Sei o que fiz no Verão passado!

O verão foi longo! O frio chegou finalmente e com ele, as saudades do Verão. É mesmo assim. Como disse o António: “Eu só estou bem aonde não estou!” No Verão queria frio e no Inverno calor. Tudo isto parece contraditório. Mas como também disse o Sartre: “Viver é estar em contradição!” Esta é das melhores máximas que conheço e safa-me sempre que entro em antinomia, como, aliás, deve ter desembaraçado o Jean Paul, em situações semelhantes e sempre que não queria ser confrontado pelos seus interlocutores, armados em letrados perante tão grande vulto da escrita e da filosofia.
Com ou sem contradições, o facto é que o frio chegou e com ele, além das saudades do Verão, o resultado do que por ali fizemos ou deixámos de fazer.
Como vos disse, quando vos escrevi do ALLGARVE, a coisa não está para folias, de modo que por cá fiquei, para conhecer mais do tal “Portugal desconhecido, que espera por nós!”.
Da passagem pelos locais ficaram umas quantas fotos, prova inequívoca (?) de que lá estive e que me ajudarão a recordar o facto, quando o Alzeimer atacar em força…


Na Galeria 70-200 fototeca podem ver algumas dessas fotografias. Locais tão conhecidos como Vilamoura ou Tavira, mas também de outros, mais interessantes de um certo ponto de vista, como Sintra e até outros menos badalados, como Marialva, Castelo-Rodrigo, Lousã e Peniche.
Para já são estes os locais cuja visita fotográfica vos proponho.
Em rescaldo de fim de Outono, haverá ainda tempo para deixar fotos de duas belíssimas aldeias portuguesas: Monsanto e Castelo-Novo. Mais tarde, porém.

Peddy Paper em Montejunto

GrupoNo dia 7 de Outubro, eu, o Nuno e o João, participámos num peddy-papper fotográfico na Serra de Montejunto. Além do natural convívio, a ideia geral era recolher imagens da flora predominante na dita serra, de covões e casas de pedra utilizadas para práticas agrícolas, da Penha do Relvio, do Vale da Cascalheira e da presença humana na serra, antiga e actual, além de aspectos particulares da rocha calcária.
O percurso dividiu-se pela manhã e pela tarde. De manhã, perdemo-nos!… De tarde íamos morrendo com a estafa que apanhámos ao subir a serra, por um trilho que não lembra ao diabo. Contudo, lembrou à organização…
Diria que foi desnecessariamente desgastante e fotograficamente desinteressante. Houve, no entanto, tempo suficiente para muitas gargalhadas, quedas e troca de experiências. Valeu por isso.
Ainda assim, aqui ficam alguns dos registos obtidos através das minhas objectivas, na tentativa de explorar o que a serra, que é bela sim, tem de melhor.