As Cidades o Homem

As Cidades o Homem

Chegados quase ao fim do mês de Maria venho aqui dar-vos nota de que o meu próximo trabalho fotográfico, tendo como pano de fundo AS CIDADES O HOMEM, tem especial enfoque nas problemáticas da condição existencial pós-moderna, caraterizada pelo primado do consumo e do homo consumens, produto do capitalismo tardio ou neocapitalismo. Consumo que se identifica com o poder e a felicidade, e sustenta a autoridade da mercadoria como elemento de dominação da sociedade, num mundo movido pelas aparências e pela voracidade permanente de factos, notícias e produtos.
O projeto é, como sempre, uma reflexão sobre questões que me preocupam e sobre as quais pretendo comunicar alguma coisa, tomar posição.
É um trabalho de apropriação, sobre cujas imagens estão neste momento em edição. Provisoriamente tem por titulo EVERYTHING IS NOT. Uma das imagens da série fica aqui como antecipação.
As Cidades o Homem O projeto será apresentado sob a forma de “work in progress” apenas a convidados (darei noticia antes) no próximo mês de junho, uma vez que a sua apresentação formal apenas terá lugar no dia 30 de Outubro, entre as 16h30 e as 19h30, nas instalações do Palácio Pancas Palha, em Lisboa.

Entretanto, os projetos de 2015 que foram editados em fotozine, ZEMRUDE, SPACE3 e AUSÊNCIAS, depois de esgotado o stock inicial, estão de volta com a possibilidade de fazerem o download gratuito de uma fotografia de cada uma das séries. No caso de estarem interessados em alguma das zines/fotos cliquem AQUI, sff. A aquisição das zines ajuda-me a financiar novos projetos. Fica aqui um profundo agradecimento a todos os que têm adquirido exemplares das ditas.
Saudações fotográficas.

Processos Fotográficos Alternativos

Processos Fotográficos Alternativos

Novembro é o Mês da Fotografia, na cidade do Barreiro.  Entre as atividades que o evento envolve, estão exposições, palestras, oficinas, mostras, concurso de fotografia, maratona fotográfica, etc.
No próximo dia 29, domingo, pelas 15.30 terá lugar uma masterclass sobre processos fotográficos alternativos. Esta masterclass terá a participação da Magda Fernandes e José Domingos, com o projeto de fotografia estoneipa, TOSCA (Uma câmara estenopeica ou câmara pinhole é uma máquina fotográfica sem lente), de mim próprio com o projeto “Take My Body” e do João Miguel Batista com o projeto Polaroid “De olhos bem fechados (uma palavra)” (Polaroid (marca registrada da Polaroid Corporation) é o nome de um tipo de plástico que serve para polarizar a luz, patenteado originalmente em 1929).
Estarei por lá, convido-vos a consultar o programa do evento aqui, e se vos aprouver a assistirem à masterclass. O vosso apoio é fundamental para os autores.
Irei falar do projeto “Take My Body” e das ferramentas utilizadas na sua construção: um digitalizador (periférico de entrada responsável por digitalizar imagens, fotos e textos impressos para o computador, um processo inverso ao da impressora).
Na mesma masterclass reunir-se-ão processos com história feita e assente e outros que a era digital veio abrir portas: desde a película fotográfica e do estenopo ao conhecido “scanner”, passando pelo plástico que serve para polarizar a luz, disto se falará e das possibilidades que estes processos fotográficos alternativos oferecem aos autores que os colocam ao serviço da sua criatividade.
Até lá!

Masterclass Processos Fotográficos Alternativos

Território e Imaginação

Território e Imaginação

Desde julho que não vos dava notícias sobre a fotografia que vou fazendo. Por isso aqui estou.

2015 foi para mim, que não faço fotografia a tempo inteiro, o ano do espaço, do território e dos lugares e não-lugares. Melhor, território e imaginação. A matéria foi uma das vertentes de estudo do curso deste ano da Escola Informal de Fotografia-EIF. Suspeito que 2016 não será substancialmente diferente.

