Tempo de leitura: 3 – 5 minutos

GOMO + ALPHAVILLE, Campo Pequeno, 26.03.2010

Eh calma aí! Não comecem já a apedrejar. Bom, também não sei como o fariam via internet. Um dia destes já será possível, digo eu, mas para já só se me virem aí na rua! Seja como for ando sempre camuflado.
Eu sei, nós sabemos, vós sabeis: a www.hardheavy.com é um magazine dedicado ao metal. Mas, meus amigos, nem só de pão vive o homem. Às vezes é preciso dar-lhe de beber! Por isso, ou por outra coisa qualquer de que agora aqui na redacção ninguém se lembra, hoje temos Live Report do concerto que juntou GOMO e ALPHAVILLE no mesmo palco. Um palco de outras touradas, é certo, mas onde eventualmente tal tipo de animal também esteve.
Ora então o que é que tivemos? Bom, Pop Music! Nem sequer Rock Music vejam bem! Contudo, por aqui não somos facciosos e sabemos dar valor a quem o tem ou aparenta ter…
Já sabem que ninguém sabe quem é o GOMO! Só conhecemos o da laranja. Sabemos que despertou em 2001, mais coisa menos coisa, e hoje é um projecto com pés bem assentes a editar por uma “Major”, a EMI. Palavras para quê? É um pop solto, que gruda no ouvido de tal forma que chega a ser irritante. Tem os predicados necessários para o éter radiofónico lhe dedicar boa parte do tempo e tem provas dadas no mercado discográfico e no circo dos festivais e concertos, com direito a passagem por Los Angeles e vários temas em spots publicitários. O ano passado abriram para os DEPECHE MODE.
No Campo Pequeno abriram para os ALPHAVILLE e fizeram a sua obrigação: por toda a malta a cantar e a abanar-se. Lá foram desenrolando a meada dos temas mais conhecidos e vai daí os que não os conheciam ficaram fãs. Alguns pelo menos com quem falámos. A própria organização ficou surpreendida com a prestação dos GOMO. Então se assim é dêem-me mais um gomo, que eu quero a laranja inteira.
Os ALPHAVILLE Os passaram por Portugal pela 1ª vez durante a Expo ´98 e até foram à “Roda dos Milhões” da SIC. No ano seguinte, Estiveram em Never perto do Porto num concerto de entrada gratuita. Já têm obrigação de conhecer Portugal melhor do que a Alemanha! Na Alemanha não estiveram muito tempo, já que no inicio de carreira pensaram em ser “Big In Japan”. E foram. A mistura que o inicio dos anos 80 trouxe de romantismo do século XIX, com os sintetizadores do século XX, faziam furor e os New Romantics começaram a aparecer como cogumelos depois da chuva. Foram buscar o nome ao filme de Jean-Luc Goddard, “Alphaville , a cidade do futuro” e só pararam em 2003, de pois de quase 20 anos no activo. Pelo caminho deixaram os hinos pop “Big in Japan”, “Forever Young” e “Sounds Like A Melody”.
Em 2010 só Hartwig Schierbaum, AKA Marian Gold, resta da formação original. Barbado e com uma barriguinha proeminente apresentou-se no Campo Pequeno com um nervoso miudinho que se dissipou com o passar dos minutos. Depois, depois foi ver e ouvir, pequenos e graúdos cantarolando “Jerusalém”, “Big In Japan”, “Mysteries of Love “, “Sweet Dreams”, “ Sensations” ou “Forever Young”.
Que mais pode dizer-se! Um momento revivalista, proporcionado pela REMEMBER MINDS, apostada em trazer a Portugal nomes dos quais temos saudades, uns mais outros menos pesados, mas todos nomes que marcaram uma época e constituem o “background” das novas gerações de músicos, cá e lá!

