R12 ao vivo no Festival Mêda+

“Sindicato” e “Parabéns ao Bussas”, 17.07.2010@Festival Mêda+

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R12

Gazua lideram top 12

GAZUA

Como neste momento me apetece dizer qualquer coisa e até tenho a possibilidade, vaga é certo, de alguém me ouvir (leia-se ler), digo-vos que, nas nem sei quantas galerias fotográficas existentes  em arlindopinto.com, abaixo estão as que se contam no TOP 12. 12 porque à dúzia é muito mais barato e são os que têm neste momento mais do que 500 visitantes únicos!
Chi coração!

• Gazua – 850 Visitas
• Miss Lava – 838 Visitas
• Venham Mais Cinco – 752 Visitas
• Nervo – 718 Visitas
• Dwarves – 702 Visitas
• XV Festival de Música Moderna de Corroios – 675 Visitas
• Capitão Fantasma – 649 Visitas
• Dapunksportif – 578 Visitas
• Festival Heineken Paredes de Coura 2007 – 576 Visitas
• The Profilers – 552 Visitas
• Mata-Ratos – 523 Visitas
• Valient Thorr – 501 Visitas

GAZUA Contracultura

GAZUA lançam Contracultura no São Jorge

No dia 18, sexta-feira, os GAZUA apresentaram no São Jorge, em Lisboa, o seu terceiro longa duração, “Contracultura”. Novas canções, a mesma atitude.
Os GAZUA são actualmente uma das melhores bandas rock portuguesas por várias razões: desde logo porque, não sendo claramente originais no som que produzem, são sem dúvida excelentes instrumentistas e fazem o que devem (o som que escolheram) com bons resultados. Em linguagem de gestão diria que são eficientes e eficazes. Não há nada apontar à estrutura dos temas: são o que são, bem urdidos, ritmo que abala o corpo.
Mas os GAZUA têm algo mais, que pretende abalar a mente. Algo que muitas bandas esqueceram e só é característica de compositores que têm uma clara consciência social e fazem da canção o seu grito de revolta numa sociedade que acreditam estar doente, expondo as suas deficiências, os seus vícios as suas injustiças, advogando outra forma de estar e cuidar do Homem. Os GAZUA querem e vão para além da banda que se movimenta no mundo do rock apenas pela fama e pela glória. Pretendem ser eles próprios agentes de mudança.
O concerto de sexta-feira foi mais um exemplo disso e às canções, se quiserem de intervenção (creio que o ZECA está em muitas delas), acrescentaram a performance “33-Crucificação Acção” realizada pela Andrea Inocêncio que encarnou o grito de mudança de todos os que estavam presentes na sala e quiseram e puderam nele escrever a sua própria mensagem de revolta, a mudança que queriam ver!
O terceiro GAZUA não se chama “Contracultura” por mero acaso, ou porque é “fashion” ou fica bem ser do contra.
É necessário recordar que Contracultura foi um movimento que teve o seu auge na “década de 1960, quando teve lugar um estilo de mobilização e contestação social e utilizando novos meios de comunicação em massa. Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumido como uma cultura underground, cultura alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do quotidiano, embora o movimento Hippie, que representa esse auge, almejasse a transformação da sociedade como um todo, através da tomada de consciência, da mudança de atitude e do protesto político.” (Wikipédia)
É disso que é feita a música dos GAZUA. Pelo menos é como eu vejo a coisa.
As fotos do concerto são a preto e branco. Além das razões de estética que poderia invocar, estou solidário com os GAZUA e vejo a sociedade em que vivo com muito pouca cor. Vejo tudo a negro e algum branco.

HANG THE TRAITOR & MATA-RATOS

HANG THE TRAITOR & MATA-RATOS, IN LIVE CAFFÉ, MOITA, 16.04.2010

Os MATA-RATOS já não são uma banda: são uma instituição do punk rock português! São muito piores do que as pilhas Duracell porque duram desde 1982 e é como se o tempo não tivesse passados por eles. Os MATA-RATOS, de que podem ver vídeos de precisamente 1982, no meu canal do youtube, afirmaram-se sempre pelo seu som e pela sua de estar na música, mau grado o facto de terem já passado por várias formações, sempre com o Miguel Newton à frente da banda. Tanto nos inícios dos anos 80 como hoje, têm uma acérrima legião de fãs, entre os quais me incluo, que não só se tem mantido como crescido, com os que ainda não tinham nascido em 1982 a engrossar as fileiras dos seus apreciadores.
Estiveram na Moita, terra de touros e cheiro a ganadaria. No In Live desfiaram um rol de hinos punk que colocou as hostes em polvorosa, dificultando a vida a este vosso servo. Mas com paciência e algum cuidado para não levar com uma Doc Martens na testa, a coisa fez-se. Foi excelente a relação verificar a relação que a banda ainda mantém com os seus fãs e o caminho que percorrem juntos até ao destino final, que não sei qual é! Agora acho que está fixado em 2012, mas também não sei porquê. Tudo se saldou por um gig de 5 estrelas.
A abrir para os RATOS estiveram uns rapazes que dão pelo nome de HANG THE TRAITOR e eu estou de acordo. Movimentam-se na área do Death Metal  e não deixaram de fazer jus ao género que abraçaram. O Hugo Silva tem a voz rouca que vem das entranhas e os restantes fazem o seu papel! Rodam desde 2006 e têm já pronto um EP. Bom concerto destes rapazes. Passem pelo MySpace deles e verifiquem.
Do resto ficaram as fotografias.
Obrigado ao Rocha e à Sandra por me acolherem no In Live.

DAPUNKSPORTIF: guitarras à solta!

DAPUNKSPORTIF ENCHERAM MUSICBOX

Sábado, dia 23 de Janeiro do corrente ano de 2010, os DAPUNKSPORTIF, estiveram no Musicbox, ali ao Cais do Sodré, em Lisboa, para um excelente momento de Rock’n’Roll. Ah pois é! Nados em Peniche, têm já no curriculum dois discos de se lhe tirar o chapéu: “Ready!Set!Go!” e “Electro Tube Riot”. Este mais apurado, mais consistente e mais “mainstream”, com um Rock, ritmado, frenético, com passadeira vermelha para as guitarras e um baixo furioso.
Já tive oportunidade de assistir a vários concertos destes “punk desportivos” e é minha opinião, que o concerto de sábado no Musicbox, foi o melhor que já vi/ouvi! Por várias razões, das quais alinhavo aqui estas:
1- O alinhamento dos temas proporcionou uma avalanche de ritmo desvairado até cerca de 2/3 do espectáculo, capaz de fazer dançar um morto. Sobressai o cuidado com que a banda de João Guincho e Paulo Franco urdiu o “set” de modo a agarrar o público “by the balls”, só largando para descansar com uma prodigiosa “cover” de “White Wedding” de Billy Idol, retomando logo a seguir a viagem vertiginosa pelos seus temas mais sonantes;
2- Todos os instrumentos soaram “enxutos” e consistentes, como deve o Rock’n’Roll: um ribombar seco e profundo no peito da audiência. O som esteve na fasquia do irrepreensível, muitíssimo perto do espectacular;
3- A banda tocou afinada, mesmo quando quis descansar e improvisar um pouco, estendendo um ou outro tema para além da sua normal duração;
4- O público encheu o Musicbox e comungou dos mesmos ideais, não direi de vida, os hippies morreram há muito, mas de festa, cerveja e rock, entoando refrães, notando-se que conhece o trabalho dos moços de Peniche.
Bom, chega.
Fui lá fotografar de equipamento emprestado, uma vez que o meu continua no estaleiro. Por falar nisso tenho que ligar lá para a J. Matos, representante da Nikon cá pelo burgo, a alertá-los de que o prazo de reparação foi há muito ultrapassado, mesmo tendo recebido 240 € adiantados. Pois é, “quem paga adiantado é mal servido”! Às vezes o povo tem razão.
Espero que gostem das fotos. Ficam na Galeria dos DAPUNKSPORTIF. Não confundam com as anteriores. Basta estarem atentos à descrição… Eu gosto!
Fica ainda um “mobile vid” de “I’ve been all over town looking for you”, que fiz entre disparos…
Stay heavy!
P.S.: prosa escrita ao som de “Sin”, dos MOTHER SUPERIOR!

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I’ve Been All Over Town Looking For you