MAMUTE e BLACK BOMBAIM na ZDB

Há já algum tempo que não ia à Zé dos Bois. Quebrou-se o enguiço na sexta-feira passada, a convite do Tojo Rodrigues dos BLACK BOMBAIM!
Para as 23h (ou seja a uma hora qualquer o espectáculo começava) estavam alinhados para mostrarem o que valem: MAMUTE e BLACK BOMBAIM. Duas bandas que se movimentam na área do Stoner Rock: riffs, mega descargas eléctricas de milhares de vóltios, que envolvem o ar num badanal de poeiras cósmicas e ácidos alucinantes, num universo paralelo de luz e cor.

THE PROFILERS, veni vidi vinci!

Originally posted 2018-07-07 12:51:40.

THE PROFILERS, NO MUSICBOX, 15.10.2009

THE PROFILERS! Aqui estou de novo escrevendo sobre eles e sobre as fotografias que obtive no dia 15 deste mês de Outubro no Musicbox. Foi, eventualmente o último concerto dos PROFILERS, de 2009. On verra!
Nem sempre é fácil escrever sobre aquilo de que gostamos. Receamos as palavras. Que não sejam as certas, que melindrem, que enalteçam em demasia os sujeitos, que em demasia os enobreçam. Não sei…
O facto é que de banda meia “ajazada”, de que tomei conhecimento via MySapce, após uma tal de San me ter enviado um e-mail pedindo uma morada para me enviar uma demo desta banda dos lados de Sintra, que, aliás, nunca chegou (shame on you San), a um grupo musical que toca e nos toca com influências das mais variadas, algum tempo passou: ganharam concursos, editaram um disco e dão concertos aqui e em Espanha e onde mais os quiserem. Além do prazer de os ouvir, no palco ou em casa, tenho dos PROFILERS fotografias a dar com um pau. Mas tenho também, creio não errar se o disser, a sua amizade, que retribuo e que é tão ou mais importante do que a sua música, de que, aliás, sou fã!
Na verdade, tiveram um inicio de carreira brilhante.
Na quinta-feira passada, estiveram no Musicbox, já disse, sem dois dos seus elementos, como a própria banda já tinha anunciado no Facebook. O que os desligou, sem ressentimentos, foi o amor à arte, à música, tal como os tinha unido: como sói dizer-se amigo não empata amigo e muito menos se é em prol do Rock’n’Roll.
Veremos o que nos traz esta formação reduzida dos PROFILERS, que soa mais coesa, inequivocamente centrada em evoluir em diferentes direcções, ao sabor da inspiração, disposta a cunhar o seu estilo muito próprio.
Seja como for, eu é que aqui vos trago mais 79 fotografias para juntar às 170 que os PROFILERS têm já na galeria do 70-200.net. Um dia destes têm que começar a pagar alojamento!!!
Poderão perguntar, ou melhor, afirmar, que para uma foto reportagem bastam meia dúzia de fotos. Para quê tanta coisa?
A resposta para mim é simples: eu não engano! Sou como o algodão! Muitos poderão mostrar a SUA fotografia e todos se deslumbrarão com ela. Ok! Fixe! Eu mostro muitas, porque as sei fazer bem, às dezenas.
Esta reportagem dos PROFILERS é, no seu cômputo geral, uma das que fiz que mais me agrada: pelo movimento, pela cor, pelos enquadramentos, etc., etc., etc.
But enough already…
Daqui vai um abraço forte para todos os actuais e antigos PROFILERS e um obrigado àqueles que, de alguma forma, me apoiam no meu trabalho fotográfico e fazem o favor de gostar das minhas fotos.
See ya!

PS: se nada disto fizer sentido, é normal!

PPS: clicar para ir!

Out comes MARKY RAMONE

Out comes MARKY RAMONE

Originally posted 2018-07-05 12:02:23.

MAKY RAMONE@CINE TEATRO DE CORROIOS, 15.07.2007

Out comes MARKY RAMONE3.15 da manhã.  Espero. Bebo leite com Ovomaltine. Como que surgida do nada ocorreu-me, aliás, correcta, a ideia de que em 2007 também houve verão.
– Pá, as coisas que aconteceram no passado! THE RAMONES! Punk nova iorquino!
– Pois foi! Eia, bem…
Fui ao cofre e retirei as fotos que fiz num dia de verão de 2007, a um dos ídolos de juventude: MARKY RAMONE, durante anos baterista dos saudosos RAMONES.
– Out comes MARKY RAMONE! VIVA!
– Shiu! ’tás parvo ou quê? Não vês que acordas as pessoas! Vai-te mas é deitar!
– Merda, um gajo também não pode dizer nada ou o caraças! Deves ser da PIDE!
– Ãh!
– Oh pá, clica na foto!

wayne-hussey-lisboa-e-porto

KARPE DIEM & WAYNE HUSSEY

Originally posted 2018-06-29 09:32:16.

