Técnica

Nov 182011
 
 2011/11/18  Posted by on 2011/11/18 Fotografia, Técnica No Responses »

Celebrar o nascimento da fotografia

Celebra-se hoje o 224º aniversário do nascimento de Louis-Jacques-Mandé Daguerre, um dos pais da fotografia. O Google dedicou-lhe um Doodle (logo do seu motor de busca). Por aqui, fica a citação do que se encontra na wikipédia sobre este fisico/fotógrafo e um video muito interessante sobre a fotografia. Mais info AQUI.

Louis-Jacques-Mandé Daguerre (18 de novembro de 1787, Cormeilles-en-Parisi, Val-d’Oise, França — 10 de julho de 1851, Bry-sur-Marbe, França) foi um pintor, cenógrafo, físico e inventor francês, tendo sido o primeiro a conseguir uma imagem fixa pela ação direta da luz(1835 – o daguerreótipo).

No prosseguimento dos experimentos fotográficos de Joseph Nicéphore Niépce, a descoberta decisiva coube a Louis Daguerre, que em1835 apanhou uma placa revestida de prata sensibilizada com iodeto de prata, que apesar de exposta não apresentava sequer vestígios de imagem, guardou-a displicentemente em um armário e ao abri-lo no dia seguinte, encontrou uma imagem revelada. Fez experiências, por eliminação com os outros produtos que estavam no armário, para descobrir que a imagem latente tinha sido revelada por acção do mercúrio.

Em 1837, ele já havia padronizado o processo que ainda tinha como grandes problemas, longo tempo de exposição (15 a 30 minutos), a imagem era invertida e o contraste era muito baixo. A imagem formada na chapa, depois de revelada, continuava sensível à luz do dia e rapidamente era destruída; Daguerre solucionou este último problema ao descobrir que, mergulhando as chapas reveladas numa solução aquecida de sal de cozinha, este tinha um poder fixador, obtendo assim uma imagem inalterável.

Daguerre tinha problemas financeiros e não conseguiu obter o apoio de industriais por querer manter secreta a parte fundamental do seu processo. Em 1839, vendeu sua invenção, o daguerreótipo, ao governo Francês, tendo ficado a receber uma renda vitalícia de 6000 Francos anuais e Isidore Niépce, filho de Nicéphore, recebia 4000.

 

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Louis_Jacques_Mand%C3%A9_Daguerre

Mar 232011
 
 2011/03/23  Posted by on 2011/03/23 Fotografia, Técnica No Responses »

Prólogo

O presente texto pretende uma forma simples, directa e concisa, dar uma ideia da evolução da fotografia: dos primeiros passos de Aristóteles (se quisermos recuar bastante no tempo), até às sofisticadas câmaras digitais de hoje em dia!

A câmara escura ou obscura, o princípio da fotografia

A fotografia não tem um único inventor. Ela é uma síntese de várias observações e inventos em momentos distintos. A primeira descoberta importante para a photographia foi a “câmara obscura”. O conhecimento de seus princípios ópticos atribui-se a Aristóteles, muitos anos antes de Cristo.
Diz-se que, sentado sob uma árvore, Aristóteles observou a imagem do sol, durante um eclipse parcial, a qual se projectava no solo em forma de meia lua quando seus raios passavam por uma pequena abertura entre as folhas. Terá também observado que quanto menor fosse a abertura, mais nítida era a imagem. Estava, sem saber, perante o efeito óptico que se passou mais tarde a designar-se de profundidade de campo, uma verdade absoluta em fotografia e nos termos da qual, a formação de imagens dentro da câmara escura, é tanto mais nítida quanto menor for o orifício que deixa entrar a luz. Este efeito foi também notado no séc. X por Ibn Al-Haitham e mais tarde por Roger Bacon no séc. XIII e pelo físico holandês Reinerius Gemma-Frisius no séc. XVI, autor da primeira ilustração conhecida de uma câmara escura.
No século XIV já se aconselhava o uso da câmara escura como auxílio ao desenho e à pintura. Leonardo da Vinci descreveu esse fenómeno físico no Codex Atlanticus:
camara escura“Quando as imagens dos objectos iluminados penetram num compartimento escuro através de um pequeno orifício e se recebem sobre um papel branco situado a uma certa distância desse orifício, vêem-se no papel, os objectos invertidos com as suas formas e cores próprias.”
Alguns, na tentativa de melhorar a qualidade da imagem projectada, diminuíam o tamanho do orifício, mas a imagem escurecia proporcionalmente, tornando-se quase impossível ao artista identificá-la.
Este problema foi resolvido em 1550 pelo físico milanês Girolamo Cardano, que sugeriu o uso de uma lente biconvexa junto ao orifício, permitindo desse modo aumentá-lo, para se obter uma imagem clara sem perder a nitidez. Ao permitir aumentar ou diminuir o orifício de entrada da luz de forma controlada criou-se o primeiro “diaphragma”.
O aperfeiçoamento das câmaras escuras permitia que qualquer imagem fosse reflectida perfeitamente num papel, e essa ideia foi muito usada por artistas, mas para fixar as imagens no papel, foi necessária a ajuda da química.

A química, em auxílio da fotografia

A química revelou-se um elemento decisivo na obtenção de verdadeiras fotografias. Até aí a câmara obscura servira para desenhar…
Ligados à evolução do processo químico da fotografia estão Angelo Sala, Johann Schulze e Thomas Wedgewood. Josiah Wedgewood, filho de Thomas, usava-a constantemente para desenhar casas de campo e copiar os desenhos nas suas famosas porcelanas.heliografia
A primeira que pode chamar-se fotografia foi obtida por Joseph Nicéphore Niépce, usando uma placa de estanho com betume branco, deixando-a durante oito horas numa câmara escura voltada para o quintal de sua casa. O processo foi chamado ‘heliografia’, uma vez que usava a luz solar.
Outro entusiasta contemporâneo de Niépce, que procurava obter imagens impressionadas quimicamente era Louis Jacques Mandé Daguerre. Em 1827, Niépce associou-se a Louis Daguerre e os dois prosseguiram as suas investigações em comum.
Depois da morte de Niépce em 1833, Daguerre continuou as suas experiências em Paris, com chapas revestidas a prata e sensibilizadas com iodeto de prata, abandonando definitivamente o betume. Em 1835 descobriu que o vapor de mercúrio revelava as imagens, o que permitia reduzir radicalmente a duração da exposição. Mas faltava saber como parar a ação da luz sobre a prata, o que provocava o escurecimento da imagem até ao seu desaparecimento. Em 1837 Daguerre descobriu um processo para interromper a ação da luz, com um banho de cloreto de sódio (sal vulgar). Data desse ano aquela que é considerada a primeira fotografia baptizada de “daguerreótipo”.Daguerreotype_Daguerre_Atelier_1837
Willian Henry Fox-Talbot, cientista inglês, usou o processo de Daguerre para aperfeiçoar as suas próprias experiências com a câmara escura, criando os termos “fotografia”, “negativo” e “positivo”.
Em 1835 Talbot construiu uma pequena câmara de madeira, com somente 6,30 cm2, a que sua esposa chamava “ratoeira”. A câmara foi carregada com papel de cloreto de prata e, de acordo com a objectiva utilizada, era necessária de meia a uma hora de exposição. A imagem negativa era fixada em sal de cozinha e submetida a um contacto com outro papel sensível. Desse modo, a cópia apresentava-se positiva, sem a inversão lateral. A mais conhecida mostra-nos a janela da biblioteca da abadia de Locock Abbey, considerada a primeira fotografia obtida pelo processo negativo/positivo.
Como o negativo da talbotipia não era constituído de um papel de boa qualidade como base de sensibilização, na passagem para o positivo se perdiam muitos detalhes devido à fibrosidade do papel. Muitos fotógrafos pensavam em melhorar a qualidade da cópia, utilizando como base o vidro.
Em 1851 Frederick Scott Archer (escultor inglês) publicou um artigo sobre as vantagens da utilização de colódio húmido, que se tornou extremamente popular na fotografia aplicado em positivos de vidro, chamados Ambrotypes, na sua versão americana
Archer criou o processo de revelação de fotos e o antecessor do filme fotográfico, permitindo imagens muito mais nítidas do que as feitas até então.
Em Setembro de 1871, um médico e microscopista Inglês, Richard Lear Maddox, publicou no British Journal of Photography suas experiências com uma emulsão de gelatina e brometo de prata como substituto para o colódio. O resultado era uma chapa 180 vezes mais lenta que o processo húmido, mas com o novo processo aperfeiçoado e acelerado por John Burgess, Richard Kennett e Charles Benett, a placa seca de gelatina estabelecia a era moderna do material fotográfico fabricado comercialmente, liberando o fotógrafo da necessidade de preparar as suas placas. Rapidamente várias firmas passaram a fabricar placas de gelatina seca em quantidades industriais.

