Stimulus

Desde há algum tempo que sigo o trabalho do Arlindo e deixem-me dizer-vos que é um trabalho com imensa qualidade, estado de espírito, arrojado e acima de tudo muito mas muito profissional. Por esta razão ele merece não só que o siga no linkedin, no twitter mas também através do seu site pessoal que recomendo vivamente. Se precisas de um fotografo experiente, profissional e com uma qualidade inigualável, então Arlindo Pinto é o nome.
Rui Serra,
General Founder and Administrator (GFA), Graphyus

Quebrar regras, não estar limitado pela realidade, usando e reciclando técnicas, este fotógrafo não se fica pelo registo meramente documental. O seu toque pessoal seja no momento do click seja na pós-produção caracteriza-se por esta ousadia que não fica retida no que é esperado. O que seria desta formas expressivas de representação, se tudo se limitasse por palavras concretas e definidas? O “punctum” das fotografias do Arlindo é isso mesmo. Os utensílios para realizar os seus trabalhos fotográficos são usados descaradamente. A luz tem apenas o limite da nossa capacidade de ver e imaginar. Se fotografar é uma forma de olhar viva, o Arlindo é um fotógrafo que recusa essa passividade quando se coloca em posição frontal ao real.
Alípio Padilha
Fotógrafo
www.alipiopadilha.com

Como observador, encontro nas imagens do Arlindo uma espécie de substituição do olhar tradicional, encontro uma materialização de figuras descodificadas e descodificadores de pensamentos num abandono da perfeição da imagem digital e um encontro de uma subjectividade da imagem como representação de um ensaio fotográfico.
Luís Rocha
Fotógrafo (Movimento de Expressão Fotográfica)
www.luisrochafotografia.jimdo.com

Quem conhece o trabalho de Arlindo Pinto sabe que pode ter sempre à espera algumas surpresas. Porque esse trabalho é feito de uma permanente renovação, como se o olhar do autor, permanecendo o mesmo, conseguisse mostrar que pode ver as coisas de uma forma diferente, nova, sempre nova. Uma forma renovada. Percebe-se que o autor não tem medo de arriscar. E a verdade é que ganha com isso, e ganham as imagens; e quem as vê, que não pode ficar indiferente.
Mas Arlindo Pinto não é apenas um observador, é também um criador. Mais do que também, é sobretudo um criador, ou antes, um inventor. Talvez isso explique o seu olhar à procura das coisas novas. Um olhar, quem sabe, um bocadinho obediente; porque a procura daquelas coisas novas lhe é ditada pelo espírito inventivo do autor. Em tantas coisas, nos mais variados lugares, em momentos que depois se percebe que são irrepetíveis. O tempo a passar na savana, com um animal pensativo por perto. Um jogo de futebol, dos de miúdos. O corpo de uma mulher, pelo fim da tarde. Uma peça de teatro, como se recuássemos várias dezenas de anos em Lisboa. Os homens mais velhos no jardim, sentados de costas para nós que depois havemos de vê-los.
Acredito que o autor possa ter no seu trabalho a experiência do narrador de um romance para mim inesquecível, o belíssimo «Soldados de Salamina», escrito pelo espanhol Javier Cercas. As coisas, qualquer coisa, qualquer uma que ele quer fixar, que quer dizer ao olhar para fixar, e ainda não sabe como. O olhar atrapalhado, à espera, ou também ele à procura. E o autor também. Até ao momento em que percebe como terá de fazer. E vê, antes da imagem, como ela vai ficar. No livro é mais ou menos assim. A certa altura pode ler-se: «Vi o meu livro inteiro e verdadeiro, o meu relato real e completo, e soube que só me faltava escrevê-lo, passá-lo a limpo, porque estava na minha cabeça do princípio ao fim…» Para a imagem, nessa altura, falta apenas um clic.

António Manuel Venda
Escritor
www.floresta-do-sul.blogspot.com

A máquina fotográfica entra no quotidiano, sem que por um só instante, a sua presença se torne invasiva. Desta maneira se apresenta Arlindo Pinto fotógrafo desde 1999 – formado pela Escola Oficina da Imagem – subtil na abordagem mas apaixonante no resultado final. Cada “flash” revela a essência humana, afinal, são as pessoas que fazem da nossa passagem pela vida, uma experiência única e irrepetível. Assim são as “chapas” do Arlindo, momentos tricotados ao som de uma cidade que mexe e onde as vidas se entrecruzam, entre sentimentos tão reais.
Cláudia Matos Silva
Escritora e animadora de rádio.

O acto de fotografar encerra uma dualidade interessante. Se por um lado, celebra a liberdade de nos expressarmos artisticamente, pode também manipular a “realidade”, através da utilização de diferentes técnicas, ao mesmo tempo que captura naquela imagem específica – que muitas vezes, tanto custa a conseguir – um momento único.
Arlindo Pinto utiliza com mestria essa dupla característica que a Fotografia promove, sem nunca esquecer de alimentar o seu espírito inovador com novas abordagens artísticas.

António Moreira
Pintor
www.circuloarturbual.com