Lolly POPPERS

Originally posted 2018-10-11 14:39:43.

THE POPPERS, “Up With Lust”, no meu aniversário

LUIS RAIMUNDO - THE POPPERSA sério: jurei a mim próprio que ia beber uma chá e pronto!
Mas não, não me contive e agarrei-me ao teclado tal qual um alcoólico se agarra à garrafa, com desejos de a estafar em menos de nada.
Isto porquê? Para vos falar, escrever será melhor dito, sobre o fim de semana que passou.
Foi um GRANDE fim de semana.
O meu aniversário foi no dia 20! Logo, o plano era: FIESTA! Olé, que eu gosto de estar vivo e comemorar os anos. Não tenho nada que ver com os/as palermas que deixam de fazer anos numa determinada altura: os homens talvez quando começam a perder a tusa e as mulheres a ficarem com as mamas junto dos joelhos! Não sei. Sei que eu faço questão de fazer anos.
Dia 20 THE POPPERS apresentavam o seu “Up With Lust”, no São Jorge, em Lisboa, numa noite que havia de ser de chuva. Choraram os céus de alegria pelo extraordinário concerto que estava para acontecer.
Assim sendo e querendo a malta ir ver e fotografar os POPPERS para depois ir até ao Europa para mais uma festa MOD, havia que traçar outro plano. Nem mais: comemoram-se os anos de 19 para 20, numa pizzaria, no Estoril, que dá pelo nome de DON FORMAGGIO e já está. Pois claro. Bem pensado.
Assim dia 19/20 festa de anos, com convidados e a música que não podia faltar. Abrilhantaram a noite aos que para sempre ficarei grato OS LÁBIOS, projecto musical nascido das cinzas dos THE PROFILERS e o Miguel Ângelo com o Mário Andrade, dos idos DELFINS. Os primeiros cantaram coisas novas e que estão para ver a luz do dia no seu próximo disco que está na forja e os segundos temas dos já saudosos DELFINS. Tudo acústico. Para eles o meu imenso obrigado. As fotos do evento estão AQUI.
Mais ou menos recuperados da noite anterior fomos até ao São Jorge ver e ouvir o garage pop dos THE POPPERS. Uma excelente presença em palco, um som muito bom e canções realmente excepcionais. Sala cheia para ver os quatro dos Olivais. Passeios por entre o público de Raí empunhando a sua Gibson em comunhão com os fiéis. Versão ou cover, como quiserem, de Phsyco Killer dos TALKING HEADS, incomum e com sotaque muito próprio.
À vontade para fotografar com flash sem flash como se quisesse, o que é sempre bom.
Quem pagou bilhete teve direito ao vinil e CD de “Up With Lust”, uma injecção de adrenalina.
Uma chupadela valente nos lolly POPPERS que soube muito bem.
As fotos dos THE POPPERS inauguram o meu novo espaço virtual www.arlindopinto.com AQUI. Disto ainda havemos de falar para ficarem a par do que se passa nos filamentos pensantes do meu cérebro alucinado.
Stay clean!

Mêda+ 2011

FESTIVAL MÊDA+ x 5!

Originally posted 2013-08-22 21:15:43.

Rescaldo do II Festival Mêda+,  29 a 31 de Julho, 2011

Quando em 2010 surgiu o primeiro MÊDA+, o facto foi motivo de estranheza para muitos, habituados à ideia de que o

NERVO
NERVO

município não tinha ofertas culturais dessa natureza, numa área acima de tudo dedicada às gerações mais jovens, com muito olho na MTV, ouvido nas rádios “indie” e assíduos frequentadores de festivais pop/rock por esse país fora.
Contudo, algo mudara e os jovens medenses quiseram marcar uma posição de caráter cultural nesta região e provar que era possível, com êxito, trazer a música ao interior, ao invés de enviar para os grandes centros os espectadores.
Ao seu nível o I FESTIVAL MEDA+, não tendo sido um êxito rotundo, foi a semente que em 2011 trouxe ao mesmo local milhares de pessoas, que não quiseram deixar de marcar presença num festival que teve um cartaz eclético e com nomes, uns feitos,

Alma Fábrica
Alma Fábrica

outros promessas evidentes do panorama pop/rock português. Mais: é óbvia a aposta na ajuda ao lançamento de bandas mais jovens e que, tendo já provado a sua valia, não foram ainda chamados aos grandes palcos ou não andam ainda nas bocas do certo mundo, tais como por exemplo, NERVO e ALMA FÁBRICA. Aliás, é nossa opinião que os ALMA FÁBRICA protagonizaram o momento mais belo do festival, apesar de poucos o terem presenciado. Marcaram a diferença, não só pelo som que produzem, como pelo momento e local onde teve lugar o seu concerto: um aprazível final de tarde, no centro da cidade, nas escadas do “Domus Iustitiae”, que insistentemente me trazia à mente o evento gravado ao vivo nas ruínas de um velho anfiteatro em Pompeia, pelos PINK FLOYD e apropriadamente chamado de “Live at Pompeii” o qual tem a particularidade de não ter audiência. Falo de algo que admiravelmente existe e é belo, pelo simples facto de ser, sem apendículos, nem aplausos.