As máquinas fotográficas

Toda a química envolvida na vida de um fotógrafo começou a ser simplificada com a criação de placas secas com uma espécie de gelatina que já traziam os compostos químicos necessários para uma fotografia. Com a criação do celulóide, por Alexander Parkes em 1861, os últimos problemas visíveis nas placas secas (fragilidade e peso) foram resolvidos.
Abria-se assim uma nova época para a fotografia. Na origem o suporte era vidro coberto com uma emulsão de brometo de prata colocada sobre gelatina especialmente preparada. Em 1883 o vidro, frágil e de manuseio difícil, foi substituído pelo celulóide (o que se pode considerar como a primeira película) e fabricou-se este material em folhas padronizadas com uma espessura de cerca de um quarto de milímetro. E assim chegou-se, em finais do séc. XIX, com a contribuição de muitos pesquisadores e inventores, à fotografia sobre película em rolos de papel, substituível mesmo à luz do dia, fabricada e vendida a partir de 1888 pela Eastman Company de Nova Iorque.
George Eastman, fundador da empresa Eastman Kodak Company, usou a ideia para criar um filme de nitrato de celulose (o celulóide usado na época) que era colocado em uma máquina fotográfica.kodak 1
A cada foto, o filme era enrolado num carretel e no final do processo, o filme era enviado para a fábrica, onde era revelado. O funcionamento do equipamento (Kodak n.1, lançado em 1888) é a descrição exacta de como funciona uma câmara fotográfica tradicional. Era do tipo “caixão”, leve e pequena, carregada com um rolo de papel para 100 exposições. O preço da câmara carregada, estojo e correia era de 25 dólares. E o slogan “Você aperta o botão e nós fazemos o resto” mostra que a fotografia podia agora ser feita por qualquer pessoa, sem conhecimentos de química.
A empresa Kodak abriu assim portas a um mundo onde todos podiam tirar suas fotos, sem necessitar de fotógrafos profissionais.
Desde então, o mercado fotográfico tem experimentado uma crescente evolução tecnológica, como o estabelecimento do filme colorido como padrão e o foco automático, ou exposição automática. Essas inovações indubitavelmente facilitam a captação da imagem, melhoram a qualidade de reprodução ou a rapidez do processamento, mas muito pouco foi alterado nos princípios básicos da fotografia. Todo o processo químico envolvido na revelação dos filmes exigia, não conhecimentos na área da química, mas laboratórios que a realizassem exigindo aos utilizadores o recurso sistemático a estes laboratórios para poderem revelar e imprimir as suas fotografias.

A era digital

A grande mudança recente, produzida a partir do final do século XX, foi a digitalização dos sistemas fotográficos. A fotografia digital mudou paradigmas no mundo da fotografia, minimizando custos, reduzindo etapas, acelerando processos e facilitando a produção, manipulação, armazenamento e transmissão de imagens pelo mundo. O aperfeiçoamento da tecnologia de reprodução de imagens digitais tem quebrado barreiras de restrição em relação a este sistema por sectores que ainda prestigiam o tradicional filme, e assim, irreversivelmente ampliando o domínio da fotografia digital.
O conceito de fotografia digital apareceu juntamente com a guerra fria e a corrida espacial. Afinal de contas, como fotos do espaço e do país rival poderiam ser tiradas a milhares de quilómetros de altura se o filme não pudesse ser trazido à Terra para ser revelado?
Sony MavicaA primeira tentativa de se criar uma câmara digital foi feita em 1975, por Steven Sasson, da Kodak. Usando o novíssimo chip CDD de detecção de imagens, desenvolvido pela Fairchild Semiconductor em 1973, o protótipo pesava mais de 3 quilos, gravava imagens em preto e branco, tinha uma resolução de 0.01 megapixéis (10 mil pixéis) e precisava de 23 segundos para capturar uma imagem! Imagine-se!
No ano de 1981 a Sony, tradicional fabricante de equipamentos lançou, a MAVICA, (magnetic video camera), a primeira câmara com sensor electrónico que gravava imagens ainda analógicas numa disquete.
A primeira câmara verdadeiramente digital para uso público foi a Kodak DCS-100, de 1,3 megapixel, desenvolvida pela Kodak e Nikon e lançada em 1991. Essa câmara, montada no corpo de uma Nikon F3, transferia arquivos digitais coloridos ou em preto e branco para um dispositivo que o fotógrafo transportava em uma mochila. Era um sistema pesado, pouco ágil, mas revolucionário.Nikon
A comercialização das câmaras digitais começou apenas em 1986, com a Canon RC-701, mas a preços proibitivamente absurdos: 20.000 dólares!
A primeira câmara digital lançada comercialmente foi a Dycam Model 1, em 1990, com capacidade de se ligar a um PC ou um Mac para transmitir as fotos.
Em 1991, a Kodak lançou a DCS-100. Esta foi a primeira câmara digital profissional a usar o sistema SLR (single lens reflex), que utiliza espelhos e uma única lente para garantir que aquilo que o utilizador vê é o que será efectivamente fotografado. Usando o corpo de uma câmara da Nikon, ela tinha uma resolução de 1,3 MP.
Nos anos seguintes, vários modelos de câmaras digitais foram lançados, trazendo inovações facilmente vistas hoje em dia, como a Fuji DS-200F em 1993 (primeira com memória flash embutida), a Apple Quick Take 100 em 1994 (primeira câmara digital colorida), a Nikon Zoom 7000 QD em 1994 (primeira com função de estabilização de imagens), a Casio QV-10 em 1995 (primeira câmara com visor de cristal líquido) e a Ricoh RDC-1 em 1995 (primeira que permita gravar fotos e vídeos).
Todas estas câmaras apresentavam uma baixa resolução de imagem. A resolução é baseada no sensor CCD (Charged Coupled Device) (ou CMOS) usado no equipamento para converter os fotões (unidade básica da luz) em imagem. De forma básica, o sensor é formado por milhões de “alvos” que contam a quantidade recebida de fotões – isto significa que, quanto maior a quantidade de ‘alvos’, maior a resolução da foto, pois mais fotões foram percebidos.
Na fotografia digital a resolução da imagem produzida é fundamental, não para a qualidade intrínseca da imagem, mas para a dimensão do produto final que quer produzir-se, problema que não se coloca no filme. Adiante abordaremos também esta questão.
Hoje em dia qualquer câmara “amadora” apresenta resoluções superiores às necessidades do utilizador: 12 milhões de pixéis são vulgares em câmaras desse patamar, o que nos conduz ao “mito do pixel”!

O mito do Megapixel

O mito do megapixel foi iniciado pelos fabricantes de câmaras e engolido pelos consumidores. Os fabricantes de câmaras usam o número de megapixéis duma câmara para nos levar a pensar que isso tem algo que ver com a qualidade da câmara. A ideia transmitida é a de que quantos mais megapixéis melhor a câmara. Não há nada de mais errado.
É apenas um artifício usado por vendedores e fabricantes para sentirmos que a nossa máquina actual é insuficiente e precisa de ser substituída, mesmo que as novas câmaras sejam apenas um pouco melhores.
Infelizmente, é tudo um mito, pois o número de megapixéis (MP) de uma câmara tem muito pouco a ver com a forma como o aspecto da imagem final. Mais grave, boas câmaras com baixa resolução podem fazer imagens melhores do que as câmaras mais pobres e com mais MP.

