A History of Photography

Originally posted 2018-07-17 16:09:43.

A History of Photography

No âmbito das comemorações dos seus 25 anos de existência, a editora Taschen lançou mais um livro, “A History of Photography”, que no mercado nacional vende ao preço de 8.90 €, repleto de fotografias desde os primórdios de 1839 até ao presente.
Recomenda-se vivamente. São 768 páginas com a história e as fotos que todos queremos ver, da colecção George Eastman.

Juntos são dinamite!

Originally posted 2018-07-13 15:13:33.

Boa noite, prezado diário (hoje não te trato por “querido” – podem pensar coisas):

Pegando na ponta da conversa que ontem ficou a meio, devo dizer-te que já tive e tenho alguns aparelhos Philips: TV, Leitor de CD, DVD-R (dois), leitor de DVD e porventura um ou outro electrodoméstico de cozinha. Uma das máquinas, o segundo gravador de DVD que apareceu no mercado com a marca Philips, revelou-se sempre um fiasco, que obrigou até à intervenção da DECO e tudo. Esta, à conta da intervenção, perguntou-me se eu não quereria ser sócio de tão ilustre associação. Respondi que não, muito obrigado. Achas que fiz bem?
Salvo, uma delas, todas as outras máquinas Philips morreram sempre pela boca, quase que fazendo jus ao ditado “pela boca morre o peixe”, aplicado aos tagarelas que não conseguem conter-se e se desbocam sobre tudo e todos. São as gavetas. Imagina. As gavetas, diário, ficam de boca aberta. Têm problemas em fechar e até abrir. Acho que é porque são muito utilizadas…
Bom, o Philips ao qual liguei o Tera (diminutivo por que com afecto trato o meu HDD Iomega de 1 Terabyte) não deu conta de si.
Quem havia de o fazer, lendo quase tudo o que é formato e até o Tera, foi o meu i-Joy (é, a marca é mesmo essa), que comprei há uns tempos por 25 €. Faz som para a casa toda e tal, pelo que não investi muito no dito, mas saiu-me uma boa peça. Um destes dias vou abri-lo e ver o que tem dentro. Curiosidade. Pode ser como o meu leitor/gravador VHS de 1989, que é Blaupunkt de nome, mas por dentro é todinho Panasonic. Nunca avariou! Tem milhares de horas de trabalho. Um engenho de se lhe tirar o chapéu, com a bonita idade de 20 anos!
Adiante. O i-Joy leu e deu boas indicações, mas eu exigia um pouco mais. Foi assim que surgiu o “ASUS O!Play – TV HD Media Player”. Extraordinário, Mike (sem ofensa)! Lê um porradão (desculpa o calão) de formatos, vídeo, som e imagem, incluíndo o Mkv. O mais difícil é desligar e ligar tudo novamente naqueles espaços minúsculos onde temos os aparelhos. Irra que até transpiro e praguejo.
Tens som no amplificador e na TV, com acréscimo da imagem. Pesquisa na Net e vais aprender uma série de coisas sobre esta e outras máquinas semelhantes.
Como vês o meu natal foi muito tecnológico e aqueles dois juntos são dinamite!
Agora resta-me a tarefa de “ripar” compactos e vinil para dentro do Terá. Mas cuidado, é necessário ter uma “cópia de segurança” do Tera, para o caso deste se tresloucar e não ir tudo desta para melhor. Ou seja, outro Terá é essencial ou, pelo menos, aconselhável…
Hoje não te maço mais. Amanhã falo-te do fim-de-ano!
Bons sonhos.

Graffiti!

Originally posted 2018-07-03 11:06:29.

“Graffiti”: arte ou vandalismo?

GrafittiInfelizmente, digo eu, para a estética das povoações e para o próprio ambiente, as paredes de muitos edifícios estão repletas de “Lettering” de péssima qualidade. Não falo de “Graffiti”, porque muito deste é produto da excelente capacidade artística de muitos. Mas também para outros tantos eu sei que não há distinção, e um e outro são apenas actos de vandalismo indesejáveis que conspurcam paredes públicas e propriedade privada, não respeitando o que quer que seja.
Não tenho essa opinião e entendo o “Graffiti” como uma forma de arte, que existe, aliás, segundo alguns, desde os tempos da antiga Grécia ou a da Roma antiga [“Graffito”. Oxford English Dictionary 2. (2006).(Oxford University Press)]. Eu atrevo-me a dizer que as gravuras do Côa, como forma de arte pública, foram dos primeiros graffitis a ser produzidos, como forma de transmissão de mensagens, culturais, politicas ou de outro carácter. Tudo isto não retira a certos actos de “grafitismo” o epíteto de puro vandalismo, mas como em tudo, ao verso corresponde o reverso. O uso que fazemos das coisas pode ser bom ou mau, bem ao mal entendido! O Graffiti é uma arte de rua, que caminha a passos largos para as galerias de arte. Basta tão só que um qualquer manda-chuva das artes o classifique como tal, para que os acólitos acenem prontamente que sim, que é arte e que se faz já uma lei que proteja os graffitis de outros graffitis…
Por mim, em regra tendo a considerá-los como arte, tudo depende dos locais, da sua valia gráfica ou pictórica e da eventual mensagem ínsita nos mesmos.
Os que aqui deixo, encontrei-os em Faro, no nosso solarengo Algarve, ou como diz o outro “Allgarve”. Passei por lá a caminho do supermercado e voltei mais tarde para os guardar e para agora vos mostrar, já decorrido mais de um ano.

alegoria do inferno

Alegoria do Inferno 2011

Originally posted 2018-06-25 07:42:29.

alegoria do infernoSínopse

Venero a fotografia de duplo sentido. Ou melhor, de um outro sentido.
Não sou do tamanho do que vejo, mas sim do que faço.
O fotografado não é o que eu fotografei. A fotografia é uma realidade dissonante. Outra, que não ela própria.
O Inferno é apenas o inicio de um caminho que vai mais além, mais além do que vi. Não é uma ideia ambígua. Não existe ambiguidade no Inferno. Não pode existir ambivalência de realidades na Alegoria. Não existe plurisignificação.
Mas, por outro lado, não procura uma ilação moral.
A Alegoria do Inferno é a negação de si própria. Existe unicamente para denegar a sua própria existência.
Eu não estou interessado na moral. Isso é profundamente bacoco.
Eu estou empenhado na estética pura e simplesmente de cada um dos disparos da minha câmara. Nada mais.
A minha estética não é nem a da antiguidade, nem a da modernidade. É minha!
Não quero contar histórias com as minhas fotografias. Quero fixar formas, sombras, entes, fantasmas, o surreal ou o sobrenatural, o que povoa a minha cabeça.
Mas no fim, és tu que vais decidir o que eu concluí.
Isso interessa-me na exata medida eu que através de ti posso descobrir-me.
Tu és fundamental no diálogo da minha fotografia. És elementar, um conselheiro desconhecido.
Não obstante, não me interesso pelo que dizes se procuras moral na fotografia.
A Alegoria do Inferno sou eu depois de ti.