Tempo de leitura: 2 – 4 minutos

MISS LAVA abriram para VALIENT THORR no Musicbox!

MISS LAVAÓ meus amigos, vocês pensam que isto é o quê? Ai o carago! Bem…
Hoje é sábado e no dia 22 os portugueses MISS LAVA abriram uma cratera de gigantesca dimensão de onde, além de lava incandescente, emergiu o próprio Lúcio Ferreira, mais conhecido por Lúcifer, aka, Valient Himself. Ah pois! Para ser sincero não sei como é que o Musicbox não pegou fogo e ardeu por completo, deixando apenas cinzas fumegantes com odor a rock’n’roll na Rua Nova do Carvalho (ainda por cima madeira)!
Não estou para me maçar muito a contar-vos o que se passou, até porque podem ver as fotografias na galeria dos VALIENT THORR em alindopinto.com e de MISS LAVA “idem”, clicando nas fotos.
O que vos digo é o seguinte:
O Musicbox estava cheio, repleto de adoradores do demoníaco rock’n’roll.VT
Os concertos começaram com os portugueses em chamas (já vos disse que tenho chamas em mim?). MISS LAVA são mesmo lava: queimam se nos chegamos perto. Desnecessário será dizer que saí de lá em torresmo!
VALIENT THORR são agentes encartados pelo próprio demónio, para destruírem tudo à sua passagem, como uma ceifeira mecânica em total descontrole. Dizem que vieram de Vénus! E eu acredito se eu quiser. Para mim vieram directos do inferno. Aliás no final do concerto disse ao homem das barbas longas (que até pode ser do Benfica) e ele confirmou: Lúcifer! Estava tudo dito. Os homens dos VALIENT THORR, que se apresentaram com um novo guitarrista, fervem em pouca água e mal lhe chega o calor… bum! Entram em movimentos erráticos levados pelo som dos seus instrumentos e após alguns minutos salpicam as filas da frente com o suor que lhes escorre dos cabelos longos. Se vocês nunca viram VALIENT THORR, vocês nunca viram de onde vem o Rock’n’Roll, não lhe conhecem a origem e o seu propósito… são uns tristes!
Ah!
PS: agradecimentos especiais ao Miguel das AliveWeRideProductions pelas facilidades concedidas e por trazer a Portugal mais uma vez os VALIENT THORR. Grande abraço.

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Die Mannequin + Danko Jones – Santiago Alquimista 20.04.2008

DANKO JONES

Não há necessidade disso, mas se houvesse, neste século, que dar outra designação ao Rock’n'Roll, ela seria sem dúvida DANKO JONES! Por duas ou três razões: pela formação básica com que toca, guitarra, baixo, e bateria, elementos eles próprios basilares do Rock’n'Roll, pela simples mas eficaz estrutura dos seus temas, em regra rápidos e ritmados, próprios do “hard” e pelos textos destes que, essencialmente, andam à volta do elemento feminino, sexo e masculinidade, esta bem patente nas suas actuações ao vivo. Se isso não bastasse os títulos dos seus discos reflectem o temperamento de quem acredita no que faz de alma e coração e percorreu um longo caminho até chegar ao ponto em que se encontra: “Born a Lion”, “We Sweat Blood”, “I’m Alive and on Fire” e que faz questão de demonstrar isso mesmo em palco.
Antes de iniciar o seu percurso no Vinil ou no Compacto se quiserem, DANKO JONES e respectivos acompanhantes, iniciaram em 1996 o seu percurso, tocando insistentemente, durante pelo menos dois anos, nos Estados Unidos e Canadá, de onde DANKO é natural, fazendo a primeira parte de bandas como THE NEW BOMB TURKS, NASHVILLE PUSSY, BLONDE REDHEAD, THE MAKE-UP, THE DIRTBOMBS, THE CHROME CRANKS e THE DEMOLITION DOLL RODS.
A Lisboa, mais propriamente, ao Santiago Alquimista, DANKO trouxe tudo isso e mais o sentimento de que, segundo as suas palavras “se sente mais em casa em Portugal do que no Canadá”, sobretudo, digo eu, pela vasta legião de fãs que por cá granjeou e o carinho que lhe dispensam sempre que por cá passa. Há já dois anos que isso não acontecia, mas DANKO, fez questão se afirmar que gostaria de passar por á todos os anos, senão de seis em seis meses. A ver vamos.
No Santiago, abriu com o single de estreia do seu mais recente trabalho “Code of the road” e terminou com “I’m aliveDie Mannequinand on fire”, sucedendo-se durante a hora e meia de espectáculo os temas mais orelhudos, “Rock shit hot”, “Samuel sin”, “Lovercall”, “Way to my heart”, “Forget my name”, “Never to loud”, etc. Antes de “We sweat blood”, fez questão de pedir ao Staff para desligar o ar condicionado, porque ele o queria fazer: suar as estopinhas, como se deve num bom espectáculo de “Rock’n'Roll”. E foi isso mesmo que aconteceu. Não chegou a haver sangue, mas sim, suor houve em abundância.
Para abrir o concerto, DANKO JONES trouxe de Toronto, Canadá, “DIE MANNEQUIN”, liderados pela guitarrista de 21 anos Care Failure (nascida Caroline Kawa). Banda mais ou menos desconhecida por cá, com um nome a fazer pensar num grupo alemão, que destilou suor, um som próximo do punk, que assenta, tal como DANKO, na mesma estrutura básica: guitarra, baixo e bateria e que roda no circuito desde 2006. A rapariga gosta da interacção com o público, no meio do qual se misturou várias vezes, arrancando da sua guitarra os acordes com que foi aquecendo os presentes, nomeadamente, com temas como “Do it or die” e “Autumn canibalism”, retirados do seu mais recente EP “Slaughter Daughter”. Uma banda a considerar em futuras audições, e que conquistou por certo os ouvidos de alguns.
No final do espectáculo e depois de DANKO JONES ter tocado o último acorde de “I’m alive and on fire”, lá se foi a audiência, bebida, mas com estômago para muito mais, assim DANKO tivesse querido.