Epílogo

Desde o advento do digital que se assiste à discussão o que é melhor: o filme ou o CCD (o analógico ou o digital)?
A verdade é que se trata de uma discussão estéril! O digital democratizou definitivamente a fotografia, tornando-a acessível à generalidade das pessoas. Não é melhor nem pior do que qualquer outro método usado para fotografar: é diferente. É apenas mais um instrumento colocado à disposições dos utilizadores para fazerem fotografia, seja ela amadora ou profissional, ou simplesmente “doméstica”.
É o mesmo que discutir se usar o cabelo curto é melhor do que usar o cabelo comprido e vice-versa. Um e outro corte terão vantagens e desvantagens para quem o usa. Nada mais.
Por outro lado, é importante lembrar que ”quem faz a fotografia não é a câmara, mas sim o fotógrafo”.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fotografia
http://www.kenrockwell.com/tech/mpmyth.htm
http://arlindopinto.com/planetadoscatos/category/fotografia/tecnica
http://visaoglobal.org/2008/01/08/origens-e-evoluo-histrica-da-fotografia/
http://www.artigonal.com/arteentretenimento-artigos/evolucao-da-camera-fotografica-958133.html

Dez 222009
 
 2009/12/22  Posted by on 2009/12/22 Fotografia, Técnica No Responses »

Em vésperas de Natal, fica aqui um trabalhinho, que está incompleto, mas que tem estado a ser recolhido e traduzido, quando necessário, aos poucos, desde há cerca de dois meses. Falhas não lhe faltam por certo, pelo que se agradecem sempre os contributos de todos os que se interessam pela matéria.
Trata-se de um glossário fotográfico cujo intuito é agregar num único local o maior número de termos técnicos (outros nem tanto), que os aspirantes a fotógrafo e também os que já o são, por vezes carecem de aprender ou relembrar.
A técnica não é importante quando se domina!
Sempre que possível acrescentar-se-ão novas noções ou conceitos que estejam em falta ou sejam sugeridas pelos leitores.
Bom natal e excelente 2010, com muitos cliques!

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A

  • Aberração:Falha de lente que causa imagens pouco nítidas.

As aberrações dividem-se em duas categorias:
Aberrações monocromáticas: as que têm lugar sem dispersão. Essas incluem aberrações em superfícies reflectoras de qualquer cor (ou comprimento de onda, conforme a região do espectro electromagnético no qual é empregado) e as aberrações da luz monocromática de só um comprimento de onda.
Aberrações cromáticas: onde um sistema dispersa os diferentes comprimentos de onda da luz.
Há seis tipos de aberrações: esférica, coma, astigmática, curvatura de campo, distorção e cromática.

  • Abertura: Abertura ajustável de uma lente que, tal como a íris do olho humano, controla a quantidade de luz que atinge o filme ou o sensor digital. O tamanho de tal abertura é chamado de f-stop, como por exemplo f/2.8 ou f/11.
  • AE (Auto Exposição): Sistema através do qual a velocidade de obturador ou a abertura de lente (semi-auto) ou ambos (totalmente auto) são estabelecidos automaticamente pelo medidor de luz. Normalmente existem três tipos de auto-exposição: a Auto Exposição Programada (modo P), onde a câmara estabelece tanto a velocidade do obturador como a abertura; a Prioridade à Abertura AE, (modo A) quando o usuário estabelece a abertura e a câmara encontra a velocidade de obturador mais apropriada; AE de Prioridade à Velocidade (modo S), quando a velocidade do obturador é estabelecida pelo usuário e a abertura pela câmara.
  • AE Lock: Dispositivo para trancar uma Auto Exposição realizada pela câmara enquanto o fotógrafo recompõe a cena.
  • AF (Autofocus): Quando aplicado a uma objectiva, trata-se da capacidade da lente focar automaticamente um objecto nos seus sensores de focagem. Quando uma câmara está no modo auto, não há nenhuma necessidade de usar o anel de abertura da objectiva para esse efeito. São lentes AI-S com um CPU interno e motor de operação AF. Quando aplicado a uma câmara isto significa que ela é equipada com a capacidade de autofoco para usar uma lente autofoco.
  • Ângulo de Cobertura do Flash: O ângulo de cobertura, com iluminação uniforme de margem a margem, por um flash, normalmente expresso em termos de distância focal. Para conseguir tal uniformidade o ângulo de cobertura deve ser sempre de uma distância focal menor ou igual à da lente montada na câmara no momento do disparo. Quando o ângulo necessário da cobertura do flash não pode conseguir-se através do zoom da cabeça do flash, ele é aumentado com um adaptador incorporado no flash que permite um ângulo mais largo ao ser colocado em frente à cabeça do deste, ou através de um difusor de cúpula.
  • Ângulo de Visão: É a extensão da visão recebida por uma lente. É determinada pela distância focal da lente e pelo formato de filme. Uma lente de 50 mm “padrão” para um filme de 35 mm tem um ângulo da visão igual à diagonal do filme, que é de 70° horizontalmente e de 58° verticalmente. Uma lente tele curta de 135 mm, tem um ângulo reduzido da visão de 29° horizontalmente e de 23° verticalmente.
  • Asférica (Aspherical) (ASP): Uma curva não contínua, não esférica. Refere-se a elementos não-esféricos em lentes projectadas para compensar a distorção, tendo curvas diferentes em elementos individuais. Lentes asféricas tanto podem ser todo o conjunto óptico de uma câmara substituindo a custo e dimensões menores um conjunto de lentes tradicionais, como serem apenas um ou dois dos diversos elementos que compõem uma “lente” mais sofisticada, como as super zoom. A vantagem, neste último caso, está em reduzir a presença de aberrações ópticas sem aumentar o tamanho da lente.Assitente_Iluminacao
  • Assistente de Iluminação: Dispositivo para fornecer iluminação adicional num sujeito onde há escuridão total ou luz escura ou contraste insuficiente para nele executar o Auto Foco. Pode ser regulado para acender-se automaticamente quando necessário.

B

  • B (Bulb): O uso do modo B permite longas exposições de tempo, além das velocidades de obturador normais. Neste modo o obturador permanecerá aberto enquanto o botão do obturador permanecer pressionado.
  • Botão de Previsão de Profundidade de Campo: Quando accionado, ele fecha a abertura de uma lente auto para a exposição seleccionada, permitindo uma vista (escura), da profundidade de campo através do visor.
  • Bracketing: Prática de fazer imagens adicionais que variam a exposição para assegurar a exposição exacta de um dado sujeito; p. ex., adicionalmente expondo “um stop abaixo” e “um stop acima.” Característica automatizada em modelos de câmara recentes.
  • Brilho:O montante de luz reflectida por uma superfície. A intensidade ou montante de luz emitida por uma fonte leve. A luminância de uma cor.
  • Buffer: Área de memória temporária (intermédia) que fornece dados antes dos mesmos serem escritos numa uma área permanente. Em câmaras digitais, a memória onde as imagens são guardadas antes de serem transpostas para o cartão de memória.

