Watchin’ o Inferno d’Os Lábios

SALA AFONSO CRUZ

ALEGORIA DO INFERNO
Está exposta, entre 18 de junho e 17 de julho de 2011, na Sala Afonso Cruz (fotógrafo figueirense), do Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, a série de fotografias deste ano, “Alegoria do Inferno”. Se tiverem oportunidade de passar por lá, não deixem de visitar. O CAE é uma espécie de CCB em ponto pequeno, com várias valências, num espaço rodeado de verde e com excelentes instalações. Da visita que fiz na sexta-feira passada fiquei positivamente impressionado com o Centro e com a sua programação, aliás, disponível online na página do mesmo. Sexta-feira foi dia de montagem da “Alegoria”. Correu da forma esperada e podem ver o resultado na foto aqui em baixo.

Exposição OLHAR OS LÁBIOS
É a primeira vez que faço uma exposição com trabalhos de concertos e de sessões promocionais de uma banda. Por várias razões, tudo se conjugou para que a primeira dessas exposições fosse dedicada a um só grupo, OS LÁBIOS. Aqui no planeta já demos conta do seu disco que, aliás, num concerto único, lançaram a bordo de um elétrico da carris!!!
As fotografias foram obtidas em sessões para fotografias promocionais e concertos por aí! Na exposição estarão devidamente identificadas, assim espero e Nossa Senhora me dê paciência para o fazer… (aqui entre nós: claro que vou fazer!).
Nesta exposição tudo se mistura, música, energia e fotografia. Algumas, como a que aqui veêm, são inéditas.
OS LÁBIOS atuarão no dia da inauguração, a 2 de julho de 2011, pelas 18h.30m, um sábado.
Se não forem pelas fotografias, vão pela música. Se não forem pela música, vão pelas fotos. Como vêm há sempre uma razão para ir até ao Salão Nobre dos Recreios da Amadora, na Amadora, obviamente.
Se não estiverem para aí virados vão apanhar um escaldão!

OLHAR OS LÁBIOS
WatchinTime

Watch(in) Time (four)
Aqui só para dizer que esta foto da série “Watch(in) Time” foi escolhida pelo júri da Artslant Gallery como vencedora do 3º showcase de 2011, na categoria fotografia.

Outras
Este ano ainda haverá, pelo menos mais uma exposição, se tudo correr como planeado.
Houve mudanças no “look” do site e do blogue, tudo em busca de velocidade e simplicidade. Espero que tenham gostado. Se não gostaram, não se acanhem e digam mal…
Saudações fotográficas.

Quem somos, afinal?

Na net circula um montão de lixo que nos entope as caixas de correio. Desde os pedidos de ajuda fictícios aos avisos mais imbecis. Ignora-los é a regra. Contudo, recebi hoje uma verdade absoluta, a propósito de Portugal e do ser português. E tanto assim é que não resisti a publica-la aqui no Planeta dos Catos.
Então é assim a estória:

Monumentos aos Descobrimentos
Fotografia – Autor desconhecido

Era no tempo em que, no Palácio das Necessidades, ainda havia ocasião para longas conversas. (mas podia passar-se hoje…).
Um jovem diplomata, em diálogo com um colega mais velho, revelava o seu inconformismo. A situação económica do país era complexa, os índices nacionais de crescimento e bem-estar, se bem que em progressão, revelavam uma distância, ainda significativa, face aos dos nossos parceiros. Olhando retrospetivamente, tudo parecia indicar que uma qualquer “sina” nos condenava a esta permanente “décalage”. E, contudo, olhando para o nosso passado, Portugal “partira” bem:
– Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa história. Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses que “deram novos mundos ao mundo”, que criaram o Brasil, que viajaram pela África e pela Índia, que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos, que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental.
O embaixador sorriu, benévolo e sábio, ao responder ao seu jovem colaborador:
– Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.
– Não descendemos? – reagiu, perplexo, o jovem diplomata – Então de quem descendemos nós?
– Nós descendemos dos que ficaram por aqui…

MOONSPELL na Carbono

Sessão de autógrafos dos Dark Lords nacionais

O fim de semana passado foi curtíssimo. Apesar de ter tido dois dias como todos os outros fins de semana, foi muito condensado! O fim de semana só teve sábado, o qual começou às 17 horas e terminou às 7 horas do dia seguinte, já com a cabeça um pouco pesada, direi mesmo meio… coiso! Não façam perguntas que eu não respondo… por mim!
Bom, adiante.
O último dos artigos publicados aqui na casa intitula-se “Estou em conflito”. Presumo que tivessem cogitado estar abasurdido com aquelas duas rodas que giram em sentido contrário, enquanto balançam o corpo como que possuídos por autismo.
Pois é, nem sempre aquilo que sai, entra convenientemente no intelecto dos leitores (os dois ou três que por aqui passam ao engano), porque mal explicado.
Ora o conflito estava relacionado com a ocorrência de acontecimentos importantes em simultâneo, pelo que não tendo eu, como o todo poderoso, o dom da ubiquidade, tinha que me decidir entre estar nuns e faltar a outros daqueles eventos. Senão vejamos:

  • 17 horas: sessão de autógrafos pelos MOONSPELL na discoteca Carbono, na Amadora (bom, quem diz 17 diz 18.30);
  • Concerto às 22 horas dos ditos MOONSPELL na Amadora;
  • Concertos de SEAN RILLEY AND THE SLOW RIDERS, THE PROFILERS e X-WIFE, às 22.30 em NEGRAIS terra de bom bácoro.

A coisa não estava fácil…
Tudo acabou por acontecer da seguinte forma:
Às 17 horas (quem diz 17 diz 18.30), fui até à Carbono fazer reportagem! Algo que agora então vos reporto.
Chegado à loja às 17 horas, bem 17.10, já pequenos e graúdos se amontoavam dentro e fora da Carbono para colherem o seu tão apetecido autógrafo, de uma das bandas do dark metal (ou o que quiserem) que tem levado o nome de Portugal por esse mundo fora e que em breve irá estar em digressão pelos EUA (sim aqueles onde o cowboy mandava), De tudo havia para autografar: discos, posters, livros, guitarras, flyers, desenhos, qualquer coisa onde se pudesse escrever.
E pronto, lá fui fazendo uns bonecos aguardando para o final que a banda me autografasse o seu último registo “Night Eternal” e posasse comigo para o Luís nos fazer um retrato.
Estava assim, cumprida uma parte do dia, que ia ser longo, muito longo.
Havia agora que decidir entre ir ver e fotografar o concerto dos MOONSPELL e ir a Negrais jantar e assistir e fotografar. Também, o “Negrais Fest”.
Às vezes é necessário tomar decisões difíceis, que podem alterar para sempre o rumo da nossa existência. Consultados os oráculos domésticos decidiu a malta que queria leitão em Negrais e uma coisa mais leve para a digestão, do que os MOONSPELL. E pronto, Negrais com eles todos.
O que se passou em Negrais será tema do próximo artigo. É que ainda não tirei a mochila do equipamento do veículo automóvel, pelo que ainda nem vi o resultado de uma noite de fotografias, onde, aliás, encontrei o Fábio Teixeira, grande e jovem fotógrafo da nossa praça.
See ya!

O regresso do administrador

O regresso do administradorSetembro foi tempo de regresso. Regresso às rotinas. Regresso aos banhos de multidão das catedrais do consumo, que se disseminam como uma moléstia indeclinável dos tempos modernos, cujo filme nem Chaplin imaginou. De volta à cara de velhos conhecidos e amigos de longa data e outros de recente aquisição. Uns e outros também retornados aos seus locais de trabalho e de diversão, imitadores de mouros, tisnados pelo sol do Algarve ou da mais distante Maiorca, Menorca ou outra orca qualquer tão desinteressante como todos as orcas que o mundo inteiro possa comportar. Locais de multidões ávidas de sol, como se o mesmo acabasse amanhã. Para esses há informações, já requentadas: amigos o sol só acaba daqui a 5 mil milhões de anos, transformando-se numa anã branca, num processo autofágico que porá termo à vida na terra. Nessa altura, já este blog/site/o que quer que seja, constará dos anais da blogosfera ou mesmo da esfera…
Regressei do interior profundo, ostracizado, bem entendido, onde as pedras contam histórias e a história foi gravada em pedra, por vezes também de multidões, enfurecidas, revolucionárias ou tão-só aglomerados de gente assistindo a jogos que ditavam o destino de uns quantos.
Bom, o facto é que de um pequeno périplo pelo interior resultaram alguns postais ilustrados, deste ano e do ano passado. Alguns já viram a luz do dia por aqui, outros vêem-na agora.
É o caso de IDANHA-A-VELHA, local que nunca tinha visitado e que possui um património histórico e cultural de se lhe tirar o chapéu. MONSANTO que revisitei e de que recolhi novas imagens, bem assim como de MARIALVA, a eterna terra dos Aravos, tribo lusitana, que se opôs com denodo à invasão romana, sem sucesso, bem entendido. Imagens que ficam na retina de quem visita os locais, como a PENEDA DO GERÊS, ainda que por lá o sol penso que já se tenha consumido, uma vez que a palavra de ordem é: nuvens! Mais para sul: SETÚBAL, terra de bom peixe e de muitas histórias. PALMELA, por que não? O vinho até nem é mau!
Os postais aí ficam para quem os quiser apreciar e aguçar o apetite para uma visita aos lugares que fizeram Portugal, se bem se mal, isso agora não interessa.
Eis-me de novo aqui ao vosso dispor!
Um brinde à vossa inteligência!

