Arraial Pride 09

Originally posted 2018-02-06 18:38:18.

Arraial Pride Lisboa, Junho de 2009

PLASTIC PONEY
Badlovers & Histeria Ibérika

Nos idos de Junho do ano que agora se aproxima do seu termo, teve lugar, junto à Torre de Belém, o Arraial Pride 09. Um evento que agrega o género Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero e celebra o direito à diferença, constituindo-se também como uma oportunidade para veicular as reivindicações que as associações LGBT pretendem ver satisfeitas na luta pela igualdade na diferença.
Este ano comemoraram-se os 40 anos de Stonewall, e os 25 anos da morte de António Variações.
Nota histórica: “A Rebelião de Stonewall foi um conjunto de episódios de conflito violento entre gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros e a polícia de Nova Iorque que se iniciaram com uma carga policial em 28 de Junho de 1969 e duraram vários dias. Tiveram lugar no bar Stonewall Inn e nas ruas envolventes e são largamente reconhecidos como o evento catalizador dos modernos movimentos em defesa dos direitos civis LGBT. Stonewall foi um marco por ter sido a primeira vez que um grande número de gente LGBT se juntou para resistir aos maus tratos da polícia para com a sua comunidade, e é hoje considerado como o evento que deu origem aos movimentos de celebração do orgulho gay.” In http://pt.wikipedia.org/wiki/Rebeli%C3%A3o_de_Stonewall
Do cartaz constavam, segundo o alinhamento anunciado para o palco principal:
Plastic Poney
BadLovers & Hysteria Iberika
Deborah Kristall & Companhia
Les Baton Rouge
La Terremoto de Alcorcon
Dj: Miss T & Hush Hush
Vj Phaustino
A noite era de verão, mas a chuva acabou por aparecer. No entanto, as actuações foram-se sucedendo e a água só veio animar ainda mais a já de si entusiasmada festa LGBT.
Apesar de tanto ânimo, São Pedro deu-me apenas condições para fotografar as actuações de PLASTIC PONEY e BADLOVERS & HYSTERIA IBÉRIKA. Aliás, estas fotos estão já na Galeria, apesar de só hoje as anunciar ao mundo. Géneros musicais diferentes, mas ambos contagiantes: Todos Diferentes, Todos Iguais!
Não sejam tímidos e apareçam para o ano, mesmo que, como eu, sejam Hetero!
See ya!

WILCO no Coliseu

Originally posted 2018-01-21 13:03:20.

15 anos e 10 álbuns

15 Anos e 10 álbuns após o seu nascimento em Chicago, Illinois, os WILCO trouxeram a sua música a Portugal, pela mão da SMOG – Produções Culturais. Braga e Lisboa foram os pontos de passagem.
Desde a edição conturbada do quarto álbum da banda, Yankee Hotel Foxtrot (2002), que levou os WILCO a serem despedidos da Reprise Records e a editar o disco através de uma outra subsidiária da Warner Music Group, a Nonesuch Records,que os media lhe têm dedicado especial atenção.
Ao quinto disco, A Ghost Is Born, os WILCO, um dos arautos da designada musica alternativa, venceram o Grammy Awards para Best Alternative Music Album e Best Recording Package.
As influências dos WILCO encontram raízes nas gravações realizadas entre 1966 e 1974, por nomes como NEIL YOUNG, JOHN CALE, JOHN LENNON E BRIAN WILSON e foi isso que no dia 31 p.p. levaram ao Coliseu de Lisboa: uma música multifacetada e impressionista.
Sobre o concerto em si, não podemos dizer realmente muito. A Hard & Heavy estava lá para fotografar os três primeiros temas e como não foi permitido aos fotógrafos assistir ao restante do concerto, além das generalidades acima, só as fotografias podem testemunhar o empenho que uma publicação como a nossa, da área da música mais pesada, demonstra na divulgação de outros valores e outras “ondas”, permitam-nos a expressão. O nosso interesse é especificamente profissional e de divulgação cultural, tal como a SMOG, mas não podemos “esticar-nos” muito quando a divulgação cultural não é vista por todos os intervenientes da mesma forma.
Stay Heavy.

Fonte: www.hardheavy.com
Texto e Fotos: Arlindo Pinto


Clicar na foto para voar até à Galeria (vocês ainda não sabem isto? irra!)

MAMUTIS MUTANTIS

Originally posted 2015-02-04 00:18:35.

