MADRID

Originally posted 2014-12-12 16:54:30.

second-prologue-of-augustine_2-734088Só Deus e Demónio sabem
o que aquele orelhudo fazia olhado numa toma baixa,
naquela árvore ressequida pelo tempo em desespero de causa.
Abocanhava cebolas, inchado pelo fausto do momento.
Latia a vizinhança, uivava a cobiça.
Tudo perguntas vazias a um amigo,
distanciado pela sua própria pena.
Cansaço da existência moribunda,
de esquinas e calçadas poídas de arrasto vagaroso.
Liberdade sem som, sem chamada para o céu
ou outro lugar qualquer, iluminura de séculos anteriores.
Castração da moral barroca.
Viagens ao desconhecido paraíso da fé católica.
Istambul, Madrid, Reikjavik.

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