Corroios deu à luz um FATO FETO!

Originally posted 2018-10-27 22:35:04.

FATO FETO VENCEM CORROIOS

Terminou no passado Sábado a 14ª edição do Festival de Música Moderna de Corroios. Tal como eu tinha previsto, qual mago perante a minha transparente bola de cristal prevendo o futuro, os vencedores, do festival, tendo em conta que os HOT LIMOUSINE ficaram pelo caminho, foram os FATO FETO de Évora, como que a provar que o “deserto” também pode produzir. O deserto tem destas surpresas. Além do sol e da seca, tem sempre algo para molhar o bico…
O FATO FETO são efectivamente, viscerais. Interpretações com alma, alentejana, portuguesa. Quase que o som é o que menos importa, face às interpretações sentidas do Cláudio (voz). Deles dizem os próprios serem “membros de influências particulares, juntaram-se para compor música original, na tentativa de criar uma identidade própria. O estilo enquadra-se no rock “progressivo” cantado em português; progressivo no sentido que progride para uma evolução natural da música. A dicotomia “fato/feto” realça a vida de um ser humano desde as suas primeiras sensações até ao auge do seu potencial” (myspace da banda: www.myspace.com/fatofeto ).
No que concerne à música o melhor é sempre ouvir. Passem pelo myspace da banda enquanto não é editado o disco a que dá direito o primeiro lugar do FMM de Corroios. Mesmo os amantes de outros géneros tenho a certeza de que vão gostar.
Sem desmerecer dos outros projectos finalistas, os FATO FETO eram, a meu ver, os que tinham, de facto, algo que os distinguia. Por isso o júri os terá escolhido, digo eu.
O Festival terminou com a actuação dos LINDA MARTINI, SONIC YOUTH à portuguesa, digo eu!
Todas as fotos se encontram no albúm respectivo.
Espero que gostem.
E no que respeita a Corroios, Festival, adeus e até para o ano.

Vendaval em Corroios!

No passado Sábado teve lugar a última eliminatória do concurso integrado no XIII Festival de Música Moderna de Corroios. Foram concorrentes MAD DOGS e THE PROFILERS, aqueles do Porto, estes de Sintra. Convidados, os justos vencedores do ano de 2007, THE CYNICALS.
Este ano nem uma palavra tinha ainda escrito sobre o festival. Coisa estranha, mas, a meu ver, justificada, como passo a explicar.

OS LÁBIOS

Um consolo n’OS LÁBIOS!

Originally posted 2018-07-21 19:40:55.

Quem quiser ouvir a vida, deve fazer como os sábios: mesmo com a alma partida, ter um consolo n’OS LÁBIOS!

OS LÁBIOSRecordar-se-ão que em tempos idos uma banda de Sintra venceu o Festival de Música Moderna de Corroios. Corria o ano do Senhor de 2008 e a XII edição do dito festival.
Como o epíteto de vencedores lançaram o seu segundo disco Extended Play: “Swing”. O primeiro registo da banda datava de 2007. “Make Love Slow” (uma opinião que se respeita, mas discutível)! Os dois registos mostravam uma banda com influências diversas, destilando jazz/cabaret/bossa-nova, enganadores (pelo menos “Make Love Slow”) quanto à energia da banda. Acontece com abundância grandes discos, terem no palco o reverso, uma espécie de Lado B que desilude por não estar à altura do que se ouviu na hi-fi lá de casa. De facto, nem sempre assim é, mas com THE PROFILERS foi uma espécie de regra: a energia de palco não vinha nos discos. Foi assim que eu aprendi a gostar da banda: ao vivo. Era no palco que a banda se soltava e dava largas à sua energia, o rasgo de um vulcão que apenas OS LÁBIOS souberam ler.
Depois de vários espetáculos promovendo “Swing” e “Make Love Slow”, THE PROFILERS entraram de novo em estúdio para gravar o seu primeiro Long Play. No processo, no meio de tanto energia e ideias acumuladas e outras tantas divergências de opinião quanto ao trilho a seguir e também, por que não dizer, piscando o olho ao mercado e à pop mais atual, THE PROFILERS anunciam que emagreceram a banda e metamorfosearam-se n’OS LÁBIOS. Eu diria que se soltaram. Tratou-se de mais do que uma mudança de nome: foi uma mudança de atitude, foi o escolher de um outro caminho, refinando tudo aquilo que até aí tinha feito dos PROFILERS uma banda com uma ascensão meteórica, quase diria, enlouquecendo o seu som! Escolheram o português como língua base (não exclusiva) das suas canções e embrenharam-se num processo de gravação/transmutação, a que juntaram a produção de Miguel Ângelo (ex-DELFINS).
Em breve, 2 de maio, OS LÁBIOS farão o lançamento oficial do seu primeiro LP em Lisboa, num evento “sui generis”, original e à altura do facto. Entretanto assinaram com a Valentim de Carvalho, contrato discográfico.
O disco que se chamará “Morde-me a Alma” tem como single de apresentação “Ocupa o Teu Lugar (de olho em ti), cujo vídeo realizado por DE SOUZA, realizador, fotógrafo e colaborador habitual da banda tem estreia marcada para dia 26, no Top + da RTP 1.
A tour promocional inicia-se no próximo sábado, dia 26 de março, em Corroios, onde atuarão como banda convidada na terceira sessão da XVI edição do festival, que este ano me tem passado ao lado, por várias razões. Como costuma dizer-se “bom filho a casa torna”. OS LÁBIOS regressam metamorfoseados ao palco que os lançou na ribalta das altas luzes (sempre quis escrever este cliché).
Mas, afinal que dizer então de “Morde-me a Alma”? Não sou crítico musical, nem pretendo sê-lo, mas tenho uma opinião: “Morde-me a Alma”, só por acidente passará despercebido a quem se interessa por estas coisas da música pop, rock, ou o que quiserem chamar-lhe. Nota-se que OS LÁBIOS não renegam as suas origens, que endureceram o seu som, demonstrando influências de bandas como THE STROKES e ARCADE FIRE, p. ex. As canções soltam o pé, as letras são corrosivas. Mas o mais interessante nestes quatro rapazes e na sua vocalista é que querem ser como são e quando somos aquilo que queremos, estamos felizes e é isso que transpira do som da banda. Brilhantemente executado e irrepreensivelmente produzido, “Morde-me a Alma” é um disco de pop/rock mais profissional do que muitos que por aí correm de bandas com créditos firmados no mercado. Perde-lo seria uma estupidez, ouvi-lo um consolo.