ARLINDO PINTO – texto e fotografia
Fonte:hardheavy.com (Live Report)

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GAZUA + R12 NO IN LIVE CAFFE, MOITA, 09.05.2009

Na sexta fui a Moita. Mais uma corrida, mais uma viagem! À chegada à terra dos toiros, trazido pela brisa de final de dia, um leve cheiro a estrume! Tudo bem, é a tal terra de touradas.
O destino não era um qualquer circo de feras domesticadas atrás de quem homens e cavalos correm e farpeiam como se não houvesse amanhã, para gáudio dos adeptos do espectáculo tauromáquico.
A rota traçada levava-me ao IN LIVE CAFFE, uma sala onde se comunga da fé no Rock’n’Roll e se chamam as massas a assistir às homilias das bandas que por ali passam.
No cartaz GAZUA e R12. Lisboa e Ribatejo, não em confronto mas em comunhão e solene, que o momento esperava-se alto, cada um pregando à sua maneira a sobredita fé.
Eu sou um crente, um peregrino do rock, já o disse aqui algures, a propósito de um concerto da defunta banda THE DOLL & THE PUPPETS, que teve lugar em Torres Novas, onde os GAZUA tocarão no dia 16, no Teatro Virgínia, local sufocante e onde ao menor movimento se transpira um litro de suor! Coisas de arquitecto.
Bom, mas o que importa é o gig de sexta-feira. Valeu ou não a pena? Vejamos.
A abrir a noite os R12, uns rapazes que além de apanharem batatas, segundo dizem, e porque apanham batatas, são praticantes alucinados de um Punk Agricultor, glória do Ribatejo. Misturam Ska e Punk, e ao ouvi-los vieram-me à ideia os VOODOO GLOW SKULLS, uma vez que além das guitarras têm um moço que sopra, ou bufa como se diz no norte. Bufa num trompete (se não é corrijam-me aqui rapazes, porque, em rigor, só há um instrumento que conheço bem: o meu). Editaram um LP (deixem-me dizer assim, à antiga), BOLETIM AGRÁRIO, o qual teve uma excelente receptividade por parte da crítica, seja lá o que isso for, da especialidade.
Em palco demonstraram o músculo do que tocam. Outra coisa não seria de esperar para quem tanta experiência tem na apanha de tubérculos. Misturando o Punk com o Ska variam entre os tempos rápidos e a distorção da guitarra e instrumentação mais desenvolvida e vozes mais limpas. As letras são, em simultâneo, corrosivas, assumidamente políticas e satiricamente incorrectas. A mistura é explosiva. BUM! Fiquei fã. Não tenho o “BOLETIM AGRÁRIO”, mas aceito doações, que não contam para IRS.
Os GAZUA são um “power trio”, cujos elementos têm já uma grande rodagem no mundo do Rock’n’Roll. Se quiserem dizer que tocam Punk Rock, por mim está bem. É um rótulo. Os GAZUA para lá do som “raw” que produzem juntam à mezinha letras com nítida crítica social, aliás apanágio do Punk, que aludem a ideias que os tempos foram colocando, indevidamente, fora de moda: a união, a construção daquilo em que acreditamos, a luta por melhores condições de vida, a intervenção social que se espera de cada um de nós e não a apatia diária com quem nos cruzamos na rua.
Os riffs de guitarra são bem construídos, soam bem, melódicos e dá vontade de os ouvir repetidamente. Os GAZUA editaram já, à sua conta, CONVOCAÇÃO e MÚSICA PIRATA (aceito doações).
Como não tenho o pirata, estou desde as 10 horas da manhã a ouvir em loop a CONVOCAÇÃO e idolatro o riff inicial do tema Sair da Escuridão, o qual condensa bem o espírito da banda e o seu grito de revolta perante a apatia social do rebanho em que todos nos tornámos. Assim, os seus fãs o entendam e usem a gazua para abrir as portas do conhecimento e do discernimento.
Da noite ficam as fotos. Acedam à Galeria clicando nas fotos aqui do texto.
Ok! Enough!
See ya!

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19 de Fevereiro de 2008

Resultados da votação do público

Tal como está definido no artº nono do regulamento, a votação do público tem um peso de 20% na selecção dos três projectos finalistas. Na primeira edição, os Anne Love Joy obtiveram 82 votos e os Anjo Cão 72 preferências.

18 de Fevereiro de 2008

Anjos e Demónios

Anne Love Joy e Anjo Cão abriram, Sábado às 22.30, o palco do Ginásio Clube na primeira sessão da XIII edição do Festival de Música Moderna de Corroios. A diversidade marcaria a noite num arranque com chave de Ouro. Porque se em palco os músicos se portaram como profissionais, o público ao aparecer em força, realçou o trabalho de todos. Apareceu gente da terra, assim como dos concelhos vizinhos ou mesmo de Lisboa. Menos expansivo que o público habitual dos Festivais, de notar que os músicos tocaram para quem realmente os queria ouvir, a prová-lo, o silencio quase total que por vezes se instalava. Verdadeiros amantes de música, até João Aguardela (ex-Sitiados e actual Megafone e A Naifa) marcou uma presença discreta mas atenta ao trabalho das bandas, enquanto se fundia com o público anónimo. As estrelas da noite eram os Almadenses Anne Love Joy e os Lisboetas Anjo Cão – revelaram variantes diferentes na música, atitude e objectivos – oferecendo-nos, por isso, uma noite surpreendente e recheada qual bombom suíço.

A primeira banda a actuar – Anne Love Joy – causou-nos a estranha sensação de viajar no tempo. Estaríamos em Corroios ou algures num clube dos subúrbios da Nova Iorque do final dos anos 70? Helga, a vocalista, de look punk/rocker a fazer lembrar a Madonna dos primeiros tempos – as pulseiras coloridas, a fita no cabelo ou mesmo os suspensórios – com direito a pulinhos joviais e despretensiosos. David, o guitarrista tinha-nos avisado “ela costuma dançar muito durante os espectáculos”.É ele que liga a dupla à terra acompanhando a batida tecnho com as suas guitarras eléctricas. Assim, mergulhamos em Manchester, ou como lhe chamaram nos loucos anos 80 “Mad Chester”, a lembrar os Happy Mondays ou New Order. Ficámos a saber que Anne Love Joy foi uma das impostoras mais famosas do mundo. Na noite de Sábado, a banda que escolheu um nome icónico para se apresentar ao público, deixou bem claro que a música é uma linguagem universal e isso é audível sob uma batida techno onde povoam mil e uma referências musicais. Até a voz de Helga nos momentos mais intensos assemelhava-se ao registo de uma Diva negra da Motown. Podemos dizer que estão bem longe de ser uma farsa!

Logo depois ecoava poesia pura na língua de Camões. Anjo Cão gostam pouco de falar do que são enquanto banda. Guardam a energia vibrante do bom Rock n’ Roll à antiga para o palco. Se por um lado, os Anne Love Joy fizeram a festa usando e abusando das novas tecnologias a favor de uma actuação cujo objectivo era fazer as pessoas dançar, a banda de Lisboa, deixou-nos literalmente aterrados com os pés no chão. E se às vezes as palmas custavam a romper não era por falta de interesse, mas era difícil para o público recuperar daquela dose industrial de rock cavernoso e visceral. Antes do concerto o vocalista vagueava para onde o levavam, de olhos colados ao chão, note-se tom azul gélido a antítese do que seriam na noite de estreia em Corroios. Provavelmente estava a preparar-se para um processo de exorcismo público. Os demónios tinham dia e hora marcada e surgiram em palco ao serviço dos Anjo Cão. Um registo de voz grave – e embora não assumam, as primeiras impressões foram inevitavelmente para uma sonoridade semelhante a Mão Morta – é fantástico saber que nem todas as influencias musicais têm de vir de fora. Um rock estridente a contrastar com a atitude compenetrada dos músicos e a aparente contenção do “front man” que lutava permanentemente entre anjos e demónios.