C

  • Câmara automática: Incorpora um dispositivo medidor de luz que ajusta automaticamente o diafragma ou o tempo de exposição ou ambos, para garantir uma exposição correcta.
  • Câmara Compacta: Câmara “Point-and-Shoot” (P&S). Conveniente em tamanho, mais pequeno do que uma câmara SLR, a que faltam características avançadas.
  • Câmara escura: Sala ou quarto à prova de luz, onde são processados filmes e papéis fotográficos; o mesmo que quarto escuro.D300s
  • Câmara reflex “SLR”: Câmara de uma só lente (Single Lens Reflex), em que a própria objectiva funciona também como objectiva do visor. Nela há um espelho que reflecte a imagem, através de um prisma para o visor, no nível dos olhos. Ao ser feita a fotografia, o espelho se levanta, momentaneamente, para dar passagem aos raios luminosos que sensibilizarão o filme ou CCD. Nessas câmaras, não há efeito de paralaxe.
  • Câmara semi-automática: Incorpora um exposímetro, também conhecido como fotómetro, para medir a luz que a câmara “vê”. Essa indicação é feita, geralmente, em termos de abertura do diafragma e é usada para o ajuste manual do diafragma (no “f”) da própria câmara.
  • Câmara simples: Aquela em que há pouco ou nada a ajustar. Geralmente, a câmara simples tem apenas uma ou duas aberturas do diafragma (sol e nublado), foco fixo (não há necessidade de ajustar a distância) e uma ou duas velocidades do obturador.
  • Cartão cinza: (em inglês, gray card) para uso em fotografia é usado em conjunto com um fotómetro para obter imagens fotográficas consistentes. Um cartão cinza é um objecto plano com uma cor cinza neutra que reflecte as cores do espectro luminoso de modo plano. O cartão cinza comercializado pela Kodak apresenta uma reflectividade de 18%. A reflectividade de 18% é uma média matemática resultante da reflectividade de 3% para o preto e de 90% para o branco.
  • CCD (Charged Coupled Device): Um dispositivo semicondutor que é usado sobretudo como um sensor óptico e que armazena carga e a transfere em sequência para um ampliador e detector; também chamado CCD, usado em câmaras digitais para capturar uma imagem.
  • CMYK: Acrónimo de Cyan (processamento Blue (Azul)), Magenta (processamento Vermelho), Yellow (Amarelo) e Black (Preto), as cores primárias da tinta usada no processo de impressão profissional ao qual Preto é acrescentado para o acentuar ou para conseguir o verdadeiro Preto. Não deve confundir-se com as cores primárias da luz que são (Red) Vermelho, (Green) Verde e (Blue) Azul (RGB).
  • Compensação de Exposição: modificação deliberada dos parâmetros da exposição recomendada por um fotómetro para obter uma exposição diferente que se ajuste melhor às preferências pessoais, crie efeitos especiais, ou satisfaça certas condições especiais.
  • Compensação de Flash: método para reduzir ou aumentar a produção de luz de um flash para aclarar ou escurecer o seu efeito.
  • Composição: É o arranjo dos elementos de uma fotografia, o assunto principal, primeiro plano, fundo e motivos secundários.
  • Comprimento Focal: A luz proveniente do assunto no infinito chega a lente em forma de raios paralelos, que sofrem refracção na lente e se encontram (focalizam) em um único ponto. O comprimento focal é a distância entre a lente (o seu ponto nodal) e esse ponto.
  • Contexto: A área atrás de um sujeito.
  • Contraste: A diferença evidente em brilho entre as áreas mais claras e mais escuras de uma imagem. Normalmente refere-se à gradação entre preto e branco. Menos valores cinzas são descritos como “alto contraste”. Muitas sombras de cor cinzenta é sinal de baixo de contraste.
  • Cópia de contacto: A que é feita expondo-se o papel fotográfico em contacto directo com o negativo.
  • Cor: é uma percepção visual provocada pela acção de um feixe de fótons sobre células especializadas da retina, que transmitem através de informação pré-processada no nervo óptico, impressões para o sistema nervoso.

A cor de um material é determinada pelas médias de frequência dos pacotes de onda que as suas moléculas constituintes reflectem. Um objecto terá determinada cor se não absorver justamente os raios correspondentes à frequência daquela cor.
Assim, um objecto é vermelho se absorve preferencialmente as frequências fora do vermelho.
A cor é relacionada com os diferentes comprimentos de onda do espectro electromagnético. São percebidas pelas pessoas, em faixa específica (zona do visível), e por alguns animais através dos órgãos de visão, como uma sensação que nos permite diferenciar os objectos do espaço com maior precisão.
Considerando as cores como luz, a cor branca resulta da sobreposição de todas as cores, enquanto o preto é a ausência de luz. Uma luz branca pode ser decomposta em todas as cores (o espectro) por meio de um prisma. Na natureza, esta decomposição origina um arco-íris.

  • Curvas: Uma funcionalidade do Adobe Photoshop que permite ajustar a variedade tonal de uma imagem digitalizada. Desde ajustes básicos em sombras, altas luzes e meios-tons, a ajustes sofisticados em qualquer ponto da imagem dentro de 256 (de 0 a 255) variedades tonais ou ajustes exactos nos canais de cor individuais de uma imagem.
  • Curvatura de Campo: Aberração, nos termos da qual os raios de luz passam através de uma lente, fazendo com que a lente foque num plano curvo em vez de focar num plano direito. Isso faz com que as fotografias fiquem fora de foco (desfocadas).

D

  • Definição: É a clareza ou nitidez (sharpness) nos detalhes e contornos. Depende da dimensão do menor ponto da imagem que pode ser gravado no filme ou no sensor com a objectiva que se está usando.
  • Densidade: É o grau de enegrecimento do negativo (ou da cópia), que determina a quantidade de luz que pode atravessá-lo (ou reflectir dele). Um negativo sobreexposto é mais denso de que um normal ou subexposto. No caso das imagens digitais o conceito aplica-se tal e qual.
  • Diafragma: Outra palavra para abertura. Também pode ser um tipo de obturador.
  • Distância Focal: Distância entre o elemento traseiro da lente e o plano focal. No formato de 35 mm, as lentes com um comprimento focal de aproximadamente 50 mm são chamadas normais (padrão), lentes com aproximadamente 35 mm ou menos chamadas grande angular, e as lentes com um comprimento focal de mais de aproximadamente 70 mm são chamadas lentes telefotográficas.
  • Distorção: Aberração de acordo com a qual as linhas rectas não são processadas de forma perfeitamente recta numa fotografia. Existem dois tipos de distorção:

Distorção em barril (barrel):
Na “distorção de barril”, a ampliação da imagem diminui com a distância ao eixo óptico. O efeito aparente é a de uma imagem que foi mapeada em torno de uma esfera. As Lentes Olho de Peixe, que podem fotografar vistas hemisféricas, utilizam este tipo de distorção como uma forma de mapear um objecto infinitamente grande numa área de imagem finita.
Distorção Pincushion:
Na “distorção pincushion”, a ampliação da imagem aumenta com a distância ao eixo óptico. O efeito visível é que as linhas que não passam pelo centro da imagem são curvadas para dentro, em direcção ao centro da imagem. Na fotografia, esta aberração é muitas vezes visto em lentes mais antigas ou teleobjectivas de baixa qualidade.

  • DPI (Dots per Inch) Pontos por polegada: Aplicável à resolução de uma impressora; o número de pontos que pode imprimir por polegada. Erroneamente também é aplicado para scanners e câmaras digitais em vez de PPI (Pixels Per Inch), pixéis por polegada, como se um ponto fosse equivalente a um pixel. Quanto maior o número, maior a resolução.

E

  • Emulsão: Camada fina de material sensível à luz (geralmente constituído de sais de prata cristalizados, suspensos em gelatina) na qual se forma a imagem, nos filmes e papéis fotográficos.
  • Exposição: Obter uma imagem fotográfica significa expor material fotossensível à luz. Essa é a exposição que ocorre dentro da câmara fotográfica. E de acordo com a sensibilidade do material usado só uma determinada quantidade de luz deve entrar na câmara: determinar a exposição é então encontrar uma combinação de abertura e velocidade de obturação para que a fotografia não fique nem tão clara, nem tão escura. Muitos escritores comparam exposição correcta de um filme fotográfico a uma jarra cheia d’água. A quantidade de água que cabe na jarra será sempre a mesma, mas você pode encher a jarra gota a gota ou de uma só vez. Ou seja, a abertura de lente faz as vezes da torneira d’água, ela determina a quantidade que passa. E o obturador é o equivalente ao tempo necessário de torneira aberta para que a jarra fique cheia. A escolha dessa combinação de abertura e obturador deve ser em função da leitura de um fotómetro, do EI escolhido para o filme, das condições de luz e contraste e da visualização da imagem final.