DAPUNKSPORTIF no Março Fora d’Horas

Está a decorrer em Corroios o XII Festival de Música Moderna. Apesar de não entender porque é que é moderna, o facto é que se trata de um evento que, como o nome indica, vai já na sua 12ª edição, o que só por si é de se lhe tirar o chapéu.

XV Festival de Música Moderna de Corroios Sessão IV

Originally posted 2018-02-21 01:53:35.

UANINAUEI – IBRIDA + DAPUNKSPORTIF

Boa noite!
Não ‘tou com pachorra!
Tenho andado numa azáfama muito grande, pronto.
Tenho até de quando em vez pensado como é que aqueles da EDP e da PT ganham aqueles milhões todos só por respirarem. Confesso que até fico com inveja, mas acima de tudo fico estúpido. Fico até e também, com a sensação que o governo do nosso país é um bocadinho néscio. Revolta-se-me a figadeira toda, ainda que se possa tratar de uma pequena isca. Pergunto-me como é que os tais 10 milhões (também não passamos disto), se deixam assim sodomizar em silêncio, sem rebentarem com absolutamente nada, atidos aos sindicatos com maior descrédito na praça do que os taxistas do aeroporto. Pois sim, somos ainda de brandos costumes. O vovô Salazar deixou escola: tudo caladinho, que nós não somos de arruaças, qu’é lá isso. Então agora a classe trabalhadora, a que desconta, ia dizer que não (com convicção) e exigir que todos pagassem impostos, que não fossem insultados quando lhes esfregam na probóscide os milhões dos gestores que, coitados, até ganham menos 35% do que os seus congéneres europeus. Aperta-se-me o coração de saber isto. Sabê-los assim, na mais clara miséria, impossibilitados de comprar um Rolls Royce ou até um miserável Lexus. Coitados, coitados. Por mim estou disposto a fazer um espectáculo de beneficência em prol destes deserdados da sorte.
Olhem, podia ter-se aproveitado a sessão de sábado passado em Corroios, no Festival de Musica Moderna, para começar. Bom também não íamos muito longe no apoio àqueles desgraçados. Não estava muita gente para ouvir os UANINAUEI, alentejanos dos quatro costados, os IBRIDA e os convidados DAPUNKSPORTIF. Estavam para ouvir mas não ouviram! Não ouviram os IBRIDA que à última hora se devem ter desentendido ou perdido na estrada de Braga até Corroios e ficaram, por aí, na Mealhada comendo do belo leitão.
Assim, os UANINAUEI (digam em inglês que é mais fácil) tiveram direito à sua parte de concorrentes e, para encher chouriços, mais um bocado de palco para entreter a malta, enquanto não chegava a hora dos DAPUNKSPORTIF. Os …EI portaram-se muito bem e outra coisa não se esperava dos DAPUNK que palmo a palmo vão fazendo a sua carreira, cultivando um estatuto de banda “pró” e impondo o seu extraordinário som. Sou fã!
Das sessões em que estive no festival, fiquei contudo com a sensação que o este ano a chama é ténue e reina um certo descuido. Aliás, quem estava mais atento percebeu perfeitamente que durante a actuação dos DAPUNK houve falhas técnicas da responsabilidade do festival. Os Músicos falavam entre si e pouco se afastavam das suas marcações, sinal de falta de monitorização no palco. Algo que só um técnico atento poderia, eventualmente, corrigir. Não foi o caso. Apesar de tudo a imagem do Festival está este ano melhor do que em qualquer dos outros. Contradições! Mas como viver é estar em contradição…
No final ficaram as fotos e o som, ainda assim, para quem ouviu, com nota positiva.
Cliquem nas fotos para verem o que se passou por lá.
See ya!