Texto e fotos: Arlindo Pinto
Fonte: www.hardheavy.com

Tempo de leitura: 4 – 6 minutos

ALCOOLÉMIA + GUN +D-A-D, CAMPO PEQUENO, LISBOA

Sexta-feira passada, dia 6, o Campo Pequeno, conhecido pela sua mítica praça de touros, foi palco de um fantástico evento musical. O palco montado na praça de touros, sem ser grande, foi o suficiente para a actuação de três bandas: ALCCOLÉMIA, GUN e D-A-D. Portugal, Escócia e Dinamarca, por esta ordem, todos juntos para provar a universalidade da linguagem rock e o elo de união que pode constituir entre gente de várias nacionalidades.
Decidi que iria chegar às 21.00 à Praça de Touros. Nem sempre é fácil tomar uma decisão destas: a que horas chegar a um concerto… A razão é bastante simples e estúpida: percorrendo a www verificava-se que é anunciado mais do que um horário para o inicio dos concertos. No caso, ora era às 20.30 ora às 21.30! Como no meio é que está a virtude, cheguei às 21h, mais coisa menos coisa. Pelo que assim sendo, perdi o espectáculo dos ALCOOLÉMIA. Este capítulo encerra-se já aqui.
Entrado no recinto, ilustres colegas fotógrafos queixavam-se da luz: que era pouca, que vinha toda de traz, etc., etc. Logo a seguir tive a oportunidade de constatar isso mesmo, no concerto dos GUN. Já sabem que eu gosto de fotografar com flash! Nestes concertos não é, em regra, possível. Assim sendo lá fui batendo umas chapas para retratar o melhor possível os intervenientes. Não saí muito mal… acho eu!
Os GUN nunca foram uma das minhas bandas preferidas, mas deram excelente conta de si. Nos seus tampos áureos rodaram com os ROLLING STONES, BON JOVI e DEF LEPPARD. Morreram em 1997 e ressuscitaram em 2008, tendo a partir desta altura tocado em vários festivais e realizando tournées por sua conta. Chegaram a Portugal, onde os esperava uma legião de fãs que se deleitaram com a sua música, umas vezes mais rock outras mais pop, mas pronto, lá deram o litro e foram para dentro.
Ora o ponto alto da noite eram os D-A-D.
Os D-A-D são uma banda de Rock dinamarquesa anteriormente conhecida como DISNEYLAND AFTER DARK, um nome que teve de ser modificado depois de um processo ameaçador da Companhia Walt Disney. O seu estilo da música muitas vezes é categorizado como rock pesado melódico. Também usaram os nomes D.A.D., D•A•D e D:A:D, cada nome representando um período na história da banda.
Actualmente compõem a banda:
* Jesper Binzer – vocalista e guitarra eléctrica;
* Jacob Binzer – guitarra eléctrica;
* Stig Pedersen – guitarra baixo e coros;
* Laust Sonne – bateria e coros.
Apesar de alguns altos e baixos a banda tem mantido o seu status de COWPUNK band!
Têm em carteira uma série de êxitos, internacionalizando-se após o seu terceira longa duração No Fuel Left for the Pilgrims, onde ainda hoje estão as suas melhores malhas. Opinião cá do menino!
Durante a actuação dos D-A-D, a luz apareceu, a loucura apoderou-se das massas e o Campo foi pequeno para um concerto de cinco estrelas. Aliás, há já muito tempo que não assistia a um concerto que transmitisse tanto energia, onde houvesse tanta interacção com o público e fosse efectivamente memorável.
Dois encores para terminar e levar o povo até casa entoando It’s After Dark.
A maior curiosidade foi o baixo de Stig Pedersen: tem apenas duas cordas, às vezes três e é algo que eu, comum mortal nunca tinha visto. Ao que parece Stig descobriu nos anos 80 que ele só tocava as notas Mi e Lá. A partir daí entendeu que as outras cordas eram desnecessárias e começou ele próprio por projectar os seus baixos de duas ou três cordas, baseados na sua imaginação e ideias. O que apresentou no Campo pequeno tem um corpo transparente, com luzes azuis nas orlas e é duas cordas. Chamemos-lhe ICE BASS.  Enfim, um verdadeiro espectáculo.
Por último um agradecimento especial à REMEMBER MINDS e em especial ao António Gil, pelas facilidades concedidas.
Chega de conversa. Já sabem, clicar nas fotos (as do texto, não estas miniaturas que aparecem aqui em baixo) e ir para a galeria.
See ya!

© 2005 - 2010 Arlindo Pinto | Planeta dos Catos | Fotografia | Photography [70-200.net] © Fotografia e Textos de Arlindo Pinto excepto onde indicado. Suffusion WordPress theme by Sayontan Sinha