Carta do pai

Originally posted 2015-02-04 00:18:21.

carta14 anos! O que faria eu se tivesse 14 anos? Com 14 não saberia. Com 44 já sei. Por isso aqui ficam algumas dicas se quiseres dar um pouco de atenção ao teu “daddy”, um pouco velhote, mas sempre a tentar colocar a cabeça fora da água, mesmo quando alguém o calca para o fundo.
Com 14 anos não quereria saber do amanhã, nem do que quereria ser quando fosse grande. Não quereria saber dos conselhos do meu pai. Que sabe ele da vida? Mas no fundo gostava dele e até achava que às vezes tinha razão. Mas, mesmo que não gostasse, não me preocupava, porque sabia que ele gostava de mim. Dava mais atenção aos meus amigos, aos verdadeiros, aos que me amassem como se fossemos irmãos de sangue. E quereria rir de tudo e de todos e viver todos os dias como se fossem o último. Só porque podiam ser.
Seria muito amigo dos meus amigos, e ajudá-los-ia quando estivessem em apuros ou quando a vida não lhes sorrisse. Falaria com eles de tudo e quereria conhecer muitos e escolher os melhores de entre eles para os convidar a visitar-me. Não me interessaria por aquilo que os outros pensassem de mim.
No fundo, quereria ser eu. E isso é o mais importante.
Há um amigo meu que escreve canções e aqui fica uma delas que, quando te passar a fase de limitares os teus gostos e abrires as asas poderás ouvir e lembrar-te de mim e, acima de tudo, pensar que quero que, para onde quer que vás, vás para ser uma estrela:

Por Brilho (Oswaldo Montenegro)

Onde vá
Onde quer que vá
Leva o coração feliz
Toca a flauta da alegria
Como doce menestrel

Onda vá,
Onde quer que eu vá
Vou estar de olho atento
A tua menor tristeza
Por no teu sorriso o mel

Onde vá
Vá para ser estrela
As coisas se transformam
E isso não é bom nem mau
e onde quer que eu esteja
O nosso amor tem brilho
vou ver o teu sinal

Daguerreotype_Daguerre_Atelier_1837

224 anos de Daguerre

Originally posted 2015-02-04 00:17:04.

Celebrar o nascimento da fotografia

Celebra-se hoje o 224º aniversário do nascimento de Louis-Jacques-Mandé Daguerre, um dos pais da fotografia. O Google dedicou-lhe um Doodle (logo do seu motor de busca). Por aqui, fica a citação do que se encontra na wikipédia sobre este fisico/fotógrafo e um video muito interessante sobre a fotografia. Mais info AQUI.

Louis-Jacques-Mandé Daguerre (18 de novembro de 1787, Cormeilles-en-Parisi, Val-d’Oise, França — 10 de julho de 1851, Bry-sur-Marbe, França) foi um pintor, cenógrafo, físico e inventor francês, tendo sido o primeiro a conseguir uma imagem fixa pela ação direta da luz(1835 – o daguerreótipo).

No prosseguimento dos experimentos fotográficos de Joseph Nicéphore Niépce, a descoberta decisiva coube a Louis Daguerre, que em1835 apanhou uma placa revestida de prata sensibilizada com iodeto de prata, que apesar de exposta não apresentava sequer vestígios de imagem, guardou-a displicentemente em um armário e ao abri-lo no dia seguinte, encontrou uma imagem revelada. Fez experiências, por eliminação com os outros produtos que estavam no armário, para descobrir que a imagem latente tinha sido revelada por acção do mercúrio.

Em 1837, ele já havia padronizado o processo que ainda tinha como grandes problemas, longo tempo de exposição (15 a 30 minutos), a imagem era invertida e o contraste era muito baixo. A imagem formada na chapa, depois de revelada, continuava sensível à luz do dia e rapidamente era destruída; Daguerre solucionou este último problema ao descobrir que, mergulhando as chapas reveladas numa solução aquecida de sal de cozinha, este tinha um poder fixador, obtendo assim uma imagem inalterável.

Daguerre tinha problemas financeiros e não conseguiu obter o apoio de industriais por querer manter secreta a parte fundamental do seu processo. Em 1839, vendeu sua invenção, o daguerreótipo, ao governo Francês, tendo ficado a receber uma renda vitalícia de 6000 Francos anuais e Isidore Niépce, filho de Nicéphore, recebia 4000.

 

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Louis_Jacques_Mand%C3%A9_Daguerre

25 anos ao xuto e ao pontapé!

Originally posted 2015-02-04 00:13:39.

Xutos & Pontapés - O Homem do LemeFicar mais velho resulta da inexorável passagem dos anos. Anos que trazem em anexo aniversários e celebrações pelo prazer de estar vivo, ter amigos, ter família, ter algo em que se apoiar nas horas más. Na passagem de mais um por estes lados muitas foram as mensagens de apoio e de felicitações e também os presentes. Ofertas sentidas que revelam amizade ou sentimentos mais profundos. De entre elas constou esta edição especial do concerto comemorativo dos 25 anos de Xutos & Pontapés “on the road”, no Pavilhão Atlântico. Para lá de ser efectivamente um repositório de 25 anos de carreira, tem, para mim, um sabor especial por conter temas dos primórdios da sua carreira. Temas que ouvi repetidas vezes durante os anos 80, ou no saudoso “Rock Rendez Vous” ou nos espectáculos que religiosamente, eu e o “F” presenciávamos onde quer que houvesse Xutos. Também porque durante os tempos de estudante universitário, eu e o “F” os entrevistámos na defunta Rádio Universidade Tejo, do Instituto Superior Técnico. E, já agora, também porque tiveram a simpatia de ilustrar a sua página na Internet, na secção relativa à “Três Desejos Tour”, com uma fotografia minha tirada no concerto do ano passado na Festa do Avante.
Esta é uma perspectiva mais ou menos saudosista da coisa, o que, só por si, não é bom e pode turvar a análise objectiva da obra e do seu mérito. Quanto a isso dir-se-á que se trata de um registo que, não revelando músicos excepcionais, revela a maturidade de um grupo que soube manter-se coeso ao longo dos anos e, neste momento, demonstra grande profissionalismo, algo em que, no inicio da sua carreira, nenhum deles pensava seriamente, digo eu. Para os que são fãs está lá tudo para recordar. Para os que só agora os possam vir a descobrir, está lá tudo para isso mesmo: descobrir!
Para ouvir em volume 10!