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The story behind some photos or just photos that don’t fit in any gallerie … yet!
News about my activity as a photographer
Whatever! Blog!


Today Is A Long Time

arlindo pinto-today is a long timeToday Is A Long Time é um projeto editorial da editora “The Unknown Books” e é o meu mais recente livro fotográfico.
Sem vos querer maçar fica uma pequena sinopse abaixo.
Fica o convite para se juntarem à celebração.
Lá vos espero, dia 18, às 18.30.

O Tempo não é apenas um caminho mais ou menos célere para o ocaso. É testemunha que há de ser chamada a depor sobre a teia de existências a cujo nascimento e constância assistiu indiferente. Alguém irá questioná-lo: se estava efetivamente lá, se tudo se passou assim, se aqueles entes se amavam efetivamente e se o seu dia a dia era de ternuras indizíveis. E se o sol brilhava mais quando a criança olhava o horizonte, tentando adivinhar o futuro, maravilhado com o que via.
O Tempo há de ser perguntado porque guardou para sempre na invisibilidade dos seus aposentos a memória de tudo o que existiu e há de responder com um leve sorriso:
– Por dever. Pela obrigação de ser Tempo. Para recordar ao outrora infante, que aqueles entes e aquele lugar continuam com ele até que ele próprio se torne memória e dele serão para lá desse epílogo. Para o recordar que lhes deve a sua generosidade e o seu afeto.
E o Tempo diz-se eterno, longo, severo e, no entanto, contraditoriamente curto.
“Today Is A Long Time” é “…um poético relato de imortalidade e humanidade… Um secreto murmúrio partilhado, sobre as múltiplas formas como a morte nos toca e esculpe.” *
Um divida saldada, um obrigado sentido. Um revisitar do lugar das memórias que ajudaram a construir o infante e a encontrar na ruína física aquilo que permanece, o que o Tempo, muito tempo, construiu.
As imagens são apenas lembrança, o que escondem é o que existe.

*do texto introdutório de Susana Paiva


O ano termina aqui

Caros amigos:
Quase a terminar o ano de 2016 quero dar nota do meu apreço por todos aqueles que de uma forma de ou de outra apoiam o meu trabalho enquanto fotógrafo: seja criticando de forma construtiva, seja ajudando na realização de eventos, divulgando e adquirindo algumas das coisas que vou fazendo enquanto fotógrafo. Estas aquisições são uma importante contribuição para continuar a desenvolver trabalho, porque ajudam a amortizar os investimentos que vou fazendo. Não há lucro. Há vontade, paixão e muito trabalho.
arlindo_pinto_everything_is_not_1Em 2016 editei duas novas zines “EVERYTHING IS NOT” e arlindo pinto alegoria do inferno-01Alegoria do Inferno”. Considerem oferecer alguma pelo Natal ou até na Páscoa… Algumas das minhas zines estão quase esgotadas e a a 7ª Feira do Livro de Fotografia de Lisboa – Lisbon’s Photobook Fair deste ano ajudou nesse capitulo.
A zine da série Space 3 está quase esgotada. Fotografias desta série receberam uma Menção Honrosa no Concurso de Fotografia do Barreiro 2017. Não sendo um primeiro prémio, é mais um indicio que nos diz que, possivelmente, estamos no caminho da luz! A exposição com os 10 melhores trabalhos a concurso está por lá! A zine da série AUSÊNCIAS está quase esgotada também
A propósito, estive no Barreiro no dia 27 de novembro numa conversa muito interessante sobre o ensino da fotografia em Portugal, como moderador, por ausência da Susana Paiva (uma mentora e referência para mim). Estiveram representados na conversa o IADE, a APAF, a AR.CO, o IPT, o MEF e o CENJOR.
Tenho grandes expectativas para 2017. Mas isso fica, por ora, no segredo do deuses.
Sejam felizes.
O ano termina aqui.