Quando falamos de espaço e/ou território pode, cada uma de nós, estar a referir-se a realidades bem distintas. Não vos quero apoquentar com assuntos que porventura não vos interessem (mas são livres de passar à frente), mas tenho que dizer-vos que quando se parte para um trabalho fotográfico de autor há que suportá-lo num conceito, uma forma de ver e dar a ver, entre outras coisas. A construção do conceito, partindo da ideia inicial, determina a pesquisa e estudo a realizar antes da execução do trabalho.

Numa fase embrionária fui compilando textos, cuja leitura depois fui aprofundando em função dos meus interesses na preparação do(s) discurso(s) fotográfico(s) a que me propus.

Estes foram alguns pontos de partida para o Território e Imaginação:

  • “O espaço é a acumulação desigual dos tempos.” MILTON SANTOS, 1988.
  • “O território é o chão e mais a população, isto é uma identidade, o fato e o sentimento de pertencer àquilo que nos pertence. O território é a base do trabalho, da residência, das trocas materiais e espirituais e da vida, sobre as quais ele influí. Quando se fala em território deve-se, pois, desde logo, entender que está falando em território usado, utilizado por uma população.” MILTON SANTOS, 2003.
  • “De acordo com RAFFESTIN (1993), o território é uma construção conceitual a partir da noção de espaço. Com isso esse autor pretende fazer uma distinção entre algo já “dado”, o espaço – na condição de matéria prima natural e um produto resultante da moldagem pela ação social dessa base – e o território – um construto, passível de “uma formalização e/ou quantificação”. Assim, “a produção de um espaço, o terrritório nacional, espaço físico, balizado, modificado, transformado pelas redes, circuitos e fluxos que aí se instalam: rodovias, canais, estradas de ferro, circuitos comerciais e bancários, auto-estradas, e rotas aéreas, etc.”, (LEFEBVRE, 1978, p. 259 apud RAFFESTIN, 1993, p. 143), por exemplo, se constitui em um complexo jurídico-sócio-econômico, modelado em uma multiplicidade de paisagens, exibindo feições características. O território é, assim, a base física de sustentação locacional e ecológica, juridicamente institucionalizado do Estado Nacional. Contém os objetos espaciais, naturais e/ou construídos, na condição de instrumentos exossomáticos, para (re)produção de uma identidade étnico-sócio-cultural.” CARLOS SANTOS in REVISTA ZONA DE IMPACTO. ISSN 1982-9108, VOL. 13, Setembro/Dezembro, ANO 11, 2009.
  • “…do território não escapa nada, todas as pessoas estão nele, todas as empresas, não importa o tamanho, estão nele, todas as instituições também, então o território é um lugar privilegiado para interpretar o país.” MILTON SANTOS, 1998.
  • “Para Soja (1971, p. 19), no âmbito da conotação política da organização do espaço pelo homem, a territorialidade pode ser vista como “um fenômeno comportamental associado com a organização do espaço em esferas de influência ou de territórios claramente demarcados, considerados distintos e exclusivos, ao menos parcialmente, por seus ocupantes ou por agentes outros que assim os definam.” CARLOS SANTOS in REVISTA ZONA DE IMPACTO. ISSN 1982-9108, VOL. 13, Setembro/Dezembro, ANO 11, 2009.
  • “Os não-lugares representam de certo modo as transformações que estão a ocorrer na sociedade moderna e que se materializam no território e das quais ninguém se parece aperceber. Todos nós, ou muitos de nós, beneficiamos com a construção destes novos espaços que nos permitem “fazer mais coisas em menos tempo”: auto-estradas, hipermercados, centros comerciais, caixas multibanco, etc. É a estes espaços, que nos facilitam a circulação, o consumo e a comunicação que Marc Augé chama “não-lugares”, em oposição aos “lugares antropológicos” que privilegiam as dimensões identitárias, históricas e relacionais (Augé, 2006). 
  • O não-lugar surge numa sociedade globalizada e é de certo modo o resultado da mobilidade dos indivíduos, dos objectos, e das ideias. Mas esta, tem características diferentes da mobilidade da cidade industrial, trata-se cada vez mais de uma dupla mobilidade: a do desenvolvimento tecnológico que permitiu “encurtar as distâncias” através dos meios de transporte (avião, metropolitano, automóvel); e a que surge com as Novas Tecnologias da Informação (NTI), que tornando-nos possível percorrer o espaço através de alguns sentidos (olhar, ouvir), nos permitem viver cada vez mais num espaço virtual sem sairmos do lugar que ocupamos.
    O lugar antropológico é o oposto dos não-lugares que encarnam de certo modo a ideia de cidade associada à mobilidade, viagem e anonimato.
    “Correspondem a uma relação forte entre o espaço e o social, que caracteriza as sociedades arcaicas, e são portadores de três dimensões: são identitários, históricos e relacionais. Estes lugares acompanham a modernidade, mas com as recentes transformações da sociedade eles vão-se perdendo, desaparecendo, e sendo substituídos por outros a que MA (Marc Augé) vai chamar não-lugares.” TERESA SÁ, EM LUGARES E NÃO-LUGARES EM MARC AUGÉ, 2006, 180.
  • “A época atual será talvez, sobretudo, a época do espaço. Nós estamos na época do simultâneo, nós estamos na época da justaposição, na época do próximo e do distante, do lado a lado, do disperso. Nós estamos em um momento no qual o mundo se faz sentir, creio eu, menos como uma grande vida que se desenvolverá através dos tempos do que como uma rede que liga pontos e que entrecruza seus laços” (FOUCAULT, M. “DES ESPACES AUTRES”. In: Dits e Écrits, tome 2: 1976-1988. Paris: Gallimard, 2001. pp.1571-1581.)