(clicar nos nomes e/ou nas imagens para aceder às fotos)

Portugal: burro de carga, admirador de pantomineiros!

sg1.jpgHoje mesmo, dia da publicação da já infame Lei n.º 12-A/2008, que estabelece os regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas, alguém me enviava um SMS, de um número que continuo sem reconhecer, dizendo que o Eng.º (carece de confirmação) “Sócrates perdeu hoje a maioria absoluta em 2009 e talvez as eleições.” E continuava pressagiando que aquele diploma “ foi a sua sentença de morte”. E ainda que “os funcionários públicos não vão perdoar a Sócrates e a ÚNICA forma de demonstrar a sua insatisfação é “NÃO VOTAR PS em 2009!” Rogava no fim a reexpedição para todo o circulo de amigos, conhecidos, de pouca e de há longa data e blá, blá, blá.
Apesar de não saber quem foi na verdade o mensageiro, interrogo-me quem lhe terá confiado a mensagem. Ou nem quiçá existiu mandante. Foi o mensageiro, ele próprio, áugure de tão grande desdita para o partido do governo, o engendrador do texto que tão má fortuna augura, a quem daquela forma amesquinha os funcionários públicos.
Seja como for, com ou sem mandante, o facto é que, sem desmerecer do carácter patrício e oportunidade da mensagem, temo que o postilhão seja apenas mais um carneiro, perdido no rebanho nacional da porca da nossa democracia, onde todos querem mamar. Repentinamente fugiu-me a escrita para a brejeirice. É da raiva, da raiva de pertencer aqui e gostar.
O postilhão, augure da derrota eleitoral do engenheiro (a confirmar), é, em boa verdade, um carneiro, qualidade que sobrevém do facto de enfatizar que “NÃO VOTAR PS”, como maiusculiza na mensagem, é a “ÚNICA” feição que o rebanho tem de mostrar ao líder, que definha, que mais apostado está na morte ou numa débil sobrevivência, num amorfismo que o conduzirá, agora profetizo eu, à destruição, do que num balir alto que o líder é falso e embusteiro e que não precisa dele. Se pudesse seria assim, mas não é. E não é porque o povo é um rebanho e os rebanhos, e só os rebanhos, carecem de líderes. Líderes, pretensos arautos da interpretação da vontade popular, mas, no fundo, mamões numa porca já subnutrida.
Continue reading “Portugal: burro de carga, admirador de pantomineiros!” →

Cavaleiro sem medo e sem mácula!

Cavaleiro sem medo e sem mácula!Fernando José Salgueiro Maia, oficial de Cavalaria, passou à História como o “Cavaleiro sem medo e sem mácula” do 25 de Abril. Fez uma primeira comissão como alferes em Moçambique, numa Companhia de Comandos que veio a comandar por ferimentos do Comandante e Adjunto. Regressado a Portugal, embarcou para a Guiné em 1970, comandando uma Companhia de Cavalaria. Novamente regressado, foi colocado na EPC. Foi a partir daí que no dia 25 de Abril desta Unidade comandou uma coluna, incluindo blindados ligeiros, que ocupou o Terreiro do Paço, tendo-se aí dado o frente-a-frente com o carros de combate M-47, que teriam facilmente destruido os seus blindados; a determinação e sangue frio de Salgueiro Maia fez com que as guarnições dos carros de combate recusassem a ordem de fogo, ultrapassando-se assim um ponto crucial da Revolução. Mais tarde, dirigiu-se com a sua coluna para o Largo do Carmo, cercando o Comando Geral da GNR onde Marcello Caetano se tinha refugiado. Coube-lhe dirigir o ultimatum ao governo, tendo parlamentado com Marcello Caetano, que lhe pediu um oficial general para aceitar a rendição, tendo para isso sido chamado o general Spínola. Regressado à EPC, aparece em público apenas no 11 de Março, em que vai a Tancos esclarecer a situação e onde tem uma troca de palavras algo irreverente com o general Spínola, chefe do golpe falhado; e no verão quente de 1975, em que é um dos subscritores do Documento dos Nove. Avesso à ribaltada política, nem por isso deixou de ser alvo de ajustes de conta de uma certa hierarquia, que nunca o nomeou para lugares de destaque, do ponto de vista profissional. A sua postura determinada, combinada com o apagamento por opção, apesar de muitas solicitações a que estava sujeito, tornaram-no uma fígura de referência. Morreu, vítima de um cancro, como tenente-coronel.

Retirado da página da Associação 25 de Abril na Internet

em 17/9/2001