IV Exposição de Artes Plásticas do Espólio Municipal 2005-2009

IV Exposição de Artes Plásticas do Espólio Municipal 2005-2009

De 10 de Setembro a 18 de Outubro decorre na Galeria Municipal da Câmara Municipal da Amadora, uma exposição dedicada ao respectivo espólio, adquirido durante os anos de 2005 a 2009. trata-se de uma boa oportunidade de ver obras de autores conhecidos e outros menos conhecidos, todos eles para (re)descobrir, entre os quais tenho a honra de estar.

Cliquem na imagem para obter parte do Catálogo.

Vista

Human sou eu!

human sou eu

Estamos já em Março. É um facto incontornável. Fevereiro constitui já um passado próximo do qual muitos se quererão recordar, outros tantos esquecer. Ora o facto também é que anda nas bancas desde Janeiro uma revista dedicada aos recursos humanos, públicos e privados, e que tem destinatários especificos, como podem abaixo ler, no texto retirado do sitio da revista na net. O director da revista é António Manuel Venda, homem das letras, quero eu dizer escritor e bom por sinal, com vida profissional há muito ligada às pessoas, áquilo que constitui o miolo das empresas. Não falo da Administração Pública, essa “empresa” de gente odiada por todos, constituida por diminuidos mentais (segundo fazem os governos crer) e causa de todos os males sejam eles de que natureza forem: económicos ou culturais, psicológicos ou mentais! Escarneço, bem entendido, dos que assim pensam. Contudo, não nego que a muito dirigente da AP fazia bem a leitura mensal da human. É que não sabem nada de nada e isso é irritante, porra!
O nº de Fevereiro da revista aborda, por exemplo, questões relevantes do novo Código do Trabalho, artigo que fotocopiei para uns amigos, sem autorização da revista, motivo de grande vergonha e público desaforo.
Aqui me exponho à fúria da rápida e desimpedida justiça.
Fora tudo isto, o nº de Fevereiro pode vir a ser, num futuro longinquo, objecto de coleccionador. É que, como podem ver acima o futuro está ilustrado com uma foto da série Fios de Vida, recentemente exposta em Sobral de Monte Agraço.
Daqui vai um abraço para o António e votos de sucesso para a revista que, em verdade vos digo, fica muito bem com as minhas fotografias.
E agora leiam se faz favor.

A revista destina-se a cargos médios e superiores da gestão de recursos humanos, cargos de direcção-geral, financeira e jurídica em pequenas e médias empresas (PME), formadores e consultores, professores universitários e estudantes da área.
As opções editoriais da revista (que pertence a uma empresa privada, a Just Media) são definidas pelo director, em conjunto com um conselho editorial. Têm por base uma postura independente de orientações políticas, religiosas, culturais ou económicas, com respeito pela diversidade, consciência ética e responsabilidade social. Os conteúdos são produzidos por uma equipa jornalística e ainda por diversos colaboradores que têm como característica principal o facto de abordarem temas sobre os quais detêm um conhecimento marcado sobretudo pela ligação ao mundo das organizações.
A «human» tem uma preocupação especial em apresentar exemplos de boas práticas na gestão das pessoas nas organizações, sem que isso signifique que deixe de marcar a sua opinião crítica em relação àquilo que considere justificável. Apesar de vocacionada para o domínio da gestão, em especial para a gestão das pessoas nas organizações, terá também espaço para temas de âmbito cultural e de lazer. Os seus textos mostrarão sempre um enorme respeito pela língua portuguesa e um esforço para a sua valorização.

Clicando na foto vão até à revista…

Here I Come Constantinopla!

