Escala de Cinzentos

Chegou hoje aos cinemas portugueses a adaptação cinematográfica do livro porno das mamãs, “As Cinquenta Sombras de Grey” da escritora inglesa Erika Leonard James, publicado em 2011. Diz-se que a maior audiência é de mulheres entre os 20 e os 40 anos: demasiado novas para terem experimentado todos os prazeres da carne, demasiado velhas para os aprenderem todos? Hum, por alguma razão a personagem feminina principal é uma virgem de 21 anos! 9 semanas e meia depois de bondage, sadismo e masoquismo, já não! C’est la vie! Se tem que ser, que seja à bruta! Mas não, o filme acho que é amoroso… disse uma moça!
Em fotografia também há cinzentos e vêm numa escala, uma escala de cinzentos! Podem ser porno, eróticos, reais, mentirosos… podem ser tudo o que quisermos e a imaginação e a criatividade nos permitam.
Fica um exemplo, nada criativo e muito menos imaginativo. Mas é erótico (?)

escala de cinzentos


Take My Body este Natal

Take My Body

Encontra-se já no mercado, “Take My Body”, um fotozine editado pela Hugglybooks em papel reciclado de 150g, com algumas das imagens que constituem a série realizada em 2013. A edição é limitada a 50 exemplares, numerados e assinados pelo autor, 20 dos quais em edição de colecionador. Esta é acompanhada de uma imagem (que não consta do fotozine) impressa em papel Hahnemuhle Photo Rag de 308g.
A publicação está à venda na Mercearia de Arte, em Coimbra e pode, também ser adquirido clicando na imagem ao lado, com oferta dos portes de correio (Portugal continental).
Podem também adquirir o fotozine no Photobook Club Lisboa, que se realiza todas as primeiras sextas-feiras de cada mês, na Cowork Lisboa, Rua Rodrigues Faria 103, LxFactory – Edifício I – 4º Andar, Lisboa, com desconto de 10% na edição de colecionador.
Um abraço e até sempre.

Ficha Técnica:
título | take my body
autor | arlindo pinto
dimensão | 23×31 cm
número de páginas | 26
editor | Hugglybooks black scrapbook editions
pvp | 25 euros edição de colecionador | 10 euros edição regular
edição limitada a 50 exemplares | numerados e assinados pelo autor
ISBN | 978-989-98696-3-9

Look at the trailer…


Lançamento de  Take My Body

Capa de Take My Body

Capa de Take My Body

Em 2013 produzi uma série fotográfica dedicada, designadamente, opinião minha, à desconstrução do nu masculino e à forma como este é, em regra, apresentado na fotografia, seja ela clássica ou contemporânea (e não vamos discutir o que é ou não é contemporâneo). Mas a linha do trabalho desenvolvido e terminado no final daquele ano, tinha outra preocupação: contribuir para a aceitação do corpo tal como ele é, discutindo e colocando em crise a ideia do modelo corporal da antiguidade greco-romana e da cultura judaico-cristã. No primeiro caso o modelo dos deuses, no segundo o modelo de Deus, encarnado em Cristo e secularizado, dir-se-ia, pela primeira vez (para evitarmos delongas) no autorretrato do pintor alemão renascentista Albrecht Dürer, datado de 1500.
A série resultou de um workshop de um ano orientado pela fotógrafa Susana Paiva.
Cito aqui retirado do “Artist Statement” da série, que designei de Take My Body (Tomai o Meu Corpo) assenta na desconstrução do modelo clássico do nu masculino, dos corpos graciosos, calvos ou imberbes. É um exercício de auto-exploração, escuro, animalesco, primário.
O homem não definido como um ser belo, refinado ou poderoso, mas resumido aos seus desejos instintivos e à necessidade humana básica de sobrevivência.
Partilha da intimidade física e exposição da obscuridade que permanece no interior do corpo.
Pretende inspirar pensamentos sobre nós mesmos e sobre a vulnerabilidade do artista relativamente a cada espetador e questionar a relação que temos com o corpo, como nos relacionamos com a nossa intimidade.
Retirar do corpo a carga emocional e estereotipada do “glamour” a que se encontra sujeito e contribuir para a aceitação do corpo masculino enquanto tal.
TOMAI O MEU CORPO pretende ir ao encontro dos humanos que se questionam sobre a beleza exterior do corpo e podem encontrar nestas imagens a aceitação do seu e das emoções que ele desperta ou que jazem no seu interior.
O trabalho colheu influências de nus de Bill Brandt e André Kertész.
Após um curso de verão no AR.CO, com o professor Sérgio Mah, sobre a concecão do livro de fotografia, surgiu o fotozine que no dia 1 de Novembro apresentarei em Coimbra na Mercearia de Arte Alves & Silvestre e que traz ao formato impresso algumas das imagens que constituem a série. A edição de colecionador é acompanhada de uma fotografia extra fotozine, impressa em papel Fine Art Hahnemuhle Photo Rag de 308g com as medidas 297x210mm, numa edição da Hugglybooks.

