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Pop Dell'ArtePOP DELL’ARTE + CORSAGE, 15.07.2010@Musicbox

Honestidade acima de tudo: nunca fui grande fã dos POP DELL’ARTE! De CORSAGE nem nunca havia ouvido falar. Contudo, algo me chamou ao Musicbox naquela quinta-feira.
Há muitos anos que não via o João Peste. As recordações que tenho do João são as dos convívios universitários entre finais dos 70 e inícios dos 80. Os da Faculdade de Farmácia (as melhores miúdas), de Direito e, claro, do ISCTE, onde o João andava. Divertimo-nos imenso. Éramos um grupo de amigos chegado. Etilizávamo-nos e ouvíamos música. Dançávamos e galávamos as miúdas! Depois íamos aos bolos da Praça do Chile. Isto foi há quase 30 anos!
No final do caminho universitário cada um tomou o seu rumo e muitos nunca mais se viram. O João trilhou o seu caminho na música e nós outros nas empresas e no Estado. A música dos POP DELL’ARTE foi sempre diferente, complexa, difícil! Isso não causou nunca qualquer receio ou problemas de entendimento, era apenas uma área que nunca quis explorar.Corsage
No dia 15, quando vi o João entrar não o reconheci. Já não é o rapaz de cabelo encaracolado e de bochecha farta que conheci. Ele a mim muito menos me reconheceria, eu que não ando nas bocas do mundo como os POP andam há 25 anos.
Foram ao Musicbox lançar o seu mais recente (14 de Junho 2010) “Contra Mundum”. O mais interessante foi eu ter adorado o concerto… E sobre isso nada mais há a dizer. Foram, se não me engano, 22 ou 23 canções que atulharam os ouvidos de uma sala que se acotovelava para ver os POP DELL’ARTE.
Abriram para os POP os CORSAGE. Já venceram prémios em Espanha e fazem um pop bem melódico de que gostei bastante. Que isto não pareça mal, mas lembravam-me os THINDERSTICKS e os  SMITHS (a mim as bandas recordam-se sempre outros grupos que nem têm nada a ver… às vezes). Têm um disco a rolar por aí com o nome “Finito L’Amore”.
Bom, ficam as fotos. Basta clicar em cada uma delas e aceder a um mundo de imagens!
See ya!

PS: Fica aqui o tema com que os POP DELL’ARTE terminaram o seu “gig”: uma “cover” de Twenty Century Boy dos T REX:

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cartaz meda+FESTIVAL MÊDA+, mas muito mais!

