PLASTIC PONEY “I Wanna Suck My Priest”

Plastic Poney no 5 para a meia noite (c) RTP
PLASTIC PONEY no programa da RTP2 “5 Para a Meia Noite“, de 15 de Agosto de 2011
Galeria fotográfica de PLASTIC PONEY AQUI 

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Um consolo n’OS LÁBIOS!

Quem quiser ouvir a vida, deve fazer como os sábios: mesmo com a alma partida, ter um consolo n’OS LÁBIOS!

OS LÁBIOSRecordar-se-ão que em tempos idos uma banda de Sintra venceu o Festival de Música Moderna de Corroios. Corria o ano do Senhor de 2008 e a XII edição do dito festival.
Como o epíteto de vencedores lançaram o seu segundo disco Extended Play: “Swing”. O primeiro registo da banda datava de 2007. “Make Love Slow” (uma opinião que se respeita, mas discutível)! Os dois registos mostravam uma banda com influências diversas, destilando jazz/cabaret/bossa-nova, enganadores (pelo menos “Make Love Slow”) quanto à energia da banda. Acontece com abundância grandes discos, terem no palco o reverso, uma espécie de Lado B que desilude por não estar à altura do que se ouviu na hi-fi lá de casa. De facto, nem sempre assim é, mas com THE PROFILERS foi uma espécie de regra: a energia de palco não vinha nos discos. Foi assim que eu aprendi a gostar da banda: ao vivo. Era no palco que a banda se soltava e dava largas à sua energia, o rasgo de um vulcão que apenas OS LÁBIOS souberam ler.
Depois de vários espetáculos promovendo “Swing” e “Make Love Slow”, THE PROFILERS entraram de novo em estúdio para gravar o seu primeiro Long Play. No processo, no meio de tanto energia e ideias acumuladas e outras tantas divergências de opinião quanto ao trilho a seguir e também, por que não dizer, piscando o olho ao mercado e à pop mais atual, THE PROFILERS anunciam que emagreceram a banda e metamorfosearam-se n’OS LÁBIOS. Eu diria que se soltaram. Tratou-se de mais do que uma mudança de nome: foi uma mudança de atitude, foi o escolher de um outro caminho, refinando tudo aquilo que até aí tinha feito dos PROFILERS uma banda com uma ascensão meteórica, quase diria, enlouquecendo o seu som! Escolheram o português como língua base (não exclusiva) das suas canções e embrenharam-se num processo de gravação/transmutação, a que juntaram a produção de Miguel Ângelo (ex-DELFINS).
Em breve, 2 de maio, OS LÁBIOS farão o lançamento oficial do seu primeiro LP em Lisboa, num evento “sui generis”, original e à altura do facto. Entretanto assinaram com a Valentim de Carvalho, contrato discográfico.
O disco que se chamará “Morde-me a Alma” tem como single de apresentação “Ocupa o Teu Lugar (de olho em ti), cujo vídeo realizado por DE SOUZA, realizador, fotógrafo e colaborador habitual da banda tem estreia marcada para dia 26, no Top + da RTP 1.
A tour promocional inicia-se no próximo sábado, dia 26 de março, em Corroios, onde atuarão como banda convidada na terceira sessão da XVI edição do festival, que este ano me tem passado ao lado, por várias razões. Como costuma dizer-se “bom filho a casa torna”. OS LÁBIOS regressam metamorfoseados ao palco que os lançou na ribalta das altas luzes (sempre quis escrever este cliché).
Mas, afinal que dizer então de “Morde-me a Alma”? Não sou crítico musical, nem pretendo sê-lo, mas tenho uma opinião: “Morde-me a Alma”, só por acidente passará despercebido a quem se interessa por estas coisas da música pop, rock, ou o que quiserem chamar-lhe. Nota-se que OS LÁBIOS não renegam as suas origens, que endureceram o seu som, demonstrando influências de bandas como THE STROKES e ARCADE FIRE, p. ex. As canções soltam o pé, as letras são corrosivas. Mas o mais interessante nestes quatro rapazes e na sua vocalista é que querem ser como são e quando somos aquilo que queremos, estamos felizes e é isso que transpira do som da banda. Brilhantemente executado e irrepreensivelmente produzido, “Morde-me a Alma” é um disco de pop/rock mais profissional do que muitos que por aí correm de bandas com créditos firmados no mercado. Perde-lo seria uma estupidez, ouvi-lo um consolo.

Edit Piahf on LSD

THE PROFILERS

edit piaf on lsd

Antes de se tornarem OS LÁBIOS, THE PROFILERS tiveram ainda tempo para colocar no pequeno ecrã o vídeo de um dos seus melhores temas: “Edit Piaf on LSD”! Foi realizado pelos alunos do curso de realização de uma escola, muito boa por certo, mas que ignoro. Seja como for está um clip muito bom, tendo como barman, um extrordinário ator portugês ainda desconhecido do grande público, mas já com contratos para contracenar, por exemplo, e é só um exemplo, com muito boas atrizes de Bollywood: este vosso servo. Apreciem, não só a música que é muito boa, mas também o magnifico e extenso trabalho de representação deste ator em ascenção.