As Cidades o Homem

Chegados quase ao fim do mês de Maria venho aqui dar-vos nota de que o meu próximo trabalho fotográfico, tendo como pano de fundo AS CIDADES O HOMEM, tem especial enfoque nas problemáticas da condição existencial pós-moderna, caraterizada pelo primado do consumo e do homo consumens, produto do capitalismo tardio ou neocapitalismo. Consumo que se identifica com o poder e a felicidade, e sustenta a autoridade da mercadoria como elemento de dominação da sociedade, num mundo movido pelas aparências e pela voracidade permanente de factos, notícias e produtos.
O projeto é, como sempre, uma reflexão sobre questões que me preocupam e sobre as quais pretendo comunicar alguma coisa, tomar posição.
É um trabalho de apropriação, sobre cujas imagens estão neste momento em edição. Provisoriamente tem por titulo EVERYTHING IS NOT. Uma das imagens da série fica aqui como antecipação.
arlindo-pinto-everything-is-not-11O projeto será apresentado sob a forma de “work in progress” apenas a convidados (darei noticia antes) no próximo mês de junho, uma vez que a sua apresentação formal apenas terá lugar no dia 30 de Outubro, entre as 16h30 e as 19h30, nas instalações do Palácio Pancas Palha, em Lisboa.

Entretanto, os projetos de 2015 que foram editados em fotozine, ZEMRUDE, SPACE3 e AUSÊNCIAS, depois de esgotado o stock inicial, estão de volta com a possibilidade de fazerem o download gratuito de uma fotografia de cada uma das séries. No caso de estarem interessados em alguma das zines/fotos cliquem AQUI, sff. A aquisição das zines ajuda-me a financiar novos projetos. Fica aqui um profundo agradecimento a todos os que têm adquirido exemplares das ditas.
Saudações fotográficas.


Processos Fotográficos Alternativos

Novembro é o Mês da Fotografia, na cidade do Barreiro.  Entre as atividades que o evento envolve, estão exposições, palestras, oficinas, mostras, concurso de fotografia, maratona fotográfica, etc.
No próximo dia 29, domingo, pelas 15.30 terá lugar uma masterclass sobre processos fotográficos alternativos. Esta masterclass terá a participação da Magda Fernandes e José Domingos, com o projeto de fotografia estoneipa, TOSCA (Uma câmara estenopeica ou câmara pinhole é uma máquina fotográfica sem lente), de mim próprio com o projeto “Take My Body” e do João Miguel Batista com o projeto Polaroid “De olhos bem fechados (uma palavra)” (Polaroid (marca registrada da Polaroid Corporation) é o nome de um tipo de plástico que serve para polarizar a luz, patenteado originalmente em 1929).
Estarei por lá, convido-vos a consultar o programa do evento aqui, e se vos aprouver a assistirem à masterclass. O vosso apoio é fundamental para os autores.
Irei falar do projeto “Take My Body” e das ferramentas utilizadas na sua construção: um digitalizador (periférico de entrada responsável por digitalizar imagens, fotos e textos impressos para o computador, um processo inverso ao da impressora).
Na mesma masterclass reunir-se-ão processos com história feita e assente e outros que a era digital veio abrir portas: desde a película fotográfica e do estenopo ao conhecido “scanner”, passando pelo plástico que serve para polarizar a luz, disto se falará e das possibilidades que estes processos fotográficos alternativos oferecem aos autores que os colocam ao serviço da sua criatividade.
Até lá!

Masterclass Processos Fotográficos Alternativos

 


Território e Imaginação

Desde julho que não vos dava notícias sobre a fotografia que vou fazendo. Por isso aqui estou.

2015 foi para mim, que não faço fotografia a tempo inteiro, o ano do espaço, do território e dos lugares e não-lugares. Melhor, território e imaginação. A matéria foi uma das vertentes de estudo do curso deste ano da Escola Informal de Fotografia-EIF. Suspeito que 2016 não será substancialmente diferente.

