THE PROFILERS, veni vidi vinci!

THE PROFILERS, NO MUSICBOX, 15.10.2009

THE PROFILERS! Aqui estou de novo escrevendo sobre eles e sobre as fotografias que obtive no dia 15 deste mês de Outubro no Musicbox. Foi, eventualmente o último concerto dos PROFILERS, de 2009. On verra!
Nem sempre é fácil escrever sobre aquilo de que gostamos. Receamos as palavras. Que não sejam as certas, que melindrem, que enalteçam em demasia os sujeitos, que em demasia os enobreçam. Não sei…
O facto é que de banda meia “ajazada”, de que tomei conhecimento via MySapce, após uma tal de San me ter enviado um e-mail pedindo uma morada para me enviar uma demo desta banda dos lados de Sintra, que, aliás, nunca chegou (shame on you San), a um grupo musical que toca e nos toca com influências das mais variadas, algum tempo passou: ganharam concursos, editaram um disco e dão concertos aqui e em Espanha e onde mais os quiserem. Além do prazer de os ouvir, no palco ou em casa, tenho dos PROFILERS fotografias a dar com um pau. Mas tenho também, creio não errar se o disser, a sua amizade, que retribuo e que é tão ou mais importante do que a sua música, de que, aliás, sou fã!
Na verdade, tiveram um inicio de carreira brilhante.
Na quinta-feira passada, estiveram no Musicbox, já disse, sem dois dos seus elementos, como a própria banda já tinha anunciado no Facebook. O que os desligou, sem ressentimentos, foi o amor à arte, à música, tal como os tinha unido: como sói dizer-se amigo não empata amigo e muito menos se é em prol do Rock’n’Roll.
Veremos o que nos traz esta formação reduzida dos PROFILERS, que soa mais coesa, inequivocamente centrada em evoluir em diferentes direcções, ao sabor da inspiração, disposta a cunhar o seu estilo muito próprio.
Seja como for, eu é que aqui vos trago mais 79 fotografias para juntar às 170 que os PROFILERS têm já na galeria do 70-200.net. Um dia destes têm que começar a pagar alojamento!!!
Poderão perguntar, ou melhor, afirmar, que para uma foto reportagem bastam meia dúzia de fotos. Para quê tanta coisa?
A resposta para mim é simples: eu não engano! Sou como o algodão! Muitos poderão mostrar a SUA fotografia e todos se deslumbrarão com ela. Ok! Fixe! Eu mostro muitas, porque as sei fazer bem, às dezenas.
Esta reportagem dos PROFILERS é, no seu cômputo geral, uma das que fiz que mais me agrada: pelo movimento, pela cor, pelos enquadramentos, etc., etc., etc.
But enough already…
Daqui vai um abraço forte para todos os actuais e antigos PROFILERS e um obrigado àqueles que, de alguma forma, me apoiam no meu trabalho fotográfico e fazem o favor de gostar das minhas fotos.
See ya!

PS: se nada disto fizer sentido, é normal!

PPS: clicar para ir!

O travo amargo do açúcar

AçucarI – “Quem vê TV sofre mais do que no WC” TAXI
Aqueles que tratam mal a língua materna, pela simples razão de que a sua formação escolar mais não lhe permitiu, estão à partida perdoados. Se bem que poderia pensar-se que o facto de ouvirem rádio e ver televisão poderia melhor o seu domínio da língua, o verdade é que isso está total e irremediavelmente fora de questão. O motivo é até bastante simples: quer a rádio quer a televisão, sobretudo esta, persistem, como se mandatados por algum literato algoz estrangeiro estivessem, para assassinar com regularidade o Português. Ele são os repórteres de rua, ele são os pivots, ele são os convidados, ele são as legendas dos filmes, cada um produzindo um tratado de como falar mal e depressa a língua de Camões. Os que poderiam pensar que assistindo a programas televisivos melhorariam o seu domínio da língua, já, se inteligentes, tiraram daí o sentido, Ou não. É que se não sabem como falá-la e escrevê-la, assistir aos programas e filmes que passam na TV, só piora o seu mau domínio da língua. O mais grave de tudo isto é que estes crimes linguísticos passeiam impunes por todas as TV e Rádios e não há uma alma dessas que se autodenominam, políticos, institutos, reguladores, o que quer que seja, que mexa uma palha e ponha termo à situação.
A RTP tem uma rubricazita a que chama “Bom Português”, que todos os dias úteis, da parte da manhã, enquanto as ideias estão ainda pouco claras, vai à rua perguntar aos transeuntes, como se diz ou escreve esta ou aquela palavra. Uns acertam, outros nem tanto, colocando assim a nu a ignorância do povo, amesquinhando e ridicularizando os interpelados que, porventura, até redigem a palavra de forma errada, porque a viram nas legendas de um filminho da TV. Nesta matéria podia a RTP usar de um pouco de corporativismo e, ao invés de troçar do povo perante o qual tem a responsabilidades sociais e culturais, virar-se para dentro e achincalhar aqueles que colocam no ar, na forma oral ou escrita, verdadeiras pérolas da sua imbecilidade. E para dentro não significa apenas RTP, mas também todos os outros canais. Continue reading “O travo amargo do açúcar” →

