alegoria do inferno

Alegoria do Inferno 2011

Originally posted 2018-06-25 07:42:29.

alegoria do infernoSínopse

Venero a fotografia de duplo sentido. Ou melhor, de um outro sentido.
Não sou do tamanho do que vejo, mas sim do que faço.
O fotografado não é o que eu fotografei. A fotografia é uma realidade dissonante. Outra, que não ela própria.
O Inferno é apenas o inicio de um caminho que vai mais além, mais além do que vi. Não é uma ideia ambígua. Não existe ambiguidade no Inferno. Não pode existir ambivalência de realidades na Alegoria. Não existe plurisignificação.
Mas, por outro lado, não procura uma ilação moral.
A Alegoria do Inferno é a negação de si própria. Existe unicamente para denegar a sua própria existência.
Eu não estou interessado na moral. Isso é profundamente bacoco.
Eu estou empenhado na estética pura e simplesmente de cada um dos disparos da minha câmara. Nada mais.
A minha estética não é nem a da antiguidade, nem a da modernidade. É minha!
Não quero contar histórias com as minhas fotografias. Quero fixar formas, sombras, entes, fantasmas, o surreal ou o sobrenatural, o que povoa a minha cabeça.
Mas no fim, és tu que vais decidir o que eu concluí.
Isso interessa-me na exata medida eu que através de ti posso descobrir-me.
Tu és fundamental no diálogo da minha fotografia. És elementar, um conselheiro desconhecido.
Não obstante, não me interesso pelo que dizes se procuras moral na fotografia.
A Alegoria do Inferno sou eu depois de ti.

Mensagem de Ano Novo do Administrador

Originally posted 2018-11-03 01:30:19.

Tópicos

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1. SOBRE A CRISE
Estamos próximo do intermédio do mês de Janeiro de 2011, o ano do enceto da grande crise. A crise anunciada. Uma crise de século e não de ano. Nem financeira, nem económica, nem orçamental. Uma crise de tudo: valores, solidariedade, honestidade, profissionalismo. Quem ganha terreno é portuguesíssimo chicoespertismo e com ele a desgraça de um povo que dentro do lema “cada um que se desenrasque” podia ter um país ímpar e não tem. Porque o chicoespertismo vai contentando nuns quantos, enquanto outros menos chicoespertos ruminam no silêncio das suas omissões a sua desgraça pessoal, sem coragem para se sublevar, como carneiros que são, esperando D. Sebastião, o líder ou algo que se pareça, pois só os carneiros carecem de líderes. Cada um tem o que merece. Nós temos a nossa parte. Somos carneiros mansos, sem tomates, ovelhas balindo e ouvindo imbecis televisionados pelos canais das novelas. Se querem a minha opinião: vão-se todos fecundar!
Já não tenho paciência para aturar tanto camelo, eu que nem sequer vivo no deserto. O “deserto” de outro energúmeno. Emagreçam o Estado, façam dieta nos Institutos e Empresas Publicas, regressem às Direções-gerais. Somos portugueses porque admitimos “Boys” e “Girls”? Essas palavras nem sequer existem no nosso dicionário.

2. SOBRE A FOTOGRAFIA
Publiquei recentemente no meu sítio uma série de novas fotografias a que chamei “Alegoria do Inferno”. O meu inferno. As razões foram-vos anunciadas aquando da sua publicação. Espero poder vir a exibi-las numa galeria qualquer que nelas reconheça alguma mestria ou interesse estético.
Entretanto começo a pensar na edição de um livro sobre poesia e fotografia, tudo ao molho e fé em Deus. Claro que são tarefas hercúleas. Não estarão interessados em patrocinar? Ah, ah!
Entretanto o Circulo Artístico e Cultural Artur Bual, publicou os meus textos insanos, disponíveis aqui no Planeta, no sítio do próprio círculo, aqui.

3. SOBRE A FORMAÇÃO
Em colaboração com o dito circulo, eu e o meu amigo e colega João Vasco, vamos ministrar um curso de iniciação à fotografia. Um curso extremamente prático e dirigido a todos, demonstrativo que mesmo com uma pequena máquina compacta se pode fotografar melhor.
Por 125€ não conseguem nem maior nem melhor, isso vos digo eu! Se não estiverem interessados em inscrever-se, peço-vos o favor de divulgarem o evento.
Entretanto, em principio, a entrada aqui o Planeta dos Catos, ficará durante o resto do mês com a publicidade ao curso. Depois volta ao seu estilo magazine.

Adeus, até ao meu regresso.