Fotografia artistica de nú feminino. Mais uma da nossa série “Butt-Naked”. Enjoy!
Fotografia artistica de nú feminino. Mais uma da nossa série “Butt-Naked”. Enjoy!
Originally posted 2015-02-04 00:17:27.
Originally posted 2015-02-04 00:17:26.
Tombámos mortos de alcoól e Valéria ria em gargalhadas de cio imprudente, entre o trago fácil de um uísque ordinário e o afagar caloroso do sexo humedecido. Jorge sorria matreiro.
O ar da sala tragava incolores os odores da festa, que, de paredes nuas, só um astuto e, no entanto, miserável cabide presenciava. A mesa do talho estava lá para estar no memento da aventura, sem que mais explicações fossem necessárias.
Valéria era louca e entorpecia-nos os sentidos com conversas estrebuchantes de palavras ordinariamente viscosas. Gozávamos o hálito ilustrado de amantes que Valéria exalava da boca piorrenta, adivinhando os que lhe sugaram os mamilos até à exaustão.
Valéria e Jorge entumecidos.
Em acto de alucinante desvario toma-a de assalto sobre a mesa de talho, cujo mármore ornamentava a cozinha excêntrica de Valéria. Contorciam-se. Ninguém ousou mexer-se e todos aplaudimos o acto de brava coragem. Assistíamos e queríamos gozar o sentido próprio da festa masturbando-nos num amontoado de carne erecta, que transpirava ofegante a penugem basta da alcatifa que nos absorvia o ser.
Caiu a máscara e as paredes escureceram quando o mundo penetrou Valéria, a casa e o que restava dos convivas que jaziam mortos num orgasmo inacabado.
Jorge cuspiu sangue e confrontou a existência com a morte.
Valéria ria em gargalhadas de cio imprudente.
Jorge sorria… morto!
Originally posted 2015-02-04 00:17:23.
In:
Hoje abrimos aqui uma nova secção da Blogaria.
A coisa é extremamente simples: eu gosto de vocês! E, por isso, quero dar-vos o que houver de melhor.
Originally posted 2015-02-04 00:17:20.
VOICIST + TOKYO DRAGONS + DANKO JONES @ PARADISE GARAGETerça-feira é feira da ladra. Semanas antes tinha já decidido ir com o “JM” ladrar para o Paradise Garage. Por ali passava “The Mango Kid”, acompanhado de duas bandas de apoio: Voicst e Tokyo Dragons. O projecto era chegar cedo, ficar bem junto ao palco, primeira fila entenda-se, e abanar violentamente a cabeça ao som do já conhecido Danko Jones. Com os outros, ilustres desconhecidos, logo se veria. A noite havia de consistir no frenético destilar de suor e sacudir as ancas oscilando o corpo entregue à potência dos amplificadores. Chegados ao local onde a celebração do rock’n’roll deveria ter lugar, ocupámos os lugares de acordo com plano antecipadamente traçado: temerariamente na dianteira. No proscénio estavam alinhados instrumentos e as baterias faziam fila indiana, prontas a ser descartadas à medida que fossem usadas. Eram uma espécie de instrumento de usar de deitar fora. Tocado que estivesse, ele aí ia direito ao canto esquerdo do palco, por onde haveriam de se escoar os instrumentos e amplificadores usados e já sem préstimo para aquela noite. Música descartável. Who cares?
Há hora marcada aparecerem os Voicst. Os presentes, escassos, fitavam o palco com a curiosidade de quem nunca lhes tinha posto a vista em cima, nem sequer lhes tinha feito ouvidos de mercador.
“We are Voicist from Amsterdam”. Ok. Fogo à peça. Um trio poderoso. Rock’n’Roll em inglês com sotaque holandês. Normal. Além disso apenas nota para um qualquer problema de pé-de-atleta do baterista e do baixista: um de meias e outro descalço. Depois queixem-se que a micose se contrai nos locais menos expectáveis.
Por ali andaram pulando e rodopiando sempre com um som suficientemente forte para manter quentes os indefectíveis amantes do ruído organizado produzido em volumes consistentes com a possibilidade de uma surdez prematura. É dos Voicst o registo que hoje aqui fica em “chords of fame”, precisamente o tema que abre este disco.
E lá fizeram a parte deles, os miúdos, e bem digo eu. Idos, vem o staff retirar instrumentos e a bateria da fila indiana. O canto esquerdo do proscénio lá vai sugando, qual buraco negro, os instrumentos e demais artefactos usados na função.
Os meus ouvidos, a escassos 100 cm do palco, começavam a emanar um certo zumbido característico da exposição a demasiados decibéis… iiiiiiiiiiiiiiiiiii. E nada. Assim é que é! Em cima do acontecimento.
Palco limpo, chegam em grande estilo os Tokyo Dragons. Malta à moda antiga. Cabelos compridos, indumentária com prazo de validade expirado, botas de cóboi (sem vacas, pelo menos no palco), t-shirt invocando ZZ Top e cabelos suficientemente longo para se saber que a Páscoa se aproximava.
Tónica no hard-rock, solo p’ra aqui, solo p’ra ali e os ouvidos iiiiiiiiiiiiiiii. Malta competente e que aqueceu bem os presentes, que haviam já iniciado os violentos abanões de cabeça, mas nada de “mosh”, por enquanto. A droga e o álcool estavam, contudo, a caminho da produção dos seus efeitos.
Depois do buraco negro ter sugado toda a instrumentália do TD, as luzes apagaram-se a aparecem os três “Men in Black”. Hum… notei logo. Cara nova!
O baterista era um outro fulano, com um claro problema de dentição, por falta deles.
Função iniciada. O que se esperava: um destilar contínuo de energia, contacto permanente com a audiência, conversa de café, provocações mútuas, mas o homem aguenta tudo, e mais, entra no jogo… Naturalmente que os abanões de carola tornaram-se mais viris e, por vezes, violentos.
Tudo corria bem até os elementos extra musicais produzirem os seus esperados efeitos. Os nativos inquietaram-se e iniciaram uma dança frenética de encontrões. Corpos faziam voos curtos, que terminavam inevitavelmente no chão lavado de cerveja. Por entre voos e encontros fui atingido pela mão delicada de uma donzela escanzelada que erguia com a outra um copo de cerveja super-bock. Apesar do meu desagrado a coisa ficou por ali. Afinal estava numa zona de risco. “No big deal”, apesar de ter sido forçado a fazer aterrar um dos moços que por ali voava baixinho.
O “JM”, menos habituado às tribos do rock, foi violentamente atingido na cabeça pelo voo 42 de um piloto destravado. Temeu pela vida. Recuou para local seguro junto ao bar. Como qualquer soldado consciente do seu dever, permaneci bravamente na linha da frente defendendo os valores em que acredito: “rock till you drop!” Se não gostarem destes tenho outros, é só dizerem…
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