Escrava da Noite

Xeque Mate - Escrava da NoiteSou agnóstico. Acredito que não sabemos nem poderemos nunca saber se existe um Deus. Já houve quem me quisesse dissuadir deste céptico agnosticismo, mas sem sucesso: e que sim, que Deus existe e é grande. Senão como surgiu este universo multifacetado e repleto de contradições?
Está bem! Foi Deus que criou o mundo que conhecemos. Mas, quem criou Deus? Eu tendo a achar que foi o Homem! E que cada vez que oramos, os que o fazem, ajoelhados junto de um leito que um dia há-de ser de morte, qual criança pedindo ao Senhor que os monstros abandonem a escuridão do quarto, em rigor, rezamos ao Homem, solicitando para nós e para terceiros muito do que nós próprios podemos dar. Dádivas que a preguiça e descrença no próprio Homem obstaculizam. Mas, se o Homem Criou Deus, então, por entreposta pessoa, o Homem criou o mundo.
Por este e outros motivos que não vêm ao caso, evito persignar-me ou benzer-me invocando a Santíssima Trindade. Isso seria desonesto e hipócrita.
Prefiro invocar a única trindade que me concede alguma serenidade. Para lá da cervejaria propriamente dita, a invocada por um dos grupos “one hit wonder” esquecidos do “boom” do chamado “rock português”. Continue reading “Escrava da Noite” →

25 anos ao xuto e ao pontapé!

Xutos & Pontapés - O Homem do LemeFicar mais velho resulta da inexorável passagem dos anos. Anos que trazem em anexo aniversários e celebrações pelo prazer de estar vivo, ter amigos, ter família, ter algo em que se apoiar nas horas más. Na passagem de mais um por estes lados muitas foram as mensagens de apoio e de felicitações e também os presentes. Ofertas sentidas que revelam amizade ou sentimentos mais profundos. De entre elas constou esta edição especial do concerto comemorativo dos 25 anos de Xutos & Pontapés “on the road”, no Pavilhão Atlântico. Para lá de ser efectivamente um repositório de 25 anos de carreira, tem, para mim, um sabor especial por conter temas dos primórdios da sua carreira. Temas que ouvi repetidas vezes durante os anos 80, ou no saudoso “Rock Rendez Vous” ou nos espectáculos que religiosamente, eu e o “F” presenciávamos onde quer que houvesse Xutos. Também porque durante os tempos de estudante universitário, eu e o “F” os entrevistámos na defunta Rádio Universidade Tejo, do Instituto Superior Técnico. E, já agora, também porque tiveram a simpatia de ilustrar a sua página na Internet, na secção relativa à “Três Desejos Tour”, com uma fotografia minha tirada no concerto do ano passado na Festa do Avante.
Esta é uma perspectiva mais ou menos saudosista da coisa, o que, só por si, não é bom e pode turvar a análise objectiva da obra e do seu mérito. Quanto a isso dir-se-á que se trata de um registo que, não revelando músicos excepcionais, revela a maturidade de um grupo que soube manter-se coeso ao longo dos anos e, neste momento, demonstra grande profissionalismo, algo em que, no inicio da sua carreira, nenhum deles pensava seriamente, digo eu. Para os que são fãs está lá tudo para recordar. Para os que só agora os possam vir a descobrir, está lá tudo para isso mesmo: descobrir!
Para ouvir em volume 10!