D-A-D ICE BASS aquece Campo Pequeno

Originally posted 2015-02-04 00:12:55.

ALCOOLÉMIA + GUN +D-A-D, CAMPO PEQUENO, LISBOA

Sexta-feira passada, dia 6, o Campo Pequeno, conhecido pela sua mítica praça de touros, foi palco de um fantástico evento musical. O palco montado na praça de touros, sem ser grande, foi o suficiente para a actuação de três bandas: ALCCOLÉMIA, GUN e D-A-D. Portugal, Escócia e Dinamarca, por esta ordem, todos juntos para provar a universalidade da linguagem rock e o elo de união que pode constituir entre gente de várias nacionalidades.
Decidi que iria chegar às 21.00 à Praça de Touros. Nem sempre é fácil tomar uma decisão destas: a que horas chegar a um concerto… A razão é bastante simples e estúpida: percorrendo a www verificava-se que é anunciado mais do que um horário para o inicio dos concertos. No caso, ora era às 20.30 ora às 21.30! Como no meio é que está a virtude, cheguei às 21h, mais coisa menos coisa. Pelo que assim sendo, perdi o espectáculo dos ALCOOLÉMIA. Este capítulo encerra-se já aqui.
Entrado no recinto, ilustres colegas fotógrafos queixavam-se da luz: que era pouca, que vinha toda de traz, etc., etc. Logo a seguir tive a oportunidade de constatar isso mesmo, no concerto dos GUN. Já sabem que eu gosto de fotografar com flash! Nestes concertos não é, em regra, possível. Assim sendo lá fui batendo umas chapas para retratar o melhor possível os intervenientes. Não saí muito mal… acho eu!
Os GUN nunca foram uma das minhas bandas preferidas, mas deram excelente conta de si. Nos seus tampos áureos rodaram com os ROLLING STONES, BON JOVI e DEF LEPPARD. Morreram em 1997 e ressuscitaram em 2008, tendo a partir desta altura tocado em vários festivais e realizando tournées por sua conta. Chegaram a Portugal, onde os esperava uma legião de fãs que se deleitaram com a sua música, umas vezes mais rock outras mais pop, mas pronto, lá deram o litro e foram para dentro.
Ora o ponto alto da noite eram os D-A-D.
Os D-A-D são uma banda de Rock dinamarquesa anteriormente conhecida como DISNEYLAND AFTER DARK, um nome que teve de ser modificado depois de um processo ameaçador da Companhia Walt Disney. O seu estilo da música muitas vezes é categorizado como rock pesado melódico. Também usaram os nomes D.A.D., D•A•D e D:A:D, cada nome representando um período na história da banda.
Actualmente compõem a banda:
* Jesper Binzer – vocalista e guitarra eléctrica;
* Jacob Binzer – guitarra eléctrica;
* Stig Pedersen – guitarra baixo e coros;
* Laust Sonne – bateria e coros.
Apesar de alguns altos e baixos a banda tem mantido o seu status de COWPUNK band!
Têm em carteira uma série de êxitos, internacionalizando-se após o seu terceira longa duração No Fuel Left for the Pilgrims, onde ainda hoje estão as suas melhores malhas. Opinião cá do menino!
Durante a actuação dos D-A-D, a luz apareceu, a loucura apoderou-se das massas e o Campo foi pequeno para um concerto de cinco estrelas. Aliás, há já muito tempo que não assistia a um concerto que transmitisse tanto energia, onde houvesse tanta interacção com o público e fosse efectivamente memorável.
Dois encores para terminar e levar o povo até casa entoando It’s After Dark.
A maior curiosidade foi o baixo de Stig Pedersen: tem apenas duas cordas, às vezes três e é algo que eu, comum mortal nunca tinha visto. Ao que parece Stig descobriu nos anos 80 que ele só tocava as notas Mi e Lá. A partir daí entendeu que as outras cordas eram desnecessárias e começou ele próprio por projectar os seus baixos de duas ou três cordas, baseados na sua imaginação e ideias. O que apresentou no Campo pequeno tem um corpo transparente, com luzes azuis nas orlas e é duas cordas. Chamemos-lhe ICE BASS.  Enfim, um verdadeiro espectáculo.
Por último um agradecimento especial à REMEMBER MINDS e em especial ao António Gil, pelas facilidades concedidas.
Chega de conversa. Já sabem, clicar nas fotos (as do texto, não estas miniaturas que aparecem aqui em baixo) e ir para a galeria.
See ya!

À lei da Balla!

Originally posted 2015-02-04 00:12:05.

