Processos Fotográficos Alternativos

Novembro é o Mês da Fotografia, na cidade do Barreiro.  Entre as atividades que o evento envolve, estão exposições, palestras, oficinas, mostras, concurso de fotografia, maratona fotográfica, etc.
No próximo dia 29, domingo, pelas 15.30 terá lugar uma masterclass sobre processos fotográficos alternativos. Esta masterclass terá a participação da Magda Fernandes e José Domingos, com o projeto de fotografia estoneipa, TOSCA (Uma câmara estenopeica ou câmara pinhole é uma máquina fotográfica sem lente), de mim próprio com o projeto “Take My Body” e do João Miguel Batista com o projeto Polaroid “De olhos bem fechados (uma palavra)” (Polaroid (marca registrada da Polaroid Corporation) é o nome de um tipo de plástico que serve para polarizar a luz, patenteado originalmente em 1929).
Estarei por lá, convido-vos a consultar o programa do evento aqui, e se vos aprouver a assistirem à masterclass. O vosso apoio é fundamental para os autores.
Irei falar do projeto “Take My Body” e das ferramentas utilizadas na sua construção: um digitalizador (periférico de entrada responsável por digitalizar imagens, fotos e textos impressos para o computador, um processo inverso ao da impressora).
Na mesma masterclass reunir-se-ão processos com história feita e assente e outros que a era digital veio abrir portas: desde a película fotográfica e do estenopo ao conhecido “scanner”, passando pelo plástico que serve para polarizar a luz, disto se falará e das possibilidades que estes processos fotográficos alternativos oferecem aos autores que os colocam ao serviço da sua criatividade.
Até lá!

Masterclass Processos Fotográficos Alternativos

 


Lançamento de  Take My Body

Capa de Take My Body

Capa de Take My Body

Em 2013 produzi uma série fotográfica dedicada, designadamente, opinião minha, à desconstrução do nu masculino e à forma como este é, em regra, apresentado na fotografia, seja ela clássica ou contemporânea (e não vamos discutir o que é ou não é contemporâneo). Mas a linha do trabalho desenvolvido e terminado no final daquele ano, tinha outra preocupação: contribuir para a aceitação do corpo tal como ele é, discutindo e colocando em crise a ideia do modelo corporal da antiguidade greco-romana e da cultura judaico-cristã. No primeiro caso o modelo dos deuses, no segundo o modelo de Deus, encarnado em Cristo e secularizado, dir-se-ia, pela primeira vez (para evitarmos delongas) no autorretrato do pintor alemão renascentista Albrecht Dürer, datado de 1500.
A série resultou de um workshop de um ano orientado pela fotógrafa Susana Paiva.
Cito aqui retirado do “Artist Statement” da série, que designei de Take My Body (Tomai o Meu Corpo) assenta na desconstrução do modelo clássico do nu masculino, dos corpos graciosos, calvos ou imberbes. É um exercício de auto-exploração, escuro, animalesco, primário.
O homem não definido como um ser belo, refinado ou poderoso, mas resumido aos seus desejos instintivos e à necessidade humana básica de sobrevivência.
Partilha da intimidade física e exposição da obscuridade que permanece no interior do corpo.
Pretende inspirar pensamentos sobre nós mesmos e sobre a vulnerabilidade do artista relativamente a cada espetador e questionar a relação que temos com o corpo, como nos relacionamos com a nossa intimidade.
Retirar do corpo a carga emocional e estereotipada do “glamour” a que se encontra sujeito e contribuir para a aceitação do corpo masculino enquanto tal.
TOMAI O MEU CORPO pretende ir ao encontro dos humanos que se questionam sobre a beleza exterior do corpo e podem encontrar nestas imagens a aceitação do seu e das emoções que ele desperta ou que jazem no seu interior.
O trabalho colheu influências de nus de Bill Brandt e André Kertész.
Após um curso de verão no AR.CO, com o professor Sérgio Mah, sobre a concecão do livro de fotografia, surgiu o fotozine que no dia 1 de Novembro apresentarei em Coimbra na Mercearia de Arte Alves & Silvestre e que traz ao formato impresso algumas das imagens que constituem a série. A edição de colecionador é acompanhada de uma fotografia extra fotozine, impressa em papel Fine Art Hahnemuhle Photo Rag de 308g com as medidas 297x210mm, numa edição da Hugglybooks.

Convite para o evento

Evento no Facebook

O Lançamento de Take My Body está inserido na 2ª Feira do Livro de Autor, organizado pela Mercearia de Arte Alves & Silvestre, pelo Photobook Club Coimbra e pelo THE PORTFOLIO PROJECT, em Coimbra.
Se passarem por Coimbra nesse dia, às 20h estaremos todos na mercearia.
Um abraço.

título | take my body
autor | arlindo pinto
dimensão | 23×31 cm
número de páginas | 26
editor | Hugglybooks black scrapbook editions
pvp | 25 euros edição de colecionador | 10 euros edição regular
edição limitada a 50 exemplares | numerados e assinados pelo autor
ISBN | 978-989-98696-3-9

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Underground Maters

No IMAVIZ UNDERGROUND passam-se coisas! Boas… Uma das lojas “sui generis” que podem encontrar por lá, é a “El Pep books”. Dedicada, fundamentalmente à banda desenhada, mas também à fotografia, tem ao lado uma pequena “galeria” onde atualmente estão expostas obras fotográficas de autores muito pouco conhecidos, que fazem parte de um coletivo que dá pelo nome de “MEMENTO MORI” (lembra-te que tens que morrer) e que nem sequer compareceram na abertura ou na conversa que teve lugar no dia 11 deste mês no local, sobre a dita exposição. Quase todos os autores, sendo portugueses ou de ascendência portuguesa, estão fora do país.