F

  • Falta de nitidez (Blur): Desfocado. Causado por movimento excessivo da câmara, uma lente zoom ou pelo sujeito. Também, luz com excessivos raios UV (ultravioleta) causa uma neblina azulada e a perda da definição em objectos distantes, especialmente no filme a Preto e Branco. A falta de clareza é muitas vezes intencional na fotografia criativa para transmitir a sensação do movimento.
  • Filme de dia (Daylight-Type): Um filme concebido para processar um balanço de cor correcto, natural, quando exposto à luz do dia.
  • Filme Pan ou Pancromático: Filme sensível a todas as cores do espectro para gravar imagens em preto-e-branco com aproximadamente a mesma gama de tonalidades do olho humano.
  • Filtros fotográficos: Um filtro fotográfico é um acessório de câmara fotográfica ou de vídeo que possibilita o manejo de cores e/ou a obtenção de efeitos de luz pela sua inserção no caminho ótico da imagem.

Os filtros são de gelatina, plástico, vidro ou cristal, na maioria das vezes montadas em anéis enroscáveis na objectiva, ou em anéis elásticos para montar no cilindro liso da objectiva. Filtros circulares são mais comuns, mas uma gama de filtros mais ampla, de dezenas de filtros, é disponibilizada em formato quadrado, para serem encaixados em magazines de porta-filtros “universais”.
A finalidade básica dos filtros fotográficos é a de filtrar a luz adequando-a às características do filme ou sensor de imagem.
Algumas, poucas situações, exigem o emprego do filtro:

  1. fotografia a altas altitudes (dois mil metros ou mais);
  2. fotografia à sombra tirada ao meio-dia;
  3. fotografia à contra-luz com sol baixo;
  4. presença de reflexos indesejáveis (na superfície da água, de uma vitrina).

A presença de luz mista às vezes é inevitável ou até mesmo necessária. Nesta situação os estúdios fotográficos, ou de cinema e TV fazem uso de filtros de gelatina em folhas para aplicar, não na direcção da câmara, mas na direcção da fonte de luz, como em janelas e reflectores de luz.
Para fotógrafos exigentes, o efeito de um filtro varia de conforme a objectiva utilizada, ou de acordo com o modelo da câmara, no caso de câmaras compactas. Além disso, nem sempre o emprego do filtro leva a resultados sensivelmente melhores, sendo necessário tirar uma foto com filtro e outra sem filtro para notar a diferença.
Tanto para fotógrafos profissionais como para amadores exigentes, o filtro fotográfico é considerado útil para protecção do equipamento, evitando danos à lente da objectiva.
Os filtros na fotografia analógica e digital
As câmaras fotográficas digitais de preço mais elevado podem usar todos os filtros utilizados por câmaras analógicas sem o uso de adaptadores especiais. Já as câmaras digitais compactas (mais económicas) dispõem de algoritmos que simulam filtros de correcção e outros filtros como o sépia e o difusor, e não facilitam o uso de filtros reais (ópticos).
As câmaras compactas, com raras excepções, não têm rosca na objectiva para montagem de filtros enroscáveis, além disso, as objectivas são retrácteis, não admitindo a montagem de filtros elásticos.
Como as câmaras analógicas mais populares, que não dispõem de objectivas receptivas a filtros, as câmaras digitais também podem fazer uso de filtros menos comuns, através da montagem de um magazine para filtros roscado na base da câmara.
Usos de filtros em fotografia:
Filtros fotográficos podem ser classificados pelos seus usos:

  1. Transparente e Ultravioleta
  2. Correcção de Cor
  3. Subtracção de Cor
  4. Aumento de Contraste
  5. Infravermelho
  6. Densidade Neutra
  7. Polarizador
  8. Efeitos Especiais, de vários tipos, incluindo:
  9. Gradientes
  10. Suavização
  11. Tonalidade Sépia
  12. Transparente e ultravioleta

Filtros de cristal transparente exclusivamente para protecção de lentes são raros. A maioria dos fotógrafos prefere utilizar filtros UV e Skylights para esta finalidade por agregarem valor à fotografia, mesmo que estes valores sejam imperceptíveis.
Os filtros UV bloqueiam a passagem de luz ultravioleta invisível para evitar que a ela afecte o filme ou sensor de imagem que não são insensíveis a este tipo de radiação. O filtro é usado onde a radiação UV está mais presente, ou seja, em regiões equatoriais, a grandes altitudes.
Os filtros UV são preferidos para efeito de protecção da objectiva da câmara por serem mais neutros em relação às cores que os filtros Skylight.
Já os filtros Skylight têm cor levemente rosada, são filtros UV que se usam para neutralizar os efeitos dos raios UV que tendem a estender o tom azulado sobre áreas de sombra à luz do dia plena. Os filtros Skylight costumam combinar funções de filtro UV, filtro de azul e filtro de difusão.
Correcção de cor
Os filtros de conversão (um tipo de filtro de correcção de cor) foram muito usados para fotografar com luz natural ou com luz artificial sem trocar o filme por outro mais adequado a esta ou aquela condição de luz específica. Filtros de cor azul (série 80 da Kodak wratten) eram usados para converter luz artificial em luz adequada para filmes do tipo Daylight e, vice-versa, filtros de cor âmbar (série 85) eram usados para tornar a luz natural adequada para filmes tipo Tungsténio.
Embora seja comum às câmaras fotográficas compactas terem pre-sets para diversas condições de luz, somente algumas câmaras de filmar traziam filtros de conversão embutidos na própria câmara.
Pequenas diferenças entre temperaturas de cor de lâmpadas photoflood. A e lâmpadas photoflood B (3400 K e 3200 K respectivamente) são possíveis de ser corrigidas em câmaras digitais de preço mais elevado. Já as câmaras compactas podem tirar proveito dos chamados de filtros de compensação. Ao fotografar utilizando lâmpadas photoflood. A com câmara compacta configurada para Tungsténio obtém-se melhor balanço de cores utilizando-se um filtro de cor âmbar 81A. Frequentemente, a utilização de filtro azul 82A ou 82B resulta em fotos com cores mais equilibradas ao fotografar em ambiente iluminado com lâmpadas incandescentes comuns do que com a câmara simplesmente ajustada para Tungsténio.
Tradicionalmente fotógrafos profissionais usavam kits de filtros de correcção de cor CMY conhecidos como filtro CC, idênticas àquelas que eram usadas em laboratório fotográfico, para neutralizar dominância de cores diferentes daqueles provocada por lâmpadas incandescentes. Esses filtros continuam sendo úteis para filmagens.
Filtros de contraste
Os filtros de contraste diferem dos filtros de densidade por serem coloridos. Têm graduação que vai de 0 a 5. São usados para controlar o contraste relativo dos tons cinza com base na avaliação dos efeitos do filtro colorido sobre cores assemelhadas, diferentes e antagónicas que compõe o quadro. Assim, os filtros podem ser aplicados para aumentar o contraste ou, ao contrário, para suavizar o contraste de tons.
A manipulação dos contrastes de tons é bastante facilitada por editores gráficos em que se pode simular a aplicação de filtros de contraste para obter bons resultados por tentativa e erro.
Em fotografias que incluem a fonte de iluminação geralmente apresentam excesso de contraste que deve (ou só pode) ser corrigida previamente com filtro adequado.
Infravermelho
O filtro infravermelho é aplicado à objectiva da câmara carregada com filme conhecido como infrared para obter imagens em preto-e-branco geradas exclusivamente pela radiação infravermelha.
Câmaras digitais que usam um sensor de imagem no lugar de um filme também se prestam a este tipo de fotografia. Os sensores de imagens da maioria das câmaras digitais de fotografia e de vídeo são sensíveis a radiações infravermelhas (IR) como os filmes infrared, que são sensíveis ao IR sem serem exclusivamente sensíveis a eles.
Em algumas câmaras digitais, a sensibilidade aos raios UV (ultravioleta) e aos IR (infravermelho) é neutralizada por filtros de bloqueio UV/IR, mas outras câmaras como a Finepix IS-1 da Fujifilm admitem o desbloqueio do filtro UVIR, o que as torna sensíveis aos UV e IR. Estas câmaras são próprias para a fotografia infravermelha com a adição dos tradicionais filtros infrared.
A radiação infravermelha, sendo invisível, não tem cor associada a ela. Nos filmes infrared a cores a radiação infravermelha é tornada visível em cores avermelhadas. Algumas câmaras digitais da Sony manipulam a radiação infravermelha e representam a radiação infravermelha em tons esverdeados, como em alguns dispositivos militares monocromáticos de visão nocturna.
Densidade neutra (ND)
O filtro de densidade neutra provoca uma redução uniforme da quantidade de luz que incide sobre o filme ou sensor de imagem. Usa-se geralmente para reduzir o valor de exposição (EV) com o propósito de obter combinações de abertura de diafragma e velocidade de obturação mais adequadas para a foto. Por exemplo, para obter um fundo desfocado que dê melhor destaque aos objectos situados no plano em foco.
Encontram-se comummente filtros ND em densidade 2X, 4X e 8X que baixam o valor de exposição em um, dois ou três pontos.
Polarizador
Os filtros polarizadores, ou polaróides, são usados para eliminar brilhos e reflexos indesejáveis como as imagens reflectidas nas vidraças das janelas ou nas vitrinas que atrapalham a visão do seu interior porém não tira o reflexo de metais.
Há dois tipos de filtros polarizadores: o linear e o circular. O filtro polarizador linear é ajustável, dando ao fotógrafo a possibilidade de controlar o grau de efeito desejado. O polaróide circular é fixo, não oferece a possibilidade de controlar o efeito, mas pode ser usado em câmaras de filmar ou na fotografia de acção.
Balanço de cores
Os filtros para balanceamento de cores têm seu campo de aplicação na fotografia digital profissional ou avançada para realizar um ajuste prévio e preciso do balanço do branco em função da iluminação que incide sobre o cenário.
O filtro vai montado na câmara digital que é apontada para a fonte de iluminação para que efectue as compensações necessárias à neutralização das diferenças de cor entre a fonte de iluminação e o branco de referência da câmara.
O filtro difunde a luz incidente para efeito de balanceamento de cores, mas pode também ter uma transmitância controlada para 18% para servir à fixação do valor de exposição (EV) pelo método da luz incidente.

  • Flash Range (Alcance do Flash): a variedade de distâncias dentro das quais um flash é capaz de produzir sujeitos bem iluminados, para uma exposição adequada. O alcance do flash depende tanto da capacidade máxima como da capacidade mínima de produção de luz por parte do flash e da abertura seleccionada, ou automaticamente ou manualmente, por seu lado afectada pela velocidade de ISO usada.
  • Flash: É um aparelho que emite uma luz intensa durante um curto espaço de tempo. No séc. XIX usava-se um pequeno receptáculo com pó de magnésio, que é combustível e causa uma luz branca intensa ao queimar. Já no século XX foram criadas as lâmpadas conhecidas como flash bulbs. Essas lâmpadas dispunham de um filamento que queimava para gerar luz, e serviam para um flash apenas. Na década de 1930, Harold “Doc” Edgerton inventou o flash electrónico e também a estroboscopia.
  • Foco Fixo: Diz-se da câmara em que não há possibilidade de ajuste da distância entre a objectiva e o assunto.
  • Fole: Parte flexível da câmara que une a objectiva ao corpo da câmara e serve para afastar ou aproximar a lente do plano focal. Por exemplo em câmaras de grande formato.
  • Fotografia: Técnica de gravação por meios mecânicos e químicos ou digitais, de uma imagem numa camada de material sensível à exposição luminosa, designada como o seu suporte. A palavra deriva das palavras gregas fós (”luz”), e grafis (”estilo”, “pincel”) ou grafê, significando “desenhar com luz” ou “representação por meio de linhas”, “desenhar”.
  • Fotómetro ou Exposímetro: Instrumento dotado de célula fotossensível empregado para medir a intensidade da luz que é reflectida por um objecto. É usado para determinar a exposição correcta para obter uma boa fotografia.
  • Fundo: O contexto de um estúdio, normalmente feito de tecido ou papel.

fundoTamanho e posição do fundo:
Em geral, os fotógrafos gostam de ter duas vezes a distância tanto entre o fundo e o sujeito, como entre a câmara e o sujeito. Isto significa que o fundo, portanto, deve ter, pelo menos, 3x as dimensões do sujeito, preferivelmente 4x, porque a distância da câmara ao fundo é 3x a distância do modelo à câmara.
O mesmo é verdadeiro para a altura do fundo, em relação à altura do sujeito.
No diagrama a é a largura do sujeito, e b é a distância da câmara ao sujeito. Por isso, a largura do fundo deve ser pelo menos 3a, porque a distância da câmara até ao fundo é 3b.

G

  • Gama (Gamma): Os valores produzidos por um monitor a preto a branco não são lineares. Se fizermos um gráfico dos valores, verificaremos que eles formam uma curva, não uma linha recta. A gama define a inclinação daquela curva, a meio caminho entre preto e branco. O ajuste de gama compensa a reprodução tonal não linear de dispositivos de produção, tais como monitores de tubos. A Gama Cinza 1.8 corresponde à escala de cinzas, por defeito, dos computadores Mac OS. A Gama Cinza 2.2 corresponde à escala de cinzas, por defeito, dos computadores que usam o Windows.
  • Gama Dinâmica (Dynamic Range): Os fotógrafos usam a gama dinâmica para a gama de luminância de uma cena a ser fotografada, ou os limites da amplitude da luminância que uma dada câmara digital ou película pode capturar; ou o intervalo da opacidade das imagens de filmes revelados; ou o intervalo de reflectividade das imagens em papéis fotográficos.

A gama dinâmica, é o intervalo de níveis de brilho que pode ser captado pelo sensor de uma câmera. É normalmente expressa em EV, embora livros mais antigos, muitas vezes se refiram a isso como “stops”. Quando se discute a gama dinâmica dos digitalizadores é geralmente descrita em termos de densidade, onde 0 é branco puro, e 4 é preto puro. O intervalo dinâmico de um digitalizador é, portanto, Dmáx menos Dmin.
A gama dinâmica depende do tipo de sensor e do ISO. O filme é geralmente considerado ter um intervalo útil de 7 EV, apesar de, sob condições controladas de estúdio, poder conseguir-se uma faixa de 10 EV com slide e com um negativo poderem capturar-se 13 EV. Na prática, contudo, é difícil transferir um valor superior a 11 EV para uma impressão.
O olho humano é capaz de atingir uma gama dinâmica de 30 EV, embora não na mesma cena;
Um monitor LCD pode exibir geralmente cerca de 10 EV;
O papel comum normalmente é capaz de mostrar 6-7 EV, dependendo do tipo de papel.

  • Gama Tonal (Gamut): Variedade total de cores produzidas por um dispositivo. Diz-se que uma cor está “fora da gama” quando a sua posição no espaço de cor de um determinado dispositivo, não pode ser diretamente reproduzida no espaço de cor de outro dispositivo. Por exemplo, a variedade total de cores que podem ser reproduzidas com tinta em papel revestido, é maior do que as que podem ser reproduzidas em papel de jornal. Portanto, diz-se que a gama total do papel de jornal é mais pequena do que a gama papel revestido. Uma gama CMYK típica é geralmente mais pequena do que uma gama RGB típica. A gama mais apropriada da exposição para monitores e Internet é sRGB.
  • Grande Angular: Objectiva capaz de incluir no negativo área maior que a coberta pela objectiva normal.
  • Granulação: Tamanho dos cristais da emulsão dos filmes ou papéis fotográficos. A granulação aumenta quanto maior for a sensibilidade do filme e também com o tamanho da ampliação do negativo.

