Livro de Artista do Projeto “i”

Projeto i

Livro de Artista do Projeto “i”

A apresentação do livro relativo ao Projeto “i”  terá lugar no dia 17 de novembro, pelas 18h.30m no Palácio Pancas Palha, Travessa do Recolhimento Lázaro Leitão, nº 1, 1ª andar, Lisboa. São naturalmente bem vindos e a vossa presença é apreciada. A laia de contextualização fica abaixo um pouco da história da construção deste livro “sui generis”.

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O projeto “i” nasceu no âmbito da Escola Informal de Fotografia em 2017, sob a orientação de Susana Paiva, tendo como pano de fundo o “Elogio da Sombra” de Junichiro Tanizaki e o universo japonês Wabi-Sabi, tal como sobre ele escreveu Leonard Koren em “Wabi-Sabi for Artists, Designers, Poets & Philosophers”.
O “Elogio da Sombra” serviu de base ao “draft” conceitual do projeto e à safra de imagens que foram colhidas em fevereiro, março, abril e novembro de 2017. Além da penumbra tão cara a Tanizaki, o grosso das imagens revelava contrastes muito acentuados e sombras muito profundas, em locais onde apenas uma luz muito ténue era admitida, sem luz solar direta ou luz qualquer luz artificial. As imagens eram nítidas e precisas, de arestas cortantes, ângulos e linhas bem definidos. Apesar de evocarem a importância, segundo Tanizaki, da obscuridade no modo de vida tradicional japonês, em si mesmas consideradas, não satisfaziam, segundo o seu autor, os conceitos de transitoriedade, imperfeição, impermanência e incompletude, a que a beleza das coisas está submetida, segundo o conceito de Wabi-Sabi de Koren. Isso iria requerer um processo criativo assente a montante num erro/acaso, que descaradamente se usou como formula de experimentação para a criação final das imagens, todas elas únicas e perspetiveis. Citando Lazslo Moholy-Nagy, 1947, por seu lado citado por Magda Fernandes & José Domingos in “A salvação da fotografia vem da experimentação”. Não temos a pretensão da salvar a fotografia, nem nos preocupa, como se questionam aqueles autores, se “Poderá o acaso continuar a assim chamar-se, se deliberadamente o procuramos?”
As imagens de “i”, como se lê no Artist Statement do autor, “são imagens de paciência, construídas pacientemente, para observadores pacientes”. Que outra coisa dizer de imagens cuja construção obedece a um processo de impressão doméstica a preto e branco, no verso de papel fotográfico, terminadas usando um secador de cabelo?
O livro que agora se dá a conhecer continua a obedecer aos princípios estéticos que no início e ao longo do processo da sua construção apelavam ao acaso e à imperfeição. Para isso muito contribuiu o workshop com Paula Roush, “Page Turner”, em novembro de 2017. O livro, fugindo do convencional, não o afronta tão radicalmente como estamos certos a Paula apreciaria, mas comunga ele próprio de três simples realidades: nada dura, nada é completo: nada é perfeito.
“i” foi totalmente manufaturado. À exceção da impressão, ela própria exigindo uma atenção redobrada em relação a um processo normal de impressão, tudo o resto é fruto de braço. É portador de uma beleza onde já não se torna suficiente só olhar, é preciso ter tempo para ver. A beleza e a pressa são antagónicos e esta impede que se desfrute daquela, porque há uma importante auto-jornada para encontrar e apreciar o que está mais escondido.
“i” é um exercício de paciência, generosidade e simplicidade.
Esperamos que o desfrutem como ele merece.