Depois de ter realizado “ZEMRUDE”, uma série fotográfica sobre uma das cidades invisíveis de Italo Calvino, interessou-me a construção dos espaços (imaginários) e a discussão em torno dos “não-lugares” de Marc Augé. Na construção dos espaços (imaginários) de “SPACE 3” foi fundamental a leitura de Foucault e de David Harvey. Na estruturação de “AUSÊNCIAS” foi essencial Marc Augé.
De “ZEMRUDE” já vos falei aqui e há ainda alguns exemplares da fotozine regular à venda, na loja. Novos são os trabalhos “SPACE 3” e “AUSÊNCIAS”.

SPACE 3” é um território de imaginação geográfica e fotográfica. Recorre em certa medida ao conceito de heteropias usado por David Harvey ao referir-se aos espaços heterotópicos. É um “trompe-l’oeil” que nos obriga a refletir nas possibilidades dos espaços. Um terceiro espaço com origem numa espécie de engarrafamento do tempo, que decorreu entre tomadas de vista dos espaços que, apesar de geograficamente localizáveis, nunca são os mesmos porque também os eventos que ali têm em lugar, os significados que se lhes atribuem, as ideias e ideais que lhe subjazem não são os mesmos. A primeira tomada de vista data de entre 50 a 100 anos atrás.
Interessou-me, ao debruçar-me sobre a questão do território, a construção de – parafraseando Foucault – “espaços outros”, através de uma espécie de arqueologia da imagem. O passado dos espaços sempre me interessou, nomeadamente e neste caso, para me ajudar a criar outros espaços, cuja existência se resume à superfície bidimensional do papel fotográfico. Espaços imaginários.
A série “SPACE 3” podem ser vista AQUI. Da série está já ao alcance dos interessados uma fotozine.

