A 13 de Maio no Musicbox

Originally posted 2010-05-05 02:15:23.

CLOCKWORK BOYS + THE SADISTS + THE SULLENS NO MUSICBOX, LISBOA, 13.05.2009

13 de Maio, dia de peregrinação.
Eu sou um peregrino do rock.
Eu fiz a minha peregrinação até ao santuário do Musicbox.
Eu ouvi a palavra e a música.
Eu fotografei para recordar para sempre o momento e os reverendos do Rock’n’Roll nacional.
Aqui ficam para ver.
Cliquem e desfrutem.
Quanto à música em si, tivessem lá ido, ou vão até ao Myspace das bandas e dêm um ouvidinho, uma ouvidela, o que quiserem porque a mais não são obrigados.
Atenção: só para quem gosta do som mais pesado… ou não, como é o caso dos THE SULLENS.
See ya!

D-A-D ICE BASS aquece Campo Pequeno

Originally posted 2015-02-04 00:12:55.

ALCOOLÉMIA + GUN +D-A-D, CAMPO PEQUENO, LISBOA

Sexta-feira passada, dia 6, o Campo Pequeno, conhecido pela sua mítica praça de touros, foi palco de um fantástico evento musical. O palco montado na praça de touros, sem ser grande, foi o suficiente para a actuação de três bandas: ALCCOLÉMIA, GUN e D-A-D. Portugal, Escócia e Dinamarca, por esta ordem, todos juntos para provar a universalidade da linguagem rock e o elo de união que pode constituir entre gente de várias nacionalidades.
Decidi que iria chegar às 21.00 à Praça de Touros. Nem sempre é fácil tomar uma decisão destas: a que horas chegar a um concerto… A razão é bastante simples e estúpida: percorrendo a www verificava-se que é anunciado mais do que um horário para o inicio dos concertos. No caso, ora era às 20.30 ora às 21.30! Como no meio é que está a virtude, cheguei às 21h, mais coisa menos coisa. Pelo que assim sendo, perdi o espectáculo dos ALCOOLÉMIA. Este capítulo encerra-se já aqui.
Entrado no recinto, ilustres colegas fotógrafos queixavam-se da luz: que era pouca, que vinha toda de traz, etc., etc. Logo a seguir tive a oportunidade de constatar isso mesmo, no concerto dos GUN. Já sabem que eu gosto de fotografar com flash! Nestes concertos não é, em regra, possível. Assim sendo lá fui batendo umas chapas para retratar o melhor possível os intervenientes. Não saí muito mal… acho eu!
Os GUN nunca foram uma das minhas bandas preferidas, mas deram excelente conta de si. Nos seus tampos áureos rodaram com os ROLLING STONES, BON JOVI e DEF LEPPARD. Morreram em 1997 e ressuscitaram em 2008, tendo a partir desta altura tocado em vários festivais e realizando tournées por sua conta. Chegaram a Portugal, onde os esperava uma legião de fãs que se deleitaram com a sua música, umas vezes mais rock outras mais pop, mas pronto, lá deram o litro e foram para dentro.
Ora o ponto alto da noite eram os D-A-D.
Os D-A-D são uma banda de Rock dinamarquesa anteriormente conhecida como DISNEYLAND AFTER DARK, um nome que teve de ser modificado depois de um processo ameaçador da Companhia Walt Disney. O seu estilo da música muitas vezes é categorizado como rock pesado melódico. Também usaram os nomes D.A.D., D•A•D e D:A:D, cada nome representando um período na história da banda.
Actualmente compõem a banda:
* Jesper Binzer – vocalista e guitarra eléctrica;
* Jacob Binzer – guitarra eléctrica;
* Stig Pedersen – guitarra baixo e coros;
* Laust Sonne – bateria e coros.
Apesar de alguns altos e baixos a banda tem mantido o seu status de COWPUNK band!
Têm em carteira uma série de êxitos, internacionalizando-se após o seu terceira longa duração No Fuel Left for the Pilgrims, onde ainda hoje estão as suas melhores malhas. Opinião cá do menino!
Durante a actuação dos D-A-D, a luz apareceu, a loucura apoderou-se das massas e o Campo foi pequeno para um concerto de cinco estrelas. Aliás, há já muito tempo que não assistia a um concerto que transmitisse tanto energia, onde houvesse tanta interacção com o público e fosse efectivamente memorável.
Dois encores para terminar e levar o povo até casa entoando It’s After Dark.
A maior curiosidade foi o baixo de Stig Pedersen: tem apenas duas cordas, às vezes três e é algo que eu, comum mortal nunca tinha visto. Ao que parece Stig descobriu nos anos 80 que ele só tocava as notas Mi e Lá. A partir daí entendeu que as outras cordas eram desnecessárias e começou ele próprio por projectar os seus baixos de duas ou três cordas, baseados na sua imaginação e ideias. O que apresentou no Campo pequeno tem um corpo transparente, com luzes azuis nas orlas e é duas cordas. Chamemos-lhe ICE BASS.  Enfim, um verdadeiro espectáculo.
Por último um agradecimento especial à REMEMBER MINDS e em especial ao António Gil, pelas facilidades concedidas.
Chega de conversa. Já sabem, clicar nas fotos (as do texto, não estas miniaturas que aparecem aqui em baixo) e ir para a galeria.
See ya!