Rock & Folk

Mar 292013
 
 2013/03/29  Posted by on 2013/03/29 Chords of Fame, Rock & Folk No Responses »

Juliette and the Licks

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A Juliette, como sabem, é actriz e conta já na sua carreira com inúmeros titulos, vejam aqui. Agora deu-lhe para o rock’n'roll e deu-lhe forte. Vai-te a eles miuda…

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Por outro lado, a estas aqui já lhes deu há muito tempo, mas não menos forte. São giras como tudo e mesmo se um tipo não for à bola com o rock’n'roll, vai à bola com elas… Eu ia a todo o lado, até ao inferno… até porque lá é quentinho, segundo se diz.

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The Donnas

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Fev 142013
 
 2013/02/14  Posted by on 2013/02/14 Chords of Fame, Rock & Folk No Responses »

Xeque Mate - Escrava da NoiteSou agnóstico. Acredito que não sabemos nem poderemos nunca saber se existe um Deus. Já houve quem me quisesse dissuadir deste céptico agnosticismo, mas sem sucesso: e que sim, que Deus existe e é grande. Senão como surgiu este universo multifacetado e repleto de contradições?
Está bem! Foi Deus que criou o mundo que conhecemos. Mas, quem criou Deus? Eu tendo a achar que foi o Homem! E que cada vez que oramos, os que o fazem, ajoelhados junto de um leito que um dia há-de ser de morte, qual criança pedindo ao Senhor que os monstros abandonem a escuridão do quarto, em rigor, rezamos ao Homem, solicitando para nós e para terceiros muito do que nós próprios podemos dar. Dádivas que a preguiça e descrença no próprio Homem obstaculizam. Mas, se o Homem Criou Deus, então, por entreposta pessoa, o Homem criou o mundo.
Por este e outros motivos que não vêm ao caso, evito persignar-me ou benzer-me invocando a Santíssima Trindade. Isso seria desonesto e hipócrita.
Prefiro invocar a única trindade que me concede alguma serenidade. Para lá da cervejaria propriamente dita, a invocada por um dos grupos “one hit wonder” esquecidos do “boom” do chamado “rock português”. Continue reading »

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Fev 142013
 
 2013/02/14  Posted by on 2013/02/14 Chords of Fame, Rock & Folk No Responses »

BrandNewSin-RecipeForDisaster-FrontStress! Moderno, socialmente aceitável, doença de estratos sociais acima do remediado. Não ter stress não é um bom indicador. Significa que não trabalha o suficiente (fora de horas, quero dizer), que o seu patrão ou superior hierárquico não lhe esmigalha suficientemente o juízo durante o dia, com perguntas idiotas e negligências tansformadas repentinamente em urgências desmesuradas cuja inexecução de forma imediata, sem questões nem observações, determinará, sem mais, o fim do mundo tal como o conhecemos (pelo menos para si).
Em todas as organizações militam idiotas que podem em, qualquer altura, pedir-lhe para executar o tal relatório que anteriormente lhe tinham dito que não devia, em absoluto, elaborar-se, caso contrário isso podia acarretar consequências, nefastas já se vê, para a sua (já) miserável carreira! A cena tem, normalmente, tendência para se repetir, ciclica ou insistentemente. Isto provoca stress. Logo, mesmo que o seu vencimento seja miserável, você sente-se bem: tem stress. É “in”. E vai ao médico (de clinica geral e da Previdência que depois de perguntar se está tudo bem, aconselha o neurologista que, por seu lado, lhe manda aviar uma receita de ADT (do mais forte para começar, depois com o tempo logo se vê). E já está: baixa por doença e lá se vai a produtividade do país às urtigas! Fica, com o tempo e a medicação, com sérias probabilidades de se tornar o zombie número um da sua empresa.
Eu tenho stress, (não vão pensar que sou algum indigente que nem ganha para comer) e tomo ADT e outros! Já ultrapassei a fase zombie (foi do melhor: “quem?”, “aonde”?). Durante todo o processo fiz, contudo, automedicação que me ajudou a superar e agora me sustenta a leveza do ser e o fardo do dia-a-dia. Aliás, faço-a desde muito novo. Desde tempo imemoriais (sempre quis usar esta expressão) que o faço, por isso não tenho a mínima ideia de quando comecei! O que sei é que este medicamento me faz sentir bem.
Tive sempre propensão para medicamentos desta natureza, apesar de ainda não o saber quando ouvia o Nelson Ned na Rádio Altitude da Guarda!
100 a 150 batidas por minuto, actuar no escritório (às vezes no carro) perante uma audiência imaginária, com o polegar e o indicador direitos (salvo no veículo em andamento, por razões de segurança) faíscando no fémur, também ele direito, reduz -me drasticamente os níveis de stress (chega a cansar, tal a entrega, mas é um cansaço saudável).
O medicamento antistress a que numa das últimas autoprescrições me obriguei foi este “Recipe for Disaster” dos Brand New Sin. Uma espécie de comboio de mercadorias que passa a toda a velocidade com o seu som estridente, galgando quilómetros sem dó nem piedade e sem que alma alguma deste mundo consiga pará-lo: “Whoa God help me, I’m like a runaway train and there is no turning back”. É de tal ordem que o número de tomas (e estou a tomá-lo agora) chega a ser de várias ao dia.
Recomendado para stress e doenças do foro mental.
“Hell yeah!”