AUSÊNCIAS” discorre sobre o Homem na sua condição de animal social, ser de afetos, e os relacionamentos que opera com a comunidade em que se insere e com os espaços que ocupa. É uma metáfora que dá expressão à omissão da criação de laços identitários e relacionais entre os humanos e entre estes e o território em que se movimentam, indiferenciados e despersonalizados.
Imagens (aparentemente) vazias que consubstanciam também um discurso sobre as possibilidades da fotografia. Uma fotografia de aparências, que discursa sobre a verdade através da mentira ficcionada das imagens. A série tem também uma fotozine, que vais estar disponível na loja para aquisição, dentro de um ou dois dias.

No próximo dia 7 estarei em Coimbra a apresentar estes trabalhos, na Casa da Esquina e falar sobre Território e Imaginação.

Ficam convidados, esperando que estes trabalhos despertem algo em vós.

Até logo.

Take My Body este Natal

Take My Body este Natal

Take My Body

Encontra-se já no mercado, “Take My Body”, um fotozine editado pela Hugglybooks em papel reciclado de 150g, com algumas das imagens que constituem a série realizada em 2013. A edição é limitada a 50 exemplares, numerados e assinados pelo autor, 20 dos quais em edição de colecionador. Esta é acompanhada de uma imagem (que não consta do fotozine) impressa em papel Hahnemuhle Photo Rag de 308g.
A publicação está à venda na Mercearia de Arte, em Coimbra e pode, também ser adquirido clicando na imagem ao lado, com oferta dos portes de correio (Portugal continental).
Podem também adquirir o fotozine no Photobook Club Lisboa, que se realiza todas as primeiras sextas-feiras de cada mês, na Cowork Lisboa, Rua Rodrigues Faria 103, LxFactory – Edifício I – 4º Andar, Lisboa, com desconto de 10% na edição de colecionador.
Um abraço e até sempre.

Ficha Técnica:
título | take my body
autor | arlindo pinto
dimensão | 23×31 cm
número de páginas | 26
editor | Hugglybooks black scrapbook editions
pvp | 25 euros edição de colecionador | 10 euros edição regular
edição limitada a 50 exemplares | numerados e assinados pelo autor
ISBN | 978-989-98696-3-9

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O projeto Take My Body

O projeto TAKE MY BODY

o projeto take my bodyEm 2013 estive envolvido num workshop de fotografia subordinado ao tema : “O que farei com esta imagem?”. O projeto inicial passava por desenvolver uma ideia que não teve condições para tanto.
Depois, aquele que foi apresentado e disso aqui demos conta, como o projeto “TheNakedHairyPhotographer” transformou-se n’ o projeto Take My Body, uma visão descomplexada do corpo humano e da relação que temos com o mesmo.
As fotografias que compõem o projeto estão já online aqui: https://arlindopinto.com/fine-art/take-my-body/

Desde “arrojado” e “belo” a “dialeto incompreensível”, o projeto  já recebeu alguns epítetos “interessantes”. Uns fundamentados outros nem tanto (e por isso sem validade).
As imagens foram divulgadas em primeira mão pela rede StudioVox de Los Angeles, EUA e posteriormente através do The Portfolio Project, no mês da fotografia em Sofia, Bulgária.
São agora divulgadas aqui.
Tenham um bom 2014.
Um abraço!

Mois Europeen de la Photographie à Sofia

O meu último projeto “TOMAI O MEU CORPO“, que aqui há de aparecer está já em Sofia, Bulgária, no Mês Europeu da Fotografia. Dêem uma espreitadela aos projetos presentes.
My last project “TAKE MY BODY“, it is already in Sofia, Bulgaria, at The European Month of Photography. Take a peek at the projects included.

THE PORTFOLIO PROJECT | Mois Europeen de la Photographie à Sofia | 2013.