O ano termina aqui

O ano termina aqui

Caros amigos:
Quase a terminar o ano de 2016 quero dar nota do meu apreço por todos aqueles que de uma forma de ou de outra apoiam o meu trabalho enquanto fotógrafo: seja criticando de forma construtiva, seja ajudando na realização de eventos, divulgando e adquirindo algumas das coisas que vou fazendo enquanto fotógrafo. Estas aquisições são uma importante contribuição para continuar a desenvolver trabalho, porque ajudam a amortizar os investimentos que vou fazendo. Não há lucro. Há vontade, paixão e muito trabalho.
arlindo_pinto_everything_is_not_1Em 2016 editei duas novas zines “EVERYTHING IS NOT” e alegoria do inferno zineAlegoria do Inferno”. Considerem oferecer alguma pelo Natal ou até na Páscoa… Algumas das minhas zines estão quase esgotadas e a a 7ª Feira do Livro de Fotografia de Lisboa – Lisbon’s Photobook Fair deste ano ajudou nesse capitulo.
A zine da série Space 3 está quase esgotada. Fotografias desta série receberam uma Menção Honrosa no Concurso de Fotografia do Barreiro 2017. Não sendo um primeiro prémio, é mais um indicio que nos diz que, possivelmente, estamos no caminho da luz! A exposição com os 10 melhores trabalhos a concurso está por lá! A zine da série AUSÊNCIAS está quase esgotada também
A propósito, estive no Barreiro no dia 27 de novembro numa conversa muito interessante sobre o ensino da fotografia em Portugal, como moderador, por ausência da Susana Paiva (uma mentora e referência para mim). Estiveram representados na conversa o IADE, a APAF, a AR.CO, o IPT, o MEF e o CENJOR.
Tenho grandes expectativas para 2017. Mas isso fica, por ora, no segredo do deuses.
Sejam felizes.
O ano termina aqui.

As Cidades o Homem

As Cidades o Homem

Chegados quase ao fim do mês de Maria venho aqui dar-vos nota de que o meu próximo trabalho fotográfico, tendo como pano de fundo AS CIDADES O HOMEM, tem especial enfoque nas problemáticas da condição existencial pós-moderna, caraterizada pelo primado do consumo e do homo consumens, produto do capitalismo tardio ou neocapitalismo. Consumo que se identifica com o poder e a felicidade, e sustenta a autoridade da mercadoria como elemento de dominação da sociedade, num mundo movido pelas aparências e pela voracidade permanente de factos, notícias e produtos.
O projeto é, como sempre, uma reflexão sobre questões que me preocupam e sobre as quais pretendo comunicar alguma coisa, tomar posição.
É um trabalho de apropriação, sobre cujas imagens estão neste momento em edição. Provisoriamente tem por titulo EVERYTHING IS NOT. Uma das imagens da série fica aqui como antecipação.
arlindo-pinto-everything-is-not-11O projeto será apresentado sob a forma de “work in progress” apenas a convidados (darei noticia antes) no próximo mês de junho, uma vez que a sua apresentação formal apenas terá lugar no dia 30 de Outubro, entre as 16h30 e as 19h30, nas instalações do Palácio Pancas Palha, em Lisboa.

Entretanto, os projetos de 2015 que foram editados em fotozine, ZEMRUDE, SPACE3 e AUSÊNCIAS, depois de esgotado o stock inicial, estão de volta com a possibilidade de fazerem o download gratuito de uma fotografia de cada uma das séries. No caso de estarem interessados em alguma das zines/fotos cliquem AQUI, sff. A aquisição das zines ajuda-me a financiar novos projetos. Fica aqui um profundo agradecimento a todos os que têm adquirido exemplares das ditas.
Saudações fotográficas.

Processos Fotográficos Alternativos

Processos Fotográficos Alternativos

Novembro é o Mês da Fotografia, na cidade do Barreiro.  Entre as atividades que o evento envolve, estão exposições, palestras, oficinas, mostras, concurso de fotografia, maratona fotográfica, etc.
No próximo dia 29, domingo, pelas 15.30 terá lugar uma masterclass sobre processos fotográficos alternativos. Esta masterclass terá a participação da Magda Fernandes e José Domingos, com o projeto de fotografia estoneipa, TOSCA (Uma câmara estenopeica ou câmara pinhole é uma máquina fotográfica sem lente), de mim próprio com o projeto “Take My Body” e do João Miguel Batista com o projeto Polaroid “De olhos bem fechados (uma palavra)” (Polaroid (marca registrada da Polaroid Corporation) é o nome de um tipo de plástico que serve para polarizar a luz, patenteado originalmente em 1929).
Estarei por lá, convido-vos a consultar o programa do evento aqui, e se vos aprouver a assistirem à masterclass. O vosso apoio é fundamental para os autores.
Irei falar do projeto “Take My Body” e das ferramentas utilizadas na sua construção: um digitalizador (periférico de entrada responsável por digitalizar imagens, fotos e textos impressos para o computador, um processo inverso ao da impressora).
Na mesma masterclass reunir-se-ão processos com história feita e assente e outros que a era digital veio abrir portas: desde a película fotográfica e do estenopo ao conhecido “scanner”, passando pelo plástico que serve para polarizar a luz, disto se falará e das possibilidades que estes processos fotográficos alternativos oferecem aos autores que os colocam ao serviço da sua criatividade.
Até lá!

