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O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A data foi adoptada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.

#Wikipédia
Hoje em dia, como em tantas outras ocasiões que visam lembrar ou celebrar conquistas ou direitos, o dia da mulher não é mais do que uma data no calendário do comércio, seja ele local, grande superfície, tradicional ou até o virtual.
Fico até com uma impressão ainda que ligeira, que uma maioria significativa de mulheres está para o DIM (não confundir com as meias), como a Miss Carolina do Sul 2007 está para os mapas: ignora!
Ignora o seu significado e as conquistas lhe estão subjacentes, para o que muito contribui a desinformação dos média e a banalização comercial desta efeméride onde o comércio, que ignora também, apenas sabe tratar-se de um dia possivelmente mais movimentado do que o normal e cuida de atrair clientela com montras que apelam à data e aos artigos que farão felizes muitas mulheres por esse mundo fora, ainda que lhes faltem as condições de trabalho adequadas, um salário condigno e um companheiro (ou companheira) que as não vilipendie ou maltrate. Penso até que haverá mulheres que preferem levar duas lambadas a não ter uma rosa no DIM!
Mas, nesta como noutras matérias, está nas nossas mãos, homens e mulheres, manter o alerta e não deixar que a data não seja apenas mais um dia, a não ser que sejam todos!
Todos os dias são de mulheres e de homens. A questão principal é de que Homens e de que Mulheres. Nós os parimos nós os criamos, não se queixem mais tarde do que eles são!
Jocas p’ra todas, em especial p’rá Kathryn Bigelow!!!

Legenda do cartaz acima:
a vermelho: “8 de Março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha.”
a cinzento: “Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!”

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