com os outros e com os espaços que atravessa.
As imagens evocam territórios indiferenciados e despersonalizados, onde parecem suspensos os laços de pertença, identidade e relação. Lugares ocupados, mas não verdadeiramente habitados.
A aparente ausência das fotografias interroga também a própria fotografia: imagens que parecem documentar o real, mas que recorrem à construção e à ficção para questionar aquilo que entendemos como verdade.

Natureza — Fotozine
Editora — Autoedição
Ano — 2015
Formato — 21 × 21 cm
Páginas — 24
Capa — Mole
Papel — Renova Print reciclado, 140 g
Impressão — Digital
Tiragem — 20 exemplares

Esgotado

Space 3

Arlindo Pinto Capa Space 3

Space 3

Arlindo Pinto

Space 3 constrói um território de imaginação geográfica e fotográfica, onde lugares reconhecíveis são transformados pela sobreposição de diferentes tempos, pontos de vista e experiências.
Os espaços permanecem geograficamente localizáveis, mas deixam de corresponder a uma realidade única e estável. A fotografia torna-se assim um modo de construir um terceiro espaço, simultaneamente real e imaginado.
A capa e a contracapa prolongam este dispositivo através de uma entrevista ficcional a Arlindo Pinto, assinada por Carlos Galhardo, pseudónimo/persona associado também ao projeto Guiné 72.

Natureza — Fotozine
Editora — Autoedição
Ano — 2015
Formato — 21 × 27 cm
Páginas — 26
Capa — Mole
Papel — Renova Print reciclado, 100 g
Impressão — Digital
Tiragem — 20 exemplares

Esgotado

Zemrude

capa do livro Zemrude, de Arlindo Pinto

Zemrude

Arlindo Pinto

Zemrude parte da ideia de que uma cidade não possui uma forma única: transforma-se segundo o modo como a percorremos, o lugar de onde a observamos e o estado de espírito com que a habitamos.
Caminhar torna-se uma forma de construir o espaço. Cada percurso seleciona fragmentos, estabelece relações e produz uma cartografia subjetiva da cidade. A fotografia participa desse mesmo processo: cada enquadramento é um ponto de vista e cada sequência, um itinerário possível.
Inspirado pela Zemrude de Italo Calvino e pela reflexão sobre o caminhar enquanto forma de experiência urbana, o trabalho procura uma cidade que existe tanto no espaço físico como no olhar de quem a atravessa.

Natureza — Fotozine
Editora — Edição de autor
Ano — 2015
Formato — 13 × 18 cm
Páginas — 24

Edição regular
Capa — por confirmar
Papel — Couché
Impressão — Laser
Tiragem — 10 exemplares

Edição de colecionador
Capa — Dura
Papel — Premium Lay Flat Photo Book
Impressão — Digital
Tiragem — 5 exemplares

Esgotado

Everything Is Not

EVERYTHING IS NOT

Arlindo Pinto

EVERYTHING IS NOT parte de uma reflexão sobre a transformação da experiência urbana. Do funcionalismo de Le Corbusier e da progressiva perda da rua como espaço de encontro, o projeto aproxima-se do pensamento de Guy Debord e de A Sociedade do Espetáculo: um mundo onde a experiência é cada vez mais mediada por imagens, mercadorias e representações.
Entre aparência e realidade, consumo e liberdade, EVERYTHING IS NOT interroga aquilo que ainda conseguimos ver quando o real nos chega já transformado pela sua própria imagem. A fotografia torna-se, paradoxalmente, um meio para questionar o próprio domínio das imagens.