Masterclass Processos Fotográficos Alternativos

 

Take My Body este Natal

Take My Body este Natal

Take My Body

Encontra-se já no mercado, “Take My Body”, um fotozine editado pela Hugglybooks em papel reciclado de 150g, com algumas das imagens que constituem a série realizada em 2013. A edição é limitada a 50 exemplares, numerados e assinados pelo autor, 20 dos quais em edição de colecionador. Esta é acompanhada de uma imagem (que não consta do fotozine) impressa em papel Hahnemuhle Photo Rag de 308g.
A publicação está à venda na Mercearia de Arte, em Coimbra e pode, também ser adquirido clicando na imagem ao lado, com oferta dos portes de correio (Portugal continental).
Podem também adquirir o fotozine no Photobook Club Lisboa, que se realiza todas as primeiras sextas-feiras de cada mês, na Cowork Lisboa, Rua Rodrigues Faria 103, LxFactory – Edifício I – 4º Andar, Lisboa, com desconto de 10% na edição de colecionador.
Um abraço e até sempre.

Ficha Técnica:
título | take my body
autor | arlindo pinto
dimensão | 23×31 cm
número de páginas | 26
editor | Hugglybooks black scrapbook editions
pvp | 25 euros edição de colecionador | 10 euros edição regular
edição limitada a 50 exemplares | numerados e assinados pelo autor
ISBN | 978-989-98696-3-9

Look at the trailer…

O projeto Take My Body

O projeto TAKE MY BODY

Em 2013 estive envolvido num workshop de fotografia subordinado ao tema : “O que farei com esta imagem?”. O projeto inicial passava por desenvolver uma ideia que não teve condições para tanto.
Depois, aquele que foi apresentado e disso aqui demos conta, como o projeto “TheNakedHairyPhotographer” transformou-se n’ o projeto Take My Body, uma visão descomplexada do corpo humano e da relação que temos com o mesmo.
20 das fotografias que compõem o projeto estão já online aqui: https://arlindopinto.com/fine-art/take-my-body/
Se clicarem nesta fotografia também vão lá ter.o projeto TAKE MY BODY

Desde “arrojado” e “belo” a “dialeto incompreensível”, o projeto Take My Body já recebeu alguns epítetos “interessantes”. Uns fundamentados outros nem tanto (e por isso sem validade).
As imagens foram divulgadas em primeira mão pela rede StudioVox de Los Angeles, EUA e posteriormente através do The Portfolio Project, no mês da fotografia em Sofia, Bulgária.
São agora divulgadas aqui.
Tenham um bom 2014.
Um abraço!

Mois Europeen de la Photographie à Sofia

O meu último projeto “TOMAI O MEU CORPO“, que aqui há de aparecer está já em Sofia, Bulgária, no Mês Europeu da Fotografia. Dêem uma espreitadela aos projetos presentes.
My last project “TAKE MY BODY“, it is already in Sofia, Bulgaria, at The European Month of Photography. Take a peek at the projects included.

THE PORTFOLIO PROJECT | Mois Europeen de la Photographie à Sofia | 2013.