CAPA DO CATÁLOGO

Inauguro aqui, oficialmente o ano de 2009. Faço-o em termos pessoais e fotográficos. Pessoais, porque é a primeira vez que aqui deixo alguma da minha prosa este ano. Fotograficamente, não porque tenha realizado algo de novo (ainda não iniciei a época), mas porque teve ontem lugar na Galeria Municipal de Monte Agraço, a inauguração da exposição da série fotográfica “Fios de Vida”, num espaço bastante agradável, recuperado pela edilidade, que dum lagar fez um excelente local de arte e cultura. Presentes estiveram o Sr. Presidente da Câmara e alguns Vereadores da Câmara de Sobral e ainda o Sr. Vereador do Pelouro da Cultura, da Câmara Municipal da Amadora, presenças que muito me apraz registar.
Entre os “comuns mortais” que lá estiveram contei gente de Sobral e daqui de mais perto, da zona da grande Lisboa, alguns para mim verdadeira surpresa, mas normalmente é assim: os que dizem que vão, não aparecem, os que nada dizem lá estão há hora certa. A uns e a outros o meu profundo agradecimento, pelo apoio e pelo carinho que dedicam à arte e, particularmente, à fotografia.
A festa decorreu sem problemas, regada com um abafado para fazer frente a uns 0 graus, que à hora em que nos dirigimos para o Vila Manjar (restaurante que se recomenda) deveriam estar a agraciar as gentes daquelas paragens. Resumindo: após cerca de 300 metros a pé tinha a cabeça gelada, por dentro! Agora imagem por fora! Chiça que a brisa era mesmo polar! Valeu o polvo grelhado com migas de… bem migas e um tinto da região acrescido de uma ginjinha, que soube que nem … ginjas.
Para terminar um dia de tanta importância nada melhor que ir até ao Speakeasy ouvir 3 horas de “covers” pelos afamados “FERRO E FOGO” a lançarem chamas há trinta anos. Ainda aqui havemos de voltar a falar deles.
Nove horas de sono foram insuficientes para que o meu grande amigo Jack Daniels me saísse da cabeça, de modo que me enrolei numas mantas que correm a casa atrás de todos e enfrentei a pior das bestas da era moderna: a televisão. Sorte a minha! No ar: VATEL. Longa-metragem dirigida por Roland Joffé, com Gérard Depardieu (François Vatel), Uma Thurman (Anne de Montausier) e Tim Roth (Marquês de Lauzun), nos principais papéis. Não sei se foi aqui que foram buscar a marca de sal refinado Vatel. Uma coisa é certa, o Sr. Vatel era o Mestre-de-cerimónias do Príncipe de Condé e um excelente cozinheiro, que guardou para si a última refeição, após o que se suicidou, para não ir para Versalhes ter chatices com o Rei, que o queria a cirandar por lá.
Voltando à fotografia: 2009 será um ano diferente, assim o espero. Além de haver pelo menos, uma outra exposição minha, já agendada, iremos por aqui ter algumas modificações no aspecto visual e nas funcionalidades do site. Já dizia o outro, “todo o mundo é composto de mudança”.
Para já porque o Catálogo não está ainda disponível para download, deixo aqui dois dos textos que por lá constam, de duas pessoas que têm a paciência suficiente para ser meus amigos, que me deram a honra de escrever sobre as minhas fotografias e a quem aqui deixo o meu público agradecimento.
Um é do ANTÓNIO MANUEL VENDA, entre outras coisas excelente escritor da língua lusa e o outro da CLÁUDIA MATOS SILVA, que além de escritora é ainda animadora de rádio e uma amante e abnegada divulgadora do Pop/Rock nacional.

VER MESMO ANTES DA IMAGEM

Quem conhece o trabalho de Arlindo Pinto sabe que pode ter sempre à espera algumas surpresas. Porque esse trabalho é feito de uma permanente renovação, como se o olhar do autor, permanecendo o mesmo, conseguisse mostrar que pode ver as coisas de uma forma diferente, nova, sempre nova. Uma forma renovada. Percebe-se que o autor não tem medo de arriscar. E a verdade é que ganha com isso, e ganham as imagens; e quem as vê, que não pode ficar indiferente.
Mas Arlindo Pinto não é apenas um observador, é também um criador. Mais do que também, é sobretudo um criador, ou antes, um inventor. Talvez isso explique o seu olhar à procura das coisas novas. Um olhar, quem sabe, um bocadinho obediente; porque a procura daquelas coisas novas lhe é ditada pelo espírito inventivo do autor. Em tantas coisas, nos mais variados lugares, em momentos que depois se percebe que são irrepetíveis. O tempo a passar na savana, com um animal pensativo por perto. Um jogo de futebol, dos de miúdos. O corpo de uma mulher, pelo fim da tarde. Uma peça de teatro, como se recuássemos várias dezenas de anos em Lisboa. Os homens mais velhos no jardim, sentados de costas para nós que depois havemos de vê-los.
catalogo_insideAcredito que o autor possa ter no seu trabalho a experiência do narrador de um romance para mim inesquecível, o belíssimo «Soldados de Salamina», escrito pelo espanhol Javier Cercas. As coisas, qualquer coisa, qualquer uma que ele quer fixar, que quer dizer ao olhar para fixar, e ainda não sabe como. O olhar atrapalhado, à espera, ou também ele à procura. E o autor também. Até ao momento em que percebe como terá de fazer. E vê, antes da imagem, como ela vai ficar. No livro é mais ou menos assim. A certa altura pode ler-se: «Vi o meu livro inteiro e verdadeiro, o meu relato real e completo, e soube que só me faltava escrevê-lo, passá-lo a limpo, porque estava na minha cabeça do princípio ao fim…» Para a imagem, nessa altura, falta apenas um clic.

António Manuel Venda
Escritor
http://floresta-do-sul.blogspot.com/

ARLINDO PINTO PRESO NAS MALHAS… NOS “FIOS DE VIDA”

A máquina fotográfica entra no quotidiano, sem que por um só instante, a sua presença se torne invasiva. Desta maneira se apresenta Arlindo Pinto fotógrafo desde 1999 – formado pela Escola Oficina da Imagem – subtil na abordagem mas apaixonante no resultado final. Cada “flash” revela a essência humana, afinal, são as pessoas que fazem da nossa passagem pela vida, uma experiência única e irrepetível. Assim são as “chapas” do Arlindo, momentos tricotados ao som de uma cidade que mexe e onde as vidas se entrecruzam, entre sentimentos tão reais.