Natureza — Fotozine
Editora — Autoedição
Ano — 2016
Formato — 21 × 27 cm
Páginas — 22
Capa — Mole
Papel — Renova Cyclus reciclado, 300 g
Impressão — Digital
Tiragem — 20 exemplares
Exemplares — Numerados e assinados

Esgotado

Alegoria do Inferno

alegoria do inferno zine

Alegoria do Inferno

Arlindo Pinto

Alegoria do Inferno nasce do confronto entre um imaginário religioso herdado e a distância crítica de quem já não o reconhece como verdade. Monstros, demónios e figuras de condenação deixam de pertencer apenas à doutrina cristã para se tornarem matéria visual — formas através das quais medo, culpa, desejo e crença podem ser interrogados.
A alegoria abandona aqui a função moralizante. Céu e Inferno coexistem como construções humanas, contraditórias mas inseparáveis, produzidas pela mesma necessidade de dar forma ao desconhecido. O olhar substitui a certeza; a imagem, a doutrina.
Ao espectador não é oferecida uma interpretação definitiva. As fotografias permanecem abertas, entre atração e repulsa, sagrado e profano, crença e dúvida — devolvendo-lhe a liberdade de construir o seu próprio inferno.

Natureza — Fotozine
Editora — Autoedição
Ano — 2016
Formato — 21 × 14 cm (A5)
Páginas — 24
Capa — Mole, 300 g
Papel — Renova Cyclus reciclado, 140 g
Impressão — Digital
Tiragem — 20 exemplares
Exemplares — Numerados e assinados

Esgotado

sonhando versos e sorrindo em itálico

Capa de fotozine - Tsocazine #4 -de Arlindo Pinto

sonhando versos e sorrindo em itálico

Arlindo Pinto

O regresso regular às paisagens da infância é memória e contemplação. Percorrer distâncias apenas para alijar a carga das fórmulas da vivência citadina, vestida a preceito e organizada no caos da hipocrisia das narrativas infalivelmente corretas.
É uma transitória e triunfante liberdade de devaneio errático, imaginando e esquecendo as coisas que ficaram para trás e que deixei com desapego. Regresso para rever a cópia restaurada de um filme estreado há décadas, povoado de imagens que há muito se fixaram na memória.
Observando o tempo, sonho os versos em película e, nos breves instantes que a luz me concede, imortalizo o princípio daquela vida e permaneço indolente: “sonhando versos e sorrindo em itálico” como no poema de Álvaro de Campos.

Natureza — Fotozine | TOSCAzine #4
Editora — Imagerie – Casa de Imagens
Ano — 2017
Formato — 21 × 14 cm (A5)
Páginas — 20
Sobrecapa — Papel manteigueiro, 140 g
Papel — Renova Cyclus reciclado, 140 g
Impressão — Jato de tinta
Tiragem — 50 exemplares
Exemplares — Numerados
Tradução — Magda Fernandes

Esgotado

Minimercado de Autor

O Atelier Pop-Up vai realizar mais uma edição do Minimercado de Autor nos dias 6 e 7 de maio. O evento terá lugar no Palácio Pancas Palha entre as 14.30 e as 19.30. Vão estar disponíveis publicações e imagens, nomeadamente.  O Minimercado de Autor vai contar com a presença de vários dos autores associados do Atelier Pop-Up, entre outros este vosso amigo, que estará lá no dia 7 de maio.

São tod@s muito bem vind@s. Venham ouvir os autores falar dos seus projetos e encontrem aquele livro e/ou imagem de que andavam à procura.

Um abraço.

Minimercado de Autor, 6 e 7 de maio

Promover o Photobook

Promover o Photobook

Amigas e amigos:

Estamos perto de chegar ao mais estranho natal das nossas vidas, globalmente falando, porque natais estranhos já todos devemos ter tido.

A pandemia mitigará, talvez, o acesso às catedrais do consumo, onde todos vamos para nos sentirmos sós e comprar as coisas mais ou menos normalizadas pelo mercado das necessidades. Algumas criadas, para nosso gáudio!