O fim-de-semana passado viu nascer na cidade de Meda, ali para o distrito da Guarda, um novo festival dedicado aos jovens, à música que por cá se faz e também aos que gostam de dar um pezinho de dança ao som de algo mais popular.
A notícia tive-a via Facebook, a rede social mais na berra no momento, o que a mim me deixou surpreendido. Não que a noticia viesse via Facebook, mas sim porque a noticia era oriunda da minha terra adoptiva, local onde há largos anos nada se passava que me interessasse sobremaneira, salvo um repouso bem bebido durante as férias. Ao que parece os ventos que sopra para aqueles lados mudaram de rumo e isto ainda que durante o festival não corresse uma aragem sequer… Fiquei de orelhas em pé, qual coelho acabado de sair da toca perscrutando o horizonte. E porquê vos digo já: do cartaz constavam jovens bandas portuguesas da área do pop, rock, blues rock e punk ska rock (este inventei eu agora – olá R12) algumas das quais bem conhecia e houvera em tempos fotografado e de quem gostava e gosto particularmente. Os NERVO e o seu disco “Tripas Coração” rodam insistentemente cá por casa e é um disco de se lhe tirar o boné (oh Paulo tira o boné sff). Os d3ö idem! Sabia de antemão que R12, NERVO e d3ö iriam arrasar naquelas terras da Beira Alta. Por isso não pensei muito antes de me decidir a ir até lá bater umas chapas. A culpa aqui não morre solteira e é toda da Associação Juvenil “Meda+” e da Junta de Freguesia de Meda que uniram esforços para levar à sua cidade muitos e bons nomes da música moderna portuguesa, se quiserem chamar-lhe assim. De JOÃO SÓ e OS ABANDONADOS só o nome e relativamente aos DOGMA confesso que apenas os conhecia do Myspace. Um homem também não pode saber tudo e ver tudo, pá…
Bom, vamos aos que interessa: os espectáculos e as fotografias!
No primeiro dia, tinha atenções viradas para JOÃO SÓ e OS ABANDONADOS e, naturalmente, os NERVO.
Os primeiros movimentam-se na área do pop/rock clássico, com cheirinho a BEATLES. Confesso que gosto do rock mais pesado, mas não deixei de abanar a carola e notar a atitude altamente profissional da banda, com canções muito seguras, bem construídas e agridoces! Mas eu sou só um ouvinte! Não sou crítico musical. Nota positiva para os autores de “Meu Bem” e “A Marte”.
NERVO! NERVO são uma questão de nervos… e não são para quem os tem fracos! Fazem um rock duro, garage, cantado em português, aliás, como JOÃO SÓ, e desancam nos instrumentos como se não houvesse amanhã. São uma droga! Ouvem-se e ficamos agarrados. O rock alucinante que praticam marcou a noite de 16.
As fotografias do dia 16 não são as costumeiras por estes lados… Falha na verificação do material, determinou falta de energia no Flash. Ficaram quase todas muito certinhas… como eu não gosto! Mas pronto, as vezes é bom fazer diferente do habitual… Tchi!
Dia 17! Segundo round! Uma mão cheia de Rock’n’Roll, Punk, Ska… o que quiserem! Yessssss…
R12! Hum… malta muito bem humorada, oriunda do Ribatejo que, além de apanhar batata e ir à vindima,  faz uma banda de estalo com o seu “Punk Agricultor” (também em vídeo clip) a fugir para o Ska de vez em quando. Modesto, puxou pela voz e pelo público e debitou as letras corrosivas das canções dos R12, com toda a malta em moche desenfreado…
Os DOGMA son do Puerto, carago! Foram uma agradável surpresa ao vivo! Som seguro, irreverente e com boas letras! Nem parecem do Porto! Não, a sério, são uma excelente banda e a prova está no seu trabalho de 2008 e no corrupio de concertos que têm dado pelo país.
Depois do DOGMA, os d3ö de Coimbra… ora, ora! O que é que há para dizer sobre estes três rapazes? Bom para não me maçar muito a esta hora da noite, vou citar e subscrever o Blitz: “A música dos d3ö, submersa em luz negra, vive das tensões entre os riffs insistentes de duas guitarras repletas de eco e o ritmo insinuante da bateria. O Rock’n’Roll deste “power trio” que bebe inspiração no ‘blues’ é feito de passeios nocturnos e árvores ameaçadoras, de jogos iníquos e sangrantes, de paixões exacerbadas até ao delírio, do rio lamacento que urge atravessar, de distorção elegante e dança alimentada a fuzz, de um groove negro entrando garagem adentro.”
Dito isto, a única coisa que se passou foi uma explosão de Rock’n’Roll, de blues, de energia contagiante. Sou agarrado a estes também!
Os hits sucederam-se e a noite terminou com o público em cima do palco. É preciso dizer mais? Não, não é e se acham que sim tivessem lá ido, só perderam.
As fotos de dia 17 ficaram mais “à minha maneira”, como cantam os Xutos!
Não quero terminar sem dar os parabéns merecidos à Associação Mêda+ e à Junta de Freguesia de Mêda, a quem desejo as maiores felicidades para este projecto. Além disso quero publicamente agradecer ao André Rebelo Pereira e à sua equipa, que fez os possíveis e os impossíveis para que bandas e fotógrafo se sentissem em casa. Grande abraço.
Por último: há vídeos dos R12 e d3ö. Ficam para mais tarde. A seu devido tempo serão colocados no meu canal Youtube.
O cartaz acima dá acesso aos dois dias do festival (Quer dizer: clicar no cartaz para ver as fotos). Ao terceiro dia descansei!
See ya!