Convite para o evento

Evento no Facebook

O Lançamento de Take My Body está inserido na 2ª Feira do Livro de Autor, organizado pela Mercearia de Arte Alves & Silvestre, pelo Photobook Club Coimbra e pelo THE PORTFOLIO PROJECT, em Coimbra.
Se passarem por Coimbra nesse dia, às 20h estaremos todos na mercearia.
Um abraço.

título | take my body
autor | arlindo pinto
dimensão | 23×31 cm
número de páginas | 26
editor | Hugglybooks black scrapbook editions
pvp | 25 euros edição de colecionador | 10 euros edição regular
edição limitada a 50 exemplares | numerados e assinados pelo autor
ISBN | 978-989-98696-3-9

Clique AQUI para adquirir o seu exemplar


Underground Maters

No IMAVIZ UNDERGROUND passam-se coisas! Boas… Uma das lojas “sui generis” que podem encontrar por lá, é a “El Pep books”. Dedicada, fundamentalmente à banda desenhada, mas também à fotografia, tem ao lado uma pequena “galeria” onde atualmente estão expostas obras fotográficas de autores muito pouco conhecidos, que fazem parte de um coletivo que dá pelo nome de “MEMENTO MORI” (lembra-te que tens que morrer) e que nem sequer compareceram na abertura ou na conversa que teve lugar no dia 11 deste mês no local, sobre a dita exposição. Quase todos os autores, sendo portugueses ou de ascendência portuguesa, estão fora do país.

A coletiva tem a adequada e ambivalente designação de UNDERGROUND MATERS.

Uma vez que a fotografia está lá e com uma excelente presença, os autores não são mesmos necessários, salvo para produzirem novos trabalhos. À mão estão uma pequena biografia e o “statement” relativo às obras expostas, de cada um dos autores. Coisa semelhante só tinha ainda visto na música por parte dos Residents, que não se deixam ver por nada!

O “vazio” criado pela ausência física dos autores, adensa a curiosidade e o seu desconhecimento, a honestidade da crítica. Cosima Breier, José Carlos Galhardo, Henrique Môller-Dias e Maria Krejci apresentam trabalhos tão díspares, quanto a riqueza estética que lhes subjaz. Costumava dizer-se (tomando isso como certo) que “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Neste caso ter-se-á por bom e, assim, sendo, por aqui se fica a prosa, deixando um convite para passarem pelo velhinho IMAVIZ ali na Fontes Pereira de Melo e tomarem boa nota do que por lá se passa, na galeria da “El Pep books”.

Entre, Entre

Entre Entre, de Henrique Moller-Dias

Guiné 72

Guiné 72, de José Carlos Galhardo

Leeway

Leeway, de Cosima Breier

Dromologia, de Maria Krejci

Dromologia, de Maria Krejci


V Festival Meda+

Começou na quinta-feira o V Festival Meda+. É um festival gratuito, com campismo gratuito e não há outro igual. Bandas nacionais, emergentes e já rodadas para deleite da malta nova e não assim tão nova: THROES + THE SHINE, CAPITÃO FAUSTO e LINDA MARTINI são os cabeças de cartaz. Pelo meio pode haver até bandas mais interessantes… Hum… ANARCHICKS(?). Ah Ah! Nem sempre a cabeça manda mais… às vezes é o corpo. Cartaz de luxo, é o que é!
Noites quentes, cerveja gelada e muitos “bebentes”, para gáudio da marca que se bebe e da organização do festival. A afluência mede-se em números… de imperiais!