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Fev 142013
 
 2013/02/14  Posted by on 2013/02/14 Chords of Fame, Rock & Folk No Responses »

Nazareth - Hair of the DogEu tenho uma cadela. Mas quero sublinhar com veemência que se trata de uma cadela, apesar de ter sido laqueada, para evitar certas coisas. A veemência com que sublinho o facto de ser uma cadela deve-se a um outro, que passo a anunciar: toda a gente se lhe dirige, ou mesmo a mim, perguntando “Então estás bom?” – para a cadela – e “O cão morde?”, dirigindo-se a mim. Ora isto é inaceitável! Tão inaceitável quanto o eu perguntar a uma senhora que tipo de lâmina usa para fazer a barba, se bem que algumas necessitassem, efectivamente, de a usar regularmente para esse efeito. E porque é que eu faria uma pergunta tão fora de contexto? Porque à primeira vista a senhora, por virtude de farto buço ou mesmo de vestígios mais profusos de penugem no rosto, induzir-me-ia em erro, porque não atentei noutros pormenores da fisionomia da dita. O facto de ter o peito mais saliente não significa nada é certo, porque há homens que também o têm e aos quais eu poderia perguntar qual o número da copa do sutiã que usam, mas a questão viria sempre a despropósito. Um e outro responderiam de forma diversa,
mas sempre com o mesmo sentido, a senhora dizendo, “Eu sou fêmea e não faço a barba, quando muito faço depilação”, enquanto o macho responderia em tom interrogativo, “Queres levar um murro nos cornos?”. Ambas demonstram o quão equivocado eu estaria ao colocar a questão. E isto é inaceitável! É inaceitável não atentar noutros pormenores da fisionomia dos questionados, ou daqueles a quem as perguntas se reportam ainda que realizadas a terceiros.
Por isso, quando alguém pergunta à minha cadela “Estás bom?”, ou a mim me interpelam se “ele morde” trata-se de uma insolência, uma provocação, resultante de uma condenável falta de atenção do interpelante. E isso é inaceitável!
Porque é que as cadelas têm, aos olhos dos menos observadores, de ser sempre cães? Por acaso se chama a uma mulher “da vida” cão? Não, chama-se-lhe cadela (às vezes raivosa). Então qual é a dificuldade? Cadela é cadela, cão é cão.
Honestamente, nem sei porque estou a desperdiçar tempo a escrever este pequeno texto, que sei ser de fino recorte literário. Sou de antemão sabedor que continuarão a chamar cão à cadela, sem terem a preocupação de atentar a certos pormenores de carácter físico para, em antecipação à questão, afastarem as dúvidas.
A minha cadela nunca me mordeu. Se o fizesse seria, naturalmente, uma cadela morta. No entanto, gosto dela, mas já cometi a aleivosia de lhe desejar aquele destino. Tudo porque solta imenso pelo, qualquer que seja a estação do ano e isso enerva-me solenemente. Por isso escrevi à faculdade de veterinária no sentido de indagar se haverá qualquer solução para tamanha praga ou se, em alternativa, lhe podia dar um pente zero, do género militar acabado de assentar praça. Continuo à espera de resposta.
Desta Forma, estou seriamente inclinado para a resignação e passar várias centenas de horas apanhando pelo e a escovar a cadela até que o Nosso Senhor dos cães a chame para junto dele.
Nem a propósito fiquei ontem a saber que o Rei Tutankhamon morreu de uma infecção causada por um ferimento na perna esquerda, logo acima da rótula, que até acho que já nem tinha. Isto é muito importante para a história do Egipto e do rei mais jovem da história (pelo menos do Egipto), já que por cá o Sebastião nem se dignou morrer com um ferimento. Ficou-se por África onde fundou uma tribo que tem vindo a invadir paulatinamente o nosso país. D. Sebastião era um verdadeiro palhaço, a julgar pelas roupas.
Por fim, considero útil referir que o que me trouxe aqui foi o pelo da cadela, que gostaria de partilhar convosco.

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Fev 142013
 
 2013/02/14  Posted by on 2013/02/14 Chords of Fame, Rock & Folk, Vídeo No Responses »

A MATRIX EXISTE MESMO?

Zeitgeist, o Filme (Zeitgeist, the Movie, no original) é um filme de 2007 produzido por Peter Joseph, aborda temas como Cristianismo, ataques de 11 de setembro e o Banco Central dos Estados Unidos da América (Federal Reserve).Ele foi lançado online livremente via Google Video em Junho de 2007.
Uma versão remasterizada foi apresentada como um premiere global em 10 de Novembro de 2007 no 4th Annual Artivist Film Festival & Artivist Awards.
Em 2 de Outubro de 2008 foi lançado um segundo filme, continuação do primeiro, chamado Zeitgeist:Addendum, onde se trata temas com a globalização, manipulação do homem pelas grandes corporações e instituições financeiras, e aborda a atual insustentabilidade material e moral da humanidade, apresentando o Projeto Vênus como solução para o problema.

O filme é estruturado em três secções:

* Primeira parte: “The Greatest Story Ever Told” (“A maior história já contada”) – Aos 00:13 min
* Segunda parte: “All The World’s A Stage” (“O mundo inteiro é um palco”) – Aos 00:40 min
* Terceira parte: “Don’t Mind The Men Behind The Curtain” (“Não se importem com os homens atrás da cortina”)- Aos 01:14 min*
Zeitgeist é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo.

O conceito de espírito de época remonta a Johann Gottfried Herder e outros românticos alemães, mas ficou melhor conhecido pela obra de Hegel, Filosofia da História. Em 1769, Herder escreveu uma crítica ao trabalho Genius seculi do filólogo Christian Adolph Klotz, introduzindo a palavra Zeitgeist como uma tradução de genius seculi (Latim: genius – “espírito guardião” e saeculi – “do século”).[1] Os alemães românticos, tentados normalmente à redução filosófica do passado às essências, trataram de construir o “espírito de época” como um argumento histórico de sua defesa intelectual.

In Wikipédia

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Fev 142013
 
 2013/02/14  Posted by on 2013/02/14 Chords of Fame, Rock & Folk No Responses »

Voicist - Whatever You Want From Life VOICIST + TOKYO DRAGONS + DANKO JONES @ PARADISE GARAGE