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SEAN RILLEY & THE SLOWRIDERS + THE PROFILERS + X-WIFE

18.07.2009, 20h30m. Procuro um local que o Eurico dos PROFILERS me tinha indicado para comer um leitão “à maneira”. Ignoro o local. Rendido às novas tecnologias, peço ao GPS para me indicar o Restaurante “CANEIRA” e sou levado para um pasto verdejante! Cogitei para comigo que aquele não seria o local apropriado para comer o afamado leitão de Negrais. Além do mais eu não estava classificado como ruminante na categoria dos animais terrenos para o GPS…
Faço o gesto mecânico de encanar a marcha à ré do veículo em que me deslocava. Penetro novamente o centro de Negrais, onde se podiam admirar as típicas decorações das festas saloias.
- Hum…
No palco à esquerda alguém fazia o Sound Check para mais logo ter o som desejado para a multidão que haveria de aparecer indiferente ao frio e ao vento, que a noite trouxe consigo. Estaco o veículo de mansinho e pergunto a um nativo:
- Ó amigo, sabe dizer-me onde fica o restaurante “CANEIRA”?
- Olhe – e eu olhei – anda 500 metros e é logo aí à frente!
- Retorqui com um delicado e necessário “Obrigado” e zarpei rumo à saída da localidade.
À frente já depois da placa que indica o termo da povoação, estava o “CANEIRA”, onde eu me lembrei já ter estado.
Havíamos chegado são e salvos. Motivo para celebrar.
Na mesa do canto estavam os ilustres membros das bandas, que pisariam o palco mais logo. Cumprimentos e conversa de circunstância, que não havia tempo para mais e sentei-me à mesa para apaladar o leitão acompanhado da bela da bata frita e da colorida salada.
Já de barriga cheia vim à porta onde o “Pitosga” parecia algo abatido pelo facto de não haver muitos carros estacionados estrada arriba.
- Nos outros anos há carros até cá acima – disse.
- Pá, hoje é o Super Bock e os MOONSPELL na Amadora – tentei eu animar a coisa, pensando que se a malta não aparecesse para um espectáculo com três bandas nacionais, todas com discos editados, ia ser mau…
Estrago feito e conta paga, desci a caminho do centro das festividades. Antes de chegar ao local, um senhor agente da autoridade mandou-me estacionar logo ali num descampado, que lá para baixo não passam viaturas.
- Sim, senhor agente!
Queimando tempo para os concertos fui dar cinco voltas nos carrinhos de choque! Para ali andei com a herdeira mais nova, chocando aqui e ali e mais além e acolá, até que se acabou o combustível e nos dirigimos à boca do palco. Estava na hora. Mas as horas marcadas vocês já sabem que têm apenas o propósito de anunciar quanto tempo os eventos começam atrasados, portanto, da hora já passava e já nem me recordo quando começou efectivamente o espectáculo. Porventura até fui eu que cheguei atrasado.
- Hum…
Atrasados ou não, o facto é que os SEAN RILLEY & THE SLOWRIDERS deram inicio á festa do rock com o local já cheio de espectadores de todas as idades, aparecidos do nada (este nada receio bem que sejam as tascas da festa).
Dei inicio à minha saga fotográfica, só descansando nos intervalos e para uma ou outra imperial fresquinha…
Dos SEAN RILLEY já se escreveu muito, mas o que interessa é ouvir. São uma banda de multi-instrumentistas cujo som me embala e faz evocar as pradarias americanas, o verde do pasto de Negrais ou aquele monte onde vivia a Heidi.
“São histórias de amor e desejo, de pecado, de Deus e do Diabo, embrulhadas em estruturas Rock’n’Roll, bluesy e folk de clima hedonista.” in Disco Digital. Excelente som, malta porreira de Coimbra, berço de muita da nova música nacional.
Intervalo e muda-se o palco e mais não sei o quê, malta que aparenta estar atarefada a verificar cabos e som, batendo com o indicador nos microfones aferindo do seu funcionamento:
- Tuque, tuque. – E alguém diz:
-Ok!
Os segundos a entrar em palco são os filhos da terra que os pariu: THE PROFILERS. Estes moços com moça à frente conheceram uma ascensão vertiginosa desde que ganharam o XIII Festival de Música Moderna de Corroios. São produto de uma mescla bem engendrada entre o Blues, o Cabaret, o Rock e umas pitadas de indie-pop. Dizem eles que “A música que fazem cheira como o interior de um guarda-fatos antigo, sabe a bourbon e a cigarros, tem a textura do sangue que jorra nos filmes do Tarantino e do Robert Rodriguez e a transpira a sensualidade das dançarinas do can can. E deve soar a muitas coisas, do bom velho rock and roll ao blues, da bossa ao jazz, do indie pop ao cabaret.” Está tudo dito.
Neste espectáculo tiverem como convidados de peso. Veja as fotos. É surpresa.
No final do espectáculo fui até aos bastidores e, tal como tinha prometido num outro show, levei a garrafa de SOUTHERN COMFORT… O facto é que já havia muita malta com um grão na asa. Engoli uns quatro fundos de SOUTHERN COMFORT e regressei ao palco para fotografar os X-WIFE. Gerados no Porto, têm nome estabelecido no mercado e tocam indie-rock muito dançável. Que o digam as teenagers que estavam à boca do palco e até lá para trás. Toda a malta a abanar o corpinho que a noite até pedia para aquecer.
Terminados os concertos, abriram-se as garrafas e as adegas.
A noite terminou como começara: com leitão, vinho, cerveja, bourbon e… bom já não me lembro. A bem dizer há muita coisa de que não me lembro.
Sei que me deitei às 7 da manhã!
Negrais valeu a pena: tudo do que é bom ali se reuniu: comida, bebida, música, músicos, nativos e gente que abre a porta ao viandante, como Fábio nos abriu a dele até que não houvesse leitão nem cerveja e as conversas começassem a ser um pouco absurdas…
Boas férias!
Um abraço a todos os assinantes e visitantes do 70-200.net (actualmente Planeta dos Catos).