I

  • Iluminação Traseira: Luz que vem por detrás do sujeito da foto. Pode causar subexposição do sujeito principal usando sistemas de autoexposição. Situação que se presta ao uso de flash de enchimento ou medição pontual.
  • ISO: A International Organization for Standardization (ISO) (Organização Internacional da Padronização), baseada em Genebra, é uma federação mundial de corpos de padrões nacionais de mais de 150 países, um de cada país. A ISO é uma organização não governamental estabelecida em 1946. A missão da ISO é promover o desenvolvimento de padronização e actividades relacionadas no mundo, com a intenção de facilitar a troca internacional de mercadorias e serviços, e à cooperação que se desenvolve nas esferas de actividade intelectual, científica, tecnológica e económica. O trabalho da ISO resulta em acordos internacionais, que são publicados como Padrões Internacionais. “ISO” não é um acrónimo. É uma palavra, conseguida do isos grego, significando “igual”, que é a raiz etimológica do prefixo “iso-” que ocorre em um anfitrião de termos, como “isométrico” (de medida igual ou dimensões) e “isonomy” (a igualdade de leis, ou das pessoas perante a lei). Aplicado a filme fotográfico ou sensores digitais, ele refere-se à sua velocidade ou sensibilidade em conjunto com um número, como ISO 100, duas vezes mais “rápido” do que um ISO 50.

L

  • Lente Convertível: Lente de multi-partes. As partes reúnem-se ou desmontam-se para formar comprimentos focais diferentes.
  • Lentes Tipo D: Designação utilizada pela Nikon Corporation para identificar uma lente Nikkor que fornece informação da distância ao sujeito às câmeras Nikon AF, muito útil para medições ultra-precisas em TTL e Balanced flash TTL. Lentes AF com um chip D. As lentes-G Nikkor são lentes Tipo-D também.luminancia
  • Luminância: Medida da densidade da intensidade de uma luz reflectida numa dada direcção, cuja unidade SI é a candela por metro quadrado (cd/m2). Descreve a quantidade de luz que atravessa ou é emitida de uma superfície em questão, e decai segundo um ângulo sólido.

Observando parte uma superfície iluminada, a intensidade luminosa reflectida por uma superfície dividida pela área visível para os olhos denomina-se luminância.
Pode ser descrita com a seguinte equação:

luminancia_equacao

Onde:
LV é a luminância, medida em candelas /metro2.
F é o fluxo luminoso, em lumens.
dS é o elemento de superfície considerado, em metros2.
d? é o elemento de ângulo sólido, em estereorradianos.
? é o ângulo entre a normal da superfície e a direcção considerada.
Os raios luminosos de uma fonte de luz não podem ser vistos; é a sensação de claridade que essa superfície produz nos olhos que é transmitida ao cérebro. Por causa da sensibilidade dos receptores da retina, a sensibilidade do olho humano não é a mesma para todo o espectro electromagnético de cores. Estende-se do vermelho (780 mm) ao violeta (400 mm) com o verde-amarelado no centro. Por esse motivo, o verde-amarelado é a cor mais representativa do espectro luminoso. Já que os objectos possuem diferentes capacidades de reflexão da luz, pode-se obter diferentes luminâncias de uma mesma iluminância.
Os monitores e as placas de tratamento da imagem controlam a luminância e a crominância.

  • Luminosidade: A maior abertura de diafragma (no “f” menor) permitida por uma determinada objectiva.
  • Luz Reflectida: A luz que atinge uma superfície reflectora (uma parede, um tecto, um guarda-chuva de estúdio, um cartão) para iluminar um sujeito com luz mais suave, reduzindo sombras ásperas. A cor da superfície reflectora determinará a cor da luz que iluminará no sujeito.

M

  • Mapa de bits: Uma tabela de dados binários que representam uma imagem pixel por pixel (bit-maped) ou exposição; também a imagem ou própria exposição.
  • Medição da Luz: Os “metering modes” das máquinas fotográficas reflex são modos de medição de luz em que, dependendo dos mesmos, o fotómetro da máquina fotográfica faz diferentes leituras da luz ambiente. Compreender como funcionam, ajudam-nos a saber como a máquina “vê” os tons numa composição e como podemos alterá-los para obter exposições correctas. Normalmente, as máquinas fotográficas reflex oferecem quatro modos de medição de luz, são eles o Matricial, Parcial, Ponderado ao Centro e Pontual.
  • Medição Pontual (Spot Metering): faz a leitura junto ao ponto de focagem que seleccionamos e é usada uma área de 5% em torno desse ponto para medição da luz, este tipo de medição é muito eficaz quando queremos dar predominância a um determinado motivo da cena.
  • Medição Parcial (Partial Metering): é basicamente igual ao modo de medição pontual, apenas com a diferença do tamanho da área lida, que neste caso ronda os 15% em torno do ponto de focagem, é um tipo de medição útil para, por exemplo, fotos com grupos grandes de pessoas, em que estas estão aglomeradas na parte central da cena.
  • Medição Ponderada ao Centro (Center-weighted average metering): é igual à anterior mas neste caso é dada prioridade à luz que incide no centro, o fotómetro vai utilizar entre 60 a 80% da informação de luz que incide directamente na área central para calcular a exposição, é ideal para retratos ou planos fechados de objectos.
  • Medição Matricial (Multi-zone or Evaluative Metering): faz a leitura da generalidade da cena, é o mais utilizado e o mais fiável na maioria das situações, no entanto é de referir que em algumas cenas, nas quais possam existir grandes áreas de sombra ou luz intensa este modo de medição pode falhar levando a máquina fotográfica a subexpor ou sobreexpor a fotografia.

N

  • Negativo Fraco: Aquele que foi subexposto, pouco revelado ou ambos; o negativo fraco tem menor densidade que o negativo normal.
  • Negativo: Filme processado que apresenta uma imagem negativa da imagem do original. As partes claras do original aparecem escuras no negativo, e as partes escuras aparecem claras. Os negativos são usados para fazer cópias e ampliações.
  • Número “f”: O mesmo que abertura do diafragma. Escala usada para exprimir a área relativa da abertura de uma lente, simplesmente o resultado resultante da divisão da distância focal de uma lente, pela abertura efectiva da lente (o tamanho do diafragma visto pela frente da lente). O número-f aumenta por múltiplos da raiz quadrada de 2, ou 1.4142, de 1.0, 1.4, 2.8, 4, 5.6, 8, 11 e assim por diante, permitindo cada um deixar passar metade da luz da abertura abaixo e duas vezes a luz da abertura acima na escala.
  • Número Guia: A capacidade de um flash é medida pelo chamado número guia, ou em inglês guide number, resultado do produto entre a distância entre a objectiva e o assunto fotografado e a abertura necessária para correcta exposição com o flash operando na sua potência plena. Por exemplo, se um flash na sua potência total permite fotografar um objecto a 10m com abertura 4.0, teremos: número guia = 4.0 × 10 = 40.

O

  • Objectiva AF-I: Lentes com Auto Focus Incorporado. Introduzido em 1992, o motor AF é integrado dentro da própria lente e não no corpo de câmara, tornando a autofocagem mais rápida, em grandes lentes tele de alta qualidade. As primeiras foram de 300 mm f/2.8 e 600 mm f/4, ambas EDITOR D SE AF-I. Estas lentes foram os predecessores das versões do tipo AF-S.
  • Objectiva de Aproximação (Lente Macro): Lente simples que é colocada diante da objectiva para fazer fotos com distância menor do que a normalmente permitida pela objectiva.
  • Objectiva Luminizada: É a objectiva coberta por uma camada de material transparente, destinada a reduzir a quantidade de luz reflectida pela lente.
  • Objectiva Zoom: Objectiva em que se pode variar a distância focal.
  • Objectiva: Componente óptico da câmara para captar e focalizar os raios luminosos de forma a produzir uma imagem nítida no filme.
  • Objectivas AF-I: Lentes com Auto Focus Incorporado. Introduzido em 1992, o motor AF é integrado dentro da própria lente e não no corpo de câmara, tornando a autofocagem mais rápida, em grandes lentes tele de alta qualidade. As primeiras foram de 300 mm f/2.8 e 600 mm f/4, ambas EDITOR D SE AF-I. Estas lentes foram os predecessores das versões do tipo AF-S.
  • Obturador Central: É aquele que opera entre dois elementos da objectiva.
  • Obturador de Cortina: Funciona como uma cortina e se localiza à frente do filme, permitindo que a luz, através de uma fenda, incida sobre ele.
  • Obturador de Plano Focal: Obturador posicionado imediatamente em frente ao filme. Também conhecido como “cortina”.
  • Obturador: Uma cortina, lâminas ou outro tipo de cobertura móvel, para controlar o tempo da incidência da luz sobre o filme.