A coletiva tem a adequada e ambivalente designação de UNDERGROUND MATERS.

Uma vez que a fotografia está lá e com uma excelente presença, os autores não são mesmos necessários, salvo para produzirem novos trabalhos. À mão estão uma pequena biografia e o “statement” relativo às obras expostas, de cada um dos autores. Coisa semelhante só tinha ainda visto na música por parte dos Residents, que não se deixam ver por nada!

O “vazio” criado pela ausência física dos autores, adensa a curiosidade e o seu desconhecimento, a honestidade da crítica. Cosima Breier, José Carlos Galhardo, Henrique Môller-Dias e Maria Krejci apresentam trabalhos tão díspares, quanto a riqueza estética que lhes subjaz. Costumava dizer-se (tomando isso como certo) que “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Neste caso ter-se-á por bom e, assim, sendo, por aqui se fica a prosa, deixando um convite para passarem pelo velhinho IMAVIZ ali na Fontes Pereira de Melo e tomarem boa nota do que por lá se passa, na galeria da “El Pep books”.

Entre, Entre

Entre Entre, de Henrique Moller-Dias

Guiné 72

Guiné 72, de José Carlos Galhardo

Leeway

Leeway, de Cosima Breier

Dromologia, de Maria Krejci

Dromologia, de Maria Krejci


Será um PHOTOBOOK Club Witkin e eu

Photobook Club 4.04.2014A próxima sessão do PHOTOBOOK Club Lisboa terá lugar no próximo dia 4 de abril, entre as 19h e as 20h30, na CoworkLisboa,  LX Factory ( Evento no Facebook).

Desta vez está em cima da mesa, o livro editado em 2012 em França pela Delpire sobre a obra de Witkin, com o titulo de “Witkin“.  Além das fotografias publicadas, há detalhes, páginas de desenhos, esboços preparatórios e um texto, Crazy about Christ, de por Eugenia Parry, que tem como objetivo dar pistas, se não diretrizes para o trabalho do autor. Em 2013 foi editado An Objective Eye, um novo filme/documentário sobre Witkin. Vale a pena ver. Para os interessados aqui fica o trailer:

Em cima da mesa estará também o meu projeto “Tomai o Meu Corpo” , que há tempos atrás aqui divulguei e roda por aqui.  Serão apresentadas fotografias inéditas do projeto e o “livro objeto” criado para apresentação do trabalho em dezembro de 2013.

A missão do Photobook Club é promover o livro de fotografia enquanto forma particular de discurso fotográfico, convidando fotógrafos, galeristas e editores a apresentar os seus livros de eleição.
O PhotoBook Club Lisboa é uma organização conjunta do THE PORTFOLIO PROJECT, da IMAGERIE e do COWORKLISBOA, dinamizado localmente por mim próprio e pelos fotógrafos  Magda Fernandes, Mário Pires, Susana Paiva e pelo designer Fernando Mendes, tendo como objetivos a promoção, reflexão e discussão em torno do livro de fotografia.

Todos os meses o PHOTOBOOK Club Lisboa elege um livro de fotografia que apresenta publicamente, numa sessão de entrada livre e gratuita nas instalações do COWORKLISBOA, na LX Factory.

As sessões tem lugar na 1ª sexta-feira de cada mês, entre as 19h e as 20h30, entrada livre.

COWORK LISBOA | Rua Rodrigues Faria, 103, LX Factory, 1300-501 Lisboa, Portugal.


O projeto TAKE MY BODY

Em 2013 estive envolvido num workshop de fotografia subordinado ao tema : “O que farei com esta imagem?”. O projeto inicial passava por desenvolver uma ideia que não teve condições para tanto.
Depois, aquele que foi apresentado e disso aqui demos conta, como o projeto “TheNakedHairyPhotographer” transformou-se n’ o projeto Take My Body, uma visão descomplexada do corpo humano e da relação que temos com o mesmo.
20 das fotografias que compõem o projeto estão já online aqui: http://arlindopinto.com/fine-art/take-my-body/
Se clicarem nesta fotografia também vão lá ter.o projeto TAKE MY BODY

Desde “arrojado” e “belo” a “dialeto incompreensível”, o projeto Take My Body já recebeu alguns epítetos “interessantes”. Uns fundamentados outros nem tanto (e por isso sem validade).
As imagens foram divulgadas em primeira mão pela rede StudioVox de Los Angeles, EUA e posteriormente através do The Portfolio Project, no mês da fotografia em Sofia, Bulgária.
São agora divulgadas aqui.
Tenham um bom 2014.
Um abraço!


Naked Work in Progress

Work In Progress…  É tudo sobre fotógrafos, fotografia e pessoas nuas … Tabu! Depois de algum tempo pensando sobre uma série de projetos, este pode bem tornar-se um deles.

Work In Progress… Its all about photographers, photography and naked people… Tabu! After some time wondering about lots of project this may become one of them.


Graffiti Arte Urbana

Graffiti Arte Urbana? Vandalismo? Apesar de para alguns a questão se manter, é inagável que o grafite (graffiti) é hoje considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street art ou arte urbana – em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade.


19Jul

Lust

Luxúria

Lust! A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional instintivo por todo o prazer sensual e erótico. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”.
Segundo a Doutrina Católica, é um dos sete pecados capitais e consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade.