Ocaso

On 2010/09/08 by Arlindo Pinto

I am nudePercorro de passo curto o teu torso e nádegas de cacau.
O amarelo do ocaso revela sombras em desalinho.
Corpos frementes em devassos gestos de prazer e condimento de colorau,
Carnação em lume… eu e tu um corpo onde me aninho.

Corpos que se fixam, bocas que arfam, órgãos que latejam,
Sangue inflamado que circula nas veias em chama.
Carícias de gente vulgar num vai e vem de almas que poetam,
Poema urdido de danças e desejos no lácteo da cama.

Imitam-se, envolvem-se, revolvem-se os corpos transpirados.
Mistura-se a libido e o bem querer revela-se em frémitos de prazer.
Os corpos gritam e as bocas calam os gemidos abraçados.

Foi-se a fome num entardecer de volúpia.
A carne lateja ainda mas inerte,
Na dança adorada da fonte que corria.
Caio lânguido na noite e o teu corpo permanece.

2 Responses to “Ocaso”

  • UAU!! Estou contente por ver que voltaste a sentir a voz da poesia a sussurrar-te em forma de corpo de mulher. Lindíssimo poema, grito da paixão e do amor. Parabéns ao poeta e à musa!!! :) ))
    Bjs.

  • Lindo, estou comovida, nem sei o que dizer….simplesmente que o sentimento é recíproco.
    Love u :)
    Beijo

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