Quando falamos de espaço e/ou território pode, cada uma de nós, estar a referir-se a realidades bem distintas. Não vos quero apoquentar com assuntos que porventura não vos interessem (mas são livres de passar à frente), mas tenho que dizer-vos que quando se parte para um trabalho fotográfico de autor há que suportá-lo num conceito, uma forma de ver e dar a ver, entre outras coisas. A construção do conceito, partindo da ideia inicial, determina a pesquisa e estudo a realizar antes da execução do trabalho.

Numa fase embrionária fui compilando textos, cuja leitura depois fui aprofundando em função dos meus interesses na preparação do(s) discurso(s) fotográfico(s) a que me propus.

Estes foram alguns pontos de partida para o Território e Imaginação:

  • “O espaço é a acumulação desigual dos tempos.” MILTON SANTOS, 1988.
  • “O território é o chão e mais a população, isto é uma identidade, o fato e o sentimento de pertencer àquilo que nos pertence. O território é a base do trabalho, da residência, das trocas materiais e espirituais e da vida, sobre as quais ele influí. Quando se fala em território deve-se, pois, desde logo, entender que está falando em território usado, utilizado por uma população.” MILTON SANTOS, 2003.
  • “De acordo com RAFFESTIN (1993), o território é uma construção conceitual a partir da noção de espaço. Com isso esse autor pretende fazer uma distinção entre algo já “dado”, o espaço – na condição de matéria prima natural e um produto resultante da moldagem pela ação social dessa base – e o território – um construto, passível de “uma formalização e/ou quantificação”. Assim, “a produção de um espaço, o terrritório nacional, espaço físico, balizado, modificado, transformado pelas redes, circuitos e fluxos que aí se instalam: rodovias, canais, estradas de ferro, circuitos comerciais e bancários, auto-estradas, e rotas aéreas, etc.”, (LEFEBVRE, 1978, p. 259 apud RAFFESTIN, 1993, p. 143), por exemplo, se constitui em um complexo jurídico-sócio-econômico, modelado em uma multiplicidade de paisagens, exibindo feições características. O território é, assim, a base física de sustentação locacional e ecológica, juridicamente institucionalizado do Estado Nacional. Contém os objetos espaciais, naturais e/ou construídos, na condição de instrumentos exossomáticos, para (re)produção de uma identidade étnico-sócio-cultural.” CARLOS SANTOS in REVISTA ZONA DE IMPACTO. ISSN 1982-9108, VOL. 13, Setembro/Dezembro, ANO 11, 2009.
  • “…do território não escapa nada, todas as pessoas estão nele, todas as empresas, não importa o tamanho, estão nele, todas as instituições também, então o território é um lugar privilegiado para interpretar o país.” MILTON SANTOS, 1998.
  • “Para Soja (1971, p. 19), no âmbito da conotação política da organização do espaço pelo homem, a territorialidade pode ser vista como “um fenômeno comportamental associado com a organização do espaço em esferas de influência ou de territórios claramente demarcados, considerados distintos e exclusivos, ao menos parcialmente, por seus ocupantes ou por agentes outros que assim os definam.” CARLOS SANTOS in REVISTA ZONA DE IMPACTO. ISSN 1982-9108, VOL. 13, Setembro/Dezembro, ANO 11, 2009.
  • “Os não-lugares representam de certo modo as transformações que estão a ocorrer na sociedade moderna e que se materializam no território e das quais ninguém se parece aperceber. Todos nós, ou muitos de nós, beneficiamos com a construção destes novos espaços que nos permitem “fazer mais coisas em menos tempo”: auto-estradas, hipermercados, centros comerciais, caixas multibanco, etc. É a estes espaços, que nos facilitam a circulação, o consumo e a comunicação que Marc Augé chama “não-lugares”, em oposição aos “lugares antropológicos” que privilegiam as dimensões identitárias, históricas e relacionais (Augé, 2006). 
  • O não-lugar surge numa sociedade globalizada e é de certo modo o resultado da mobilidade dos indivíduos, dos objectos, e das ideias. Mas esta, tem características diferentes da mobilidade da cidade industrial, trata-se cada vez mais de uma dupla mobilidade: a do desenvolvimento tecnológico que permitiu “encurtar as distâncias” através dos meios de transporte (avião, metropolitano, automóvel); e a que surge com as Novas Tecnologias da Informação (NTI), que tornando-nos possível percorrer o espaço através de alguns sentidos (olhar, ouvir), nos permitem viver cada vez mais num espaço virtual sem sairmos do lugar que ocupamos.
    O lugar antropológico é o oposto dos não-lugares que encarnam de certo modo a ideia de cidade associada à mobilidade, viagem e anonimato.
    “Correspondem a uma relação forte entre o espaço e o social, que caracteriza as sociedades arcaicas, e são portadores de três dimensões: são identitários, históricos e relacionais. Estes lugares acompanham a modernidade, mas com as recentes transformações da sociedade eles vão-se perdendo, desaparecendo, e sendo substituídos por outros a que MA (Marc Augé) vai chamar não-lugares.” TERESA SÁ, EM LUGARES E NÃO-LUGARES EM MARC AUGÉ, 2006, 180.
  • “A época atual será talvez, sobretudo, a época do espaço. Nós estamos na época do simultâneo, nós estamos na época da justaposição, na época do próximo e do distante, do lado a lado, do disperso. Nós estamos em um momento no qual o mundo se faz sentir, creio eu, menos como uma grande vida que se desenvolverá através dos tempos do que como uma rede que liga pontos e que entrecruza seus laços” (FOUCAULT, M. “DES ESPACES AUTRES”. In: Dits e Écrits, tome 2: 1976-1988. Paris: Gallimard, 2001. pp.1571-1581.)

Depois de ter realizado “ZEMRUDE”, uma série fotográfica sobre uma das cidades invisíveis de Italo Calvino, interessou-me a construção dos espaços (imaginários) e a discussão em torno dos “não-lugares” de Marc Augé. Na construção dos espaços (imaginários) de “SPACE 3” foi fundamental a leitura de Foucault e de David Harvey. Na estruturação de “AUSÊNCIAS” foi essencial Marc Augé.
De “ZEMRUDE” já vos falei aqui e há ainda alguns exemplares da FOTOZINE normal à venda, na loja. Novos são os trabalhos “SPACE 3” e “AUSÊNCIAS”.

SPACE 3” é um território de imaginação geográfica e fotográfica. Recorre em certa medida ao conceito de heteropias usado por David Harvey ao referir-se aos espaços heterotópicos. É um “trompe-l’oeil” que nos obriga a refletir nas possibilidades dos espaços. Um terceiro espaço com origem numa espécie de engarrafamento do tempo, que decorreu entre tomadas de vista dos espaços que, apesar de geograficamente localizáveis, nunca são os mesmos porque também os eventos que ali têm em lugar, os significados que se lhes atribuem, as ideias e ideais que lhe subjazem não são os mesmos. A primeira tomada de vista data de entre 50 a 100 anos atrás.

Interessou-me, ao debruçar-me sobre a questão do território, a construção de – parafraseando Foucault – “espaços outros”, através de uma espécie de arqueologia da imagem. O passado dos espaços sempre me interessou, nomeadamente e neste caso, para me ajudar a criar outros espaços, cuja existência se resume à superfície bidimensional do papel fotográfico. Espaços imaginários.
A série “SPACE 3” podem ser vista AQUI. Da série está já ao alcance dos interessados uma FOTOZINE.

AUSÊNCIAS” discorre sobre o Homem na sua condição de animal social, ser de afetos, e os relacionamentos que opera com a comunidade em que se insere e com os espaços que ocupa. É uma metáfora que dá expressão à omissão da criação de laços identitários e relacionais entre os humanos e entre estes e o território em que se movimentam, indiferenciados e despersonalizados.

Imagens (aparentemente) vazias que consubstanciam também um discurso sobre as possibilidades da fotografia. Uma fotografia de aparências, que discursa sobre a verdade através da mentira ficcionada das imagens. A série tem também uma FOTOZINE, que vais estar disponível na loja para aquisição, dentro de um ou dois dias.

