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Rock till you drop with d3ö! They did it!

Os d3ö são das minhas bandas preferidas. No Festival Mêda+, dia 17.07, deram um espetáculo e tanto. Além das fotografias que podem ver aqui, fiz dois vídeos do concerto. Um deles, com 14m34s,  diz respeito à última das canções, durante a qual o público teve larga participação, subiu ao palco, expressou-se fruto da excitação do momento ou da bebedeira que muitos já traziam. De qualquer das formas ele aqui fica como prova da energia que a banda conimbricense emana nos seus shows e da sua envolvência com quem assiste. Quanto ao outro vídeo, fica ainda em arquivo!!!
See ya!

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Vivemos realmente o tempo, ou ele foge-nos por entre os dedos? O relógio condiciona inexoravelmente o nosso quotidiano. Voluntariamente ou arrastados, vivemos o dia-a-dia com “falta de tempo”, recorrentemente verbalizando que “tempo é dinheiro”. Contudo, desaproveitamos tempo e perdemo-lo efectivamente, extraviados num mar de superficialidades, apanágio da “vida moderna”, das grandes cidades e das catedrais do consumo. Também sabemos que o “tempo foge”, que não se regenera, que jamais poderá inverter a sua implacável marcha…

Originally posted 2008-06-04 00:14:19. Republished by Blog Post Promoter

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MonsantoSetembro foi tempo de regresso. Regresso às rotinas. Regresso aos banhos de multidão das catedrais do consumo, que se disseminam como uma moléstia indeclinável dos tempos modernos, cujo filme nem Chaplin imaginou. De volta à cara de velhos conhecidos e amigos de longa data e outros de recente aquisição. Uns e outros também retornados aos seus locais de trabalho e de diversão, imitadores de mouros, tisnados pelo sol do Algarve ou da mais distante Maiorca, Menorca ou outra orca qualquer tão desinteressante como todos as orcas que o mundo inteiro possa comportar. Locais de multidões ávidas de sol, como se o mesmo acabasse amanhã. Para esses há informações, já requentadas: amigos o sol só acaba daqui a 5 mil milhões de anos, transformando-se numa anã branca, num processo autofágico que porá termo à vida na terra. Nessa altura, já este blog/site/o que quer que seja, constará dos anais da blogosfera ou mesmo da esfera…IDANHA-A-VELHA
Regressei do interior profundo, ostracizado, bem entendido, onde as pedras contam histórias e a história foi gravada em pedra, por vezes também de multidões, enfurecidas, revolucionárias ou tão-só aglomerados de gente assistindo a jogos que ditavam o destino de uns quantos.
Bom, o facto é que de um pequeno périplo pelo interior resultaram alguns postais ilustrados, deste ano e do ano passado. Alguns já viram a luz do dia por aqui, outros vêem-na agora.
É o caso de IDANHA-A-VELHA, local que nunca tinha visitado e que possui um património histórico e cultural de se lhe tirar o chapéu. MONSANTO que revisitei e de que recolhi novas imagens, bem assim como de MARIALVA, a eterna terra dos Aravos, tribo lusitana, que se opôs com denodo à invasão romana, sem sucesso, bem entendido. Imagens que ficam na retina de quem visita os locais, como a PENEDA DO GERÊS, ainda que por lá o sol penso que já se tenha consumido, uma vez que a palavra de ordem é: nuvens! Mais para sul: SETÚBAL, terra de bom peixe e de muitas histórias. PALMELA, por que não? O vinho até nem é mau!
Os postais aí ficam para quem os quiser apreciar e aguçar o apetite para uma visita aos lugares que fizeram Portugal, se bem se mal, isso agora não interessa.
Eis-me de novo aqui ao vosso dispor!
Um brinde à vossa inteligência!

(clicar nos nomes e/ou nas imagens para aceder às fotos)

Originally posted 2008-09-16 00:56:47. Republished by Blog Post Promoter

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O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A data foi adoptada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.

#Wikipédia
Hoje em dia, como em tantas outras ocasiões que visam lembrar ou celebrar conquistas ou direitos, o dia da mulher não é mais do que uma data no calendário do comércio, seja ele local, grande superfície, tradicional ou até o virtual.
Fico até com uma impressão ainda que ligeira, que uma maioria significativa de mulheres está para o DIM (não confundir com as meias), como a Miss Carolina do Sul 2007 está para os mapas: ignora!
Ignora o seu significado e as conquistas lhe estão subjacentes, para o que muito contribui a desinformação dos média e a banalização comercial desta efeméride onde o comércio, que ignora também, apenas sabe tratar-se de um dia possivelmente mais movimentado do que o normal e cuida de atrair clientela com montras que apelam à data e aos artigos que farão felizes muitas mulheres por esse mundo fora, ainda que lhes faltem as condições de trabalho adequadas, um salário condigno e um companheiro (ou companheira) que as não vilipendie ou maltrate. Penso até que haverá mulheres que preferem levar duas lambadas a não ter uma rosa no DIM!
Mas, nesta como noutras matérias, está nas nossas mãos, homens e mulheres, manter o alerta e não deixar que a data não seja apenas mais um dia, a não ser que sejam todos!
Todos os dias são de mulheres e de homens. A questão principal é de que Homens e de que Mulheres. Nós os parimos nós os criamos, não se queixem mais tarde do que eles são!
Jocas p’ra todas, em especial p’rá Kathryn Bigelow!!!

Legenda do cartaz acima:
a vermelho: “8 de Março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha.”
a cinzento: “Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!”

Originally posted 2010-03-08 22:11:09. Republished by Blog Post Promoter

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“Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim”

povo unidoNão admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates…Olá! Armando Vara…), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA – mas não de construção económica – aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a “prostituir-se” na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo “normal” e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são “abafadas”, como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente “importante” estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente “importante”, jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os “senhores importantes” que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves – “Expresso”

Agora pergunto eu: o povo unido em quê?

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