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“Do sonho – um sonho antigo de Paco Bandeira, induzido por Artur Bual, Francisco Relógio e Mário Cesarinny (que teria por catalizadores a expertise e o know-how, o talento e o empenho de António Inverno e Eduardo Nascimento) – partiu-se para a aventura criativa de um projecto cultural interdisciplinar, aglutinador e promocional das Artes Plásticas e Visuais, das Artes Poética, Musicais e Performativas (como soe dizer-se). …e esta aventura criativa tomou forma, aqui (nos Foros do Cortiço), um pólo de convivialidade, um centro cultural em gestação (que congrega já a cooperação autárquica dos Municípios de Montemor-o-Novo, Vendas Novas, Évora e Portalegre), afirmando a sua realidade em progresso – sob a forma responsável, alegre e viva de manifesto – nesta II Colectiva de ARTE NA PLANÍCIE.
Por isso e também porque integra uma homenagem imperativa, ao grande pintor Manuel d’Assumpção, ela é – ainda e, sobretudo! – a demonstração radical de quem acredita que todos os 1.000′agres são possíveis, quando e se as expectativas são genuinamente inspiradas pela Poesis, autenticadas pela força da convicção, animadas pela acção, em nome da Vida, com o sentido colectivo, gregário e unívoco da Amizade!
Esta é uma colectiva de facto consumado, uma iniciativa da Liberdade-sem-fronteiras, da criatividade assumida na plenitude do visível e do táctil, na diversidade actual aqui assumida, latu sensu, sob a “forma da fala humana”.
O significado e a expressividade representativa desta mostra monumental, evidencia-se e torna-se absolutamente eloquente, na pluralidade de expressões, sensibilidades e linguagens, das centenas de obras aqui expostas, de 118 autores portugueses e (na versão deste ano) 6 galaicos: 92 Pintores (de entre as quais algumas masterpieces de mais de duas dezenas de pintores históricos, seniores e jubilados da Arte Portuguesa Contemporânea, na charneira dos sécs. XX/XXI), 22 Escultores (iniciados, profissionais e de carreira), 10 Fotógrafos (inovadores da imagem do simbólico e da arte-ensaio).
Estas não se pretendem referências strictu sensu estatísticas, apesar de outro qualquer propósito, de recensão nominal, ser, no âmbito deste texto, obviamente prematuro, desajustado e, porventura, elementarmente absurdo.”*
(*Texto retirado do catálogo)
Nesta exposição estão patentes trabalhos da minha série “Miopia”, que podem ver na Galeria. Para fazer o download do catálogo, clicar na imagem de uma das páginas do catálogo.
Originally posted 2006-04-08 22:37:30. Republished by Blog Post Promoter
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