Mr. Danko “Rock’n’Roll” Jones

Originally posted 2015-02-04 00:17:00.

Die Mannequin + Danko Jones – Santiago Alquimista 20.04.2008

DANKO JONES

Não há necessidade disso, mas se houvesse, neste século, que dar outra designação ao Rock’n’Roll, ela seria sem dúvida DANKO JONES! Por duas ou três razões: pela formação básica com que toca, guitarra, baixo, e bateria, elementos eles próprios basilares do Rock’n’Roll, pela simples mas eficaz estrutura dos seus temas, em regra rápidos e ritmados, próprios do “hard” e pelos textos destes que, essencialmente, andam à volta do elemento feminino, sexo e masculinidade, esta bem patente nas suas actuações ao vivo. Se isso não bastasse os títulos dos seus discos reflectem o temperamento de quem acredita no que faz de alma e coração e percorreu um longo caminho até chegar ao ponto em que se encontra: “Born a Lion”, “We Sweat Blood”, “I’m Alive and on Fire” e que faz questão de demonstrar isso mesmo em palco.
Antes de iniciar o seu percurso no Vinil ou no Compacto se quiserem, DANKO JONES e respectivos acompanhantes, iniciaram em 1996 o seu percurso, tocando insistentemente, durante pelo menos dois anos, nos Estados Unidos e Canadá, de onde DANKO é natural, fazendo a primeira parte de bandas como THE NEW BOMB TURKS, NASHVILLE PUSSY, BLONDE REDHEAD, THE MAKE-UP, THE DIRTBOMBS, THE CHROME CRANKS e THE DEMOLITION DOLL RODS.
A Lisboa, mais propriamente, ao Santiago Alquimista, DANKO trouxe tudo isso e mais o sentimento de que, segundo as suas palavras “se sente mais em casa em Portugal do que no Canadá”, sobretudo, digo eu, pela vasta legião de fãs que por cá granjeou e o carinho que lhe dispensam sempre que por cá passa. Há já dois anos que isso não acontecia, mas DANKO, fez questão se afirmar que gostaria de passar por á todos os anos, senão de seis em seis meses. A ver vamos.
No Santiago, abriu com o single de estreia do seu mais recente trabalho “Code of the road” e terminou com “I’m aliveand on fire”, sucedendo-se durante a hora e meia de espectáculo os temas mais orelhudos, “Rock shit hot”, “Samuel sin”, “Lovercall”, “Way to my heart”, “Forget my name”, “Never to loud”, etc. Antes de “We sweat blood”, fez questão de pedir ao Staff para desligar o ar condicionado, porque ele o queria fazer: suar as estopinhas, como se deve num bom espectáculo de “Rock’n’Roll”. E foi isso mesmo que aconteceu. Não chegou a haver sangue, mas sim, suor houve em abundância.
Para abrir o concerto, DANKO JONES trouxe de Toronto, Canadá, “DIE MANNEQUIN”, liderados pela guitarrista de 21 anos Care Failure (nascida Caroline Kawa). Banda mais ou menos desconhecida por cá, com um nome a fazer pensar num grupo alemão, que destilou suor, um som próximo do punk, que assenta, tal como DANKO, na mesma estrutura básica: guitarra, baixo e bateria e que roda no circuito desde 2006. A rapariga gosta da interacção com o público, no meio do qual se misturou várias vezes, arrancando da sua guitarra os acordes com que foi aquecendo os presentes, nomeadamente, com temas como “Do it or die” e “Autumn canibalism”, retirados do seu mais recente EP “Slaughter Daughter”. Uma banda a considerar em futuras audições, e que conquistou por certo os ouvidos de alguns.
No final do espectáculo e depois de DANKO JONES ter tocado o último acorde de “I’m alive and on fire”, lá se foi a audiência, bebida, mas com estômago para muito mais, assim DANKO tivesse querido.

ARLINDO PINTO – texto e fotografia
Fonte:hardheavy.com (Live Report)

0 thoughts on “Mr. Danko “Rock’n’Roll” Jones

  1. fotos espetaculares, não deixando ficar a trás o belo texto escrito ao pormenor, adorei ver e ler
    saudações vimaranenses
    Julieta Faria

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.