Tempo de leitura: 1 – 2 minutos

GAZUAComo neste momento me apetece dizer qualquer coisa e até tenho a possibilidade, vaga é certo, de alguém me ouvir (leia-se ler), digo-vos que, nas nem sei quantas galerias fotográficas existentes  em arlindopinto.com, abaixo estão as que se contam no TOP 12. 12 porque à dúzia é muito mais barato e são os que têm neste momento mais do que 500 visitantes únicos!
Chi coração!

Gazua - 850 Visitas
Miss Lava – 838 Visitas
Venham Mais Cinco – 752 Visitas
Nervo – 718 Visitas
Dwarves – 702 Visitas
XV Festival de Música Moderna de Corroios – 675 Visitas
Capitão Fantasma – 649 Visitas
Dapunksportif – 578 Visitas
Festival Heineken Paredes de Coura 2007 – 576 Visitas
The Profilers - 552 Visitas
Mata-Ratos – 523 Visitas
Valient Thorr – 501 Visitas

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UANINAUEI – IBRIDA + DAPUNKSPORTIF

Boa noite!
Não ‘tou com pachorra!
Tenho andado numa azáfama muito grande, pronto.
Tenho até de quando em vez pensado como é que aqueles da EDP e da PT ganham aqueles milhões todos só por respirarem. Confesso que até fico com inveja, mas acima de tudo fico estúpido. Fico até e também, com a sensação que o governo do nosso país é um bocadinho néscio. Revolta-se-me a figadeira toda, ainda que se possa tratar de uma pequena isca. Pergunto-me como é que os tais 10 milhões (também não passamos disto), se deixam assim sodomizar em silêncio, sem rebentarem com absolutamente nada, atidos aos sindicatos com maior descrédito na praça do que os taxistas do aeroporto. Pois sim, somos ainda de brandos costumes. O vovô Salazar deixou escola: tudo caladinho, que nós não somos de arruaças, qu’é lá isso. Então agora a classe trabalhadora, a que desconta, ia dizer que não (com convicção) e exigir que todos pagassem impostos, que não fossem insultados quando lhes esfregam na probóscide os milhões dos gestores que, coitados, até ganham menos 35% do que os seus congéneres europeus. Aperta-se-me o coração de saber isto. Sabê-los assim, na mais clara miséria, impossibilitados de comprar um Rolls Royce ou até um miserável Lexus. Coitados, coitados. Por mim estou disposto a fazer um espectáculo de beneficência em prol destes deserdados da sorte.
Olhem, podia ter-se aproveitado a sessão de sábado passado em Corroios, no Festival de Musica Moderna, para começar. Bom também não íamos muito longe no apoio àqueles desgraçados. Não estava muita gente para ouvir os UANINAUEI, alentejanos dos quatro costados, os IBRIDA e os convidados DAPUNKSPORTIF. Estavam para ouvir mas não ouviram! Não ouviram os IBRIDA que à última hora se devem ter desentendido ou perdido na estrada de Braga até Corroios e ficaram, por aí, na Mealhada comendo do belo leitão.
Assim, os UANINAUEI (digam em inglês que é mais fácil) tiveram direito à sua parte de concorrentes e, para encher chouriços, mais um bocado de palco para entreter a malta, enquanto não chegava a hora dos DAPUNKSPORTIF. Os …EI portaram-se muito bem e outra coisa não se esperava dos DAPUNK que palmo a palmo vão fazendo a sua carreira, cultivando um estatuto de banda “pró” e impondo o seu extraordinário som. Sou fã!
Das sessões em que estive no festival, fiquei contudo com a sensação que o este ano a chama é ténue e reina um certo descuido. Aliás, quem estava mais atento percebeu perfeitamente que durante a actuação dos DAPUNK houve falhas técnicas da responsabilidade do festival. Os Músicos falavam entre si e pouco se afastavam das suas marcações, sinal de falta de monitorização no palco. Algo que só um técnico atento poderia, eventualmente, corrigir. Não foi o caso. Apesar de tudo a imagem do Festival está este ano melhor do que em qualquer dos outros. Contradições! Mas como viver é estar em contradição…
No final ficaram as fotos e o som, ainda assim, para quem ouviu, com nota positiva.
Cliquem nas fotos para verem o que se passou por lá.
See ya!

