GAZUA Contracultura

GAZUA lançam Contracultura no São Jorge
No dia 18, sexta-feira, os GAZUA apresentaram no São Jorge, em Lisboa, o seu terceiro longa duração, “Contracultura”. Novas canções, a mesma atitude.
Os GAZUA são actualmente uma das melhores bandas rock portuguesas por várias razões: desde logo porque, não sendo claramente originais no som que produzem, são sem dúvida excelentes instrumentistas e fazem o que devem (o som que escolheram) com bons resultados. Em linguagem de gestão diria que são eficientes e eficazes. Não há nada apontar à estrutura dos temas: são o que são, bem urdidos, ritmo que abala o corpo.
Mas os GAZUA têm algo mais, que pretende abalar a mente. Algo que muitas bandas esqueceram e só é característica de compositores que têm uma clara consciência social e fazem da canção o seu grito de revolta numa sociedade que acreditam estar doente, expondo as suas deficiências, os seus vícios as suas injustiças, advogando outra forma de estar e cuidar do Homem. Os GAZUA querem e vão para além da banda que se movimenta no mundo do rock apenas pela fama e pela glória. Pretendem ser eles próprios agentes de mudança.
O concerto de sexta-feira foi mais um exemplo disso e às canções, se quiserem de intervenção (creio que o ZECA está em muitas delas), acrescentaram a performance “33-Crucificação Acção” realizada pela Andrea Inocêncio que encarnou o grito de mudança de todos os que estavam presentes na sala e quiseram e puderam nele escrever a sua própria mensagem de revolta, a mudança que queriam ver!
O terceiro GAZUA não se chama “Contracultura” por mero acaso, ou porque é “fashion” ou fica bem ser do contra.
É necessário recordar que Contracultura foi um movimento que teve o seu auge na “década de 1960, quando teve lugar um estilo de mobilização e contestação social e utilizando novos meios de comunicação em massa. Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumido como uma cultura underground, cultura alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do quotidiano, embora o movimento Hippie, que representa esse auge, almejasse a transformação da sociedade como um todo, através da tomada de consciência, da mudança de atitude e do protesto político.” (Wikipédia)
É disso que é feita a música dos GAZUA. Pelo menos é como eu vejo a coisa.
As fotos do concerto são a preto e branco. Além das razões de estética que poderia invocar, estou solidário com os GAZUA e vejo a sociedade em que vivo com muito pouca cor. Vejo tudo a negro e algum branco.
Por

Obrigado Flávio!
Aparece sempre!
Grande abraço e… rock on!
Antes de mais, parabéns pelo teu trabalho, simplesmente genial. Relativamente aos GAZUA, concordo plenamente com as tuas palavras. Na minha opinião são mesmo a melhor banda a tocar, escrever, e a dar sentido à música em Portugal. Estão ambos de parabéns (Arlindo e GAZUA), pelo vosso trabalho. Continuem com essa postura da vida. A vida assim faz sentido. Aquele Abraço.
Flávio
[...] This post was mentioned on Twitter by Arlindo Pinto, Arlindo Pinto. Arlindo Pinto said: GAZUA Contracultura » Arlindo Pinto | Planeta dos Catos: http://bit.ly/b60zQG via @addthis [...]