Originally posted 2009-07-28 19:17:19. Republished by Blog Post Promoter

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Erotica Babe

Photographer Unknown – Year Unknown

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Os LábiosOS LÁBIOS apresentaram-se a Lisboa, no São Jorge

OS LÁBIOS começam a rodar depois de terem deixado atrás de si um rasto de brilho como THE PROFILERS. Ainda não há disco novo. Ou melhor disco de OS LÁBIOS não há mesmo. Só quem tem assistido aos “gigs” tem tido o privilégio de ouvir os novos temas e alguns outros vestidos de lavado. Da forma como eu vejo a coisa, os concertos são uma boa oportunidade para vender discos ou então só para aguçar o apetite. Apesar de poder ser só isso que OS LÁBIOS querem: beijar e deixar na boca o desejo de os possuir por inteiro, havia povo no concerto do passado dia 2 de Julho questionando onde se vendiam os discos. “Éh pá, mesmo que seja o antigo!”
- Pois meu caro, nem antigo nem novo!

Seja como for OS LÁBIOS estão de olho nos seus ouvintes, fãs actuais e futuros. Por isso mesmo o show iniciou-se com “De Olho Em Ti”. O alinhamento a que tive acesso fica aqui para os curiosos saberem ao certo por que nome dão as canções:

De Olho Em Ti
Mudar
O Cortejo
Coisa Bem
Diva Não
Bye Bye
Edith Piaf On LSD
Pour Marguerite
Paris Boy
Fado Arcado
Vampiros
Rádio Ligado
—————–
Humor – Amor
SAN 7
Let’s Dance

O espectáculo foi excelente e teve a participação de Miguel Ângelo (ex-DELFINS) em “Rádio Ligado” um dos temas mais recentes. Miguel Ângelo que, tanto quanto sei, é um dos produtores do disco d’ OS LÁBIOS que não tem data marcada para lançamento.
Agora as fotos.
Já devo ter dito muitas vezes que não se usa o material sem antes o testar e verificar os resultados, etc., etc. Foi o que eu não fiz. Logo as fotos da 8 mm não resultaram como eu queria. Por outro lado, o vídeo que pretendia gravar, nunca aconteceu. A razão é até bastante simples, faltou pressionar o botão que inicia a gravação. Como tem outras funções… enfim. Seja vocês os juízes e júri do que ficou.
A sala do São Jorge é um forno! Da próxima vez levo pão para cozer. Aconselho todos os queiram fazer um piquenique a usar a sala, cheia de preferência para aumentar a temperatura. Por aquelas bandas ao que parece som e frio são realidades incompatíveis: ou há ar condicionado ou há som no palco. Não sei porquê os músicos escolhem o som! Enfim, uma sala própria para a Sibéria!
See ya!

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