Terça-feira é feira da ladra. Semanas antes tinha já decidido ir com o “JM” ladrar para o Paradise Garage. Por ali passava “The Mango Kid”, acompanhado de duas bandas de apoio: Voicst e Tokyo Dragons. O projecto era chegar cedo, ficar bem junto ao palco, primeira fila entenda-se, e abanar violentamente a cabeça ao som do já conhecido Danko Jones. Com os outros, ilustres desconhecidos, logo se veria. A noite havia de consistir no frenético destilar de suor e sacudir as ancas oscilando o corpo entregue à potência dos amplificadores. Chegados ao local onde a celebração do rock’n’roll deveria ter lugar, ocupámos os lugares de acordo com plano antecipadamente traçado: temerariamente na dianteira. No proscénio estavam alinhados instrumentos e as baterias faziam fila indiana, prontas a ser descartadas à medida que fossem usadas. Eram uma espécie de instrumento de usar de deitar fora. Tocado que estivesse, ele aí ia direito ao canto esquerdo do palco, por onde haveriam de se escoar os instrumentos e amplificadores usados e já sem préstimo para aquela noite. Música descartável. Who cares?
Há hora marcada aparecerem os Voicst. Os presentes, escassos, fitavam o palco com a curiosidade de quem nunca lhes tinha posto a vista em cima, nem sequer lhes tinha feito ouvidos de mercador.
“We are Voicist from Amsterdam”. Ok. Fogo à peça. Um trio poderoso. Rock’n’Roll em inglês com sotaque holandês. Normal. Além disso apenas nota para um qualquer problema de pé-de-atleta do baterista e do baixista: um de meias e outro descalço. Depois queixem-se que a micose se contrai nos locais menos expectáveis.
Por ali andaram pulando e rodopiando sempre com um som suficientemente forte para manter quentes os indefectíveis amantes do ruído organizado produzido em volumes consistentes com a possibilidade de uma surdez prematura. É dos Voicst o registo que hoje aqui fica em “chords of fame”, precisamente o tema que abre este disco.
E lá fizeram a parte deles, os miúdos, e bem digo eu. Idos, vem o staff retirar instrumentos e a bateria da fila indiana. O canto esquerdo do proscénio lá vai sugando, qual buraco negro, os instrumentos e demais artefactos usados na função.
Os meus ouvidos, a escassos 100 cm do palco, começavam a emanar um certo zumbido característico da exposição a demasiados decibéis… iiiiiiiiiiiiiiiiiii. E nada. Assim é que é! Em cima do acontecimento.
Palco limpo, chegam em grande estilo os Tokyo Dragons. Malta à moda antiga. Cabelos compridos, indumentária com prazo de validade expirado, botas de cóboi (sem vacas, pelo menos no palco), t-shirt invocando ZZ Top e cabelos suficientemente longo para se saber que a Páscoa se aproximava.
Tónica no hard-rock, solo p’ra aqui, solo p’ra ali e os ouvidos iiiiiiiiiiiiiiii. Malta competente e que aqueceu bem os presentes, que haviam já iniciado os violentos abanões de cabeça, mas nada de “mosh”, por enquanto. A droga e o álcool estavam, contudo, a caminho da produção dos seus efeitos.
Depois do buraco negro ter sugado toda a instrumentália do TD, as luzes apagaram-se a aparecem os três “Men in Black”. Hum… notei logo. Cara nova!
O baterista era um outro fulano, com um claro problema de dentição, por falta deles.
Função iniciada. O que se esperava: um destilar contínuo de energia, contacto permanente com a audiência, conversa de café, provocações mútuas, mas o homem aguenta tudo, e mais, entra no jogo… Naturalmente que os abanões de carola tornaram-se mais viris e, por vezes, violentos.
Tudo corria bem até os elementos extra musicais produzirem os seus esperados efeitos. Os nativos inquietaram-se e iniciaram uma dança frenética de encontrões. Corpos faziam voos curtos, que terminavam inevitavelmente no chão lavado de cerveja. Por entre voos e encontros fui atingido pela mão delicada de uma donzela escanzelada que erguia com a outra um copo de cerveja super-bock. Apesar do meu desagrado a coisa ficou por ali. Afinal estava numa zona de risco. “No big deal”, apesar de ter sido forçado a fazer aterrar um dos moços que por ali voava baixinho.
O “JM”, menos habituado às tribos do rock, foi violentamente atingido na cabeça pelo voo 42 de um piloto destravado. Temeu pela vida. Recuou para local seguro junto ao bar. Como qualquer soldado consciente do seu dever, permaneci bravamente na linha da frente defendendo os valores em que acredito: “rock till you drop!” Se não gostarem destes tenho outros, é só dizerem…

Originally posted 2006-04-15 19:21:51. Republished by Blog Post Promoter