Sinal dos Tempos

A MATRIX EXISTE MESMO?

Zeitgeist, o Filme (Zeitgeist, the Movie, no original) é um filme de 2007 produzido por Peter Joseph, aborda temas como Cristianismo, ataques de 11 de setembro e o Banco Central dos Estados Unidos da América (Federal Reserve).Ele foi lançado online livremente via Google Video em Junho de 2007.
Uma versão remasterizada foi apresentada como um premiere global em 10 de Novembro de 2007 no 4th Annual Artivist Film Festival & Artivist Awards.
Em 2 de Outubro de 2008 foi lançado um segundo filme, continuação do primeiro, chamado Zeitgeist:Addendum, onde se trata temas com a globalização, manipulação do homem pelas grandes corporações e instituições financeiras, e aborda a atual insustentabilidade material e moral da humanidade, apresentando o Projeto Vênus como solução para o problema.

O filme é estruturado em três secções:

* Primeira parte: “The Greatest Story Ever Told” (“A maior história já contada”) – Aos 00:13 min
* Segunda parte: “All The World’s A Stage” (“O mundo inteiro é um palco”) – Aos 00:40 min
* Terceira parte: “Don’t Mind The Men Behind The Curtain” (“Não se importem com os homens atrás da cortina”)- Aos 01:14 min*
Zeitgeist é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo.

O conceito de espírito de época remonta a Johann Gottfried Herder e outros românticos alemães, mas ficou melhor conhecido pela obra de Hegel, Filosofia da História. Em 1769, Herder escreveu uma crítica ao trabalho Genius seculi do filólogo Christian Adolph Klotz, introduzindo a palavra Zeitgeist como uma tradução de genius seculi (Latim: genius – “espírito guardião” e saeculi – “do século”).[1] Os alemães românticos, tentados normalmente à redução filosófica do passado às essências, trataram de construir o “espírito de época” como um argumento histórico de sua defesa intelectual.

In Wikipédia

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Escrava da Noite

Xeque Mate - Escrava da NoiteSou agnóstico. Acredito que não sabemos nem poderemos nunca saber se existe um Deus. Já houve quem me quisesse dissuadir deste céptico agnosticismo, mas sem sucesso: e que sim, que Deus existe e é grande. Senão como surgiu este universo multifacetado e repleto de contradições?
Está bem! Foi Deus que criou o mundo que conhecemos. Mas, quem criou Deus? Eu tendo a achar que foi o Homem! E que cada vez que oramos, os que o fazem, ajoelhados junto de um leito que um dia há-de ser de morte, qual criança pedindo ao Senhor que os monstros abandonem a escuridão do quarto, em rigor, rezamos ao Homem, solicitando para nós e para terceiros muito do que nós próprios podemos dar. Dádivas que a preguiça e descrença no próprio Homem obstaculizam. Mas, se o Homem Criou Deus, então, por entreposta pessoa, o Homem criou o mundo.
Por este e outros motivos que não vêm ao caso, evito persignar-me ou benzer-me invocando a Santíssima Trindade. Isso seria desonesto e hipócrita.
Prefiro invocar a única trindade que me concede alguma serenidade. Para lá da cervejaria propriamente dita, a invocada por um dos grupos “one hit wonder” esquecidos do “boom” do chamado “rock português”. Continue reading “Escrava da Noite” →

A Marcha

Torre de BelémSentíamos degolados a marcha da morte e
Henriques, Afonso,
católico da miséria sacra,
paria o gozo infinito do homem e
aplaudia em espasmos transbordantes de patriotismo incrédulo,
o saque ávido das crenças mundanas do infiel mouro.
O rei,
sorvia claustros sangrentos,
vómitos de sangue,
encharcado na ferrugem da espada embainhada
no ócio lusitano,
enquanto Portugal afundava a glória
nas vagas heréticas da consciência estéril e
a musa camoniana abortava borbulhante o império destruído
em orgias de poder decrépito.
Hasteávamos o estandarte do diabólico Cristo e
Inês, na exiguidade das suas flácidas formas,
embrutecia-se no despudor dos filhos bastardos.
Na escuridão húmida do horizonte rutilante,
a igreja conquistava na fé do demónio,
a loucura tépida do sexo africano e
as muralhas de além-mar ruíram com estrondo,
quando o adormecido mundo português deixou em
Alcácer a honra destroçada das conquistas
dos mares do sul.
O caldeirão abriu azul o inferno em
clamoroso uivo de lobo subalimentado e
as especiarias choveram rectas.
Reconhecemos Sebastião que
masturbava viril a juventude imberbe do
seu agonizante reinado e
com a força de um Adamastor,
trilhámos os pulsos em gritos de raivoso entardecer,
enquanto as mamas virgens da república
endureciam os conquistadores do contrabando norte-africano.
Esquartejámos reizinhos inchados de clisteres,
desventrámos prazenteiramente as princesas pedinchonas e
um calor metálico escorregou cortante
no peito dos guerreiros,
que deixaram nos bolsos remendados uma amálgama
de massa cinzenta.
Dobraram finados os monarcas e
uma imensa trupe de lacaios banqueteou-se em Aljubarrota
nas tábuas enfarinhadas do forno aquecido,
procriando com zelo lusitano
os filhos que edificarão em glória efémera
o mijo do quinto império.