Por fim, os cabeça de Cartaz, Plastica. O passado da banda de Almada há muito que está intimamente ligado ao Festival e por isso estiveram a tocar em casa. Apresentaram músicas dos 3 Cds e passaram ao lado dos singles orelhudos – “Sleep All Day” ou “Around”. Houve ainda tempo para a versão de “Two Hearts” que ultimamente temos ouvido na versão mais Cabaret Rock de Kylie Minogue e uns pozinhos de “pirlimpimpim” para cair nas boas graças da MTV. Ao vivo o colectivo é francamente mais rock e menos psicadélico. Experimentaram ao vivo alguns temas que vão começar a gravar esta semana. Miguel Fonseca, o vocalista, revelou em primeira mão que a banda entra em estúdio na Segunda-Feira para a gravação do sucessor de “Kaleidoscope”.Não deixa de ser interessante que menos de uma hora antes os Plastica tocaram na Cova de Piedade, voaram até Corroios, entraram em palco a horas e enquanto o guitarrista Pedro Galhoz elogiava o poster de promoção da primeira noite do Festival, o baterista Rui Berton ainda embalado pelo espectáculo anterior confidenciava no backstage que nem teve tempo para tomar um banho “estou a cheirar a cavalo”. Mas o rock n’ roll é mesmo assim suado e apaixonado e nisso a primeira sessão do Festival de Corroios foi pródiga!

Texto: Claudia Matos Silva
Fotos: Arlindo Pinto

Fonte: XIII Festival de Música Moderna de Corroios

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OS CACTOS + THE HYPERS + MILLION DOLLAR LIPS

Ontem decorreu a 3ª sessão do XV Festival de Música Moderna de Corroios, por sinal a primeira a que eu fui este ano.
Em palco estiveram os concorrentes OS CACTOS (excelente porque ficam aqui no Planeta dos Catos), THE HYPERS e os convidados outrora concorrentes MILLION DOLLAR LIPS.
Ou pela oferta ou por outra razão qualquer as Ginásio Clube de Corroios estava quase vazio, o que foi pena porque qualquer das bandas, cada uma defendendo o seu género, estiveram muito bem em palco.
Pessoalmente gostei dos THE HYPERS: rock’n’roll da velha guarda com balanço e decibéis. Os CACTOS são um projecto interessante, mas só me faziam lembrar e nem sei porquê o rock alemão dos anos 70. Mas gostei, muito interessantes. Têm até, digo, boas probabilidades de estar na final. On verra! Os LIPS são mais do
pop electrónico. Teclas, bateria eléctrica, uma guitarra. Mesmo assim, para mim que sou fã do bom velho rock’n’roll, gostei de os ouvir, tanto mais que o vocalista atirou um grande “vão-se foder” a todos aqueles que perfilham a ideia de que as bandas portuguesas devem cantar na língua de Camões. Foi simpático!
Eu lá estive de máquina emprestada e com flash incorporado, porque o outro não resistiu a tantos encontrões, moshes e outras tropelias de tantos concertos ter fotografado e está morto. Havia mais fotógrafos, incluindo os de uma qualquer escola de fotografia. Ainda cá fora ouvi curioso as dicas que o acompanhante daqueles alunos dava para fotografarem o espectáculo. Dicas e ensinamentos que também eu já ouvi: ISO elevado, cara focada, não usar flash, etc., etc. No fundo são as
regras. Também eu as observo… raramente. Tomei o gosto ao flash, aos corpos arrastados, às manchas, à pintura!
Eles lá andaram na sua tarefa e decerto obtiveram fotos muito boas. Eu, pelo contrário, é o que se vê.
Ficam na secção Rock’n’Roll Circus do meu site www.alindopinto.com. Clicam nas fotos acima e já está!
Em Corroios a música foi muita, mas para poucos…
Na próxima semana estaremos outra vez no ginásio, até porque vão lá estar os DAPUNKSPORTIF… Olarilas!
Stay clean!

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