MAMUTE + MARBLES + DAWNRIDER NO MUSICBOX, 21.05.2009

Por aqui isto tem andado muito calmo…
De Guimarães já perguntaram o que se passa!
Há umas quantas histórias para terminar. As aventuras do Peres as lutas entre os Segomo e os Tutates nas estepes e ainda uma outra, a de Jimi de El Paso.
A fotografia tem-me ocupado grande parte do tempo, entre a captura e a edição das imagens. Além disso estou a mover a antiga galeria, aos poucos, para o novo formato.
Como a actividade fotográfica se tem centrado na fotografia de concertos, é disso que tem vivido o site, o Myspace e o Flickr.
Contudo, aqui nada fica pendurado, pelo que as histórias hão-de todas ter um fim.
Continuando na esteira do Rock’n’Roll, no dia 21 estive novamente do Musicbox, para assistir ao lançamento do segundo CD dos DAWNRIDER, que tiveram como bandas de suporte, chamemos-lhe assim, os MAMUTE e os MARBLES. Tudo bandas que se movem na área do Stoner Rock, Metal, Psicadélico e Blues, com influências muito próximas.
Para variar (mesmo) cheguei atrasado ao evento, pelo que já mal pude assistir à actuação dos MAMUTE. Os MAMUTE são um duo, guitarra e bateria, a seguir mais de perto num futuro próximo. Estão próximos dos BLACK SABBATH, praticando um rock primitivo e duro. Fiquei com a ideia de que um baixista, daria mais volume ao seu som, mas eles é que sabem…
Já os MARBLES deu para ver e fotografar do princípio ao fim e a mim, que não sou nem pretendo ser crítico musical, deu-me a ideia que o género lhes dá para o STONER. E muito bem, por que eu gosto… Fiquei maravilhado com a banda. Espero que continuem no bom caminho, que é o caminho das pedras. Quem não gosta, pronto, temos pena!
Os DAWNRIDER apresentaram o seu mais recente trabalho. São uma banda da área do METAL do género CATHEDRAL, o que a mim muito me apraz. Gosto do som da banda e o novo trabalho vem na esteira do primeiro, alternando ritmos lentos com outros mais cadenciados e rápidos.
A noite foi proveitosa. As fotos ficam na galeria ROCK PHOTOS, como não podia deixar de ser, e acedem daqui clicando nas fotos, depois procuram!
See ya!

Demência em Cacilhas!

Originally posted 2015-02-04 00:18:23.

DEMENTED ARE GO + REAL MCKENZIES + KILLING SEYMOUR, Man’s Ruin Bar, Cacilhas

Hoje é dia de consumar mais um prometimento. Não de me arrastar até Fátima pela berma das estradas nacionais, aguentando sol ou chuva, vento ou frio. Poderia fazê-lo como prova desportiva, nunca como uma aparência de fé, que não possuo, obviamente, como, aliás, já sabem.
Um dia, escrevi aqui que sou, isso sim, um “peregrino do rock”. Não cuido que a minha fé alguma vez me leve a Fátima, lá ao santuário de todas as preces e curas milagrosas, que o avanço da medicina por vezes consegue satisfazer. A minha crença e os meus santuários são de outra ordem. A minha convicção é no homem que se atavia e nas prolificações da sua mente martirizada, pela elementar complexidade da vida.
Hodiernamente, como diria uma Colega de profissão, como outrora, a mente e o corpo carecem de libertação. Anárquica, Talvez, porque não. A liberdade dentro do espartilho da minha começa onde acaba a tua, não é mais do que um espartilho urdido pela ditadura das democracias ocidentais.
Dito isto, e porque a hora é de solene comprometimento na consumação da jura que fiz aos meus visitantes (2 ou 3, que sejam), passo a enunciar o teor da peregrinação do passado dia 2 ao Man’s Ruin Bar, em Cacilhas, Almada, mesmo em frente ao Tejo.
Por ali passaram três bandas, que começaram a animar a tarde por volta das 18.15. Melhor será dizer noite, porque as tardes agora são menores que os milagres de Fátima.
Depois de ter esperado, dormente, admirando o terminal “fluviorodoviário” de Cacilhas, em obras, lá dei por mim transpondo a entrada do Man’s Ruin, embrenhando-me na penumbra que anunciava os luso-britânicos KILLING SEYMOUR, banda convidada. Estes e os cabeças de cartaz, DEMENTED ARE GO, anunciam-se como grupos do chamado Psychobilly, se quiserem uma mistura de Rockabilly e Punk Rock. Etiquetas à parte, a sua actuação começou a aquecer os presentes que se preparavam para os MCKENZIES. Fosse como fosse, a cerveja corria e a malta começou a mexer-se.
Contudo, a noite só aqueceu verdadeiramente com os REAL MCKENZIES que se orgulham de usar os seus Kilts e permitir às miúdas dar um espreitadela para ver o material de que são feitos. São do Canadá, orgulham-se da sua herança escocesa e são a modo que uns bardos Celtas modernos, armados de guitarras, bateria e gaita-de-foles!!!
Bebem, basicamente, scotch e alguma cerveja, caldeada com fumo e a alegria de quem faz Punk Rock há alguns anos, 1995, se não me engano. Com estes a noite aqueceu efectivamente. Transpirava-se, bebia-se e o chão junto ao palco começou a ficar pegajoso, tornando-se mais difícil a locomoção para fotografar. Mas, para o fotógrafo este ainda é o menor dos males. Quem segura uma camera com flash acoplado e pesa cerca de 2 quilos, não é fácil aguentar-se ao moche dos convivas mais animados. O facto é que os MCKENZIES colocaram o sítio em alvoroço e a loucura foi-se apoderando dos presentes, que imitaram a banda e começaram a despir-se (da cintura para cima bem entendido), excepto as meninas. Nunca percebi porque não se despem também. Devem ter algo para mostrar que ninguém sabe o que é ou ninguém viu!!! Vá lá, não se envergonhem…
Depois de bastas vezes terem colocado a garrafa de scotch aos queixos os MCKENZIES terminaram em grande e lá foram rumo a Praga, próxima paragem, de gaita de baixo do braço… a de foles!
Com os DEMENTED ARE GO, a demência apoderou-se dos presentes e o estertor da morte iniciou ali um baile desenfreado de dança, moche, encontrões e sei lá que mais. O fotógrafo aguentou-se bem, mesmo quando um morto-vivo se atirou contra si, à traição, e o flash e a máquina fotográfica se separaram em dois e as baterias saltaram para cima do palco. Foi um momento de grande emoção, devo confessar, ver assim o meu material. A Nikon revelou-se de boa qualidade e o Metz, ao qual saltou a sapata, também. Peças montadas de novo e de novo fotos para o povo ver.
A festa terminou antes da meia-noite, como requer a lei do ruído. Sim, senhor primeiro-ministro.
Com os MCKENZIES e os DEMENTED até eu entrei na festa e abanei a anca, pois o som era isso que pedia.
Sem querer dar de barato a actuação dos KILLING SEYMOUR, REAL MCKENZIES e DEMENTE ARE GO, foram dois grandes espectáculos, o quem só abona a favor das bandas e do local onde tiveram lugar. Parabéns à HELL XIS AGENCY que tem trazido cá ao burgo música mais underground, para um público especifico e interessado.
As fotos ficam por aí! A música também. Explorem!

