Dose tripla!

Originally posted 2018-12-13 20:06:36.

The Doll & The Puppets

Estão disponíveis as fotos da 4ª Sessão do XII Concurso de Música Moderna de Corroios, que decorreu no passado dia 17. Clique no nome da tripla de bandas que actuou naquela sessão, para aceder directamente às fotos constantes da Galeria. Foram elas os The Guys From The Caravan, The Doll & The Puppets e os convidados, Triplet.
As bandas podem pedir um CD com as fotos que será fornecido gratuitamente, ficando os portes à sua responsabilidade, naturalmente. Se as usarem publicamente só têm de mencionar claramente o seu autor, ou seja, eu!
Esta sessão foi marcada pelas mulheres! Isso mesmo, as miúdas arrasaram. Quer a “front woman” dos The Doll & The Puppets que, além de uma bela boneca é uma rapariga endiabrada. Acho mesmo que está possuída pelo demónio. A vocalista dos Triplet não lhe fica atrás e, além de bonita, tem uma rica voz. Oh se tem!
Like I said before: “rock’n’roll free your soul!” So, let’s do it, damn!

XII FESTIVAL DE MÚSICA MODERNA DE CORROIOS

O sono é o inimigo!

“They sound mighty, like Status Quo raised on Minor Threat.” – NME Magazine
Danko Jones has been building an astonishingly solid base for a decade. ‘Rock by rock’, they have proven that they are the loudest, proudest, most suave, sexiest, heaviest, heartiest power trio in the world.
Their last album – their second – WE SWEAT BLOOD (2003), was just the rock n’ roll explosion the world needed.

OS LÁBIOS

Um consolo n’OS LÁBIOS!

Originally posted 2018-07-21 19:40:55.

Quem quiser ouvir a vida, deve fazer como os sábios: mesmo com a alma partida, ter um consolo n’OS LÁBIOS!

OS LÁBIOSRecordar-se-ão que em tempos idos uma banda de Sintra venceu o Festival de Música Moderna de Corroios. Corria o ano do Senhor de 2008 e a XII edição do dito festival.
Como o epíteto de vencedores lançaram o seu segundo disco Extended Play: “Swing”. O primeiro registo da banda datava de 2007. “Make Love Slow” (uma opinião que se respeita, mas discutível)! Os dois registos mostravam uma banda com influências diversas, destilando jazz/cabaret/bossa-nova, enganadores (pelo menos “Make Love Slow”) quanto à energia da banda. Acontece com abundância grandes discos, terem no palco o reverso, uma espécie de Lado B que desilude por não estar à altura do que se ouviu na hi-fi lá de casa. De facto, nem sempre assim é, mas com THE PROFILERS foi uma espécie de regra: a energia de palco não vinha nos discos. Foi assim que eu aprendi a gostar da banda: ao vivo. Era no palco que a banda se soltava e dava largas à sua energia, o rasgo de um vulcão que apenas OS LÁBIOS souberam ler.
Depois de vários espetáculos promovendo “Swing” e “Make Love Slow”, THE PROFILERS entraram de novo em estúdio para gravar o seu primeiro Long Play. No processo, no meio de tanto energia e ideias acumuladas e outras tantas divergências de opinião quanto ao trilho a seguir e também, por que não dizer, piscando o olho ao mercado e à pop mais atual, THE PROFILERS anunciam que emagreceram a banda e metamorfosearam-se n’OS LÁBIOS. Eu diria que se soltaram. Tratou-se de mais do que uma mudança de nome: foi uma mudança de atitude, foi o escolher de um outro caminho, refinando tudo aquilo que até aí tinha feito dos PROFILERS uma banda com uma ascensão meteórica, quase diria, enlouquecendo o seu som! Escolheram o português como língua base (não exclusiva) das suas canções e embrenharam-se num processo de gravação/transmutação, a que juntaram a produção de Miguel Ângelo (ex-DELFINS).
Em breve, 2 de maio, OS LÁBIOS farão o lançamento oficial do seu primeiro LP em Lisboa, num evento “sui generis”, original e à altura do facto. Entretanto assinaram com a Valentim de Carvalho, contrato discográfico.
O disco que se chamará “Morde-me a Alma” tem como single de apresentação “Ocupa o Teu Lugar (de olho em ti), cujo vídeo realizado por DE SOUZA, realizador, fotógrafo e colaborador habitual da banda tem estreia marcada para dia 26, no Top + da RTP 1.
A tour promocional inicia-se no próximo sábado, dia 26 de março, em Corroios, onde atuarão como banda convidada na terceira sessão da XVI edição do festival, que este ano me tem passado ao lado, por várias razões. Como costuma dizer-se “bom filho a casa torna”. OS LÁBIOS regressam metamorfoseados ao palco que os lançou na ribalta das altas luzes (sempre quis escrever este cliché).
Mas, afinal que dizer então de “Morde-me a Alma”? Não sou crítico musical, nem pretendo sê-lo, mas tenho uma opinião: “Morde-me a Alma”, só por acidente passará despercebido a quem se interessa por estas coisas da música pop, rock, ou o que quiserem chamar-lhe. Nota-se que OS LÁBIOS não renegam as suas origens, que endureceram o seu som, demonstrando influências de bandas como THE STROKES e ARCADE FIRE, p. ex. As canções soltam o pé, as letras são corrosivas. Mas o mais interessante nestes quatro rapazes e na sua vocalista é que querem ser como são e quando somos aquilo que queremos, estamos felizes e é isso que transpira do som da banda. Brilhantemente executado e irrepreensivelmente produzido, “Morde-me a Alma” é um disco de pop/rock mais profissional do que muitos que por aí correm de bandas com créditos firmados no mercado. Perde-lo seria uma estupidez, ouvi-lo um consolo.

