Ah, tigre!

Originally posted 2018-10-03 10:37:25.

Há factos incontornáveis! Somos o que somos e a alguém o devemos. Tenho vontade de escrever sobre como os que nos são próximos influenciam o nosso comportamento, ajudando a tornar-nos melhores ou piores criaturas! Eu sei que é assim, por experiência própria! Já dizia o outro: “Não sou bem, nem mal-educado, sou apenas o produto…” blá, blá, blá! Creio piamente haver seres (terrestres) que, por virtude das suas características e resultado do produto que são, conseguirem que exibamos de nós, perante terceiros, o pior, enquanto outros fazem precisamente o oposto: retiram de nós o melhor e exibem-nos aos outros. Fazem-nos sentir bem e é dessa forma que sabemos a nossa existência ter sentido.
Sei isso agora e devo-o às mulheres magníficas com quem me tenho cruzado, desde a Ju, até à minha actual cara-metade. Viventes que, sem palavras, me disseram que em cada um de nós habita um EU diferente, como se fossemos uma moeda, com a respectiva cara e coroa! Essas pessoas fizeram revelar em mim o que (eu acho) de melhor tenho no meu interior (durante tanto tempo esquecido e ostracizado, como dizia também um outro).
Pois eu que já sabia tudo isto, soube hoje que, de acordo com a imagem supra, sou um Tigre. Uau!!! Bem, não comecem já com isso!
Sabendo isso, só posso ser imparável. Eh, eh!
Bom, assim ou de outra forma qualquer, o facto é que sou Tigre!
Escrevi estas parcas e pouco eruditas palavras, ao som da “Califórnia Radio” (Rock Clássico), uma rádio a que podem ter acesso, bem assim como a tantas outras se instalarem a barra de ferramentas 70-200.net. É já aqui ao lado: “Stay in Touch”.
Já agora, vocês são o quê?
Ah, tigre!

Merecer a vitória

Português suave

Originally posted 2018-09-29 07:26:07.

Merecer a vitória!
Merecer a vitória!

Hey hey! Long time no see!
Como é que vão? Estão a vencer a crise? Ah, ah! Somos todos mesmo uns idiotas, não? Eu sei: não é fácil viver em países com governos de papel. Mais valia rasgá-los. Mas nós não: somos de brandos, diria até brandíssimos, costumes. Fruta! Bananas! O papel apenas o arremessamos, por vezes até com fúria (pode ser uma fatura), incivilizadamente ao chão. Justificamos o ato com o trabalho que a outros daremos para o apanhar, pago pela algibeira de todos. Somos imbecis porque gostamos. Somos assim. Não queremos mudar. É isso que faz de nós portugueses, não? Não nos atrevemos a rasgar, a fazer sangue! Só se formos mandados pelos líderes, claro. Como foram os que ficaram nos agora PALOP ou voltaram estropiados!
Somos incapazes de meter pelos olhos (ou pelo cú já que olhos não têm) adentro dos governadores, que estão gordos, que são os porcos representados nos cartazes antifascistas das revoluções vermelhas. Os governos são uma espécie de mercearia, onde o cliente pede e é atendido. Até porque “o cliente tem sempre razão”. E o cliente vai aquela mercearia, por que é a do seu bairro, onde ele é conhecido e o merceeiro, apesar de não necessitar, emprega-o. Mas se não for ele, há de ser o homem do talho que também fornece o clube. No entanto, ninguém precisa daquele cliente, mas então, ele tem sempre razão, vamos lá dar-lhe uma mão que quem paga são os outros, aqueles, os carneiros!
A oposição ladra, rosna e espreita os cordeiros, ordenados, arrumadinhos, a emagrecer e espera a hora de lhes saltar em cima, como alcateia em fúria de lambarices, antes que tudo termine de vez.
– Vá lá – pedem os lobos aos cordeiros.
– Um último esforço, precisamos de alimento, somos os líderes.
E com razão, porque apenas carneiros, cordeiros e quejandos, carecem de líderes.
Por seu lado, a alcateia ministeriada, engorda ou pelo menos não se esforça por emagrecer: não vai a um ginásio, não faz uma corrida que não seja ao bolso dos contribuintes, não faz abdominais porque eu nunca vi um porco fazê-los, não faz nada! Também não a recrimino. Diz o povo que “só trabalha quem não sabe fazer mais nada”. Ainda bem que em Portugal há quem sabe não trabalhar. Graças ao senhor, aos céus e aos santos declarados e aos outros que ainda só foram beatificados.
Ámen!

Cavaleiro sem medo e sem mácula!

Originally posted 2018-09-19 01:08:59.

Cavaleiro sem medo e sem mácula!Fernando José Salgueiro Maia, oficial de Cavalaria, passou à História como o “Cavaleiro sem medo e sem mácula” do 25 de Abril. Fez uma primeira comissão como alferes em Moçambique, numa Companhia de Comandos que veio a comandar por ferimentos do Comandante e Adjunto. Regressado a Portugal, embarcou para a Guiné em 1970, comandando uma Companhia de Cavalaria. Novamente regressado, foi colocado na EPC. Foi a partir daí que no dia 25 de Abril desta Unidade comandou uma coluna, incluindo blindados ligeiros, que ocupou o Terreiro do Paço, tendo-se aí dado o frente-a-frente com o carros de combate M-47, que teriam facilmente destruido os seus blindados; a determinação e sangue frio de Salgueiro Maia fez com que as guarnições dos carros de combate recusassem a ordem de fogo, ultrapassando-se assim um ponto crucial da Revolução. Mais tarde, dirigiu-se com a sua coluna para o Largo do Carmo, cercando o Comando Geral da GNR onde Marcello Caetano se tinha refugiado. Coube-lhe dirigir o ultimatum ao governo, tendo parlamentado com Marcello Caetano, que lhe pediu um oficial general para aceitar a rendição, tendo para isso sido chamado o general Spínola. Regressado à EPC, aparece em público apenas no 11 de Março, em que vai a Tancos esclarecer a situação e onde tem uma troca de palavras algo irreverente com o general Spínola, chefe do golpe falhado; e no verão quente de 1975, em que é um dos subscritores do Documento dos Nove. Avesso à ribaltada política, nem por isso deixou de ser alvo de ajustes de conta de uma certa hierarquia, que nunca o nomeou para lugares de destaque, do ponto de vista profissional. A sua postura determinada, combinada com o apagamento por opção, apesar de muitas solicitações a que estava sujeito, tornaram-no uma fígura de referência. Morreu, vítima de um cancro, como tenente-coronel.

Retirado da página da Associação 25 de Abril na Internet

em 17/9/2001