“Fios de Vida” é uma exposição surpreendente para quem há muito segue o trabalho do fotógrafo – por vezes rendido ao fulgor do rock’n’roll, da sensualidade ou até, e porque não dizê-lo, da sexualidade, sem nunca ser vulgar – mas aqui pela simplicidade somos estimulados a observar com muita atenção cada uma das 24 fotografias. Estabelecemos inevitavelmente alguma intimidade com os protagonistas – transeuntes que caminham, por uma qualquer cidade, em retratos por vezes “agri” outros “doce” da vida.

Cláudia Matos Silva
Escritora e animadora de rádio


Last but not least, o ANTÓNIO MELÃO escreveu umas palavras que, por motivos de paginação, não foram incluídas no catálogo, mas as quais não quero deixar de citar, por virem de onde vêm e por considerar o António um excelente ser humano e ainda melhor fotógrafo:

O Arlindo Pinto é um fotógrafo da pesada como eu e da velha guarda… Se nas fotografias de espectaculos ele já se esmera nestas “avant-garde” então deslumbra!
O efeito está bem conseguido e mostra paixão pela arte.
É uma maneira de pintar com a luz sem borrar a pintura!
Fotos, beer, chicks & rock’n’roll forever!

António Melão aka Cameraman Metalico
http://www.flickr.com/photos/metalcamera/

Depois de lerem, na diagonal, que não têm tempo para mais, ficam a pensar: porque é que este tipo deu ao artigo o nome de “Here I Come Constantinopla!”?
Pois é! A vida está cheia de interrogações!!!
Have a drink on me!

Entrevista à RDP Internacional

Fios de Vida na Rádio!

Para aqueles que não tiveram oportunidade de ouvir a entrevista que dei à RDP Internacional em 25.09.2007, aquando da minha exposição “Fios de Vida“, no Centro de Arte Contemporânea da Amadora, ela aqui fica, retirada do baú das recordações. Descarregar catálogo!

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FIOS DE VIDA | RDP Internacional from Arlindo Pinto on Vimeo

O que se diz!

Algumas notas do que por aí se diz da minha exposição, “Fios de Vida”, que está patente no Centro de Arte Contemporânea, na Amadora, até 28 de Agosto: No novo sitio da Câmara Municipal da Amadora, anfitriã do evento:

Fios de Vida na Amadora O “Centro de Arte Contemporânea da Amadora” acolhe até ao próximo dia 28 de Agosto a exposição de Fotografia “Fios de Vida”, de Arlindo Pinto. Nos trabalhos em exposição, o artista revela a sua interpretação subjectiva e partilha fracções de segundo de momentos irrepetíveis, muitos deles certamente memoráveis.

No Jornal Destak de 29 de Junho:

Fios de Vida na Amadora Está patente no Centro de Arte Contemporânea da Amadora, a exposição de fotografia Fios de Vida, de Arlindo Pinto. O artista recorreu a diversas técnicas para transmitir cada imagem captada. Nos vários trabalhos em exposição, Arlindo Pinto desenha com luz, revelando a sua interpretação subjectiva e partilhando fracções de segundo de momentos irrepetíveis.

No “Cartaz das Artes” da TVI, Televisão Independente:

… reportagem sobre a exposição de ARLINDO PINTO. “Fios de Vida” é uma exposição de fotografia que capta fracções de segundo de movimentos irrepetíveis…

Na blogosfera: Julieta Faria, no blogue: retorta.net

… estive presente na exposição, de Arlindo Pinto, não poderia deixar de mencionar aqui, o belo trabalho realizado, através de uma pequena máquina. … Sucesso… para todos os artistas, que realmente lutam por um ideal.

Fernando Ferreira, no blogue: entretejodiana

Ainda a propósito de fotografia, hoje fui ver uma exposição de fotografias de um tal Arlindo Pinto… Gostei muito. Tentarei enviar-te algumas fotos dele.

… deixo-te aqui o link do blogue do fotografo Arlindo Pinto, está muito interessante, tem lá uma galeria de fotos muito boa.

Julia, no blogue: entretejodiana

No que respeita à fotografia, tenho descoberto alguns blogues com fotos absolutamente fantásticas. Devem ser profissionais. E também os que se dedicam às coisas da natureza têm fotos muito bonitas. Mas devem ser feitas com máquinas especiais.

(Não Júlia, não são. Não há máquina que substitua a criatividade. É o fotografo que faz a fotografia e não a máquina!)*

Já espreite o blogue que me indicas e vi, de facto, algumas fotos fantásticas.

João Vasco, no meu blogue:

…gostei mesmo da exposição…

Julieta Ferreira, no meu blogue:

Tens muito valor e deves continuar a presentear-nos com as tuas obras, tocando-nos com a tua visão do mundo e da vida!

A todos um grande obrigado! *comentário meu!