De 18 a 29 Novembro 2013 | VIVACOM Art Hall | Sofia | Bulgária
THE PORTFOLIO PROJECT participa no Mês da Fotografia, em Sofia com apresentação de diversos projectos individuais e colectivos.
Projectos individuais
ANA CATARINA PINHO | Broken Ground
SUSANA PAIVA | Electronic Landscapes
LUÍS PINTO | Hope + The value of manual labour
ROSA REIS | Cumplicidades
ARLINDO PINTO | Take my body
JOSÉ MORAIS | Jardim
ANA PEREIRA | Cenários de uma República + O mundo das pequenas coisas – imagens de um presente em pausa
RICARDO FIGUEIRA | À la poursuite du désir
JORGE PEDRA | Blur over the sky and ground + Urban Walls
BRENDA TURNNIDGE | Mould Art
Projectos colectivos
MUSEU | modos de usar
Feito em parceria com o MUSEU NACIONAL MACHADO DE CASTRO, em Coimbra
SUSANA PAIVA | Hiato – entre nós todo um universo
CATARINA ALARCÃO | Os espaços
BRENDA TURNNIDGE | Where two world meet – Angels, Saints and Monks in waiting
CARLOS GOMES | Invisível movimento
HUGO COSTA MARQUES + ÂNGELA VARGUES | Inter(no)
Projectos especiais
Quando olho o palco vejo todo um universo
(Reflexão sobre o território da Fotografia do Espectáculo, realizado no âmbito do projecto ESCOLA INFORMAL DE FOTOGRAFIA DO ESPECTÁCULO)
CARLOS GOMES | (in)animated scenes
HUGO COSTA MARQUES | Móbil
LUÍS LUCAS PEREIRA | HUMAGINARIUM

Mais informações sobre o Festival em
mephotosofia.wix.com/emps

How did I get into photography

TvShots

How did I get into photography

One of these days an art critic asked me how I did I became interested in photography! It is one of those pocket questions for which we think we have the answer on the tip of the tongue, but it is sometimes more difficult than it seems. Of course we all know the answer. Usually, “is a passion that awakened early”, because a family member liked or like to photograph, because we want to immortalize moments, give voice to certain causes, make known beauties and horrors, etc..
How was it with me? How did I get into photography?
As a child I have been just bitten by the bug! Just after been bitten by it, I became interested in photography as the child that all photographers should be: the curious look in the ceaseless discovery of what we look at, but we don’t truly see. The willingness to see reality in a different way, the one that is only visible as a product of the photographic camera. For example, the time shown in the picture (recorded movement in the form of a “blur”) is provided only in photography. My live music photos or the Threads of Life series are for me the best examples. This is something that captivates me, it always surprises me and only photography can give me!
The bug stung me when I was about 7 years, more or less. In fact, don’t know why and it just doesn’t matter, someone offered me a bireflex camera. I don’t even knew what it was and never got any picture with it. But I liked to see through it! It was a toy. It disappeared in time. Psychologically this “toy” that stood between me and reality may ultimately constitute a defensive line of mine “I” before the world.
I think this is my biggest interest in photography: to be my defense of others and, simultaneously, the form of revealing mine I to the world! Contradictory? Perhaps. “ Living is to be in contradiction ”, said Sarte, therefore I do not worry about it.
While adolescent without means to buy a camera, I photographed with borrowed compact cameras. For a long time I was a “seasonal” photographer with a Yashica Electro 35 G.
I photographed on holidays, especially family and one or another photographic adventure! Only much later age and recently in time (1999) I was able to buy my first SLR in 2003 and make first professional photography course and a photographic aesthetics course at Oficina da Imagem. Then I saw the cosmos and I began a journey in which I could put into practice some ideas, attending workshops and other courses and devote more time to photography. I don’t identify myself in traditional photography. I look for alternatives.
Basically, I do not take pictures, I like to do them!

Three In The Wind BW

Three In The Wind

Three In The Wind BW: hoje, 12 de fevereiro de 2013 foi um dia que sendo carnaval não foi para uns quantos. Whatever! Saí, senti o vento e achei que no vai e vem da natureza podia encontrar serenidade. E encontrei! Three In The Wind: Today, February 12, 2013 was a day that being carnival it was not for a few. Whatever! I left, I felt the wind and thought that in the back and forth of nature I could find serenity. And I did!