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DAPUNKSPORTIF ENCHERAM MUSICBOX

Sábado, dia 23 de Janeiro do corrente ano de 2010, os DAPUNKSPORTIF, estiveram no Musicbox, ali ao Cais do Sodré, em Lisboa, para um excelente momento de Rock’n’Roll. Ah pois é! Nados em Peniche, têm já no curriculum dois discos de se lhe tirar o chapéu: “Ready!Set!Go!” e “Electro Tube Riot”. Este mais apurado, mais consistente e mais “mainstream”, com um Rock, ritmado, frenético, com passadeira vermelha para as guitarras e um baixo furioso.
Já tive oportunidade de assistir a vários concertos destes “punk desportivos” e é minha opinião, que o concerto de sábado no Musicbox, foi o melhor que já vi/ouvi! Por várias razões, das quais alinhavo aqui estas:
1- O alinhamento dos temas proporcionou uma avalanche de ritmo desvairado até cerca de 2/3 do espectáculo, capaz de fazer dançar um morto. Sobressai o cuidado com que a banda de João Guincho e Paulo Franco urdiu o “set” de modo a agarrar o público “by the balls”, só largando para descansar com uma prodigiosa “cover” de “White Wedding” de Billy Idol, retomando logo a seguir a viagem vertiginosa pelos seus temas mais sonantes;
2- Todos os instrumentos soaram “enxutos” e consistentes, como deve o Rock’n’Roll: um ribombar seco e profundo no peito da audiência. O som esteve na fasquia do irrepreensível, muitíssimo perto do espectacular;
3- A banda tocou afinada, mesmo quando quis descansar e improvisar um pouco, estendendo um ou outro tema para além da sua normal duração;
4- O público encheu o Musicbox e comungou dos mesmos ideais, não direi de vida, os hippies morreram há muito, mas de festa, cerveja e rock, entoando refrães, notando-se que conhece o trabalho dos moços de Peniche.
Bom, chega.
Fui lá fotografar de equipamento emprestado, uma vez que o meu continua no estaleiro. Por falar nisso tenho que ligar lá para a J. Matos, representante da Nikon cá pelo burgo, a alertá-los de que o prazo de reparação foi há muito ultrapassado, mesmo tendo recebido 240 € adiantados. Pois é, “quem paga adiantado é mal servido”! Às vezes o povo tem razão.
Espero que gostem das fotos. Ficam na Galeria dos DAPUNKSPORTIF. Não confundam com as anteriores. Basta estarem atentos à descrição… Eu gosto!
Fica ainda um “mobile vid” de “I’ve been all over town looking for you”, que fiz entre disparos…
Stay heavy!
P.S.: prosa escrita ao som de “Sin”, dos MOTHER SUPERIOR!

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RAMONADA no Music Box, 26 de Março de 2009

Frequentava eu o Liceu de Sebastião e Silva, vulgo Liceu de Oeiras, quando em 1979 e com o “delay” com que as novidades chegavam a este país, o A se abeira de mim e diz:
- Pá tenho lá em casa um disco que tens que ouvir!
- Que disco? – Retorqui.
- Eh pá é duns gajos novos!
Nesse ou no dia seguinte, não posso afiançar, lá fomos até casa do A, ouvir o tal disco. O A colocou o vinil a rodar e ouviram-se os primeiros acordes de CRETIN HOP, seguido de ROCKAWAY BEACH, para sempre um ícone dos únicos e inimitáveis RAMONES. Era o seu terceiro longa duração: ROCKET TO RUSSIA!ramones_cartaz
Por muitos considerada a primeira banda verdadeiramente PUNK, os RAMONES, eclodiram em Nova York e “limitaram-se” a beber o que a época pós BEATLES tinha escondido: as raízes do Rock’n’Roll. Juntaram quatro acordes, velocidade ao ritmo, letras um tanto sem sentido ou substancia, e construíram um género, logo depois seguidos deste lado do Atlântico pelos SEX PISTOLS, que juntaram ao estilo alguma violência, letras corrosivas e uma crítica social profunda.
ramones_cascais11Quem pôde foi ao Dramático de Cascais vê-los a 23 ou 24 de Setembro de 1980, por 400$00. Quem não pôde ou não quis, perdeu uma parte da história do Rock’n’Roll…
Calma, não há drama! Em Peniche, terra de sardinha, além de cerveja, vinho e água salgada, também há RAMONADA! Ah, pois é, bebé!
Explicando, para quem não sabe: RAMONADA é uma banda! Uma banda que, constituída pelo Paul Ramon (aka Paulo Franco), Jóni Ramon (aka João Guincho) e Marqy Ramon (os dois primeiros constituem o coração dos DAPUNKSPORTIF, excelente banda rock nacional) é o tributo nacional aos maiores do punk.
NA sexta-feira passada tocaram no Music Box, em Lisboa, colocando em alvorramones_entrevistaoço, jovens e menos jovens fãs dos RAMONES. Durante 1 hora, destilaram os maiores hits daquela mítica banda de Nova York de forma irrepreensível, deixando os presentes com água na boca, até uma próxima oportunidade…
Quem os viu recordou velhos tempos, ou tempos de descoberta, hoje como outrora, daquilo que sabe bem e nos deixa de cara à banda.
Lá estive para ver, ouvir e fotografar.
O espectáculo fica comigo, as fotos com todos vocês que por aqui passam.
Como de costume cliquem numa das fotos do concerto para irem até ao álbum de fotografias.
Ah, como bónus ainda têm aqui cartaz e artigos relativos ao concerto de 1980 dos RAMONES!
GABBA GABBA, HEY!
See ya!