À lei da Balla!Os Alunos da Imagem tinham um encontro no BAIRRO ALTO para fotografar, seguido de jantar no “Antigo 1º de Maio”, para depois, alguns irem até Corroios para continuar na senda da fotografia, mas desta vez de espectáculo. Decorria a 3ª sessão do XII Festival de Música Moderna de Corroios. Actuavam os Dioz (diose), The Wage (de uage) e, como convidados, Balla (bala).
À hora marcada lá foram chegando os “alunos” de mochila às costas ou saco ao ombro, qualquer um carregando o equipamento de muitas horas de prazer.
O ponto de encontro foi o Miradouro de S. Pedro de Alcântara, alvo de obras de reabilitação, digo eu, cujo termo, naturalmente se desconhece, à boa maneira portuguesa. Ou então, sendo conhecido, é meramente indicativo, podendo haver uma “ligeira” dilação entre um e vários anos.
Iniciamos a tarde tomando algo no café em frente, a cuja porta se encontrava um engraxador com roupas que já viram melhores dias e óculos de lentes retiradas do fundo de garrafa de um tinto qualquer. À primeira vista todos julgariam ser um individuo iletrado ou, pelo menos, padecendo de forte iliteracia. Daí a surpresa ao vê-lo sacar de um livro de folhas acastanhadas, gasto, rasgado nalgumas páginas, e iniciar uma leitura à distancia de não mais do que cinco centímetros dos olhos e a muito menos da ponta do seu nariz de tez avermelhada. Iniciou uma leitura em que aquele órgão do sistema respiratório desempenhava um papel de extrema importância, pelo que me foi dado perceber, e que era o de indicar o sentido da leitura: da esquerda para a direita e regresso à posição inicial para nova linha, tal qual o carro de uma Remington do século XIX, voando de um lado para o outro, ao sabor das ideias de um balzaquiano qualquer. Contudo, penso que apesar de seu vetusto aspecto, o livro devia ser de “última geração” e conter já uma outra propriedade, a qual seja, a de emanar os aromas dos locais onde se desenrolava a acção. Mas as surpresas não se ficaram por aí e mais espantado fiquei ao aperceber-me da consciência cívica daquele engraxador, de tal forma sensibilizado para a defesa do meio ambiente e para a necessidade de reciclagem dos desperdícios, que, depois de lidas as duas faces da mesma página, a arrancou do livro e a levou às fossas nasais assoando-se demoradamente.
Café tomado, iríamos então Bairro Alto dentro, tentando dele captar o que de mais belo ou típico o bairro oferecesse. E se não fosse assim, pelo menos o convívio e as dicas de uns para outros, de como se faz ou se deve fazer, para que “aquela” foto seja uma obra com interesse, esses ficariam.
Percorremos o bairro e descemos até ao Alto de Santa Catarina e entabulámos conversa com um transeunte que por ali passava. Aliás, o “J” já o fizera vários vezes no Bairro com as senhoras que permanecem longos períodos à janela, olhando o curto horizonte que vai de seu edifício ao outro lado da rua, resignadas ao seu também já curto tempo de vida, a julgar pelas estatísticas.
E por ali fomos batendo chapa atrás de chapa, exultando ou nem tanto, com os resultados do último disparo.
Proclamava-se já “fome”, “fome” e alguém questionava “quando comemos?”. O jantar estava marcado para as 19.30. À hora certa lá estávamos, que o gerente não é de esperas e se os comensais não se apresentam à hora certa, vai de sentar outros à mesa. Larga maioria aderiu aos filetes de peixe galo, em tempos recomendados pelo “A”, regados com um bom tinto. Sim, que o vinho é tinto.
Apesar da merenda comida a companhia não se desfez e rumámos, os que quiseram, à festa do rock’n’roll.
Por entre os presentes, poucos, vagueava um individuo de mala de cartão e óculos escuros. “Quem seria a personagem”, perguntamo-nos? Algum espectador alucinado ou um roqueiro desvairado, não interessava. Estes acontecimentos são ricos em figuras invulgares.
Depois da “C” fazer a apresentação das bandas concorrentes e dos convidados, subiram ao palco os DIOZ e verificámos que o personagem era o vocalista da banda, que se auto-intitula de “Piaf”. Certo! Tocaram as quatros músicas da praxe, com aquele “front-man” que deu vida aos temas com a sua coreografia e com a garra com que o fez. Uma boa actuação, foi o saldo final.
De seguida vieram os THE WAGE, mas com menos atitude e temas a revelar a necessidade de algum trabalho. Sendo assim, o meu voto foi para aos Dioz.
Muda instrumentos, faz sound check e entram em palco os BALLA. Malta já mais habituada aos palcos, com alguma rodagem e um som muito certinho, que cativou os presentes e os obrigou a bambolear-se de um lado para o outro, como se o som fosse um vento forte que os compelia a tentar manter a verticalidade da sua posição. Um espectáculo com melhor luz e ainda por cima um coro feminino, do qual considero um dos elementos muito sexy.
E nós por ali fomos andando de um lado para o outro, tentando obter o melhor ângulo e o menor número possível de fotos a contraluz. Elas estão na Galeria para prova disso mesmo.
No final ficou o sentimento de que aquela sessão do festival tinha sido dominada à “lei da Balla”!

XV Festival de Corroios: muito para poucos!

Originally posted 2014-12-12 16:54:18.

OS CACTOS + THE HYPERS + MILLION DOLLAR LIPS

Ontem decorreu a 3ª sessão do XV Festival de Música Moderna de Corroios, por sinal a primeira a que eu fui este ano.
Em palco estiveram os concorrentes OS CACTOS (excelente porque ficam aqui no Planeta dos Catos), THE HYPERS e os convidados outrora concorrentes MILLION DOLLAR LIPS.
Ou pela oferta ou por outra razão qualquer as Ginásio Clube de Corroios estava quase vazio, o que foi pena porque qualquer das bandas, cada uma defendendo o seu género, estiveram muito bem em palco.
Pessoalmente gostei dos THE HYPERS: rock’n’roll da velha guarda com balanço e decibéis. Os CACTOS são um projecto interessante, mas só me faziam lembrar e nem sei porquê o rock alemão dos anos 70. Mas gostei, muito interessantes. Têm até, digo, boas probabilidades de estar na final. On verra! Os LIPS são mais do
pop electrónico. Teclas, bateria eléctrica, uma guitarra. Mesmo assim, para mim que sou fã do bom velho rock’n’roll, gostei de os ouvir, tanto mais que o vocalista atirou um grande “vão-se foder” a todos aqueles que perfilham a ideia de que as bandas portuguesas devem cantar na língua de Camões. Foi simpático!
Eu lá estive de máquina emprestada e com flash incorporado, porque o outro não resistiu a tantos encontrões, moshes e outras tropelias de tantos concertos ter fotografado e está morto. Havia mais fotógrafos, incluindo os de uma qualquer escola de fotografia. Ainda cá fora ouvi curioso as dicas que o acompanhante daqueles alunos dava para fotografarem o espectáculo. Dicas e ensinamentos que também eu já ouvi: ISO elevado, cara focada, não usar flash, etc., etc. No fundo são as
regras. Também eu as observo… raramente. Tomei o gosto ao flash, aos corpos arrastados, às manchas, à pintura!
Eles lá andaram na sua tarefa e decerto obtiveram fotos muito boas. Eu, pelo contrário, é o que se vê.
Ficam na secção Rock’n’Roll Circus do meu site www.arlindopinto.com. Clicam nas fotos acima e já está!
Em Corroios a música foi muita, mas para poucos…
Na próxima semana estaremos outra vez no ginásio, até porque vão lá estar os DAPUNKSPORTIF… Olarilas!
Stay clean!

V Festival Meda+

Originally posted 2014-07-26 20:17:19.

V Festival Meda+

Começou na quinta-feira o V Festival Meda+. É um festival gratuito, com campismo gratuito e não há outro igual. Bandas nacionais, emergentes e já rodadas para deleite da malta nova e não assim tão nova: THROES + THE SHINE, CAPITÃO FAUSTO e LINDA MARTINI são os cabeças de cartaz. Pelo meio pode haver até bandas mais interessantes… Hum… ANARCHICKS(?). Ah Ah! Nem sempre a cabeça manda mais… às vezes é o corpo. Cartaz de luxo, é o que é!
Noites quentes, cerveja gelada e muitos “bebentes”, para gáudio da marca que se bebe e da organização do festival. A afluência mede-se em números… de imperiais!

SKILLS & THE BUNNY CREW no V FESTIVAL MÊDA+

Este Meda+ marca a meia década do festival que cresce anualmente, como seria de esperar de uma criança, com um cartaz de fazer inveja a festivais pagos a peso de ouro pelos seus frequentadores. O campismo é grátis e com deslocação e os campistas tem deslocação assegurada em minibus para o local do festival.
O interior tem destas coisas… se quiser continuar no mapa deste malfadado Portugal. Nem tudo acontece nos grandes centros urbanos, nem tudo devia passar por lá! Os governos têm esquecido o interior e as suas potencialidades e nada têm feito para fixar as populações e depois lá vamos todos paras os grandes centros urbanos atropelar-nos uns aos outros. Se a idiotice pagasse imposto (o que poderá estar para breve) seriamos uma economia em ascensão com tanto dinheiro vindo dos governos!
Agora, agora o que interessa é que a Mêda está no mapa dos festivais de verão e recebe milhares de seres ávidos de som…
Vou ali e já volto!
PS: fotografias!