Livros

Fev 142013
 
 2013/02/14  Posted by on 2013/02/14 Livros, Word of Mouth No Responses »

Manifesto - Ricardo Figuinha(Atenção: no texto abaixo é usada linguagem vulgarmente reconhecida como calão e obscena. Seria socialmente correcto não o fazer. Mas eu não sou hipócrita, nem bebi chá em criança. Apenas café que me excitou suficientemente o cérebro, não só para dizer estas besteiras, mas também para saber que todos o fazem, ainda que digam que não. Fingimento inaceitável e moralmente reprovável. Se a linguagem da natureza citada o (a) choca, ou se é menor, peço-lhe encarecidamente que não leia o texto abaixo. Se o fizer e não estiver em sintonia, seja ela FM ou OM, não diga que não foi avisado(a) e enxovalhe depois o autor e o citado, fazendo comentários à impropriedade da linguagem e da falta de educação dos mesmos, correndo dessa forma o risco de estar deliberadamente, e por culpa própria, a difamar pessoas de bem, que podem perfeitamente pôr-lhe um processo em cima, ou em baixo, como mais lhes aprouver.)

Andava eu de volta da limpeza e arrumação da garagem, deitando fora vestígios do meu passado, duvidoso ou não, quando por entre um trago de gin tónico bem frio (que as limpezas requerem calma e descontracção etílicas) e um tema – The Hunter – dos Free (uma das maiores bandas rock que o planeta já conheceu), quando inopinadamente deparo com um dos livros que mais marcas deixou na minha pouco sóbria juventude. Nada menos de que o “Manifesto” de Ricardo Figuinha, uma “proposta de anarquia corporal, sem erva, sem ácido, sem nada”, algo de que considerando o conteúdo tenho sérias dúvidas, Continue reading »

Originally posted 2006-11-22 00:08:23. Republished by Blog Post Promoter

Mar 212011
 
 2011/03/21  Posted by on 2011/03/21 Livros, Word of Mouth No Responses »

Cartas de Um Louco“Ted escreve a uma loja para dizer que um dos manequins expostos na montra se parece com o seu falecido vizinho e perguntar se poderá comprá-lo para o oferecer à viúva inconsolável. Informa educadamente um hotel de que vai dar entrada com a sua própria máquina de refrigerantes (“Assim não terei de me dirigir à recepção para pedir trocos”). E entra numa troca de argumentos delirante com o rei de Tonga acerca de uma espada prussiana que perdeu enquanto lavava as mãos na casa de banho do Ritz-Carlont de Chicago. E estamos a falar das suas ideias normais. Das suas inúmeras invenções, ideias para negócios, amor pelos trajes de fantasia, semelhança inquietante com Abraham Lincoln ou das sardas que se parecem com Anthony Quinn é melhor nem falar.” (*Excerto de texto da contra-capa.)

Escreve ao “Caro Departamento de Perdidos e Achados” do Hotel Casino Colorado Bell, pedindo que o staff procure um altar de um falecido vizinho, que continha um punhado de cabelo, uma foto, um saco de cheiros, unhas dos pés e pastilhas para o mau hálito, que também tinha cheiro a mofo.
Estranhamente o hotel não encontrou nada!
Quem diria!…
E pensava eu que não jogava com o baralho todo…. irra!

Originally posted 2007-02-12 01:23:59. Republished by Blog Post Promoter

Nov 172010
 
 2010/11/17  Posted by on 2010/11/17 Livros, Word of Mouth No Responses »

BottomO pudor (falso) impede, amiudadamente, os humanos de ter discussões elevadas sobre certos assuntos mundanos, até porque, demasiadas vezes socialmente pouco aceitáveis e mal interpretadas. A propósito, num dicionário de língua portuguesa que me passou pela mãos, sobre um dos significados de erotismo, pode ler-se “preocupações sexuais exageradas”! Assim, salvo se desejar ser apelidado de “tarado(a) sexual”, deve evitar, pois, pronunciar-se sobre assuntos eróticos e, portanto, traseiros, pelo menos em público: “vícios privados, públicas virtudes”.
Giles Berquet, fotógrafo de renome na área do erotismo, dizia dos traseiros femininos, serem a mais fascinante das maravilhas do mundo, monumentos ao amor. Jamais escreverei uma linha ou pronunciarei uma fala que diga o contrário. Se fosse católico praticante poderia jurá-lo sobre as chagas de Cristo (creio existir em certos meios este tipo de juramento, tomando o filho do Criador, ou mesmo Seu Pai, por testemunha ou invocando coisa sagrada) ou que me caísse um braço, ou algo semalhante (mas sem exageros, porque há coisa sobres as quais não deve nunca jurar-se). De forma alguma o ousarei!Mas quando o pudor não está presente e a conversa é aberta, entre os humanos discutem-se com muita frequência, mesmo durante os horários de tabalho, os traseiros deste(a) ou daquele(a). Os do sexo masculino tendem a pronunciar-se, alguns até eloquentemente, sobre a qualidade dos ditos, mas, regra geral, e apesar dessa alguma eventual eloquência, o discurso acaba com conotações sexuais, que caem mais para o lado da pornografia do que para o do erotismo. Os humanos femininos, podendo discutir a qualidade, pronunciam-se, em regra, sobre a quantidade, fazendo, sem parcimónia, uso dos adjectivos considerados ajustados ao visado e realizando comparações com o próprio. Seja como fôr, uns e outros, por este ou aquele motivo, nutrem por eles admiração e muitos tratam-nos até com desmesurado afecto.
Para celebrar e homenagear os traseiros femininos a Carlton tem no mercado, desde 2000, um pequeno livro para amantes da fotografia (e de traseiros), designado “Erotique Bottoms”. Recomendado a todos os níveis, pelos trabalhos fotográficos, de que é exemplo a foto ao lado de Giles Berquet, e por tudo o resto…
Abençoada a hora em que me ofereceram um exemplar!
foto: desconhecido!

Originally posted 2005-12-12 00:26:13. Republished by Blog Post Promoter

Out 272010
 
 2010/10/27  Posted by on 2010/10/27 Livros, Word of Mouth 3 Responses »

Novo romance de Julieta Ferreira

Julieta-Ferreira_Carta-a-um-ex-amante
O novo romance de Julieta Ferreira é lançado no Sábado, 27 de Novembro, pelas 16:00 no Auditório do Campo Grande, desta vez pela Temas Originais. Fica, desde já, o convite para estarem presentes.
A Julieta tem vindo a trilhar um árduo caminho no panorama da escrita nacional, mas, no fim, valeu a pena e vale a pena. Por várias razões. Desde logo por que é uma excelente escritora e ninguém como ela trata o feminino, sem ser feminista, e a constante procura do amor. Depois este seu novo romance é, segundo a escritora Isabel Fraga, “uma narrativa plena de coragem na qual a mulher se dirige ao ex-amante… fazendo publicamente uma auto-análise do seu relacionamento passado e presente com os homens.” E isto, meus amigos, não há muitas mulheres a fazer, nem a entender.
É o terceiro livro da Julieta para o qual contribuo com a fotografia da capa (e contracapa), algo que me dá particular satisfação, por que ela na sua arte e eu na minha, somos duas almas procurando o seu sitio. A imagem original pertence à série “watch(in’) time” e foi especialmente preparada para a capa (é a cores) e misturada com outra imagem contendo um trecho do livro.
À Julieta desejo o maior sucesso e, arriscando-me a cometer uma inconfidência, fica aqui, em jeito de engodo, um pequeno trecho da obra que verá a luz do dia no dia 27 de Novembro próximo:

Gostei da artificiosa memória de ti. Gostei do Miguel pelo que ele não era. A minha paixão e a mulher que renasceu e se reinventou contigo e com ele, acabaram por soçobrar nas águas frias da indiferença. Voltei a estar num lugar em que é sempre hoje. Fechei as cancelas do ontem e do amanhã. Só que o comboio do tempo teima em fazer paragens na memória e lá estão, nos apeadeiros, os resíduos das mortes que tive, os sonhos murchos e sem berço, o amor na sua cruel perfeição, o sofrimento desalojado, a esperança da cor da aurora. Peço ao condutor que acelere. Não quero revisitar esses lugares atulhados dos meus desperdícios e de sóis estrangulados no poente. Não quero parar. O comboio é que tem uma vontade tirana. Queda-se no silêncio rasgado onde não cabe a dor que já não floresce mas que continua a pernoitar na sombra. Recuso apear-me. Contudo, não consigo ficar impassível aos bafientos, amortecidos fantoches que jogam xadrez no cais, palco de exibições sem coreógrafo. A cortina nunca desce. Fecho os olhos para não ver as pegadas sumidas dos passos que não têm lugar para serem ouvidos, os risos pendurados nos troncos decepados das árvores plantadas nas histórias que acabaram sem conhecerem um fim. Quero enganar o tempo.

Ago 072009
 
 2009/08/07  Posted by on 2009/08/07 Livros, Word of Mouth No Responses »

sem ponto finalO segundo livro e o primeiro romance de Julieta Ferreira, é de leitura obrigatória para quem aposte nos novos autores nacionais, de qualidade. A Julieta é capaz de uma escrita de nível superior, mas sem dificuldades na leitura. Brilhantemente simples, diria. Simples e bela. Uma escrita feminina, erótica por vezes, que tem como destinatários homens e mulheres dispostos a conhecerem melhor o sexo oposto. Se não lerem ficam a perder…
Além do mais, este livro tem como autor da capa (concepção e fotografia) este vosso amigo, o que só por si acrescenta à obra um valor que, modestamente, classificaria de incalculável!!!
Para aguçar o apetite, aqui fica a bem escrita sinopse que acompanha o livro:

Marta é uma mulher diferente. Distinta do comum dos mortais, pela forma como conduz a sua vida e, contudo, igual a tantos, ao procurar resposta para a eterna questão: o que é o amor?
Constantemente debatendo-se com a sua identidade, abafa no sexo descomplexado a angústia da sua existência. Soma conquistas como se de uma predadora se tratasse. É honesta nas suas convicções e nos seus sentimentos. Reflecte sobre problemas sociais, desprezando a hipocrisia daqueles que transformam em tabu alguns dos assuntos que se prendem com o lado animal do Homem.
De entre as suas amigas, algumas preocupadas com a sua maneira de ser e estar, Marta é a que consegue transformar em falácia o desabafo de muitas mulheres que, tal como ela, procuram o amor, mas nada fazem para o encontrar, esperando que um dia lhes bata à porta e que persistem em afirmar que “os homens são todos iguais”.
Marta passa pela vida, questionando-se e questionando os homens com quem se relaciona: Pedro, Eduardo, João… Que procura ela em cada um deles? Com qual destes homens pode ela encontrar-se?
João é o único a não reclamar sexo, mas apenas amizade, conhecimento mútuo; algo mais do que uma experiência sexual inócua, apenas por puro instinto. Talvez esteja aqui o amor, que Marta procura e assim conheça a sua cruzada um ponto final. Ou não!

Originally posted 2007-11-27 00:38:46. Republished by Blog Post Promoter

Mai 112009
 
 2009/05/11  Posted by on 2009/05/11 Livros, Word of Mouth No Responses »

Sommeil

Estão todos a dormir. Todos. Ou pelo menos parece que estão. O bebé deitado num burro no meio de uma manada na Nigéria, um casal num campo de Inglaterra e tantos outros que descansam nas mais variadas posições e situações, trazem-nos as expressões e as histórias de um número indeterminado de pessoas que, no momento da captura, estavam a dormir.
Da Magnum.

Originally posted 2006-02-16 23:22:01. Republished by Blog Post Promoter