AUSÊNCIAS from Arlindo Pinto on Vimeo.

No próximo dia 7 estarei em Coimbra a apresentar estes trabalhos, na Casa da Esquina e falar sobre Território e Imaginação.

Ficam convidados, esperando que estes trabalhos despertem algo em vós.

Até logo.


ZEMRUDE Edição Regular

Já se encontra disponível para venda a brochura de ZEMRUDE, uma cidade imaginária. O livro de edição limitada esgotou e já não há qualquer exemplar para venda.
A brochura tem uma edição de 10 (dez) exemplares, com 17 fotografias e tem o custo de 7 euros . Além das fotografias a publicação contém um mapa da cidade!!!
Os interessados podem adquirir a brochura na loja do site. ZEMRUDE Edição Regular
Obrigado.

Ficha Técnica:
título | zemrude
autor | arlindo pinto
dimensões | 18×13 (horizontal)
número de páginas | 24
capa e miolo | papel couche
editor | do autor
edição | 10 exemplares
pvp | 7 euros

 


23Jun

Zemrude

Zemrude

Já se encontra disponível para venda o livro ZEMRUDE, uma cidade imaginária.
O livro tem uma edição limitada de 05 (cinco) exemplares, com 17 fotografias, tem o custo de 25 euros e é numerado e assinado pelo autor.
Os interessados podem contactar-me aqui através da página de contactos. Tendo em atenção que a edição é mínima os pedidos serão considerados por ordem de chegada.
Obrigado.

Ficha Técnica:
título | zemrude
autor | arlindo pinto
dimensões | 18x13x1,5cm (horizontal)
número de páginas | 20
páginas | 0,8mm de espessura
editor | do autor
edição limitada a 05 exemplares | numerados e assinados pelo autor
pvp | 25 euros

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19Mai

Lugar de Mim

Lugar de Mim de Susana Paiva

Em 2012 aderi ao The Portfolio Project, uma plataforma internacional, coordenada por Susana Paiva, que funciona como um lugar de troca, onde os fotógrafos podem desenvolver projetos juntos e publicar o seu trabalho. É, além do mais, uma plataforma educacional onde se adquirem competências na área, sobretudo, da fotografia de autor. Para os que não sabem e querem saber, assim de uma penada poderemos dizer a fotografia autor é género fotográfico muito amplo no qual a técnica ou uma fotografia em particular, não é avaliada por si objetivamente, mas antes a arte, coerência estética e intenção do trabalho. É nesta área que me tenho movimentado enquanto fotógrafo, cujo crescimento enquanto tal se deve bastante ao The Portfolio Project e ao convívio com a fotógrafa Susana Paiva.
Lugar de Mim Susana PaivaA Susana Paiva faz 45 anos no dia 31 de maio de 2015 (não se podia revelar esta informação). Claro está que a autora não podia encontrar outra forma de celebrar que não fosse a fotografia! Assim, além das exposições, objetos editoriais, vídeos, instalações, apresentações e “stand up comedy” que levará, em seu nome e sob o título “Lugar de Mim”, à Casa da Escrita em Coimbra, entre 22 de maio e 24 de junho de 2015, a autora associou a este projeto expositivo outros autores que, a partir de uma ideia original da mesma, Presente Futuro, construíram livros que estarão expostos durante aquele período e entre os quais me conto. Neste caso, trata-se fundamentalmente de um projeto colaborativo, em que 15 convidados da autora intervêm individualmente sobre um livro-objeto. O evento é muito mais do que este projeto, naturalmente. Lugar de Mim tem a chancela da Câmara Municipal de Coimbra e da Mercearia de Arte e vai, por certo, tornar-se um evento memorável para a cidade e todos os que nele participarem ou o visitarem. Terão quase um mês para ir até Coimbra e fruir e/ou adquirir imagens, objetos, vídeos, instalações, livros, etc. Se querem saber, eu acho que vale a pena. Não pelo que de meu por lá está (que é muito pouco), mas pela qualidade do trabalho da Susana Paiva e de todos os que por lá têm ou vão deixar a sua marca e que são criadores/pensadores importantes na área da fotografia em Portugal.
Abaixo fica o programa de Lugar de Mim e fica também o convite para visitarem a exposição e assistirem a tudo o resto.
Press release“:aqui
Acompanhar o evento: aqui.
Casa da Escrita
Programa e localização das intervenções da exposição “Lugar de mim”