De 18 a 29 Novembro 2013 | VIVACOM Art Hall | Sofia | Bulgária
THE PORTFOLIO PROJECT participa no Mês da Fotografia, em Sofia com apresentação de diversos projectos individuais e colectivos.
Projectos individuais
ANA CATARINA PINHO | Broken Ground
SUSANA PAIVA | Electronic Landscapes
LUÍS PINTO | Hope + The value of manual labour
ROSA REIS | Cumplicidades
ARLINDO PINTO | Take my body
JOSÉ MORAIS | Jardim
ANA PEREIRA | Cenários de uma República + O mundo das pequenas coisas – imagens de um presente em pausa
RICARDO FIGUEIRA | À la poursuite du désir
JORGE PEDRA | Blur over the sky and ground + Urban Walls
BRENDA TURNNIDGE | Mould Art
Projectos colectivos
MUSEU | modos de usar
Feito em parceria com o MUSEU NACIONAL MACHADO DE CASTRO, em Coimbra
SUSANA PAIVA | Hiato – entre nós todo um universo
CATARINA ALARCÃO | Os espaços
BRENDA TURNNIDGE | Where two world meet – Angels, Saints and Monks in waiting
CARLOS GOMES | Invisível movimento
HUGO COSTA MARQUES + ÂNGELA VARGUES | Inter(no)
Projectos especiais
Quando olho o palco vejo todo um universo
(Reflexão sobre o território da Fotografia do Espectáculo, realizado no âmbito do projecto ESCOLA INFORMAL DE FOTOGRAFIA DO ESPECTÁCULO)
CARLOS GOMES | (in)animated scenes
HUGO COSTA MARQUES | Móbil
LUÍS LUCAS PEREIRA | HUMAGINARIUM

Mais informações sobre o Festival em
mephotosofia.wix.com/emps

How did I get into photography

TvShots

How did I get into photography

One of these days an art critic asked me how I did I became interested in photography! It is one of those pocket questions for which we think we have the answer on the tip of the tongue, but it is sometimes more difficult than it seems. Of course we all know the answer. Usually, “is a passion that awakened early”, because a family member liked or like to photograph, because we want to immortalize moments, give voice to certain causes, make known beauties and horrors, etc..
How was it with me? How did I get into photography?
As a child I have been just bitten by the bug! Just after been bitten by it, I became interested in photography as the child that all photographers should be: the curious look in the ceaseless discovery of what we look at, but we don’t truly see. The willingness to see reality in a different way, the one that is only visible as a product of the photographic camera. For example, the time shown in the picture (recorded movement in the form of a “blur”) is provided only in photography. My live music photos or the Threads of Life series are to me the best examples. This is something that captivates me, it always surprises me and only photography can give me!
The bug stung me when I was about 7 years, more or less. In fact, don’t know why and it just doesn’t matter, someone offered me a bireflex camera. I don’t even knew what it was and never got any picture with it. But I liked to see through it! It was a toy. It disappeared in time. Psychologically this “toy” that stood between me and reality may ultimately constitute a defensive line of mine “I” before the world.
I think this is my biggest interest in photography: to be my defense of others and, simultaneously, the form of revealing mine I to the world! Contradictory? Perhaps. “ Living is to be in contradiction ”, said Sarte, therefore I do not worry about it.
While adolescent without means to buy a camera, I photographed with borrowed compact cameras. For a long time I was a “seasonal” photographer with a Yashica Electro 35 G.
I photographed on holidays, especially family and one or another photographic adventure! Only much later age and recently in time (1999) I was able to buy my first SLR in 2003 and make first professional photography course and a photographic aesthetics course at Oficina da Imagem. Then I saw the cosmos and I began a journey in which I could put into practice some ideas, attending workshops and other courses and devote more time to photography. I don’t identify myself in traditional photography. I look for alternatives.
Basically, I do not take pictures, I like to do them!

Three In The Wind

Three In The Wind

Three In The Wind: hoje, 12 de fevereiro de 2013 foi um dia que sendo carnaval não foi para uns quantos. Whatever! Saí, senti o vento e achei que no vai e vem da natureza podia encontrar serenidade. E encontrei!

Three In The Wind: Today, February 12, 2013 was a day that being carnival it was not for a few. Whatever! I left, I felt the wind and thought that in the back and forth of nature I could find serenity. And I did!