KARPE DIEM & WAYNE HUSSEY, Caixa Económica Operária, 30.04.2010

wayne-hussey-lisboa-e-porto

Havia já anos, muito, que não ia à Caixa Económica Operária na, onde havia de ser, Rua Voz do Operário. O que é que me levou, após tantos anos, provavelmente desde o PREC, à C.E.O.? WAYNE HUSSEY líder e vocalista dos The Mission, que regressou a Portugal para dois concertos a solo, com a primeira parte do concerto a ser assegurada pelos portugueses KARPE DIEM.
Citando um mail de divulgação: “O que esperar num concerto de Wayne Hussey? Uma voz magistral, uma interpretação fora do vulgar, clássicos dos The Mission como… “Beyond the Pale”, “Butterfly on a Wheel” ou “Tower of strength”. Wayne HusseyMas não só. Wayne Hussey tem também músicas novas para mostrar e faz questão de cantar alguns clássicos, uns antigos, outros mais actuais. Da habitual setlist fazem quase sempre parte “Ashes to Ashes”, de David Bowie, “Never let me down again”, dos Depeche Mode, “With or Without You”, dos U2, entre outros nomes como Radiohead, Frank Sinatra, Neil Young ou o monumental “A night like this”, dos The Cure.” E sim, cantou tudo isso e mais alguma coisa.
Foi uma noite com cheiro a anos 80. A começar pelos KARPE DIEM que me fizeram recordar os CULT dos primeiros registos, num rock alternativo/gótico pós punk de que gostei bastante: pelo som e pelas letras das canções. A banda tem uma atitude interventiva e chama à reflexão: armas ao invés de cravos!
Foi uma noite bem passadKarpe Diema e ficam as fotografias (cliquem, cliquem nelas).

Mission: the lost files!
Ora as fotografias até têm uma história curiosa, as do WAYNE, quero dizer: acidentalmente apaguei metade das fotos que tinha feito do seu concerto! Nunca tal estupidez me acontecera, mas para uma primeira há sempre uma vez.
Valeu-me um programazito que recomendo aqui aos colegas fotógrafos, a quem aconteça desgraça semelhante: “PC Inspector File Recovery”! Só não consegui recuperar os ficheiros RAW, apenas JPG editáveis e TIF corrompidos, mas mesmo assim foi uma grande ajuda.
See ya!

They are all stars!

Originally posted 2018-06-27 08:32:04.

Faz hoje 8 dias, estive mais uma vez na Zé dos Bois. Fui ver, ouvir e fotografar, os portugueses “The Allstar Project” e “Bypass”. Ouvir, tenho ouvido na hi-fi cá de casa, porque adquiri há tempos o seu primeiro disco, os Allstar. Visto e fotografado ainda não, sendo certo que dos “Bypass” nem noticia tinha. Ok, sou um indivíduo desinformado, é certo, mas quase sempre por convicção. Não quero estar informado. Detesto informação, sobretudo a que me querem dar os jornais, TV e rádio cá do burgo. A informação transmite-me medo, ódio, terror, destruição, para já não falar das tropelias governamentais e da politiquice de sarjeta dos nossos “amados” “políticos”, que fazem os da antiga Grécia dar voltas na tumba. Acresce que passo muito melhor sem esse tipo de preocupações e escândalos. A teoria, que não é nova, é a de que “aquilo que não, sei não me preocupa”.
Dito isto e avançando na prosa, lá fui até à ZDB de mochila às costas. Os que conhecem o local sabem que se pode passar ali um bom bocado, apesar de ser desconfortável. É desconfortável e os empregados julgo até que são antipáticos, mas não tenho a certeza, por isso não levem em consideração estas palavras, porventura a despropósito. Estejam apenas atentos se por lá passarem…
Depois de trocar uma curtas palavras com o “Sawyer”, guitarrista do Allstar, penetrei no breu da sala de espectáculos que, cuidei eu, mal, que com o início do concerto se iluminasse um pouco mais. Pensamento estúpido, claro. Não só o ambiente não clareou, como se tornou ainda mais sombrio. Apesar da falta de luz poder ser propositada, ideia que mais tarde amenizei um pouco ao ouvir os músicos pedir mais luz, o facto é que não tinha qualquer tipo de estética subjacente: a luz da ZDB é aquela e mais nenhuma, e portanto, não teve piada.
Já do som que se ia ouvindo não pode dizer-se o mesmo. Gosto efectivamente do grupo, que foi destilando o seu som, lúgubre, impulsivo, denso, melódico e meio agridoce, por entre os aplausos e incentivos dos presentes. E eu lá ia empregando todo o meu saber, salvo quando não me esquecia, para fazer o meu melhor, em regra sem luz suficiente sequer para que o foco automático da câmara funcionasse. E o manual também não, porque nem eu próprio percebia quando é que havia foco. Malta, não é má ideia de vez em quando pensar nos fotógrafos! Vá lá, sejam gentis! Hã?
Bom, o concerto, pelo lado da música e da atitude da banda, foi excelente, com direito a “encore” e tudo. Enfim, pessoal de Leiria que ouve Jeff Buckley (recomendo também o pai, Tim Buckley), Nick Drake, Syd Barret ou mesmo Ennio Morricone, só pode executar boa música.
Interregno para mudar o palco e chegaram, em maior número e, porventura, já com mais tempo Bypassna ribalta, os “Bypass”. Nunca (sou desinformado) tinha ouvido, visto, ou sequer fotografado os By. Foram uma agradável surpresa. Rock denso e texturado, com a curiosidade de alguns instrumentos serem perfeitamente artesanais e feitos por eles próprios!!!
A luz em palco, para os efeitos que eu pretendia, melhorou um pouco e lá fui batendo chapas, à procura do melhor ângulo ou enquadramento, o que não me impediu de trabalhar com velocidades de obturador até 2 segundos!
Gostei do que ouvi e fiquei curioso em descobrir algo mais sobre a banda, até porque quem ouve Frank Zappa, Buddy Guy, John Spencer Blues Explosion ou ZZ Top, tem o meu respeito e aquilo que faça, salvo grande azelhice, só pode ser bom.
Enfim dois bons momentos na ZDB, em que todos foram estrelas.
Noite terminada, cama com ele!
Espero que apreciem as fotos.