SKILLS & THE BUNNY CREW no V FESTIVAL MÊDA+

Este Meda+ marca a meia década do festival que cresce anualmente, como seria de esperar de uma criança, com um cartaz de fazer inveja a festivais pagos a peso de ouro pelos seus frequentadores. O campismo é grátis e com deslocação e os campistas tem deslocação assegurada em minibus para o local do festival.
O interior tem destas coisas… se quiser continuar no mapa deste malfadado Portugal. Nem tudo acontece nos grandes centros urbanos, nem tudo devia passar por lá! Os governos têm esquecido o interior e as suas potencialidades e nada têm feito para fixar as populações e depois lá vamos todos paras os grandes centros urbanos atropelar-nos uns aos outros. Se a idiotice pagasse imposto (o que poderá estar para breve) seriamos uma economia em ascensão com tanto dinheiro vindo dos governos!
Agora, agora o que interessa é que a Mêda está no mapa dos festivais de verão e recebe milhares de seres ávidos de som…
Vou ali e já volto!
PS: fotografias!


28Jun

San

SAN

Oi oi!

Enquanto andam por aí a ver o “esférico rolando sobre a grama” eu tenho andado muito stressado. Tenho a doença dos nervos fracos e ainda por cima ontem à noite descobri que tinha o cabelo todo branco!!! Por acaso hoje de manhã já não estava… mantenham-se afastados das drogas!
Hoje foi dia de Alfama e Mouraria com “les élèves” do SMMP…google it!

Ontem OS LÁBIOS voltaram aos palcos no Fontória Blues Caffé & Dinner. Lançaram há pouco tempo o seu mais recente single “Marraquexe” (onde tudo mexe) e pelo palco do Fontória passaram temas orelhudos.
Agora não há tempo para mais, por isso fica aqui a San, que dá voz à banda e ficou com muito feeling nesta fotografia do concerto de ontem. Mais fotografias aqui!
see ya!

Os Lábios (San)


Será um PHOTOBOOK Club Witkin e eu

Photobook Club 4.04.2014A próxima sessão do PHOTOBOOK Club Lisboa terá lugar no próximo dia 4 de abril, entre as 19h e as 20h30, na CoworkLisboa,  LX Factory ( Evento no Facebook).

Desta vez está em cima da mesa, o livro editado em 2012 em França pela Delpire sobre a obra de Witkin, com o titulo de “Witkin“.  Além das fotografias publicadas, há detalhes, páginas de desenhos, esboços preparatórios e um texto, Crazy about Christ, de por Eugenia Parry, que tem como objetivo dar pistas, se não diretrizes para o trabalho do autor. Em 2013 foi editado An Objective Eye, um novo filme/documentário sobre Witkin. Vale a pena ver. Para os interessados aqui fica o trailer:

Em cima da mesa estará também o meu projeto “Tomai o Meu Corpo” , que há tempos atrás aqui divulguei e roda por aqui.  Serão apresentadas fotografias inéditas do projeto e o “livro objeto” criado para apresentação do trabalho em dezembro de 2013.

A missão do Photobook Club é promover o livro de fotografia enquanto forma particular de discurso fotográfico, convidando fotógrafos, galeristas e editores a apresentar os seus livros de eleição.
O PhotoBook Club Lisboa é uma organização conjunta do THE PORTFOLIO PROJECT, da IMAGERIE e do COWORKLISBOA, dinamizado localmente por mim próprio e pelos fotógrafos  Magda Fernandes, Mário Pires, Susana Paiva e pelo designer Fernando Mendes, tendo como objetivos a promoção, reflexão e discussão em torno do livro de fotografia.

Todos os meses o PHOTOBOOK Club Lisboa elege um livro de fotografia que apresenta publicamente, numa sessão de entrada livre e gratuita nas instalações do COWORKLISBOA, na LX Factory.

As sessões tem lugar na 1ª sexta-feira de cada mês, entre as 19h e as 20h30, entrada livre.

COWORK LISBOA | Rua Rodrigues Faria, 103, LX Factory, 1300-501 Lisboa, Portugal.


Quod homo post crucifixionem

Diz-se que Jesus Cristo foi crucificado pelos romanos, depois de lhe ser entregue para tanto pelos judeus. Há quem diga que a crucificação era um costume Persa.
De uma forma ou de outra e após mais de 2000 anos, o Homem é irrevogavelmente e de forma cruel e persistente crucificado.
Até quando?

*

It is said that Jesus Christ was crucified by the Romans after him be delivered for that to the Jews. Some say that the crucifixion was a Persian custom.
In one way or another and after over 2000 years, man is irrevocably, cruel and persistently crucified.
Until when?
Quod homo post crucifixionem

Fotografia: Arlindo Pinto
Modelo: Clem Ferreira
Maquilhagem: Abigail Machado