O fim do "Thriller" e a morte da "Pantera"

Originally posted 2018-03-17 10:58:56.

Neste momento em que soube do falecimento de MICHAEL JACKSON e que vos escrevo, estou a ouvir um disco dos KNUT, um grupo da área do hardcore. Sou um amante do ruído organizado, se não lhe quiserem, por pretensiosismo, chamar “música”, mas não só. Sou, acima de tudo, um melómano. Pela hi-fi cá de casa e também do emprego, passa o punk rock, o hard rock, o heavy metal, o doom metal, o hardcore, o jazz, a fusão, a música clássica, a pop, o disco sound, a guitarra portuguesa, etc, etc, etc.
Considero-me, pois, acima de qualquer suspeita, clubismo ou radicalismo musical. Não digo que isto ou aquilo não presta ou não tem qualidade. São como se sabe conceitos em que a subjectividade é preponderante. Qual o padrão da qualidade musical? Não sei, nem quero saber, e se alguém disser que sabe, ainda que doutorado na matéria, está a mentir…
Não sou, nem pouco mais ou menos, fã de MICHAEL JACKSON, apesar de ter namorado muito ao seu som e percorrido as pista de dança ao toque de Thriller, cujo LP a que dá nome é o mais vendido de sempre, repito, de sempre, da música popular (para abranger tudo ou quase), tendo vendido, até 2006, a módica soma de 104 milhões de exemplares e que tem participações tão variadas como de PAUL MCCARTNEY e EDDIE VAN HALEN.
Foi, pois, com algum pesar que soube da morte do artista. A música popular fica mais pobre. JACKSON foi, na minha modesta opinião, durante grande parte da sua vida, uma alma perdida, insatisfeita, e mais tarde, caricata e demente.
O estrelato catapultou-o para o pântano lamacento da inveja, da hipocrisia, da falsidade e da dissimulação. Raras são as estrelas que dali saem com vida…
Quanto ao resto, do que o acusaram e não acusaram, tudo isso são histórias.
R.I.P.

Já agora que estamos numa de necrologia, um último adeus a FARRAH FAWCETT, que faleceu hoje, vitima de cancro, com 62 anos e a quem uma foto dos anos 70 valeu o titulo de “Pantera”
R.I.P.

Cuidado com o cão!

À luz escassa do monitor deste portátil e a coberto da noite, após um louco e fogoso momento de amor, veio-me novamente à ideia um dos maiores e, porventura, mais subestimado tocador de Blues do século passado: Hound Dog Taylor! E veio-me à ideia não por questões de natureza amorosa, mas porque durante o dia ouvi pela enésima vez, alguns excertos de um dos seus discos…