GAZUA Contracultura

GAZUA lançam Contracultura no São Jorge

No dia 18, sexta-feira, os GAZUA apresentaram no São Jorge, em Lisboa, o seu terceiro longa duração, “Contracultura”. Novas canções, a mesma atitude.
Os GAZUA são actualmente uma das melhores bandas rock portuguesas por várias razões: desde logo porque, não sendo claramente originais no som que produzem, são sem dúvida excelentes instrumentistas e fazem o que devem (o som que escolheram) com bons resultados. Em linguagem de gestão diria que são eficientes e eficazes. Não há nada apontar à estrutura dos temas: são o que são, bem urdidos, ritmo que abala o corpo.
Mas os GAZUA têm algo mais, que pretende abalar a mente. Algo que muitas bandas esqueceram e só é característica de compositores que têm uma clara consciência social e fazem da canção o seu grito de revolta numa sociedade que acreditam estar doente, expondo as suas deficiências, os seus vícios as suas injustiças, advogando outra forma de estar e cuidar do Homem. Os GAZUA querem e vão para além da banda que se movimenta no mundo do rock apenas pela fama e pela glória. Pretendem ser eles próprios agentes de mudança.
O concerto de sexta-feira foi mais um exemplo disso e às canções, se quiserem de intervenção (creio que o ZECA está em muitas delas), acrescentaram a performance “33-Crucificação Acção” realizada pela Andrea Inocêncio que encarnou o grito de mudança de todos os que estavam presentes na sala e quiseram e puderam nele escrever a sua própria mensagem de revolta, a mudança que queriam ver!
O terceiro GAZUA não se chama “Contracultura” por mero acaso, ou porque é “fashion” ou fica bem ser do contra.
É necessário recordar que Contracultura foi um movimento que teve o seu auge na “década de 1960, quando teve lugar um estilo de mobilização e contestação social e utilizando novos meios de comunicação em massa. Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumido como uma cultura underground, cultura alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do quotidiano, embora o movimento Hippie, que representa esse auge, almejasse a transformação da sociedade como um todo, através da tomada de consciência, da mudança de atitude e do protesto político.” (Wikipédia)
É disso que é feita a música dos GAZUA. Pelo menos é como eu vejo a coisa.
As fotos do concerto são a preto e branco. Além das razões de estética que poderia invocar, estou solidário com os GAZUA e vejo a sociedade em que vivo com muito pouca cor. Vejo tudo a negro e algum branco.

Morreu Peter Steele

Vocalista da banda TYPE O NEGATIVE  morre aos 48 anos

Segundo noticía a Agência Globo do Brasil, “o vocalista da banda de rock Type O Negative, Peter Steele, de 48 anos, morreu na noite de quarta-feira, em Nova York. A causa, ainda não confirmada, teria sido insuficiência cardíaca.
A notícia se espalhou logo cedo nesta quinta por fãs na internet e foi confirmada pelo site oficial do grupo: “Por favor, sejam pacientes e esperem por declarações da banda e da família mais tarde. Obrigado pela compreensão e pelo apoio”. Peter Steele lutava contra o vício em álcool e cocaína. O motivo da morte deve ser anunciado após uma autópsia.
Em 2005, foi espalhado um boato na web de que Steele teria morrido, depois que a imagem de uma lápide com o nome do vocalista foi publicada na página do Type O Negative.
Peter Steele nasceu Petrus T. Ratajczyk no dia 4 de janeiro de 1962, no Brooklyn, em Nova York. Ele participou como vocalista, baixista e letrista de sete discos dos Type O Negative, entre 1991 e 2007.”
RIP

Anjos e Arcanjos!

Green Light Girl

DOYLE BRAMHALL II não carece de apresentações: é dos melhores de sempre, tocou e toca com os melhores de sempre, p. ex. ERIC CLAPTON ou ROGER WATERS. Passou com este pelo Pavilhão Atlântico, juntamente com outro monstro da guitarra eléctrica que já tocou com tudo e todos: SNOWY WHITE.
DOYLE acompanhou CLAPTON no seu “Me and Mr. Johnson”, apesar de, à altura, nem sequer conhecer ROBERT JOHNSON (pasme-se!). Cresceu com STEVIE RAY VAUGHAN e JIMMIE VAUGHAN, por isso não são de admirar as suas aptidões para as cordas.
EM 1992, depois da morte de STEVIE RAY formou com CHARLIE SEXTON e a secção rítmica que acompanhava o falecido, os DOUBLE TROUBLE, os ARC ANGELS. DOYLE e SEXTON apenas trabalharam juntos no primeiro disco da banda que, apesar de relativamente bem recebido, não evitou que a banda desaparecesse em 1993 devido aos problemas com a heroína de DOYLE.
Voltar a reunir-se em 2009, mas sem o baixista Tommy Shannon.
Contudo, nada disto interessa… talvez.
Em 2007 esteve com CLAPTON e uma mão cheia de outros excelentes músicos no Crossroads Guitar Festival, no Texas, de onde, aliás, é natural. Do Festival organizado naquele ano ficou um registo em DVD de se lhe tirar o boné!
Retirado do dito aqui fica DOYLE BRAMHALL II com Green Light Girl.
See ya!

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