P

  • Panning: Acto de seguir um objeto em movimento com a câmara ao mesmo tempo que liberta o obturador. Consiste no movimento horizontal da câmara, na mesma direção e velocidade do assunto que se move Foto: Arlindo Pintoe que se deseja fotografar ficando o fundo “arrastado”,  mas mantendo nítido o objecto que se move. É uma técnica que exige alguma paciência e é tanto mais fácil de usar quanto mais rápido a focar for o conjunto câmara/objectiva. Para obter este tipo de efeito devemos usar velocidades de obturação baixas, geralmente entre 1/60 – 1/30seg., podendo inclusive esses valores serem um pouco mais amplos e conseguindo-se idênticos resultados com valores entre os 1/125seg. e os 1/15seg. consoante a velocidade do que pretendemos fotografar seja bastante rápida, ou pelo contrário, bastante lenta. O efeito do desfoque será tanto maior quanto menor for a velocidade de obturação. A dificuldade desta técnica consiste na capacidade de, a velocidades de obturação tão baixas, conseguir manter mais ou menos definido o objecto fotografado. O termo panning  deriva de  panorama, uma palavra originalmente usada em 1787 por Robert Barker para descrever a acção de uma máquina que enrolava ou desenrolava uma longa pintura horizontal para dar a impressão de que a cena estava a passar. Barker também inventou o ciclorama no qual uma grande pintura circunda a audiência.
  • Paralaxe: É a diferença de ângulo entre o campo de visão da objectiva e do visor. O ângulo percebido através do visor é diferente do ângulo “visto” pela objectiva.
  • P-C (Ponderada ao Centro) Flash de Enchimento [C-W (Center-Weighted) Fill-Flash]: Técnica de Flash de Enchimento que usa a medição ponderada ao centro, recomendada para controlar a luz ambiente para um sujeito colocado no centro da moldura. Uma tecnologia pioneira da Nikon, através da qual o pedido de disparo feito ao flash é baseado numa exposição equilibrada entre a luz ambiente que rodeia o sujeito e a luz fornecida pelo flash sem tornar este último perceptível. O controlo preciso da exposição é alcançado realizando a leitura da luz em áreas de brilho diferentes e fazendo escolha desejada, através da compensação em EV na câmara e/ou no flash.
  • Positivo: Imagem em uma cópia ou transparência. Tem as mesmas relações de tonalidades que as da cena original.
  • Prioridade à Abertura: Prioridade à Abertura Auto Exposição, (modo A) quando o usuário estabelece a abertura e a câmara estabelece a velocidade de obturação mais apropriada. Usado sobretudo quando se quer ter um controlo exacto da profundidade de campo. Uma vez que a decisão sobre a exposição não é inteiramente deixada ao computador de bordo da câmara, isto menciona-se como um modo semi-automático.
  • Profundidade de Campo [Depth of Field (DOF)]: A distância entre os pontos mais próximos e mais distantes que estão em foco. Isto também pode ser identificado como a zona de nitidez aceitável à frente e atrás do assunto em que a lente está focada. A “DOF” varia de acordo com inúmeros fatores, como o comprimento focal da lente, abertura, distância de disparo, etc.

Q

  • Quarto Escuro: O mesmo que câmara escura.
  • Queimar (Burning): Parte de uma foto que se escurece selectivamente, seja na impressão tradicional, seja com um programa de edição de imagem.

S

  • Sensibilidade: É a propriedade da emulsão fotográfica em gravar a imagem em maior ou menor tempo de exposição. É representada por números (como 25, 64, 100, 125, 200, 400 etc.). Esse número, indicativo da sensibilidade do filme fotográfico, segundo padrões ISO (International Standards Organization), é utilizado no ajuste dos exposímetros (fotómetros). Quanto maior esse número, maior será a sensibilidade do filme.
  • Sensor AF: O sensor usado para detectar foco em câmaras equipadas com a operação de autofoco.
  • Slide: Transparência fotográfica geralmente  a cores, montada em molduras para projecção. Imagem fotográfica gravada no filme que pode ser vista ou projectada (luz que atravessa o filme).
  • Sobreexposição: Condição que se nota quando um filme é atingido por quantidade excessiva de luz, produzindo negativos muito escuros e, consequentemente, cópias muito brancas. A sobreexposição em transparências ou slides deixa-os muito claros.
  • Subexposição: Condição que se nota quando um negativo é atingido por pequena quantidade de luz produzindo negativos claros e, como consequência, cópias e ampliações muito escuras. A subexposição em slides torna-os muito escuros.

T

  • Telémetro: Dispositivo óptico para medir distâncias. Hoje, na maioria das câmaras, esse dispositivo é conjugado com a objectiva, de forma a possibilitar a focalização perfeita do assunto.
  • Teleobjectiva: Uma objectiva que faz a imagem aparecer maior no filme, dando a impressão de que o assunto está mais próximo da câmara do que na realidade.
  • Temperatura de Cor: A definição de Temperatura de cor está baseada na relação entre a temperatura de um material hipotético e estandardizada conhecido por corpo negro radiador, e a distribuição de energia da sua luz emitida à medida que a temperatura deste corpo negro é elevada do zero absoluto até temperaturas cada vez mais elevadas. Expressa a aparência de cor da luz emitida pela fonte de luz. A sua unidade de medida é o Kelvin (K). Quanto mais alta a temperatura de cor, mais clara é a tonalidade de cor da luz. Quando falamos em luz quente ou fria, não estamos a referir-nos ao calor físico da lâmpada, mas sim à tonalidade de cor que ela apresenta ao ambiente. Luz com tonalidade de cor mais suave torna-se mais aconchegante e relaxante, luz mais clara mais estimulante. A temperatura de cor é uma analogia entre a cor da luz emitida por um corpo negro aquecido até a temperatura especificada em Kelvin e a cor que estamos comparando.

Ex: uma lâmpada de temperatura de cor de 2.700 K tem tonalidade suave, já uma outra de 6.500 K tem tonalidade clara. O ideal em uma residência é variar entre 2.700 K e 5.000 K, conforme o ambiente a ser iluminado.
Medida em graus de Kelvin (K), é importante para fotógrafos entenderem como a luz muda e o filme a “grava” e como filtrá-la para ajustar ao filme em uso. Na fotografia digital as conversões/ajustes da luz podem ser feitas através do software. A luz média do meio-dia média tem uma temperatura de cor de 5500 KB. Uma lâmpada comum de tungsténio de nossas casas tem uma temperatura de cor de 2800 KB. As lâmpadas de estúdio de tungsténio 3200 KB e as lâmpadas de foto ou photofloods 3400 KB.

V

  • Valor de Exposição (EV-Exposure Value): Um número que representa uma combinação de velocidades de obturador e aberturas de lente equivalentes para a mesma exposição, considerando o luminosidade de uma cena. A ISO 100, 0 representa (f/1.0 a 1 segundo); 1 = (f/1.4 a 1 segundo) ou (f/1.0 a ½ segundo); 2 = (f/2.0 a 1 segundo) ou (f/1.4 a 1/2 segundo) ou (f/1.0 a ¼ de segundo) e assim por diante. Para uma abertura fixa, como o EV aumenta 1, a velocidade do obturador aumenta um passo; para velocidades de obturador fixas, como o EV aumenta 1, a abertura reduz um f/stop. As exposições longas têm EV negativos.
  • Vista de perto (Close-up): Fotografia, vídeo ou filme realizados à “queima-roupa” preenchendo a totalidade da moldura. As proporções de ampliação de uma vista de perto tipicamente variam de 1:10 a 1:1 (tamanho natural).

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Fontes: Wikipédia, Nikonians Photo Glossary, Paulo Freire|Fotografia