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Mar 072018
 
 2018/03/07  Posted by on 2018/03/07 Textos Insanos, Word of Mouth  Add comments

Originally posted 2007-10-29 23:25:43. Republished by Blog Post Promoter

Matando o papaCarbónicas as cidades do dióxido, envenenaram cedo os rapazes e corriam de cio na venta mulheres por entre passeios empedrados de aldeias montanhosas. Calculavam-se metricamente as possibilidades: ascensão florida no cemitério e o verde-escuro dos táxis acelerava veloz cantigas de Edith Piaf. Era ontem e hoje que caía sórdido e balofo na armadilha das lambidelas do poder, lembrando aos pecadores da carne puritana, uma pasta ensanguentada, escorregadiça, lúgubre. O Santo Oficio bailou na morgue a dança ácida da chuva experimentalmente atómica. O padre ajoelhou cabotino no altar da hipocrisia e no pânico da revelação do Cristo crucificado no monte das oliveiras; cabelo oleoso no azeite das lamechices beatas. 747, caiu! Todos caímos e o sentido da escrita cai a pique nas “Bic” da ignorância. Corpos apodrecidos aos milhares, roídos pelos abutres do poder, cromos de uma colecção sem caderneta. Ciprestes cobertos de um negro carregado e os mortos que riam do destino aéreo de aterrar os cornos num descampado qualquer, quando o voo perde a altitude da paz do Senhor, sem que ainda os sobretudos do Inverno moral caiam nos jazigos das mortalhas cantantes. Achei divertido ter vontade de estrebuchar num jantar canibal e condenar os criminosos à forca. Como no “far-west”!

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