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Dapunksportif – Music Box, Lisboa, 21.05.2008

DAPUNKSPORTIF
A bem dizer, até alguns tempos atrás, de Peniche praticamente só se conheciam a sardinha, a caldeirada, a sopa de peixe e outros excelentes pratos da rica gastronomia lusa.
No que concerne à expressão idiomática “Amigos de Peniche”, trata-se apenas de uma lenda, que, provindo da altura das invasões napoleónicas, não é de fiar. Além do mais não tem qualquer interesse para a presente prosa, ela própria já de si resultado de desmedido esforço do seu autor, atenta a sua parca queda para as letras.
Já a sardinha é diferente. Porquê? Ora a resposta a essa questão fica para mais tarde. Noutro dia, noutra hora e noutro local revelá-la-ei. Para já ficamos assim. Acresce que de boa sardinha não é tempo. Mais lá para a frente…
O que acaba, o prezado leitor, internauta, astronauta, cosmonauta, ou outra coisa qualquer que queira ser, se para ela tiver queda, de ler, só vem ao caso, como introdução mal parida, para umas letras que me deu para escrever, acerca de uns excelentes interpretantes da chamada música rock (abreviatura de rock’n’roll), que por força das ocultas forças do destino, foram nados ou criados naquele afamado local piscatório.
Para mais, Peniche rima com DAPUNKSPORTIF!
Já vos contei aqui como os conheci, pelo que isso agora também não interessa para nada. O que na verdade interessa e para aqueles que não padecem do provincianismo de que falava o Fernando Pessoa, é que os DAPUNKSPORTIF, são portugueses, de Peniche, e que fazem do melhor Rock’n’Roll que se pode largar aos ouvidos de tipos, que, como eu, o ouvem desde os 8 anos e que de lápis em riste, tentavam de cada vez que passava na Rádio Altitude da Guarda, escrever a letra de “Deixa Meu Cabelo Em Paz”, da autoria de Oswaldo Nunes, cantada por um tipo chamado José Roberto.
Depois de um excelente inicio com “Ready, Steady, Go!”, Paulo Franco e João Guincho, construíram um disco, suportado pela sonoridade de amplificadores a válvulas. Os Anos 70 foram para o Rock’n’Roll um período áureo e de grandes idiossincrasias, facto aliás, que lhe deu o toque de magia que o tornou ouro puro. Inspirados nos sons que os viram nascer e que se habituaram a ouvir e com os quais cresceram os DAPUNKSPORTIF urdiram um disco que fica perfeito em qualquer colecção de Rock’n’Roll, não envergonhando a história da musica popular, ombreando com quaisquer outros autores e interpretes anglo-saxónicos. O salto, para nós meros ouvintes, está em perceber e aceitar, que por cá se toca tão bem ou melhor do que fora de portas. Podemos sempre fazer comparações: soam a isto ou aquilo. Os únicos que me vêm à cabeça, assim de repente, enquanto ouço “Electro Tube Riot”, são os Queens Of The Stone Age” no seu melhor. Mas, para lá disso, ouço “apenas” um disco de Rock’n’Roll, com influências dos “seventies”, cujos textos elaboram sobres temas característicos: miúdas, os sonhos de “teenager”, ídolos de juventude, as desilusões de amoreDapunksportifs perdidos, enfim, tudo o que constitui o universo adolescente e que mais tarde, na idade adulta, verificamos que passado, presente e futuro, têm quase tudo em comum.
No passado dia 21 os DAPUNK vieram até a um Music Box completamente cheio, mostrar o seu novo trabalho, com os já habituais convidados, João Leitão e Zé Carlos, respectivamente, um baixista irrequieto e um baterista vindo do inferno!
Poucos terão dado por mal empregado o dinheiro gasto na entrada para assistir ao roncar de um motor que abriu ameno, com “Private Disco”, para depois ir acelerando com “Hurry” e “Lady Beat”, para finalmente entrar em velocidade de cruzeiro, com temas de “Electro Tube Riot”: “Teenager Headbanger”, “Boomerang”, “LSD”, etc., encostando para reabastecer com “Can’t Move (But My Head Runs Like a Horse)” e o muito solicitado “Summer Boys”, de “Ready, Set, Go!”
Paragem curta para aprovisionar o depósito e eis que a pista queimada pelos pneus deste “four wheel drive”, chega ao fim com “Gettin’ Old” e o êxito já certo: “Sharp Dressed Nerd”.
Saldo: não há saldos! Excelente “gig”. O disco é para comprar e ouvir, até que se saibam de memória todas as letras das 11 músicas que o compõem e o respectivo alinhamento. Por falar em alinhamento, ele aí fica, manuscrito apressadamente no final (!?) do concerto pelo Paulo Franco, para os mais curiosos.
E agora quando ouvirem falar de Peniche não se esqueçam: a sardinha já era!
As fotos do concerto estão no álbum dos DAPUNK na Galeria 70-200.net. Cliquem em qualquer das fotos para lhe aceder.

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