Nós, os que não têm uma loja de renda milionária no shopping, entregamos em mão, discutimos a obra e falamos de coisa triviais enquanto bebemos qualquer coisa e comemos uma chamuça. Falo dos que fazem livros, pequenas edições em que investimos tempo, dinheiro, suor e lágrimas (isto já é muito drama, mas pelo menos algum stresse cabelos brancos). Sabemos que é assim e que o mérito não vem pela quantidade vendida, mas pela felicidade de saber de que 2, 20, 50, ou menos, quiçá, ali encontraram prazer e nas imagens do autor construíram a “história” que este quis contar, ou a sua própria, o que é muito mais belo. Se com a nossa argamassa outros constroem templos melhores do que os nossos, a satisfação é multiplicada pelo número de construções que cada um erige.

Não saberão, mas cada um dos autores que se autoedita, tem em vários locais da casa ou do ateliê, obras suas à espera de alguém que as possa acarinhar (é mesmo esta a expressão – não é pieguice). E estão lá pelas mais variadas e estranhas razões: desde as falhas do autor na distribuição, até à falta de oportunidade de qualquer coisa, passando pelo desdém que alguns nutrem pelos que não são o moço de orelhas de rato Mickey (sem ofensa que eu respeito os dois, incluindo o das orelhas).

Vai daí, tirei-me de cuidados [neste momento o Mário Pires escreve no Facebook “O Jorg Colbert disse que o mercado mundial para os Photobooks era muito limitado, isso há uns anos. Acho que tem razão, tirando exceções honrosas, os livros ganham pó nas livrarias.”] e pensei, porque não sacudir o pó aos livros e oferecê-los a preços (ainda) mais baixos para que alguém possa ter um natal com imagens e imaginação? É imaginação. Imaginem só!

Promover o photobook (em estrangeiro parece outra coisa) e a imagem fotográfica e colocá-los nas vossas mãos, é o intuito desta página que podem encontrar AQUI.

Por defeito o site cobra portes. Se quiserem entregas em mão, avisem antes de comprar.

No entanto se nada do que ali consta vos interessar e no mesmo intervalo de preços, têm no OLX, desde a “Grande Enciclopédia Médica – Como Nova!!!” até ao sempre útil “Eletricidade Básica” ou mesmo o “Livro Fundamentos de Enfermagem de Saúde Mental”. Todos temos interesses diversos e ainda bem que assim é. Caso contrário, tudo isto seria estupidamente monótono.

Boas compras.

Namastê.

O ano termina aqui

O ano termina aqui

Caros amigos:
Quase a terminar o ano de 2016 quero dar nota do meu apreço por todos aqueles que de uma forma de ou de outra apoiam o meu trabalho enquanto fotógrafo: seja criticando de forma construtiva, seja ajudando na realização de eventos, divulgando e adquirindo algumas das coisas que vou fazendo enquanto fotógrafo. Estas aquisições são uma importante contribuição para continuar a desenvolver trabalho, porque ajudam a amortizar os investimentos que vou fazendo. Não há lucro. Há vontade, paixão e muito trabalho.
O ano termina aquiEm 2016 editei duas novas zines “EVERYTHING IS NOT” e O ano termina aqui alegoria do inferno zine“Alegoria do Inferno”. Considerem oferecer alguma pelo Natal ou até na Páscoa… Algumas das minhas zines estão quase esgotadas e a a 7ª Feira do Livro de Fotografia de Lisboa – Lisbon’s Photobook Fair deste ano ajudou nesse capitulo.
A zine da série Space 3 está quase esgotada. Fotografias desta série receberam uma Menção Honrosa no Concurso de Fotografia do Barreiro 2017. Não sendo um primeiro prémio, é mais um indicio que nos diz que, possivelmente, estamos no caminho da luz! A exposição com os 10 melhores trabalhos a concurso está por lá! A zine da série AUSÊNCIAS está quase esgotada também
A propósito, estive no Barreiro no dia 27 de novembro numa conversa muito interessante sobre o ensino da fotografia em Portugal, como moderador, por ausência da Susana Paiva (uma mentora e referência para mim). Estiveram representados na conversa o IADE, a APAF, a AR.CO, o IPT, o MEF e o CENJOR.
Tenho grandes expectativas para 2017. Mas isso fica, por ora, no segredo do deuses.
Sejam felizes.
O ano termina aqui.