The Poppers
The Poppers

Um festival que fechou com ALMA, diríamos, e que se iniciou com música de boa CEPA, apesar de TORTA. De facto, o festival abriu sexta-feira com os filhos da terra: OS CEPA TORTA, fundamentalmente uma banda de covers que fizeram o seu papel de forma irrepreensível: aquecer as hostes para o que aí vinha e fazer levantar a poeira.
Para a noite: THE POPPERS e DIABO NA CRUZ, terminando com a dj DjOaNa, para colocar “KO” as centenas que permaneciam em frente ao palco após o termo da atuação dos DIABO NA CRUZ. THE POPPERS foram novidade para muitos, para muitos mais nem tanto: são uma banda habituada já às luzes da ribalta, com o seu mais recente registo “UP WITH LUST”, centrado nas ruas de Lisboa e marcado pela onda musical da Londres dos anos 60, em “tour” pelo país inteiro e em breve por essa Europa fora. Deixaram todos babados de boquiabertos que ficaram com a energia da banda.

Diabo na Cruz
Diabo na Cruz

Dos DIABO NA CRUZ alguém disse serem “rock com travo estético e autoral nacional”. O seu disco “VIROU!” volveu tudo do avesso e misturou na “mouche” o rock e o vira e foi “Casamento”. Também no II MÊDA+ os que enchiam o recinto do festival e a banda se uniram para em uníssono fazerem, não “o diabo a quatro”, mas uma noite memorável.
DjOaNa terminou a noite e preparou a malta para o dia seguinte: DEFYING

Tara Perdida
Tara Perdida

CONTROL, NERVO e TARA PERDIDA. Uma noite punk com “o rock como nunca o ouviram” pelo meio. É este o lema d’OS NERVO. NERVO que são os primeiros repetentes do MEDA+: estiveram na primeira edição do festival e voltaram na segunda. Em 2010 trouxeram o seu, até à data, único longa duração: “TRIPAS CORAÇÃO”, um rosário de orelhudas malhas rock cantadas em português. A multidão pedia “Comprimido Pop”. E comprimido teve. Mas teve também novos temas, igualmente enérgicos e furiosamente desalmados. Não só não desiludiram como acrescentaram pontos.
Aos DEFYING CONTROL coube a tarefa de abrir as hostilidades. Os rapazes já rodaram no Brasil, Europa e editaram no Japão, Europa e Estados Unidos, por isso não são principiantes. Antes pelo contrário. Já abriram, para bandas como Ignite, No Use for a Name e Streetlight Manifesto. Desde2005 atrilhar os caminhos do punk, sem tréguas, sem se renderem, deram muito boa conta de si mesmos e as massas souberam apreciar, cantar e dar-lhes gás para continuarem.
A noite terminou com os autores de “Pala Pala”, TARA PERDIDA. Eram esperados. Os rostos e as T Shirts diziam isso mesmo. Muitos fãs, muitos TARA(dos) aguardavam a banda de João Ribas. Os TARA PERDIDA rodam desde 1995 e apresentaram os temas que a multidão queria ouvir e cantar, da forma como o costumam fazer: em comunhão com os fãs, com ou sem batata frita.
ALVIM fechou a noite.
Feitas as contas o MÊDA+ 2011, em relação a 2010 foi 5 vezes superior, em cartaz e em almas sedentas de Rock’n’Roll.
2012 será o ano em que se fará a prova dos nove: ou sim ou sopas, isto é, ou morre ou finca definitivamente pé e ganha o seu espaço no rol dos prestigiados festivais nacionais, com a especificidade de este ser o nosso!

Fotos do evento no site

Negrais Fest 2010

Amigos leitores e amantes da fotografia e do Rock’n’Roll, esta é a minha prosa para hoje à noite (dois pontos)
Negrais faz das melhores festas populares das redondezas! Por isso valeu a pena, depois de ter estado no I Festival Meda+, ter feito mais de 400 km e perder-me no novo IC 16 para lá ir no dia 19 deste mês.