I DIDN’T KILL ROCK’N’ROLL

Originally posted 2015-02-04 00:17:35.

Cinismo de Coimbra, lança suspeitas em Corroios

Tal como prometido, no dia 1 deste mês lá rumei a Corroios para o concerto de lançamento do primeiro disco da banda de Coimbra THE CYNICALS, que no ano passado venceu o XII Concurso de Música Moderna de Corroios, que segundo se diz, é outra música!
Apesar de atrasado, creio mais de uma hora, a função teve inicio, não sem que primeiro fosse até ao camarim cumprimentar a banda, de quem gosto de pensar ser amigo e, de certeza, ouvinte assíduo. Sim, meus caros, não padeço do provincianismo de alguns que entendem que por cá nada se faz que valha a pena.
O concerto, mais café-concerto a bem dizer, apresentava um disco que levanta suspeitas sobre todos nós, ou melhor, vós, uma vez que eu não fui, e que tem na voz um brilhante moço, agora já fora do baralho.
Explicando e começando pelo fim. Quem teve oportunidade de ver os THE CYNICALS durante o festival e ainda este ano no encerramento do festival 2008, viu à frente de um leque de bons músicos, um “frontman” que dá pelo nome de João Macias! Um animal de palco… No inicio deste ano, os THE CYNICALS anunciaram no seu MySpace a saída de Macias da banda. Honestamente vos digo que me entristeceu a notícia.
No dia 1 confirmei que a minha tristeza tinha algum fundamento. A banda continua a mesma, é certo, tem muito bons executantes, a começar pelo José Rebola, com o projecto paralelo, ANAQUIM, que neste momento faz as despesas da vocalização dos temas da banda e tem canções muito boas, mas precisa urgentemente de encontrar macho ou fêmea, que se coloque à frente deles e que sue cada canção com alma e coração, como exige o Rock’n’Roll. Cínicos precisam-se e o Luís Duarte, teclista, teve oportunidade de certeiramente afirmar que o concerto do dia 1 encerrou um ciclo da banda. Estou certo que THE CYNICALS vão em breve encontrar quem coloque as hostes em alvoroço…
Agora, suspeitas: “I DIDN’T KILL ROCK’N’ROLL (SO IT MUST HAVE BEEN YOU!)“. Eu já afirmei não ter sido. Daqueles que me lêem busquem no vosso interior e pensem: “Terei sido eu?” a pergunta fica e acho que muitos de vocês têm culpas no cartório. Quem esperava ver neste primeiro registo dos cínicos de Coimbra, temas tão badalados como “On Sundays” ou “Emily Rose”, pode à primeira vista ficar desiludido, porque ficaram de fora, por razões que só Deus e os THE CYNICALS conhecem.
No entanto, o disco está muito bem urdido e não fica atrás de nada ou ninguém. É um disco tocado a NITRO. É rock’n’roll. É bom!
Além do mais tem no seu interior fotos de um leque de fotógrafos invejável: Fábio Teixeira, Rui Velindro, Arlindo Pinto e José Frade.
Quanto ao concerto propriamente dito, para lá dos temas do disco, à excepção de Angel, terem soado muito bem, houve tempo para tudo: outras canções, substituição de cordas e intervalo logo a seguir ao primeiro tema (se não me engano), para alguém (o Carlos Santos), ir algures, desencantar um cabo para o baixo que se quedou mudo e dali só saiu com um novo.
Quanto a fotos, elas ficam na Galeria 70-200, no álbum do festival de 2007, o XII.
Coimbra é uma liçãoe os THE CYNICALS são de Coimbra. Que mais querem?
Vão comprar o disco.