Fria caligrafia
Fora… lá fora o vento sibilante, o chuvisco gelado do Inverno… O...
Fora… lá fora o vento sibilante, o chuvisco gelado do Inverno… O...
Debruçado na minha varanda Escuto o murmúrio da chuva que cai reta...
Revelação surgida do finito núcleo solar, recém caído na distante linha do horizonte longínquo. Um verão glaciar de planetas sobrepostos, miríade de selvagens apocalípticos, monstros estranhos às portas orientais do reino.
Sentíamos degolados a marcha da morte e Henrique, Afonso, católico da miséria sacra, paria o gozo infinito do homem e aplaudia em espasmos transbordantes de patriotismo incrédulo, o saque ávido das crenças mundanas do infiel mouro.
A fome corria veloz na vontade de descer rápido e um corte abrupto de direcções rodou tangente à direita, quando a aflição da charada galinácea entoou seca na orde das sombras entradas na nacional confeitaria. Descalçamos o transpirar sôfrego e despimos a virtude enferrujada pelo cio virgem das porcas da rua do carmo...