(Já sabem, clicar nas fotos para aceder à Galeria.)

Stoner ao cubo no Santiago Alquimista

Originally posted 2018-06-23 06:13:35.

DOLLAR LLAMA + MEN EATER + KARMA TO BURN no Santiago Alquimista, 22.06.2009

Ora cá estou eu, sempre atrasado em relação ao acontecimento. Mas, uma crónica é sempre um texto atrasado de um evento que o tempo devorou, ontem, há 15 dias, um mês, é indiferente. O fundamental é que a ocorrência teve lugar e alguns estiveram presentes, para dizer a outros com que olhos e com que ouvidos interpretaram os que alguns outros tinham para mostrar.
Ora eu atrevi-me a ir de olhos, ouvidos e câmara fotográfica, porque a organização teve a gentileza, sempre apreciada, de me conceder o respectivo passe. Aqui chegado só um breve parênteses, para dizer aos que não foram e que porventura, leiam estas modestas linhas, não só perderam um grande espectáculo stoner, mas ainda e gratuitamente, o disco de estreia dos DOLLAR LLAMA, “Under The Hurricane” e uma colectânea da Volcom Entertainment, com temas dos VALIENT THORR (dia 2 de Julho no Musicbox), GOONS OF DOOM, PEPPER, ASG e outros.
Abriram os DOLLAR LLAMA, com um Stoner Rock poderoso, repleto de riffs a fazer lembrar algumas bandas do sul dos Estados Unidos. O Disco de estreia tem colhido boas críticas por toda a parte e é o resultado de 7 anos a dar no ferro.
Depois dos DOLLAR, vieram os MEN EATER. Também portugueses os EATER dão-lhe mais para o Doom e promoveram o seu mais recente “Vendaval” e a onda caiu muito bem entreDOLLAR LLAMA E KARMA TO BURN. Excelente prestação digo eu que estava lá para fotografar.
Os KARMA TO BURN são uma banda do que convencionou chamar-se desert rock/rock psicadélico de Morgantown, Oeste Virginia que compreende o guitarrista William Mecum, o baixista Rich Mullins e baterista Rob Oswald. Estes dois últimos já tinham por cá passado, precisamente no Santiago Alquimista com os YEAR LONG DISASTER. Os KTB deram nas vistas como banda quase exclusivamente instrumental, obcecada, fazendo apelo aos sons de bandas com o rótulo de desert rock, tais como KYUSS ou OBSESSED, embora a banda prefira segundo afirma o género “malternative“.
A banda dispersou em meados de 2002, quando o baixista Rich Mullins se juntou aos SPEEDEALER. Actualmente, Mullins toca com os já referidos YEAR LONG DISASTER, de Los Angeles.
Oswald está com os NEBULA e Will Mecum com os TREASURE CAT.
Segundo rezam as crónicas no dia 23 de Fevereiro de 2009 os KARMA TO BURN reuniram-se novamente para uma tournée pelos Estados Unidos e Europa.
No âmbito da referida tournée passaram pelo Santiago Alquimista no dia 22 p.p. onde encantaram os presentes, poucos, verdade seja dita, o que quer dizer que quem não foi, foi quem perdeu. O mercado nacional não distribui a banda e o seu som fica quase em exclusivo para os “connaisseurs” que via Amazon, StonerRock.com ou através de downloads ilegais, conseguem adquirir os discos do grupo. Em matéria de desert rock, o mercado nacional é miserável.
Os KTB foram desenrolando a densa meada dos temas que fizeram da banda um ícone do stoner rock. Na audiência, membros dos portugueses MISS LAVA e VICIOUS FIVE, para não falar dos DOLLAR LLAMA e MEN EATER.
Pronto, chega de prosa, ficam as fotos… (cliquem nelas com força)