Piso 1

“Primeiro Movimento” | Salão / Sala Polivalente
“THE COLLECTION”| vídeo PAL, 44:32, estéreo | obra de Margarida Guia e Susana Paiva
“Cartografia – Coimbra no Mapa” | Sala de Jantar
exposição documental | 10 anos de DNA

Piso 2

“Este é o Meu Corpo” | Sala de Colóquios
Instalação
“Manufactura – Livros de Artista e outros objectos singulares” | Sala de Colóquios
Exposição de livros de artista
“Outras Histórias de Amor” | Confessionário
Exposição de correspondência privada
“O Livro é uma Casa” #1 | Sala de Estar
Exposição e consulta dos livros de Susana Paiva, enquanto autora e editora
“Segundo Movimento” | Sala de Estar
“Resguardo das esfinges – declinações do branco”| vídeo PAL, 55:36, estéreo | obra de Maria Toscano e Susana Paiva
“Quem quer ser Susana Paiva – a partir de cadernos de criação 2013” | vídeo PAL, 09:19, estéreo
“Auto-retrato” | Sala de Reuniões
Instalação

Piso 3

“O Livro é uma Casa” #2 | Sala do Arquivo
Exposição de livros marcantes para a autora
“Presente Futuro” | Sala do Arquivo
Exposição de um projeto colaborativo, em que 15 convidados intervêm individualmente sobre um livro-objecto
(Esta intervenção só estará disponível a público durante os dias e horários em que existirão actividades/eventos)

Exterior | Jardim

“Húmus – Morte e Vida de uma Imagem” | Estufa
Exposição de fotografia

ACTIVIDADES

Visitas Guiadas | 16h30-17h30

25 a 29 de Maio e 22 a 25 de Junho | Acompanhamento por Susana Paiva

25 de Maio | 18h30-20h00 | Carta branca a Maria Sousa
26 de Maio | 18h30-20h00 | Carta branca a Susana Paiva
27 de Maio | 18h30-20h00 | Carta branca a Hugo Besteiro
28 de Maio | 18h30-20h00 | Carta branca a João Paulo Cruz
(inclui a apresentação informal dos projectos fotográficos, dos participantes da EIF, em torno da obra “Diálogos com a cidade”)
29 de Maio | 18h30-20h00 | Carta branca a João Rasteiro
22 de Junho | 18h30-20h00 | Carta branca a Equipa Chronospaper – criação, conservação e restauro de livros
23 de Junho | 18h30-20h00 | Carta branca a Susana Paiva
24 de Junho | 18h30-20h00 | Carta branca a Clara Moura
25 de Junho | 18h30-20h00 | Carta branca a Miguel de Carvalho

“Evento Pop-Up” | 30 e 31 de Maio | das 14h00 às 18h00

30 e 31 de Maio | Participação de Carlos M. Fernandes, Pedro Teixeira Neves, Francisco Varela, Mercearia de Arte Alves & Silvestre e Livraria Marcel

30 de Maio | 16h30m às 18h | Apresentação do livro “Dias Ícaros” de Pedro Teixeira Neves e Susana Paiva
31 de Maio | 16h30 às 18h | Apresentação do livro “Paisagens Ocultas – Notas sobre Arte, Ciência e Criatividade Distribuída” de Carlos M. Fernandes

Nestas datas estarão disponíveis para aquisição livros e outros objectos artísticos, comercializados pela Mercearia de Arte Alves & Silvestre e pela Livraria Marcel.”