Negrais 2009

Originally posted 2015-02-04 00:18:09.

flyer_NEGRAIS_18072009_Negrais 2009 de 18 a 20 de Julho, com dia dedicado à Nova Música Portuguesa e programação diversificada. X-Wife, The Profilers e Sean Riley & The Slowriders compõem o cartaz do dia 18 de Julho, primeiro da edição 2009 das Festas de Negrais, que será dedicado à aposta na Nova Música Portuguesa. Realizadas desde 1954, as Festas de Verão de Negrais têm, principalmente nas últimas duas décadas, evoluído no sentido de acompanhar o que se vai passando no panorama musical português e proporcionado espectáculos de qualidade mantendo o pressuposto das entradas livres, uma vez que são essencialmente suportados pelos apoios do comércio e indústria locais. Nos últimos anos, passaram pelo palco daquela localidade Sintrense, também conhecida pela tradição do leitão assado, nomes tão consagrados e variados como Xutos & Pontapés, Clã, David Fonseca, Pedro Abrunhosa, Jorge Palma, Delfins, Rui Veloso, Anjos, Fafá de Belém, Tony Carreira, entre muitos outros. Não deixando de ser um evento popular e mantendo alguma da conotação religiosa que o fez nascer há mais de 50 anos, as organizações têm conseguido inovar mantendo algumas tradições essenciais, dando continuidade a um evento que todos os anos atrai a Negrais alguns milhares de pessoas.
In

Meus caros amigos e fotógrafos aqui está mais uma oportunidade para demonstrarem a vossa destreza!

XIV CORROIOS II+III

Originally posted 2015-02-04 00:18:08.

Money Makers + Puny + Os Golpes + The Scart + Iconoclasts + Os Pontos Negros

Sábado passado o Festival de Corroios regressou à casa mãe – Ginásio Clube – local onde se reuniu a nova geração de aventureiros portugueses, os que gostam de conhecer a boa música nacional que se tem feito nos últimos tempos. Agora que os Descobrimentos e as Naus, são apenas uma miragem, ainda há quem goste de vestir as cores da bandeira – “Não entendo porque a maior parte das bandas não canta em português!”- exclamou um dos habituais seguidores do Festival de Corroios de apenas 23 anos.

Money Makers embora oriundos de Cascais mais parecia que vinham de Las Vegas; vestidos a rigor, fato completo com a lapela dourada e um chapéu a combinar. Aliás bastou vê-los entrar no ginásio ao longo da tarde – com uma considerável parafernália de fatos e instrumentos – para perceber que para eles a música não é apenas fazer boas canções. Nada é ao acaso na estética, quer visual quer musical, desta banda com perfil para grandes palcos quer em Portugal ou noutra parte do mundo. Money Makers combatem a crise com uma atitude altamente profissional, aliada a um som contagiante, próprio para o Verão, ouvindo-se algures numa esplanada. Rock com trejeitos de Ska, numa actuação sem mácula. Noutras alturas acusados de querer subornar o júri, quando atiraram réplicas de moedas ao público, desta vez não houve moedas mas sim 20 minutos bem passados. Não arriscaram como aconteceu noutros concertos, preferiram deixar o sarcasmo em casa, como diz o ditado; o seguro morreu de velho!

Puny – que não poderiam ser mais diferentes dos Money Makers – chegaram de mansinho a Corroios, caminharam discretos por entre técnicos e tocaram com a roupa de viagem. Pela pacatez estaríamos longe de imaginar o barulho que apenas “três gatos pingados” conseguiam fazer. Seguindo a velha tradição do Punk, músicas curtas e directas. Guitarras lancinantes em acordes que chegaram a magoar os ouvidos dos mais sensíveis que se perguntavam “isto é que é boa música?” ou para os que fascinados não conseguiam tirar os olhos do palco – verbalizando apenas no fim da actuação – “epá estes gajos têm de voltar!”. No final das contas arriscaram como ninguém o tinha feito, encerrando com um tema exclusivamente musical – a fazer lembrar os clássicos apoteóticos de 12 minutos mas sem direito a solos masturbatórios – antes momentos espasmódicos em que Rodrigo quase cai redondo no chão embrenhado no baixo, qual Ian Curtis com um ataque epiléptico. Introvertidos do princípio ao fim numa actuação com falhas, uma espécie de diamante em estado bruto, assim é o puro rockn’roll!

Num ano em que o Festival de Corroios presta homenagem à grande família Rock Rendez-Vouz – grande pelo número mas também riqueza incalculável que constituíram para o crescimento da música moderna nacional – entram em cena os Golpes.

Se Silas (Pontos Negros) tapou os ouvidos incomodado com as loucuras experimentalistas dos Puny – que a dada altura nos transportaram a uma velha estação de comboios com as rodas a deslizarem estridentes nos carris – já com os Golpes, as manifestações foram mais positivas, não tivessem os cabeças de cartaz com um CD de estreia na forja. Os Golpes são jovens rapazes com uma maturidade desarmante. Se hoje as canções se fazem de rimas inconsequentes, estes miúdos que – por exemplo gostam do ícone da Nouvelle Vague Fraçois Truffaut – dão peso a cada palavra pois a música não é para ser feita a metro. Pela forma como se apresentam em palco, coletes e alguns folhos, chamam-nos de novos Heróis do Mar. Mas ainda ninguém se lembrou, que pelos trajes, poderiam muito bem ser os Mosqueteiros, não os três mas os quatro – Nuno, Pedro, Luís e Manuel – mais do que quererem salvar o rei como escreveu Alexandre Dumas, os Golpes salvaguardam inadvertidamente (mas nem por isso num acto menos heróico) a língua portuguesa de uma possível extinção. Já que nós por vezes a tratamos tão mal, ao menos que nos sirva de consolo o facto de “Terra” o novo disco de Mariza ser o CD mais vendido nos EUA na categoria de World Music.

O texto acabado de citar é da Cláudia Matos Silva, retirado do sitio do festival, www.festivaldecorroios.net, e reporta-se à segunda sessão do dito.
A terceira contou com os convidados , OS PONTOS NEGROS e os concorrentes THE SCART e ICONOCLASTS, amantes de carne de porco. Uns vindos de Abrantes, terra de boa palha e outros de Lisboa, terra boa não se sabe bem em quê. Os de Abrantes têm como baterista o PASSOS, ex-THE DOLL & THE PUPPETS, banda desaparecida com a viagem até terras de França da MARIA DOLLITA. É uma pena. Era uma banda com futuro, digo eu…

Nota positiva para THE SCART na sua actuação. Pena é que a sua vocalista dê a ideia de não se sentir à vontade no palco e entoar todos os temas de uma forma quase monocórdica.

O pessoal de Lisboa, leia-se INCONOCLASTS, fartou-se de saltar e berrar. Adoram carne de porco e ao que dizem tocam “Post-Pimba Agrocore Progressivo”, o que me parece muito bem. Soam leves e desenjoados, apesar da carne de porco em excesso.
Bom aqui o que interessa são as fotos do evento. Cliquem na imagem e desapareçam!